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segunda-feira, 9 de março de 2026

Pederobba no Vêneto Terra de Origem de Emigrantes Italianos


Pederobba no Vêneto Terra de Origem de Emigrantes Italianos

O território de Pederobba possui uma história antiga, muito anterior à criação do município moderno. Documentos medievais já mencionam a presença de uma comunidade organizada na região: em 1152 o papa Eugênio III confirmou ao bispo de Treviso diversas igrejas do território, entre elas a antiga pieve local, testemunhando a existência de um núcleo populacional já estabelecido. Durante séculos esta área integrou os domínios da República de Veneza, da qual fez parte aproximadamente entre 1337 e 1797, período em que a região se inseriu na estrutura econômica e administrativa do Estado veneziano.
Foi nesse longo período que algumas obras importantes marcaram o território, entre elas o canal conhecido como Brentella di Pederobba, construído em 1436 para conduzir as águas do rio Piave às terras agrícolas da região. A obra permitiu a irrigação de campos e o funcionamento de pequenos moinhos, favorecendo a agricultura local. Grande parte das terras do território esteve também vinculada à antiga família nobre dos Família Onigo, que exerceu influência econômica e social sobre a região durante séculos.
O município de Pederobba, tal como é conhecido hoje, foi instituído apenas muito mais tarde, em 1810, por decreto de Napoleão Bonaparte, durante a reorganização administrativa promovida pelo Reino de Itália napoleônico. Naquele período o território passou a integrar o chamado Departamento do Tagliamento, cuja capital era Treviso. Geograficamente, Pederobba situa-se em uma zona de transição entre a fértil planície atravessada pelo rio Piave e uma região de colinas mais elevadas que conduzem às montanhas que circundam o maciço do Monte Grappa. O município encontra-se justamente na zona limítrofe entre as atuais províncias de Treviso e Belluno.
Após a queda da República de Veneza em 1797, a região passou por sucessivas mudanças políticas até ser definitivamente incorporada ao domínio do Império Austríaco após o Congresso de Viena, em 1815. Durante os longos anos de dominação austríaca, Pederobba e todo o Vêneto permaneceram sob a autoridade da casa dos Habsburgos. Os jovens em idade militar eram obrigados a servir no exército imperial por cerca de nove anos, sendo enviados para diversas partes do vasto império. Esse serviço militar colocava esses jovens em contato com outras realidades e com regiões economicamente mais desenvolvidas do que aquelas em que haviam crescido. Não eram raros os casos de soldados que, após o término do serviço, escolhiam permanecer em outras terras do império, onde muitas vezes constituíam família.
Como os demais municípios vizinhos, Pederobba viveu até o último quartel do século XIX de uma economia modesta baseada principalmente na pequena agricultura e em algumas atividades artesanais. Os pequenos agricultores e artesãos, para complementar os escassos rendimentos obtidos da terra, recorriam frequentemente à migração temporária para outras regiões em busca de trabalho. Desde tempos antigos era comum entre os habitantes mais pobres a prática de “fare la stagione”, uma forma de migração sazonal que levava homens a partir durante determinadas épocas do ano para trabalhar em outras regiões da Europa central.
Muitos desses trabalhadores atravessavam as fronteiras rumo às terras do próprio Império Austríaco, que então compreendia vastos territórios que hoje correspondem à Hungria, partes da Romênia e da Polônia. Terminada a estação de trabalho, retornavam às suas casas trazendo algum dinheiro economizado. Ficaram célebres as histórias dos chamados “badilanti” e “carriolanti”, trabalhadores itinerantes que percorriam longas distâncias munidos apenas de um carrinho de mão, alguns instrumentos de trabalho e poucos mantimentos — geralmente alguns quilos de farinha de milho para preparar a polenta e, às vezes, uma pequena forma de queijo. Assim atravessavam montanhas e fronteiras em busca de trabalho, muitas vezes caminhando por semanas.
Por volta de 1880 teve início um novo fenômeno migratório, desta vez de caráter definitivo. Muitos habitantes do Vêneto começaram a deixar suas aldeias rumo aos países vizinhos mais ricos da própria Europa, mas sobretudo em direção ao chamado Novo Mundo. Destinos como Estados Unidos, Brasil, Argentina e Uruguai passaram a atrair milhares de famílias. Entre esses destinos, aquele que mais se destacou para os vênetos nesse final de século foi o Brasil, para onde a grande corrente migratória se iniciou a partir de 1875.
Diferentemente das antigas migrações sazonais, agora não partiam apenas homens sozinhos carregando um carrinho de mão ou uma grande caixa de madeira nas costas, cheia de mercadorias ou estampas. Partiam famílias inteiras, abandonando definitivamente suas casas e suas aldeias em busca de uma vida melhor no tão sonhado Brasil, visto por muitos como a mítica terra da “cucagna”, onde se imaginavam existir terras abundantes e grandes plantações de café. Para muitos desses emigrantes começava então uma jornada rumo a terras distantes, das quais raramente retornariam.
Mais tarde, já ao longo do século XX, a emigração dos chamados pederobbesi continuaria a se expandir para novos destinos. Além da América, muitos habitantes de Pederobba dirigiram-se também para outras regiões do mundo, incluindo territórios da África e, de modo especial, a distante Austrália, onde novas comunidades de emigrantes vênetos acabariam por se estabelecer.

Nota do Autor

Este texto apresenta um panorama histórico do município de Pederobba, no Vêneto, destacando o contexto geográfico, político e social que marcou a vida de seus habitantes ao longo dos séculos. A narrativa recorda as antigas origens da comunidade, o período em que a região integrou a República de Veneza e, posteriormente, o domínio do Império Austríaco após as transformações políticas do início do século XIX.
Também procura explicar as condições de vida da população local, baseada durante muito tempo na pequena agricultura, no artesanato e na migração sazonal de trabalhadores que percorriam diferentes regiões da Europa em busca de sustento.
No final do século XIX, esse movimento migratório transformou-se em uma emigração definitiva, levando muitas famílias a deixar o Vêneto rumo ao Novo Mundo. Entre os principais destinos estavam o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos. Ao recordar essa trajetória, o texto contribui para compreender as origens de muitos descendentes de imigrantes italianos e a história das comunidades que nasceram a partir dessas migrações.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta






segunda-feira, 2 de março de 2026

Os Pilares do Novo Mundo e a Saga de Bartolomeo Sandrigo

 


Os Pilares do Novo Mundo e a Saga de Bartolomeo Sandrigo

No outono de 1855, em um vilarejo esquecido chamado Spresiano, na província de Treviso, no coração do Vêneto italiano, nasceu Bartolomeo Sandrigo. O ar estava pesado com o cheiro de folhas úmidas e terra remexida, enquanto o Rio Piave murmurava ao fundo como um lamento eterno. A Itália recém-unificada era um caldeirão de promessas quebradas: impostos esmagadores do novo reino, terras concentradas nas mãos de poucos nobres, e uma fome que roía as entranhas dos camponeses como um lobo faminto. Bartolomeo, o caçula de sete irmãos, cresceu em uma cabana de pedra e palha, onde o pai, um mezzadro explorado, labutava de sol a sol por uma fração da colheita. "A terra nos dá vida, mas nos rouba a alma", murmurava o velho Sandrig, com mãos calejadas que pareciam raízes retorcidas.

A vida rural no Vêneto era um ciclo impiedoso. Aos dez anos, Bartolomeo já manejava a enxada nos campos de milho e trigo, enquanto epidemias de pelagra – a doença da miséria, causada por dietas pobres em niacina – deixavam marcas vermelhas na pele de vizinhos. Revoltas camponesas ecoavam pelas colinas, com padres como mediadores entre os famintos e os senhores ausentes. Bartolomeo viajava a pé até Treviso para vender ovos no mercado, onde ouvia sussurros de um mundo além-mar: o Brasil, uma terra de ouro verde, onde o governo prometia lotes de terra gratuitos para quem ousasse cruzar o Atlântico. Agentes de emigração, com cartazes coloridos, pintavam quadros de abundância, mas Bartolomeo, analfabeto como a maioria, confiava nas histórias orais. "Merica", chamavam-na, uma palavra que soava como salvação.

Aos 20 anos, em 1875, a tragédia selou seu destino. Uma geada tardia destruiu a colheita, e o pai morreu de exaustão, deixando a família endividada. Bartolomeo, alto e forte como um carvalho vêneto, com olhos castanhos que guardavam uma determinação feroz, decidiu partir. Ele vendeu o pouco que restava – uma vaca magra e ferramentas enferrujadas – e comprou uma passagem subsidiada pelo governo italiano, que via na emigração uma válvula para aliviar a pressão social. Com uma mala de madeira contendo sementes de uva, uma Bíblia gasta e o rosário da mãe, ele se juntou a centenas de conterrâneos no porto de Gênova. Lá, no caos de malas e lágrimas, encontrou Maria, uma jovem de um vilarejo vizinho, órfã e destemida, que viajava sozinha para encontrar parentes distantes. Seus olhares se cruzaram como faíscas em uma forja, plantando as sementes de um amor que desafiaria oceanos.

O navio La Sofia, um vapor enferrujado de casco de ferro, zarpou em novembro de 1875, carregando 388 almas do Vêneto e Trentino. Bartolomeo e Maria, confinados no porão úmido, enfrentaram semanas de tormentas atlânticas, onde ondas como montanhas ameaçavam engolir o casco. Doenças se espalhavam como fogo em palha seca: tifo e cólera ceifaram vidas, incluindo a de uma criança que Bartolomeo ajudou a enterrar no mar. Ele, com sua força, organizava turnos para distribuir rações minguadas de pão duro e água salobra, ganhando o respeito dos companheiros. "Somos como os antigos romanos", ele dizia a Maria durante as noites insone, "construindo um império em terras selvagens".

Mas o mar não era o único inimigo. Intrigas a bordo surgiram: um agente brasileiro, um homem astuto chamado Pereira, prometia terras férteis no Rio Grande do Sul, mas sussurros revelavam que muitos imigrantes acabavam em condições semi-escravas. Bartolomeo, com sua veia de líder nata, confrontou Pereira em uma discussão acalorada, defendendo uma família que havia sido enganada com promessas falsas. Maria, com sua inteligência afiada, costurava roupas rasgadas e contava histórias folclóricas vênetas para acalmar as crianças, tecendo laços que se tornariam vitais no novo mundo. Quando o navio atracou no porto de Rio Grande em janeiro de 1876, após uma escala em Vitória, o grupo estava exausto, mas vivo. O ar tropical, carregado de umidade e cheiro de mata virgem, era um contraste chocante com as neves do Vêneto.

O governo provincial do Rio Grande do Sul, ansioso por mão de obra após a abolição gradual da escravatura, distribuiu lotes na Serra Gaúcha, uma região montanhosa e selvagem. Bartolomeo e Maria, agora casados em uma cerimônia improvisada no porto, foram designados para a Colônia Conde d'Eu, que mais tarde se tornaria Garibaldi. A terra prometida era uma floresta densa, infestada de onças e índios kaingang, que viam os invasores como ameaça. Com machados e enxadas, Bartolomeo liderou a derrubada de árvores centenárias, construindo uma cabana de toras enquanto Maria plantava as sementes trazidas da Itália – uvas moscatel que se adaptariam ao solo vulcânico.

Os desafios eram implacáveis. Chuvas torrenciais transformavam trilhas em lamaçais, e a malária ceifava vidas como uma foice invisível. Bartolomeo contraiu a febre, delirando por dias, mas Maria, com ervas trazidas e conhecimentos populares, o salvou. Rivalidades surgiram: um fazendeiro local, o Barão de Arroio Grande, cobiçava as terras dos imigrantes e enviava capangas para intimidá-los. Bartolomeo, com aliados vênetos, organizou uma milícia informal, defendendo a colônia em uma emboscada noturna que deixou cicatrizes em sua alma. "Esta terra nos testa, mas nos forja", ele confidenciava a Maria, enquanto o primeiro filho, Giuseppe, nascia em 1878, simbolizando a raiz plantada no novo solo.

Economicamente, a colônia florescia devagar. Bartolomeo introduziu técnicas de terraceamento das colinas vênetas, prevenindo erosão, e fundou uma cooperativa para produzir vinho, inspirado nas vinhas de Treviso. Mas greves eclodiram em 1880, quando o governo atrasou pagamentos por estradas construídas pelos imigrantes. Bartolomeo, ecoando as revoltas camponesas de sua juventude, liderou uma marcha até Porto Alegre, enfrentando tropas que o prenderam por semanas. Maria, sozinha com a criança, gerenciava a fazenda, negociando com comerciantes portugueses e indígenas, revelando uma resiliência que rivalizava com a de heroínas antigas.

Pelos anos 1890, a colônia havia se transformado. Bartolomeo, agora um homem de meia-idade com barba grisalha, via suas vinhas produzirem o primeiro vinho premiado, exportado para o Rio de Janeiro. Ele construiu uma igreja de pedra, dedicada a São Roque, onde festas misturavam tarantelas italianas com danças gaúchas, forjando uma identidade híbrida. Mas o preço foi alto: um filho perdido para uma enchente, rivalidades que culminaram em um duelo com um antigo inimigo, e o peso da saudade do Vêneto. Maria, sua âncora, fundou uma escola rural, ensinando o talian – o dialeto vêneto abrasileirado – a gerações que cresceriam como ítalo-brasileiros.

Em 1910, aos 55 anos, Bartolomeo refletia em sua varanda, olhando os vales verdejantes que ele ajudara a domar. Seus descendentes, agora dezenas, espalhavam-se por Caxias do Sul e Bento Gonçalves, contribuindo para a industrialização nascente. Ele morreu em 1925, durante a Revolução Federalista, deixando um legado de resiliência. Maria viveu até 1935, contando histórias que inspiraram netos a retornarem à Itália em busca de raízes, fechando o círculo de uma saga que ecoava os pilares da terra: trabalho, amor e transformação.

Nota do Autor

A história Os Pilares do Novo Mundo: A Saga de Bartolomeo Sandrig foi escrita como uma homenagem à resiliência dos imigrantes italianos que, no final do século XIX, cruzaram oceanos em busca de uma vida melhor no Brasil, particularmente no Rio Grande do Sul. A narrativa combina detalhes históricos minuciosos com personagens fictícios complexos, refletindo as lutas, esperanças e transformações de uma geração que moldou a identidade ítalo-brasileira.

O texto foi concebido a partir do pedido de explorar a vida de um imigrante vêneto, Bartolomeo Sandrigo, nascido na província de Treviso, durante a grande onda migratória italiana (1870-1930). Escolhi o Vêneto como origem por sua relevância histórica: cerca de 30% dos imigrantes italianos no Brasil vieram dessa região, atraídos por promessas de terras e oportunidades após a unificação italiana, que trouxe crise econômica e desigualdade. A Colônia Conde d’Eu (atual Garibaldi) foi selecionada como cenário por sua importância no desenvolvimento da viticultura gaúcha, um legado vivo dos imigrantes.

Bartolomeo e Maria são arquétipos dos milhares de camponeses que enfrentaram condições adversas – desde travessias marítimas perigosas até a exploração no sistema de colonato e conflitos com fazendeiros locais. A narrativa incorpora eventos históricos reais, como a chegada do navio La Sofia em 1875 e as greves dos imigrantes, mas os entrelaça com dramas pessoais – amor, perda, rivalidades. Detalhes como o cultivo de uvas moscatel, o uso do dialeto talian e a construção de igrejas refletem a pesquisa sobre a cultura vêneta e sua fusão com o contexto brasileiro.

O objetivo foi criar uma história original, evitando plágio, que não apenas entretenha, mas também ilumine o impacto da imigração italiana no Brasil. A saga de Bartolomeo reflete a construção de uma identidade híbrida, onde tradições italianas se misturaram a elementos gaúchos, indígenas e africanos, formando a base de comunidades prósperas como Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Escrevi este texto para honrar essas vozes esquecidas, cujas lutas e conquistas continuam a ecoar na cultura, economia e paisagem do Brasil moderno.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

As Consequências da Unificação Italiana para os Vênetos a História, Identidade e o Êxodo para o Brasil


As Consequências da Unificação Italiana para os Vênetos: História, Identidade e o Êxodo para o Brasil


A Unificação Italiana é frequentemente apresentada como um triunfo nacional, mas a realidade vivida pelos vênetos após 1866 foi bem diferente. A anexação do Vêneto ao recém-formado Reino da Itália trouxe impactos profundos na economia, na cultura e no cotidiano da população. Esses acontecimentos foram decisivos para o início do grande êxodo que levou milhares de vênetos ao Brasil, à Argentina e a outros países das Américas.

Este artigo explica, de forma clara e histórica, como a Unificação Italiana alterou o destino do Vêneto e por que essa mudança resultou em uma migração sem precedentes.

O Fim de Uma Autonomia Histórica

Durante quase mil anos, a Sereníssima República de Veneza foi independente, com instituições próprias e forte identidade cultural. Mesmo após sua queda em 1797, o sentimento de pertencimento permanecia vivo entre os vênetos.

Com o plebiscito de 1866, também conhecido como Plebiscito Truffa — processo bastante controverso e amplamente questionado por historiadores — o Vêneto foi anexado ao Reino da Itália. A administração piemontesa, depois de um plebiscito de resultado duvidoso pois eivado de falhas graves, tomou o controle, substituindo estruturas tradicionais por um sistema centralizado, distante e muitas vezes incompreensível para a população rural.

Os vênetos perderam:

  • suas instituições locais,

  • parte de sua autonomia,

  • modelos de governança que existiam havia séculos,

  • a sensação de continuidade histórica.

A mudança foi percebida como abrupta e, em muitos casos, injusta.

A Crise Econômica Que Se Agravou Após 1866

A economia veneta já enfrentava dificuldades antes da unificação, mas a incorporação ao novo reino intensificou os problemas. O modelo administrativo e fiscal imposto pelo governo italiano era pesado e pouco adequado às realidades rurais da região.

Os agravantes pós-unificação incluíam:

  • Aumento de impostos sobre consumo e propriedade;

  • Serviço militar obrigatório, que retirava jovens trabalhadores do campo;

  • Concorrência desigual com regiões industrializadas;

  • Pouca modernização agrícola;

  • Endividamento crescente das famílias rurais.

Sem apoio do governo central, muitas comunidades viram a pobreza aumentar de forma irreversível.

A Imposição da Língua Italiana e o Apagamento Cultural

Outro impacto direto da unificação foi a questão linguística. O vêneto, língua histórica da região, foi substituído gradualmente pelo italiano padrão, baseado no dialeto toscano.

A partir de 1866, escolas e órgãos públicos proibiam o uso do vêneto, tratando-o como linguagem inferior ou atrasada. Crianças eram incentivadas — ou forçadas — a abandonar a língua materna. O objetivo explícito era “italianizar” a população.

Para muitos vênetos, isso representou não apenas perda de idioma, mas também de identidade, memória e pertencimento.

O Vêneto e a Desigualdade Dentro do Reino da Itália

Apesar das promessas do Risorgimento, os benefícios da unificação não chegaram igualmente a todas as regiões. O Vêneto recebeu:

  • poucas obras de infraestrutura,

  • pouca industrialização,

  • escasso investimento estatal,

  • atenção política limitada.

O sentimento de abandono cresceu. Para muitos vênetos, era claro que contribuíam com impostos elevados, mas recebiam muito pouco em troca.

O Êxodo em Massa: Quando Emigrar Era a Única Saída

Entre 1875 e 1914, o Vêneto se tornou uma das regiões que mais enviaram emigrantes ao exterior. A pobreza no campo, a falta de perspectivas e os altos impostos empurraram milhares de famílias para longe de sua terra natal.

O Brasil se destacou como destino porque oferecia:

  • terra disponível,

  • promessas de trabalho,

  • possibilidade de reconstruir a vida.

Essa migração transformou a sociedade brasileira e deu origem ao Talian, língua de contato criada nas colônias do sul do Brasil a partir de variedades vênetas.

Consequências Sociais e Históricas de Longo Prazo

Os impactos da unificação ainda ecoam na cultura veneta moderna:

  • fortalecimento da identidade regional,

  • preservação do vêneto como herança cultural,

  • movimentos autonomistas,

  • memória da emigração como parte da história familiar.

Para muitos descendentes, entender essas consequências é fundamental para compreender a própria origem.

Conclusão 

A anexação do Vêneto ao Reino da Itália em 1866 marcou profundamente a região. Perderam-se autonomia, identidade e estabilidade econômica, enquanto aumentaram impostos, pobreza e desigualdade. O resultado foi um êxodo gigantesco que trouxe centenas de milhares de vênetos ao Brasil e outros milhões espalhados por outros países europeus e das Américas.

Compreender esse processo histórico ajuda a explicar por que o Talian nasceu aqui, por que tantas famílias migraram e por que a cultura veneta é tão forte entre os descendentes brasileiros. A história da unificação italiana não é apenas política; é uma história humana de perda, adaptação e reconstrução.

Nota do Autor 

Este artigo foi escrito com base em pesquisas históricas e análises culturais sobre o impacto da Unificação Italiana na vida dos vênetos. O objetivo é oferecer aos descendentes de imigrantes italianos no Brasil um conteúdo claro, profundo e fiel aos fatos, valorizando a memória de quem atravessou o oceano em busca de um novo começo.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



domingo, 18 de janeiro de 2026

Da Fome no Vêneto aos Cafezais de Piracicaba a Saga de uma Família Italiana no Brasil (1882)



 Da Fome no Vêneto aos Cafezais de Piracicaba a Saga de uma Família Italiana no Brasil (1882)

Sob o peso de um céu baixo e invernal, a planície do baixo Pó parecia conter a respiração. Ali, entre Bressane, em Castelguglielmo, e a localidade de Corà, no município de Bagnolo di Po, a vida seguia um ritmo antigo, marcado mais pela escassez do que pela esperança. Lorenzo crescera nesse mundo de campos alugados, mãos calejadas e promessas sempre adiadas. Santina, filha de uma família ainda mais numerosa, aprendera cedo que mesas grandes não significavam fartura, mas partilha silenciosa de migalhas.

Casaram-se na igreja da Natività della Beata Vergine Maria, em Bagnolo di Po, um templo antigo de paredes grossas, erguido para resistir aos séculos e às intempéries. Aquele casamento não fora apenas a união de dois jovens, mas a junção de duas histórias marcadas pela mesma pobreza resignada. Após a cerimônia, instalaram-se na casa dos pais de Lorenzo, onde cada novo dia significava mais uma boca a alimentar e menos pão a dividir.

Giuseppe nasceu primeiro, trazendo consigo uma alegria tímida, quase contida, como se até a felicidade precisasse pedir licença. Quase dois anos depois veio Francesco, e com ele a certeza de que o frágil equilíbrio daquela família de camponeses arrendatários havia se rompido. O trabalho tornara-se raro no campo vêneto, e quando surgia era mal pago. As dívidas com o proprietário da terra cresciam como uma sombra persistente, acumulando-se num ritmo impossível de ser vencido.

A Itália, recém-unificada, ainda não conseguira cumprir as promessas de dignidade feitas aos seus filhos. Do norte ao sul, o valor do trabalho caía, enquanto a fome avançava pelos casebres mal conservados. A pelagra deformava corpos e destinos, e a mortalidade infantil rondava como uma presença constante, silenciosa e cruel. Nesse cenário, a emigração deixou de ser um sonho distante para tornar-se a única saída plausível. Era comentada nos adros das igrejas, recomendada por párocos como Don Felice, discutida em sussurros nas casas humildes de Castelguglielmo e arredores.

Em 1882, Lorenzo e Santina compreenderam que permanecer significava definhar. A decisão de partir amadureceu entre noites insones e contas impagáveis, até tornar-se inevitável. A despedida foi dilacerante. Os avós choraram como quem enterra o futuro, certos de que jamais tornariam a ver os netos. O adeus carregava a gravidade de uma separação definitiva, um corte profundo na carne da família.

Partiram ainda de madrugada, sob um frio cortante e uma fina camada de neve que cobria a terra, caminhando até a estação de trem. O destino era o porto de Gênova, onde os aguardava o Adria, um grande navio de ferro e madeira que simbolizava tanto o medo quanto a esperança. Com a ajuda do pároco e os conselhos do prefeito, amigo antigo da família, Lorenzo conseguiu um lugar na embarcação dentro da cota de transporte gratuito oferecida pelo governo brasileiro, ansioso por braços que sustentassem as vastas plantações de café da província de São Paulo.

A travessia durou mais de trinta dias. Foram semanas de desconforto, doenças e saudade, em porões superlotados onde o ar rarefeito se misturava ao cheiro de sal, suor e resignação. Santina protegeu os filhos como pôde, enquanto Lorenzo se agarrava à ideia de que, do outro lado do oceano, a vida poderia enfim começar de novo.

Quando o Adria aportou em Santos, o calor úmido e o cheiro da terra tropical anunciaram um mundo radicalmente diferente. Representantes da Fazenda Santa Clara aguardavam os recém-chegados. De lá, seguiram para os arredores de Piracicaba, onde extensas fazendas de café se espalhavam até onde a vista alcançava. O trabalho era duro, extenuante, mas havia algo novo: a possibilidade concreta de sobreviver, de alimentar os filhos com regularidade, de sonhar sem culpa.

Os primeiros anos foram de adaptação e resistência. A língua estranha, o clima implacável e a disciplina rígida das fazendas testaram a força daquela família. Ainda assim, Lorenzo encontrou no labor diário uma dignidade que lhe fora negada na terra natal. Santina transformou a precariedade em lar, mantendo vivos os costumes, a fé e a memória da Itália distante.

Com o tempo, Giuseppe e Francesco cresceram entre os cafezais, carregando nos gestos a herança dos campos do Vêneto e, no olhar, a promessa de um futuro brasileiro. A história de Lorenzo e Santina, como a de tantos outros, foi feita de perdas irreparáveis e conquistas silenciosas. Não houve glória, apenas perseverança. E foi essa perseverança que lançou raízes profundas no interior paulista, dando origem a gerações que, décadas depois, ainda sentiriam no sangue o eco daquela partida sob a neve.

A emigração não lhes devolveu o que fora deixado para trás, mas concedeu algo igualmente valioso: a chance de recomeçar. E nesse recomeço, marcado pelo trabalho árduo e pela esperança teimosa, construiu-se um legado que atravessaria o tempo, unindo dois mundos pela memória e pelo esforço de quem ousou partir quando ficar já não era possível.

Nota do Autor

Esta narrativa é uma obra de ficção histórica, construída a partir de cartas, anotações e relatos fragmentários deixados por uma família de emigrantes italianos que optou por permanecer anônima. Os nomes dos personagens, assim como alguns detalhes de ambientação, foram utilizados como licenças literárias, com o objetivo de conferir maior humanidade, fluidez narrativa e identificação emocional ao leitor.

Embora os personagens sejam fictícios, os fatos históricos, o contexto social, as condições da emigração, a travessia marítima e o trabalho nas fazendas de café do interior paulista refletem fielmente experiências reais vividas por milhares de famílias italianas no final do século XIX.

Esta história não pretende substituir o documento histórico, mas dar voz literária à memória coletiva daqueles que partiram sem deixar seus nomes nos livros, mas deixaram sua marca profunda na formação do Brasil. 

Se você, ao ler este texto, sentir de repente o perfume dos cafezais em flor ou o aroma do café sendo coado na cozinha pela mãe ou pela nonna numa manhã fria, então este relato cumpriu o seu propósito. Não deixe de comentar aqui no blog quais recordações essa leitura despertou em sua memória.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



sábado, 17 de janeiro de 2026

Quando el Paese Itàlia no Esistea Ancora La Vera Orìgine dei Emigranti Italiani in Brasil

Quando el Paese Itàlia no Esistea Ancora

La Vera Orìgine dei Emigranti Italian in Brasil


Pochi brasilian dissendenti de emigranti italiani i sa che, quando i primi emigranti italiani i ze rivai in Brasil, el Paese Itàlia el gavea apena nove ani de esistensa. In quel tempo, l’Itàlia no zera ancora ‘na nassion unìa. La penìnsola la zera composta da diversi Stati indipendenti, ciaschedun con el so governo, le so lègi, la so economia, la so cultura e le so lèngue. Par la magior parte dei emigranti italiani, l’idea de ‘na “Itàlia” come pàtria comune no esistea.

Solo dopo el processo de unificassion, conosùo come Risorgimento, e dopo el polèmico plebissito che el ga portà a l’anessassion del Vèneto, el ze nato ufissialmente el Regno d’Itàlia, governà da la Casa de Savoia, originària del Piemonte. Sta trasformassion stòrica la ga cambià el destin de milioni de persone e la ze stà lo scomìnsio de la grande emigrassion italiana verso le Americhe.

Prima de l’Unificassion: ‘Na Penìnsola Spacà

Prima de l’unificassion, el territòrio che incò ciamemo Itàlia el zera ‘na penìnsola fragmentà. Durante el sècolo XVIII e el scomìnsio del XIX, ghe zera diversi Stati sovrani, come el Regno de Sardegna, el Regno de Nàpoli, el Stato de la Cesa, el Ducà de Milan e la Serenìssima Repùblica de Venèssia.

Ognun de sti Stati el gavea ‘na identità distinta. Le tradission, le forme de laorar, le strutture sossiai e, sopratuto, le lèngue, i zera profondamente diverse. No esistea un sentimento nassional italian: le persone se sentiva vèneta, lombarde, sicilian o napoletan, ma no “italiane”.

El Risorgimento e la Nàssita de l’Itàlia

´Ntel sècolo XIX el ze scominsià el longo processo polìtico e militare ciamà Risorgimento, che el ga portà a la nassita del Stato italian. Dopo guere, rivolte e aleanse, el Regno d’Itàlia el ze stà proclamà, ma la so unità la ze stada completà solo ´ntel 1866, con l’anessassion del Vèneto.

Quel plebissito el resta ancora incò motivo de discussion. Studioso e stòrici i parla de manipulassion e irregolarità gravi, come el documenta con richessa de argomenti acusatòri el libro 1866 – La Grande Truffa de Ettore Beggiato. L’unificassion, lontan da portar benessere imediato, la ga coinsidi con ‘na crisi profonda.

Fame, Crisi e Emigrassion Italiana

´Ntei ani che ga seguì l’unificassion, fame, misèria, crisi agrària e disocupassion i ga colpì duramente sia el Nord che el Sud. El peso de le tasse e de le riforme i ga agravà la situassion dei contadin pì poveri. Par tanti, l’ùnica solussion la zera partir.

Cusì el ze nato el fenòmeno de la emigrassion italiana in massa verso le Amèriche. Milioni de persone i ga lassà le so tere in serca de un futuro mèio, portando con lori poche robe materiai ma ‘na forte identità culturae.

I Emigranti Italiani no Parlava Italian

emigranti italiani in Brasile, rivai sopratuto dopo el 1875, no i parlava italian. El motivo el ze sèmplisse: l’italian no esistea come lèngua parlada dal pòpolo. Ogni region parlava el so dialeto, che spesso el zera ‘na vera lèngua, con gramàtica e lèssico propri.

El vèneto, parlà da milioni de persone ´ntel Nord-Est, el zera uno de sti idiomi. Quando el novo Stato italian el ga dovù stabilir ‘na lèngua ufissial, el ga scelto el toscan literàrio de Dante, Petrarca e Boccaccio. Sta lèngua la ze stada imposta dal alto e la no zera compresa da la magior parte dei emigranti.

El Vèneto e l’Èsodo verso el Brasile

L’anessassion del Vèneto al Regno d’Itàlia la ga pegiorà ancora de pì la crisi económica. El mondo rurae el ze entrà in colasso, e l’emigrassion la ze diventà ‘na vàlvola de sfogo par evitar tension e ribelion sossiai.

Miaia de famèie vènete i ze partì verso el Brasil, stabilendose prinssipalmente ´ntel Rio Grande do Sul, in Santa Catarina, ´ntel Espírito Santo, oltre che in San Paolo e Minas Gerais, dove tanti i ze stà mandà a laorar ´ntele fasende de cafè dopo l’abolission de la schiavitù.

La Nàssita del Talian in Brasil

La lèngua vèneta, con le so tante varianti locae, la zera la base linguìstica de la magior parte dei emigranti del Sud del Brasil. Già durante el viàio in navio, i emigranti i se rendeva conto de la dificoltà de comunicassion tra dialeti diversi. ´Ntel isolamento de le colònie del Sud del Brasile, el ze nato cusì el Talian.

El Talian el se ga formà da la mescolansa dei dialeti vèneti, con influensse de altre region e, con el passar del tempo, del portoghese. Come pì del 50% dei emigranti del Rio Grande do Sul i zera vèneta, el vèneto el ga eserssità ‘na influesa dominante.

Incò, el Talian e el vèneto parlà in Itàlia i ze largamente comprensìbili tra de lori, anca se i ga seguìo strade diverse ´ntel tempo.

El Talian Incò Vivo in Brasil

Incò el Talian in Brasil el ze ‘na lèngua viva. Pì de un milión de brasilian lo parla fluentemente, e tanti altri lo comprende. Ghe ze scole, programi de ràdio, teatro, scritori e ricercador che i laora par conservar e difonder sto património linguìstico.

Pì de cento libri i ze stadi publicà in Talian, el dissionàrio veneto riograndense7portughese del frate Alberto Stawisnki e l’opera Vita e Stòria de Nanetto Pippeta (1924) del frate Aquiles Bernardi le ze considerà el so marco literàrio. El Talian el ze incò riconossù come la seconda lèngua pì parlada del Rio Grande do Sul, dopo el portoghese.

Nota de l’Autor

Sto testo el ze stà scrito con intento stòrico e culturae. El ga come obietivo quel de spiegar le vere orìgine dei emigranti italiani in Brasile e de valorisar la diversità linguìstica e regionae de la penìnsula italiana prima de l’unificassion. El uso del talian no vol rapresentar ‘na norma ufissial, ma conservassion de ‘na memòria viva, trasmessa de generassion in generassion.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Quando o País Itália Ainda Não Existia e A Verdadeira História por Trás das Origens dos Imigrantes

 


Quando o País Itália Ainda Não Existia e A Verdadeira História por Trás das Origens dos Imigrantes

Poucos brasileiros descendentes de italianos sabem que, quando os primeiros imigrantes desembarcaram no Brasil, a Itália como país tinha apenas 9 anos de existência. Até 1866, a península não era uma nação unificada, mas um conjunto de Estados independentes, cada qual com governo, leis, cultura e línguas próprias. Somente a partir da unificação — e após o conturbado plebiscito que anexou o Vêneto — passou a existir oficialmente o Reino da Itália, governado pela Casa de Savoia, originária do Piemonte.

Antes da Unificação: Uma Península Fragmentada

Durante o século XVIII, o território hoje conhecido como Itália era composto por diversos Estados soberanos, entre eles:

  • Reino da Sardenha

  • Reino de Nápoles

  • Estado da Igreja

  • Ducado de Milão

  • Sereníssima República de Veneza

Cada um possuía identidade distinta, com tradições, economias e línguas muito diferentes entre si. Não havia um sentimento nacional italiano — ele sequer faria sentido naquele contexto.

O Risorgimento e o Nascimento da Itália

No século XIX, iniciou-se o longo processo de unificação chamado Risorgimento, celebrado na Itália em 17 de março. Após guerras e mobilizações políticas, formou-se o Reino da Itália, considerado concluído somente em 1866, quando o Vêneto foi anexado após um polêmico e manipulado plebiscito. Pesquisadores apontam irregularidades profundas, como detalha o livro “1866 – La Grande Truffa”, de E. Beggiato.

A unificação coincidiu com um momento dramático: fome, miséria, crise agrícola e desemprego devastavam tanto o Norte quanto o Sul, alimentando o início da emigração em massa para a América.

Os Imigrantes Não Falavam Italiano

Os antepassados que chegaram ao Brasil a partir de 1875 não sabiam italiano, porque:

  1. O italiano não existia como língua nacional até a unificação.

  2. As populações se identificavam pela província, não pela nacionalidade “italiana”.

  3. Cada região falava seu dialeto próprio, muitos deles línguas inteiras com estrutura própria, como o vêneto.

Quando o novo Estado precisou definir um idioma, adotou-se o toscano literário, usado por Dante, Petrarca e Boccaccio. Assim, o “italiano” foi uma língua oficial imposta de cima para baixo — e desconhecida da maioria dos emigrantes.

O Vêneto, a Crise e o Êxodo para o Brasil

A anexação do Vêneto agravou ainda mais a crise econômica local, acelerando o colapso rural e a fuga de milhões de pessoas. O êxodo tornou-se uma válvula de escape para evitar uma possível guerra civil. O peso dessa transformação recaiu sobre os agricultores pobres do Norte e do Sul.

A maioria dos emigrantes era semianalfabeta, e seus dialetos — sobretudo após a queda da Sereníssima República de Veneza em 1797 — quase já não eram escritos. Mesmo assim, eram portadores da rica herança cultural de uma das mais poderosas repúblicas marítimas da história.

Milhares desses vênetos vieram para o Brasil, estabelecendo-se principalmente no Rio Grande do SulSanta CatarinaEspírito Santo, além de São Paulo e Minas Gerais, onde foram destinados às fazendas de café após a abolição da escravidão.

O Nascimento do Talian no Brasil

A língua vêneta, com grande diversidade interna, era o idioma da maioria dos imigrantes do Sul. No convés dos navios, eles já percebiam a dificuldade de comunicação entre dialetos distintos. No isolamento das colônias gaúchas, surgiu então uma nova língua: o Talian.

Criado a partir da mistura dos dialetos vênetos e influências de outras regiões, o Talian se consolidou como uma língua própria, rica e melodiosa. Como mais de 50% dos imigrantes do RS eram vênetos, o vêneto exerceu influência dominante na formação do novo idioma.

Hoje, o Talian e o vêneto italiano são totalmente compreensíveis entre si, embora tenham evoluído de formas diferentes:

  • O Talian incorporou palavras e construções do português ao longo de 140 anos.

  • O vêneto europeu recebeu forte influência do italiano contemporâneo.

Para muitos descendentes, o Talian é a verdadeira língua mãe.

A Presença Atual do Talian no Brasil

O Talian permanece vivo:

  • mais de 1 milhão de brasileiros falam fluentemente,

  • outro tanto o compreende,

  • há escolas, programas de rádio e escritores dedicados ao idioma,

  • existem mais de 100 livros publicados em Talian, além de dicionários,

  • a obra clássica “Vita e Stòria de Nanetto Pippeta” (1924) é seu marco literário.

Peças de teatro também são encenadas nessa língua, que hoje é considerada a segunda língua mais falada do Rio Grande do Sul, depois do português.


Nota do autor

Este texto foi escrito com o objetivo de esclarecer um ponto essencial sobre a origem dos imigrantes italianos no Brasil: muitos deles partiram de uma península fragmentada, em um período em que a Itália ainda não existia como país unificado. Ao abordar o Risorgimento, a anexação do Vêneto, a crise econômica e o surgimento do Talian no Brasil, busco aproximar os descendentes de italianos de sua verdadeira história familiar, mostrando que seus antepassados se identificavam sobretudo com suas regiões, dialetos e comunidades locais.

Mais do que narrar dados históricos, procuro valorizar a formação cultural desses imigrantes, explicar por que eles não falavam italiano padrão e destacar como o contato entre diferentes dialetos deu origem a uma nova língua viva no Brasil. A intenção é contribuir para o entendimento das raízes vênetas e italianas, da trajetória migratória e do impacto desse processo na identidade de milhões de brasileiros. Este trabalho não pretende esgotar o tema, mas incentivar a pesquisa, a preservação do Talian e o reconhecimento da verdadeira diversidade que marca a história da imigração italiana no Brasil.

Dr. Luiz C: B. Piazzetta



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Sob os Pinheiros do Novo Mundo e a Emigração Italiana de Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli ao Brasil (1878)


Sob os Pinheiros do Novo Mundo

A Emigração Italiana de Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli ao Brasil (1878)

Quando Domenico Rampallo deixou Stroppare, na planície pobre de Albettone, não partiu apenas de uma aldeia: afastou-se de um mundo que já não o comportava. A pequena localidade vêneta, cercada por campos arrendados e casas de pedra baixa, era o cenário de uma repetição secular de fadiga e escassez. A terra, esgotada por gerações de mãos camponesas, dava cada vez menos, enquanto exigia sempre o mesmo esforço brutal.

Domenico crescera ali, como seu pai e seu avô, sob contratos injustos, colheitas incertas e a humilhação silenciosa de trabalhar o que jamais seria seu. Giuseppina Novelli, de Ponte de Barbarano, trazia história semelhante: família numerosa, mesas sempre apertadas, futuro estreito. Aprendera cedo que o destino das mulheres camponesas era resistir — primeiro na casa do pai, depois na do marido.

Casaram-se na igreja de Santa Maria Assunta, em Barbarano, algumas semanas antes da partida. Não houve tempo para a ilusão de um lar recém-formado. O matrimônio foi mais um pacto de sobrevivência do que celebração. Sob a bênção antiga da igreja, prometeram-se não apenas amor, mas resistência — algo que nem sabiam ainda o quanto lhes seria exigido.

A viagem até Gênova foi, para ambos, a primeira ruptura concreta com o mundo conhecido. A cidade portuária, ruidosa e impessoal, acolhia diariamente milhares de destinos interrompidos. O Città di Milano aguardava no cais como um gigante de ferro e vapor, pronto para engolir vidas.

No porão do navio, Domenico e Giuseppina perderam rapidamente a noção de individualidade. Homens, mulheres e crianças eram reduzidos a corpos em trânsito. O ar tornava-se irrespirável à noite; os dias, longos e indistintos. O mar, ora benigno, ora cruel, ensinava que a travessia não era metáfora — era prova.

Em Nápoles, o navio inchou ainda mais de humanidade: mais de 550 emigrantes do sul da Itália embarcaram, trazendo consigo dialetos ásperos, gestos dramáticos e uma miséria ainda mais profunda. O Città di Milano transformou-se num microcosmo da Itália falida: norte e sul unidos não por ideais, mas pela expulsão.

Os trinta dias de viagem foram um lento processo de despojamento. Muitos adoeceram. Alguns morreram. Outros perderam a capacidade de imaginar o retorno. Giuseppina, frequentemente nauseada, mantinha-se firme, apoiada no silêncio concentrado de Domenico, que começava a compreender que o homem que chegaria ao Brasil já não seria o mesmo que partira do Vêneto.

O Rio de Janeiro surgiu envolto em calor, montanhas abruptas e uma vegetação que parecia crescer sem limites. Permaneceram três dias na Hospedaria de Emigrantes, um lugar de espera e vigilância, onde eram contados, examinados e redistribuídos como força de trabalho. Ali, o Brasil não era promessa nem ameaça — era incógnita.

O vapor Maranhão conduziu-os ao longo da costa. Em Santos e Paranaguá, despediram-se de companheiros que jamais tornariam a ver. Cada parada era uma fratura no grupo, um destino que se separava para sempre.

No porto de Rio Grande, encontraram o frio, o vento e barracões improvisados. A travessia ainda não havia terminado. Restava o trecho mais cruel: o interior. Até Montenegro, seguiram por rios e caminhos incertos. Dali, a pé. Homens e crianças maiores avançavam sobre trilhas lamacentas; grávidas, idosos e pequenos eram transportados em carroças puxadas por mulas, rangendo sob o peso da exaustão humana.

Quando chegaram ao lote destinado à Colônia Caxias, a realidade impôs-se sem mediações. Cinquenta hectares de floresta cerrada, dominada por pinheiros colossais, erguiam-se diante deles como uma muralha natural. Árvores que desafiavam a compreensão de quem viera de campos abertos e colinas domesticadas.

Antes de qualquer construção, a sobrevivência exigiu improviso. Encontraram abrigo no oco de um enorme embu, uma árvore tão vasta que parecia guardar dentro de si a memória da floresta. Ali viveram quase uma semana, protegidos da chuva, do vento e do medo noturno. Alimentavam-se do parco auxílio governamental e dos pinhões, abundantes e nutritivos, recolhidos no chão da mata.

A cabana de paus e barro nasceu lentamente, erguida mais por teimosia do que por técnica. Cada árvore derrubada era uma batalha vencida; cada noite superada, uma pequena fundação.

Naquele silêncio verde, Domenico compreendeu que não estava apenas abrindo clareira na floresta, mas inaugurando um futuro. Giuseppina, com mãos calejadas e olhar endurecido, transformava a precariedade em ordem possível. O Brasil não os acolheu com gentileza — mas lhes ofereceu algo que a Itália negara: a possibilidade de permanecer.

Assim começou a história dos Rampallo no Novo Mundo — não como epopeia heroica, mas como a lenta e obstinada construção da dignidade humana. 

Nota do Autor

Esta narrativa é parte de uma obra de ficção histórica. Embora esteja ancorada em contextos, rotas migratórias e circunstâncias amplamente documentadas da Grande Emigração Italiana do século XIX, os nomes das personagens, os vínculos familiares e as localidades mencionadas são criações literárias, utilizadas como recursos narrativos para dar forma humana a uma experiência coletiva.
Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli não representam indivíduos históricos identificáveis, mas símbolos de milhares de homens e mulheres reais que, entre as décadas finais do oitocento, deixaram aldeias do Vêneto, da Lombardia, do Piemonte e do sul da Itália, atravessaram o Atlântico em condições adversas e enfrentaram a floresta, o isolamento e a incerteza nas colônias agrícolas do sul do Brasil.
Os episódios descritos — a travessia marítima, a hospedagem nas casas de imigrantes, o deslocamento interno, o impacto da mata virgem e a precariedade inicial — refletem experiências recorrentes e historicamente verificáveis, mas são aqui reelaborados literariamente, sem pretensão documental ou genealógica.
O objetivo desta obra não é reconstituir trajetórias individuais com exatidão factual, mas resgatar a dimensão humana, emocional e moral da emigração, muitas vezes ausente dos registros oficiais. Ao recorrer à ficção, busca-se revelar uma verdade mais profunda: a de um povo deslocado pela pobreza, forjado pelo trabalho e unido pela esperança silenciosa de permanência.
Que o leitor compreenda este texto como um exercício de memória simbólica, uma homenagem àqueles que não deixaram cartas, fotografias ou nomes gravados na história, mas que ainda vivem no idioma, nos costumes e na paisagem humana do sul do Brasil.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Relação de Emigrantes do Comune de Loria os Italianos que Deixaram a Terra Natal parte 3


 

Relação de Emigrantes do Comune de Loria: Italianos que Deixaram a Terra Natal 

PARTE 3

Esta relação reúne nomes de famílias e indivíduos que deixaram a região do Vêneto, na Itália, durante o século XIX, em um dos maiores movimentos migratórios da história europeia. Este levantamento histórico contribui para a preservação da memória dos imigrantes italianos e oferece uma fonte valiosa para descendentes que buscam reconstruir sua árvore genealógica e compreender as origens de suas famílias no Brasil.










CASTIONE (frazione)
















Baron Angelo

Cassola

28-05-1854

di Andrea e Orso Maria

Bisinella Maria Teresa

21-01-1878

06-08-1896

S.Paolo

Bisinella Maria Teresa

Rosà

11-08-1854

di Domenico e Bordignon Anna

Baron Angelo

21-01-1878

id.

id.

Baron Andrea Domenico

Cassola

24-01-1879

di Angelo e Bisinella Maria Teresa



id.

id.

Baron Domenico Antonio

Cassola

05-04-1881

di Angelo e Bisinella Maria Teresa



id.

id.

Baron Antonio

Cassola

16-07-1883

di Angelo e Bisinella Maria Teresa



id.

id.

Baron Angela Maria

Cassola

12-01-1886

di Angelo e Bisinella Maria Teresa



id.

id.

Baron Agostino Bortolo

Cassola

11-02-1889

di Angelo e Bisinella Maria Teresa



id.

id.

Baron Domenica 

Cassola

13-05-1891

di Angelo e Bisinella Maria Teresa



id.

id.









Tessarolo Maria

Castione

01-11-1836

di Giacomo e Marchetti Angela

ved. Baggio Giuseppe


05-04-1888

S.Paolo

Baggio Luigi

Castione

13-08-1867

di Giuseppe e Tessarolo Maria



id.

id.

Baggio Andrea Olivo

Castione

01-04-1871

di Giuseppe e Tessarolo Maria



id.

id.









Bigolin Gio Batta

Galliera

22-05-1826

di Paolo e Domenica

Cecchin Paola


20-11-1895

S.Paolo

Cecchin Paola

Galliera

23-03-1834

di Luigi e Teresa

Bigolin Gio Batta


id.

id.

Bigolin Angelo Luigi

Galliera

07-09-1870

di Gio Batta e Cecchin Paola

Pegoraro Rosa

31-12-1889

id.

id.

Pegoraro Rosa

Castione

28-07-1868

di Pietro e Baggio Giuditta

Bigolin Angelo Luigi

31-12-1889

id.

id.

Bigolin Romano Gio Batta

Castione

25-04-1890

di Angelo e Pegoraro Rosa



id.

id.

Bigolin Emilio Pietro

Castione

13-08-1891

di Angelo e Pegoraro Rosa



id.

id.

Bigolin Olimpia

Castione

31-07-1893

di Angelo e Pegoraro Rosa



id.

id.

Bigolin Paolo

Galliera

08-04-1866

di Gio Batta e Cecchin Paola



20-10-1891

Brasile

Bigolin Giovanni

Galliera

11-04-1872

di Gio Batta e Cecchin Paola



27-11-1892

Brasile

Bigolin Angela

Galliera

16-06-1875

di Gio Batta e Cecchin Paola



id.

id.

Bigolin Domenica

Galliera

04-06-1863

di Gio Batta e Cecchin Paola

Pasinato Giovanni Batt.

14-09-1895

20-11-1895

S.Paolo

Pasinato Giovanni Battista

Tombolo

02-05-1859

di Sante e Baggetto pasqua

Bigolin Domenica

14-09-1895

id.

id.









Bizzotto Luigi

Tezze sul Brenta

12-06-1840

di Girolamo e 

Telatin/Fabro/Nichele


23-01-1897

S.Paolo

Bizzotto Gaetano

Tezze sul Brenta

10-12-1883

di Luigi e Fabro Margherita



id.

id.

Bizzotto Elisabetta Maria

Tezze sul Brenta

30-05-1885

di Luigi e Fabro Margherita



id.

id.

Bizzotto Girolamo

Tezze sul Brenta

24-12-1871

di Luigi e Tellatin Antonia



id.

id.

Bizzotto Maria Antonia

Godego

15-01-1887

di Luigi e Fabro Margherita



id.

id.

Bizzotta Antonia Maria

Castione

30-11-1888

di Luigi e Fabro Margherita



id.

id.

Nichele Maria Luigia

Galliera Veneta

04-08-1851

di Celeste e Moretto Caterina

Bizzotto Luigi

13-05-1894

id.

id.









Bolzon Innocente

Godego

16-03-1857

di Luigi e Bernardi Marianna

Guarise Caterina

30-12-1889

27-10-1895

S.Paolo

Guarise Caterina

Rossano Veneto

27-07-1862

di Valentino e Rebellato Maria

Bolzon Innocente

30-12-1889

id.

id.

Bolzon Maria Luigia

Castione

12-08-1890

di Innocente e Guarise Caterina



id.

id.

Bolzon Giuseppe

Castione

01-06-1892

di Innocente e Guarise Caterina



id.

id.









Bizzotto Antonio

Tezze sul Brenta

16-02-1869

di Luigi e Tellatin Antonia

Castellan Amalia

04-02-1891

05-09-1895

S.Paolo

Castellan Amalia Vittoria

S. Martino di Lupari

13-08-1866

di Sante e Liviero Maria Luigia

Bizzotto Antonio

04-02-1891

id.

id.

Bizzotto Luigia Antonia

Castione

21-10-1891

di Antonio e Castellan Amalia



id.

id.

Bizzotto Rosina Rita

Castione

04-03-1893

di Antonio e Castellan Amalia



id.

id.

Bizzotto Maria

Castione

29-01-1895

di Antonio e Castellan Amalia



id.

id.









Cecchin Marco

Castione

25-04-1861

di Sante e Visentin Maria

Spada Angela

27-12-1884

06-08-1896

S.Paolo

Spada Angela

Riese Pio X

14-11-1864

di Luigi e Zarpellon Angela

Cecchin Marco

27-12-1884

id.

id.

Cecchin Gio Batta

Godego

07-04-1887

di Marco e Spada Angela



id.

id.

Cecchin Regina Angela

Castione

05-04-1889

di Marco e Spada Angela



id.

id.

Cecchin Teresa

Castione

17-07-1892

di Marco e Spada Angela



id.

id.

Cecchin Bonaventura

Castione

29-03-1894

di Marco e Spada Angela



id.

id.

















Conte Giovanni

Cittadella

16-08-1833

di Luigi e Bernardi Giovanna

Zanotto Maria


20-11-1895

S.Paolo

Zanotto Maria

Cittadella

11-07-1841

di Marco e Paola

Conte Giovanni


id.

id.

Conte Luigi

Cittadella

22-01-1864

di Giovanni e Zanotto Maria

Rebellato M. Maddalena

06-12-1889

id.

id.

Rebellato Maria Maddalena

Rossano Veneto

17-06-1869

di Domenico e Poato Maria

Conte Luigi

06-12-1889

id.

id.

Conte Giovanni Giuseppe

Cittadella

13-03-1890

di Luigi e Rebellato M.Maddalena



id.

id.

Conte Giovanni Angelo

Cittadella

05-04-1872

di Giovanni e Zanotto Maria



id.

id.

Conte Virginia Maria

Castione

12-05-1892

di Luigi e Rebellato M.Maddalena



id.

id.

Conte Agostino

Cittadella

03-05-1869

di Giovanni e Zanotto Maria

Conte Carolina

14-11-1892

01-03-1895

S.Paolo

Conte Carolina

Cittadella

13-02-1869

di Pietro e Lago Elisabetta

Conte Agostino

14-11-1892

id.

id.

Conte Gio Batta

Castione

25-06-1894

di Agostino e Conte Carolina



id.

id.









Citton Bernardo

Castione

06-07-1826

di Bonaventura e Sanvido Anna

ved.Ceccato Giustina


Feb. 1901

Argentina

Citton Bonaventura

Castione

23-10-1861

di Bernardo e Ceccato Giustina

Guidolin Domenica

06-12-1886

id.

id.

Guidolin Domenica

Godego

23-09-1868

di Luigi e Filippin Margherita

Citton Bonaventura

06-12-1886

id.

id.

Citton Bernardo

Castione

29-08-1887

di Bonaventura e Guidolin Domenica



id.

id.

Citton Margherita Giustina

Castione

15-07-1891

di Bonaventura e Guidolin Domenica



id.

id.

Citton Virginia Angela

Castione

10-08-1893

di Bonaventura e Guidolin Domenica



id.

id.

Citton Giuseppe

Castione

29-02-1896

di Bonaventura e Guidolin Domenica



id.

id.

Citton Erminio Valentino

Castione

12-02-1898

di Bonaventura e Guidolin Domenica



id.

id.

Citton Giovanni

Castione

29-02-1864

di Bernardo e Ceccato Giustina



1887

Argentina

Citton Giosuè

Castione

21-04-1867

di Bernardo e Ceccato Giustina



1887

Argentina









Favrin Ferdinando

Vallà

16-08-1847

di Luigi e Bragagnolo Paola

Campagnaro Veronica

14-01-1874

10-11-1888

S.Paolo

Campagnaro Veronica

Cittadella

09-12-1850

di Vettore e Bonadio Angela

Favrin Ferdinando

14-01-1874

id.

id.

Favrin Giuseppe Luigi

Rossano Veneto

09-06-1876

di Ferdinando e Campagnaro Veronica



id.

id.

Favrin Maria Angela

Rossano Veneto

25-03-1878

di Ferdinando e Campagnaro Veronica



id.

id.

Favrin Palma Vittoria

Godego

29-03-1885

di Ferdinando e Campagnaro Veronica



id.

id.









Girolametto Domenico

Bessica

15-08-1853

di Francesco e Facchin Pasqua

Pegoraro Santa

23-12-1883

25-09-1892

S.Paolo

Pegoraro Santa

Bessica

30-05-1859

di Antonio e Majotto Domenica

Girolametto Domenico

23-12-1883

id.

id.

Girolametto Francesco Antonio

Rossano Veneto

18-09-1884

di Domenico e Pegoraro Santa



id.

id.

Girolametto GioBatta Antonio

Castione

18-02-1887

di Domenico e Pegoraro Santa



id.

id.

Girolametto pasqua Giuseppina

Castione

06-07-1889

di Domenico e Pegoraro Santa



id.

id.

Girolametto Maria Elisabetta

Castione

14-05-1891

di Domenico e Pegoraro Santa



id.

id.









Martini Maria Luigia

Godego

25-11-1873

di Giuseppe e Meneghello Elisabetta



31-08-1895

S.Paolo









Meneghello Francesco

Godego

30-09-1844

di Lodovico e Petrin Maria

Berro Pierina


18-03-1888

S.Paolo

Berro Pierina

Treville

27-09-1847

di Giovanni e Calzavara Giovanna

Meneghello Francesco


id.

id.

Meneghello Riccardo

Treville

10-06-1871

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.

Meneghello Giovanni

Castelfranco Veneto

24-04-1873

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.

Meneghello Ottorino

Castelfranco Veneto

08-02-1878

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.

Meneghello Lodovico

Castelfranco Veneto

13-05-1880

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.

Meneghello Veronica

Castione

20-01-1883

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.

Meneghello Giuseppe Luigi

Castione

15-03-1885

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.

Meneghello Maria

Castione

29-05-1887

di Francesco e Berro Pierina



id.

id.









Meneghetti Pietro

Rossano Veneto

05-10-1838

di Bortolo e Bizzotto Catterina

Marini Angela

03-02-1869

12-01-1888

S.Paolo

Marini Angela

S.Zeno

15-11-1844

di Giuseppe e Linech Vittoria

Meneghetti Pietro

03-02-1869

id.

id.

Meneghetti Bortolo Giuseppe

Romano

01-09-1871

di Pietro e Marini Angela



id.

id.

Meneghetti Catterina

Romano

01-05-1873

di Pietro e Marini Angela



id.

id.

Meneghetti Giuditta

Cassola

04-07-1877

di Pietro e Marini Angela



id.

id.

Meneghetti Giusto

Cassola

01-08-1881

di Pietro e Marini Angela



id.

id.

Meneghetti Luigi

Cassola

26-04-1884

di Pietro e Marini Angela



id.

id.









Marin Antonio

Casoni di Mussolente

13-06-1836

di Pietro e Artuso Angela

Cemin Giovanna


15-11-1896

S.Paolo

Cemin Giovanna

Primiero

05-02-1834

di Michele e Fisotto Margherita

Marin Antonio


id.

id.

Marin Pietro

Liedolo di S.Zenone

09-04-1871

di Antonio e Cemin Giovanna

Moro Maria Luigia

09-12-1895



Moro Maria Luigia

Castione

15-03-1872

di Luigi e Tessarolo Domenica

Marin Pietro

09-12-1895



Marin Michele Arcangelo

Liedolo di S.Zenone

01-08-1873

di Antonio e Cemin Giovanna













Pegoraro Angelo

Godego

03-08-1820

di GioBatta e Barazzioli Elisabetta

Favaretto Anna


1885

America

Favaretto Anna

Godego

27-03-1841

di Marco e Maria

Pegoraro Angelo


id.

id.

Pegoraro Valentino

Castione

21-07-1863

di Angelo e Favaretto Anna



id.

id.









Parolin Sebastiano

Rossano Veneto

04-04-1856

di Giuseppe e Stragliotto Angela

Moro Teresa

07-03-1883

22-06-1888

S.Paolo

Moro Teresa

Castione

29-04-1861

di Pietro e Tessarolo Angela

Parolin Sebastiano

07-03-1883

id.

id.

Parolin Palma

Loria

17-06-1876

di Sebastiano e Moro Teresa



id.

id.

Parolin Maria

Castione

16-04-1888

di Sebastiano e Moro Teresa



id.

id.









Polon Pietro

S.Vito d'Altivole

21-07-1839

di Antonio e Favero Antonia

Dalla Costa M. Teresa


18-12-1891

S.Paolo

Dalla Costa Maria Teresa

S.Vito d'Altivole

16-08-1842

di Domenico e Bonetti Anna

Polon Pietro


id.

id.

Polon Antonio Domenico

Lancenigo

20-04-1870

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Luigi Giovanni

Lancenigo

03-04-1872

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Maria Maddalena

Lancenigo

27-05-1874

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Angelo

Lancenigo

26-02-1876

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Romilda Antonia

Lancenigo

21-02-1879

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Erminio Giuseppe

Lancenigo

21-07-1881

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Luigia

Lancenigo

03-11-1883

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.

Polon Anna

Castione

23-12-1886

di Pietro e Dalla Costa M. Teresa



id.

id.









Pegoraro Valentino

Rossano Veneto

11-08-1862

di Valentino e Guarise Domenica

Campagnolo Paola

18-05-1884

18-10-1897

S.Paolo

Campagnolo Paola

Rossano Veneto

29-04-1865

di Vito e Laudo Margherita

Pegoraro Valentino

18-05-1884

id.

id.

Pegoraro Angelo

Rossano Veneto

05-07-1886

di Valentino e Campagnolo Paola



id.

id.

Pegoraro Maria Augusta

Rossano Veneto

14-01-1889

di Valentino e Campagnolo Paola



id.

id.

Pegoraro Elisabetta

Rossano Veneto

10-01-1891

di Valentino e Campagnolo Paola



id.

id.

Pegoraro Maria Luigia

Rossano Veneto

15-06-1892

di Valentino e Campagnolo Paola



id.

id.

Pegoraro Guido

Rossano Veneto

07-08-1895

di Valentino e Campagnolo Paola



id.

id.

Pegoraro Giovanni Battista

Rossano Veneto

04-05-1897

di Valentino e Campagnolo Paola



id.

id.









Sicuro Sante

S.Martino di Lupari

07-09-1844

di Antonio e Frasson Catterina

Andretta Luigia

24-02-1870

30-11-1888

Paranà

Andretta Luigia

S.Martino di Lupari

04-06-1848

di Giovanni e Santi Teresa

Sicuro Sante

24-02-1870

id.

id.

Sicuro Giuseppe

S.Martino di Lupari

07-04-1873

di Sante e Andretta Luigia



id.

id.

Sicuro Emilia

S.Martino di Lupari

04-09-1875

di Sante e Andretta Luigia



id.

id.

Sicuro Carlo

S.Martino di Lupari

14-05-1877

di Sante e Andretta Luigia



id.

id.

Sicuro Vittorio

S.Martino di Lupari

04-12-1878

di Sante e Andretta Luigia



id.

id.

Sicuro Camillo Domenico

S.Martino di Lupari

29-03-1881

di Sante e Andretta Luigia



id.

id.









Squizzato Beniamino

Castelfranco Veneto

21-07-1847

di Gaetano e Beltramello Lucilla

Castellan Giovanna


06-08-1896

S.Paolo

Castellan Giovanna

Bassano

11-02-1848

di Giacomo e Capovilla Maria

Squizzato Beniamino


id.

id.









Bolzon Angela

Godego

15-10-1886

di Luigi e Bernardi Marianna

ved. Tessarolo Giuseppe


27-10-1895

S.Paolo

Tessarolo Luigi

Castione

29-04-1880

di Giuseppe e Bolzon Angela



id.

id.









Tristaci Andrea

Treviso

07-03-1853

del Pio Luogo

Baldissera Giuditta

13-12-1881

1885

America

Baldissera Giuditta

Godego

01-12-1858

di Domenico e Favrin Fiorina

Tristaci Andrea

13-12-1881

id.

id.

Tristaci Maria Angela

Castione

26-10-1881

di Andrea e Baldissera Giuditta



id.

id.

Guidolin Rosa

Rosà

05-09-1823

di Antonio e Favrin Antonia



id.

id.









Turcato Giovanni

Ramon

22-01-1861

di Paolo e Sartori Maddalena

Torresan Veronica

1885

28-12-1895

S.Paolo

Torresan Veronica

Riese Pio X

17-09-1862

di Pietro e Martinello Antonia

Turcato Giovanni

1885

id.

id.

Turcato Paolo

Godego

10-02-1886

di Giovanni e Torresan Veronica



id.

id.

Turcato Maria Erminia

Castione

02-06-1887

di Giovanni e Torresan Veronica



id.

id.

Sartori Maddalena

Godego

22-02-1835

di Domenico e Orsola



id.

id.









Zanella Alessandro

Rosà

04-06-1858

di Gaetano e Ferronato Giovanna

Polo Angela


30-12-1888

Brasile

Polo Angela

Rosà

28-11-1859

di Valentino e Bregotto Giovanna

Zanella Alessandro


id.

id

Zanella Gaetano

Tezze sul Brenta

03-10-1887

di Alessandro e Polo Angela



id.

id









Zanotto Antonio

Rosà

28-04-1858

di Antonio e Lago Giovanna

Vettorello Antonia

07-12-1890

10-11-1895

S.Paolo

Vettorello Antonia

Cassola

17-01-1864

di Andrea e Tonello Giovanna

Zanotto Antonio

07-12-1890

id.

id.

Zanotto Andrea

Rosà

07-09-1891

di Antonio e Vettorello Antonia



id.

id.

Zanotto Andrea Antonio

Bassano

15-05-1889

di Antonio e Vettorello Antonia



id.

id.

Zanotto Giuseppe

Cassola

16-09-1893

di Antonio e Vettorello Antonia



id.

id.









LORIA
















Baggio Giovanni

Loria

11-06-1857

di Luigi e Marchetti Antonia

Boldrin Angela

11-03-1888

03-04-1896

S.Paolo

Boldrin Angela

Caselle di Altivole

20-10-1870

di Luigi e Gazzola Maria

Baggio Giovanni

11-03-1888

id.

id.

Baggio Luigi Antonio

Caselle di Altivole

13-06-1888

di Giovanni e Boldrin Angela



id.

id.

Baggio Antonio Giuseppe

Loria

11-03-1892

di Giovanni e Boldrin Angela



id.

id.

Baggio Italia Maria

Loria

29-04-1895

di Giovanni e Boldrin Angela



id.

id.









Barrichello Giovanni

Villarazzo

13-07-1850

di Bortolo e Turcato Antonia

Berton Maddalena

15-12-1886

12-08-1887

S.Paolo

Berton Maddalena Natalina

Spineda di Riese

10-08-1858

di Antonio e Minante Teresa

Barrichello Giovanni

15-12-1886

id.

id.

Barrichello Giuseppe Fortunato

Loria

19-03-1887

di Giovanni e Berton Maddalena



id.

id.









Masin Rosa

Loria

04-08-1838

di Bortolo e Moro Angela

ved. Barichello Alessandro


20-12-1891

S.Paolo

Barichello Giuseppe

Loria

19-03-1863

di Alessandro e Masin Rosa

Beltrame Maria

29-04-1887

id.

id.

Beltrame Maria Pierina

Loria

01-07-1865

di Francesco e Beltrame Domenica

Barichello Giuseppe

29-04-1887

id.

id.

Barichello Erminia Maria

Loria

25-05-1888

di Giuseppe e Beltrame M. Pierina



id.

id.

Barichello Alesssandro Franc.

Loria

08-06-1890

di Giuseppe e Beltrame M. Pierina



id.

id.









Beltrame Francesco

Loria

28-04-1839

di Bortolo e Bordignon Catterina

Beltrame Domenica

17-02-1862

mar.-02

S.Paolo

Beltrame Domenica

Loria

10-05-1839

di Pietro e Spigarolo Teresa

Beltrame Francesco

17-02-1862

id.

id.

Beltrame Giuseppe Pietro

Loria

18-04-1869

di Francesco e Beltrame Domenica

Zardo Maria Luigia

24-09-1895

10-11-1895

id.

Zardo Maria Luigia

Castello di Godego

20-05-1874

di Giuseppe e Civiero Gasparina

Beltrame Giuseppe

24-09-1895

id.

id.









Bernardi Angelo Benvenuto

Loria

24-04-1838

di Giuseppe e Guarda Lucia

Favaro Regina


01-01-1892

S.Paolo

Favaro Regina

Loria

14-04-1844

di Gio Batta e Conte Angela

Bernardi Angelo


id.

id.

Bernardi Gio Batta

Loria

26-04-1878

di Angelo e Favaro Regina



id.

id.

Bernardi Angelo Lorenzo

Loria

10-08-1886

di Angelo e Favaro Regina



id.

id.









Simioni Catterina

Loria

18-10-1846

di Andrea e Barichello Giovanna

ved. Bernardi Giovanni


03-09-1891

S.Paolo

Bernardi Emma Giovanna

Loria

05-02-1872

di Giovanni e Simioni Catterina



id.

id.

Bernardi Rocco Giuseppe

Loria

04-04-1873

di Giovanni e Simioni Catterina



id.

id.

Bernardi Giocondo Andrea

Loria

05-05-1875

di Giovanni e Simioni Catterina



id.

id.

Bernardi Andrea Domenico

Loria

03-12-1876

di Giovanni e Simioni Catterina



id.

id.

Bernardi Antonio

Loria

31-03-1879

di Giovanni e Simioni Catterina



id.

id.









Bergamin Beniamino Aurelio

Loria

09-09-1872

di Sante e Pedrini Veronica



22-11-1894

Brasile









Boaro Innocente Giovanni

Loria

15-08-1874

di Antonio e Facchinello Elisabetta



08-09-1891

S. Paolo









Galvan Maria

Rossano Veneto

18-06-1851

di Antonio e Beltrame Anna

ved. Bonin Valentino


31-10-1888

S.Paolo

Bonin Elisa

Loria

17-03-1873

di Valentino e Galvan Maria



id.

id.

Bonin Natale Luigi

Loria

24-12-1876

di Valentino e Galvan Maria



id.

id.

Bonin Ernesto

Loria

26-02-1882

di Valentino e Galvan Maria



id.

id.

Bonin Giovanni

Loria

02-04-1884

di Valentino e Galvan Maria



id.

id.

Bonin Valentina Angela

Loria

21-04-1886

di Valentino e Galvan Maria



id.

id.

Bonin Pietro

Loria

02-07-1844

di Matteo e Campagnolo Angela

Frigo Maria


id.

id.

Frigo Maria

Cassola

1848

di Andrea e Orsola

Bonin Pietro


id.

id.

Bonin Andrea Giovanni

Loria

20-01-1871

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Antonio

Loria

30-03-1872

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Orsola Maria

Loria

01-11-1875

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Riccardo

Loria

08-12-1877

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Teresa

Loria

20-03-1880

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Francesco

Loria

08-05-1882

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Giuditta Luigia

Loria

02-04-1884

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.

Bonin Angela

Loria

27-06-1887

di Pietro e Frigo Maria



id.

id.









Bortolozzo Teresa Maria

Loria

07-11-1864

di Massimiliano e Stringari Anna



29-11-1887

S. Paolo

Bortolazzo Giuseppe

Loria

17-05-1873

di Massimiliano e Stringari Anna



id.

id.









Breda Bortolo

Loria

05-12-1874

di Angelo e Rebellato Francesca



10-11-1895

S.Paolo

Breda Giuseppe

Loria

07-09-1867

di Angelo e Rebellato Francesca

Cimolin Anna

07-12-1893

id.

id.

Cimolin Anna

Ramon

05-03-1871

di Gio Maria e Torresan Maria

Breda Giuseppe

07-12-1893

id.

id.

Breda Francesca Maria

Loria

10-12-1894

di Giuseppe e Cimolin Anna



id.

id.









Bertollo Domenico

Mussolente

27-02-1838

di Girolamo e Tonelotto Giustina

Bordignon / Moretto


24-11-1888

Brasile

Moretto Maria Teresa

Castelcucco

27-07-1843

di Pietro e Zanesco Antonia

Bertollo Domenico


id.

id.

Bertollo Girolamo

Mussolente

29-12-1864

di Domenico e Bordignon Rosa



id.

id.

Bertollo Valentino

Mussolente

18-07-1872

di Domenico e Moretto M. Teresa



id.

id.

Bertollo Rosa

Mussolente

12-10-1873

di Domenico e Moretto M. Teresa



id.

id.

Bertollo Antonia

Mussolente

29-07-1875

di Domenico e Moretto M. Teresa



id.

id.

Bertollo Luigia

Mussolente

25-07-1877

di Domenico e Moretto M. Teresa



id.

id.

Bertollo Giuseppe Giovanni

Mussolente

18-03-1879

di Domenico e Moretto M. Teresa



id.

id.

Bertollo Angela

Mussolente

01-05-1881

di Domenico e Moretto M. Teresa



id.

id.









Bergamin Antonio

Loria

18-01-1841

di Marco e Castellan Angela

ved. Fogal Angela


mar.-01

Brasile

Bergamin Pietro Francesco

Loria

29-04-1879

di Antonio e Fogal Angela



id.

id.

Bergamin Giuseppina

Loria

31-03-1881

di Antonio e Fogal Angela



id.

id.

Bergamin Maria Annunziata

Loria

29.03-1887

di Antonio e Fogal Angela



id.

id.

Bergamin Marco

Loria

28-10-1888

di Antonio e Fogal Angela



id.

id.









Canesso Luigi

Godego

20-07-1850

di Gio Batta e Garbossa Maria



id.

id.

Canesso Giacomo

Godego

11-03-1853

di Gio Batta e Garbossa Maria

Milani Maria

01-05-1887

28-04-1896

Brasile

Milani Maria

Godego

19-04-1862

di Giovanni e Tessaro Luigia

Canesso Giacomo

01-05-1887

id.

id.

Canesso Angela Filomena

Loria

05-12-1887

di Giacomo e Milani Maria



id.

id.

Canesso Gio Batta

Loria

02-06-1889

di Giacomo e Milani Maria



id.

id.

Canesso Maria Luigia

Loria

14-03-1891

di Giacomo e Milani Maria



id.

id.

Canesso Giuseppe Angelo

Loria

16-03-1893

di Giacomo e Milani Maria



id.

id.

Canesso Teresa Pierina

Loria

27-06-1896

di Giacomo e Milani Maria



id.

id.

'''








Carlesso Andrea

Loria

30-03-1824

di Paolo e Tessarollo Domenica

Bonaldo Teresa


28-09-1892

S.Paolo

Bonaldo Teresa

Castelfranco Veneto

27-03-1830

di Pietro e Spigarolo Sabina

Carlesso Andrea


20-01-1892

id.

Carlesso Pietro

Loria

05-09-1858

di Andrea e Bonaldo Teresa

Nadalin Angela

07-04-1886

28-09-1892

id.

Nadalin Angela

S.Zenone

01-11-1864

di Luigi e Cremasco Antonia

Carlesso Pietro

07-04-1886

id.

id.

Carlesso Luigi

Loria

04-04-1860

di Andrea e Bonaldo Teresa

Orso Bernardina

01-11-1885

15-11-1885

id.

Orso Bernardina

Bessica

18-11-1864

di Giovanni e Stocco Angela

Carlesso Luigi

01-11-1885

id.

id.

Carlesso Paolo Stefano

Loria

26-12-1862

di Andrea e Bonaldo Teresa



20-01-1892

id.

Carlesso Giuseppe

Loria

10-03-1867

di Andrea e Bonaldo Teresa



id.

id.

Carlesso Valentino

Loria

28-04-1871

di Andrea e Bonaldo Teresa



28-09-1892

id.

Carlesso Domenica

Loria

27-02-1875

di Andrea e Bonaldo Teresa



20-01-1892

id.









Carlesso Francesco

Loria

06-02-1847

di Francesco e Visentin Maria

Brotto Maria Luigia


20-01-1892

S.Paolo

Brotto Maria Luigia

Rosà

02-10-1850

di Luigi e Simioni Marianna

Carlesso Francesco


id.

id.

Carlesso Luigi Vincenzo

Loria

25-03-1874

di Francesco e Brotto Maria Luigia



id.

id.

Carlesso Giuditta Angela

Loria

16-08-1876

di Francesco e Brotto Maria Luigia



id.

id.

Carlesso Angelo Francesco

Loria

27-06-1878

di Francesco e Brotto Maria Luigia



id.

id.









Castellan Eugenio

Loria

20-10-1853

di Giovanni e Simioni Angela

Maschio / Rebellato


28-07-1893

S.Paolo

Castellan Angela Maria Luigia

Loria

30-04-1882

di Eugenio e Maschio Lucia



id.

id.

Rebellato Fiore Domenica

Loria

25-10-1857

di Domenico e Tessarolo Paola

Castellan Eugenio

08-12-1888

id.

id.

Castellan Maria Domenica

Loria

14-08-1892

di Eugenio e Rebellato Fiore



id.

id.









Cerantola Marco

Loria

17-01-1854

di Domenico e Simioni Pasqua

Canil Regina

28-05-1882

07-12-1887

Brasile

Canil Regina

Loria

11-04-1862

di Giuseppe e Parolin Teresa

Cerantola Marco

28-05-1882

id.

id.

Cerantola Angelo Francesco

Loria

03-06-1884

di Marco e Canil Regina



id.

id.

Cerantola Virginia Maria

Loria

27-03-1887

di Marco e Canil Regina



id.

id.









De Liberali Liberale

Piombino Dese

31-03-1844

di Luigi e Bellon Angela

Settinin Luigia


18-01-1888

S.Paolo

Settinin Luigia

Piombino Dese

31-03-1844

di Antonio e Busan Pasqua

De Liberali Liberale


id.

id.

De Liberali Giovanni

Camposampiero

01-08-1871

di Liberale e Settinin Luigia



id.

id.

De Liberali Amadeo

Camposampiero

16-01-1875

di Liberale e Settinin Luigia



id.

id.

De Liberali Pietro Emilio

Camposampiero

27-01-1877

di Liberale e Settinin Luigia



id.

id.

De Liberali Rosa Giovanna

Loria

28-04-1885

di Liberale e Settinin Luigia



id.

id.

De Liberali Plata Angelica

nata in nave

29-01-1888

di Liberale e Settinin Luigia



id.

id.









Facchinello Giovanni Maria

Loria

01-05-1865

di Antonio e Facchin Giovanna



1887

Argentina









Facchinello Pietro

Loria

02-01-1842

di Domenico e Pandin Giovanna

Barichello Angela


25-02-1896

S.Paolo

Barichello Angela Catterina

Villarazzo

13-07-1850

di Bortolo e Turcato Antonia

Facchinello Pietro


id.

id.

Facchinello Antonio Sante

Loria

15-04-1870

di Pietro e Barichello Angela

Franzato Maria


19-11-1891

id.

Franzato Maria Annunciata

Loria

17-09-1871

di Antonio e Marchetti Maria

Facchinello Antonio


id.

id.

Facchinello Venerio Bortolo

Loria

23-08-1891

di Antonio e Franzato Maria



id.

id.

Facchinello Rodolfo Vittorio

Loria

26-09-1871

di Pietro e Barichello Angela

Zen Maria Teresa


15-04-1895

id.

Zen Maria Teresa

Bessica

09-05-1875

di Luigi e Piotto Caterina

Facchinello Rodolfo


id.

id.

Facchinello Angelo Domenico

Loria

25-01-1876

di Pietro e Barichello Angela



19-11-1891

id.

Facchinello Pietro Giovanni

Loria

08-04-1890

di Pietro e Barichello Angela



25-02-1896

id.









Fiorin Giuseppe

Poggiana di Riese

12-04-1850

di Sebastiano e Marchetti Angela

Sinconi Beatrice


05-09-1895

S.Paolo

Sinconi Beatrice

Ramon

23-10-1853

di Domenico e Boaro Orsola

Fiorin Giuseppe


id.

id.

Fiorin Pietro Sebastiano

Loria

13-02-1884

di Giuseppe e Sinconi Beatrice



id.

id.









Fogale Domenico

Mussolente

05-06-1857

di Gaspare e Buffon Luigia



15-11-1885

Brasile









Meneghetti Luigia

Ramon

15-06-1834

di Antonio e Frattin Giulia

ved. Gazzola Giuseppe


03-04-1896

S.Paolo

Gazzola Antonio

Loria

22-06-1870

di Giuseppe e Meneghetti Luigia

Soligo Anna Maria

04-02-1893

id.

id.

Soligo Anna Maria

Asolo

05-06-1871

di Florindo e Carraro Angela

Gazzola Antonio

04-02-1893

id.

id.

Gazzola Rosolia Erina

Loria

24-11-1893

di Antonio e Soligo Anna Maria



id.

id.

Gazzola Ermenegilda Irma

Loria

28-01-1896

di Antonio e Soligo Anna Maria



id.

id.

Gazzola Giovanna Giulia

Loria

30-03-1876

di Giuseppe e Meneghetti Luigia



id.

id.









Girardi Amadio

Loria

08-10-1846

di Luigi e Sbrissa Paola

Piotto Angela

22-11-1874

01-12-1887

S.Paolo

Piotto Angela

Romano d'Ezzelino

03-03-1852

di Matteo e Gardin Lucia

Girardi Amadio

22-11-1874

id.

id.

Girardi Ida Romana Pia

Loria

18-04-1876

di Amadio e Piotto Angela



id.

id.

Girardi Pia Filomena

Loria

04-05-1880

di Amadio e Piotto Angela



id.

id.

Girardi Luigi Tito

Loria

24-04-1882

di Amadio e Piotto Angela



id.

id.

Girardi Paola Lucia

Loria

03-04-1884

di Amadio e Piotto Angela



id.

id.

Girardi Marina Maria

Loria

10-04-1886

di Amadio e Piotto Angela



id.

id.









Girardi Angelo

Loria

07-05-1824

di Amadio e Bulla Lucia

Golin Lucia


01-12-1887

S.Paolo

Golin Lucia

Loria

05-04-1826

di Giuseppe e Angela

Girardi Angelo


id.

id.

Girardi Luigi

Loria

14-09-1852

di Angelo e Golin Lucia

Alberton Giuditta

08-04-1877

id.

id.

Alberton Giuditta

Ramon

14-01-1856

di Giovanni e Favaro Angela

Girardi Luigi

08-04-1877

id.

id.

Girardi Giovanni Giuseppe

Loria

27-04-1880

di Luigi e Alberton Giuditta



id.

id.

Girardi Amabile Maria

Loria

26-03-1882

di Luigi e Alberton Giuditta



id.

id.

Girardi Centuriata Angela

Loria

21-06-1884

di Luigi e Alberton Giuditta



id.

id.

Girardi Angelo Virginio

Loria

27-05-1887

di Luigi e Alberton Giuditta



id.

id.

Girardi Giovanni  

Loria

13-10-1860

di Angelo e Golin Lucia

Porcellato Maria Madd.

09-11-1887

id.

id.

Porcellato Maria Maddalena

Loria

19-01-1866

di Angelo e Nussio Angela

Girardi Giovanni


id.

id.









Girardi Girolamo

Fonte

03-06-1848

di Gio Batta e Facchin Pasqua

Bertapelle Catterina

12-05-1878

01-12-1887

S.Paolo

Bertapelle Catterina

Casoni di Mussolente

23-06-1860

di Angelo e Bosa Teresa

Girardi Girolamo

12-05-1878

id.

id.

Girardi Giuseppe

Loria

19-08-1879

di Girolamo e Bertapelle Catterina



id.

id.

Girardi Angelo Giovanni

Loria

27-04-1881

di Girolamo e Bertapelle Catterina



id.

id.

Girardi Lucia Angela

Loria

07-03-1884

di Girolamo e Bertapelle Catterina



id.

id.

Girardi Giovanni

Genova

22-11-1887

di Girolamo e Bertapelle Catterina



id.

id.

Girardi Maria Luigia

Loria

04-03-1862

di Gio Batta e Baccin Domenica

Breda / Casagrande


01-07-1897

id.

Breda Teresa Francesca

Loria

04-10-1888

di Domenico e Girardi Maria Luigia



id.

id.

Casagrande Pietro

Tarzo

07-06-1885

di Antonio e Casagrande Dorotea

Girardi Maria Luigia

10-03-1894

id.

id.

Casagrande Antonio Giovanni

Loria

30-12-1894

di Pietro e Girardi Maria Luigia



id.

id.









Guarda Antonio Giovanni

Loria

06-06-1861

di Andrea e Favrin Elisabetta



01-12-1887

S.Paolo

Guarda Luigi Giuseppe

Loria

07-04-1863

di Andrea e Favrin Elisabetta

Bragagnolo Gioconda

30-10-1887

id

id

Bragagnolo Gioconda

Altivole

13-06-1868

di Innocente e Compostella Luigia

Guarda Luigia

30-10-1887

id

id

Guarda Giuseppe Angela

Loria

18-03-1867

di Andrea e Favrin Elisabetta



id

id

Guarda Regina Angela

Loria

27-05-1870

di Andrea e Favrin Elisabetta



id

id









Guarda Ferdinando

Loria

25-04-1845

di Angelo e Bernardi Angela

Vendrame Maria Luigia

22-05-1879

01-12-1887

S.Paolo

Vendrame Maria Luigia

Loria

15-09-1855

di Benedetto e Pinarello Angela

Guarda Ferdinando

22-05-1879

id.

id.

Guarda Leandro Angelo

Loria

07-11-1881

di Ferdinando e Vendrame M.Luigia



id.

id.

Guarda Angela Giuseppina

Loria

09-04-1885

di Ferdinando e Vendrame M.Luigia



id.

id.

Guarda Giuditta Margherita

Loria

22-02-1887

di Ferdinando e Vendrame M.Luigia



id.

id.









Guglielmin Anna

Asolo

18-05-1827

di Pietro e Dal Bello Chiara

ved. Gazzolo Agostino


07-12-1887

Brasile

Gazzola Prosdocimo

S.Vito di Altivole

13-07-1849

di Agostino e Guglielmin Anna

Bonaldo / Canil


id.

id.

Canil Solangia Maria

Loria

27-01-1860

di Giuseppe e Parolin Teresa

Gazzola Prosdocimo

31-10-1887

id.

id.









Guidolin Luigi

Godego

02-07-1858

di Pietro e Bonin Giuditta

Bernardi Clotilde


18-10-1897

S.Paolo

Bernardi Clotilde

Loria

05-08-1867

di Antonio e Actis Carolina

Guidolin Luigi


id.

id.

Guidolin Pietro Massimiliano

Spineda di Riese

18-07-1888

di Luigi e Bernardi Clotilde



id.

id.

Guidolin Giocondo

Ramon

06-05-1870

di Pietro e Bonin Giuditta



id.

id.

Guidolin Angelo Antonio

Loria

18-03-1893

di Luigi e Bernardi Clotilde



id.

id.

Guidolin Giuseppe Antonio

Loria

20-06-1894

di Luigi e Bernardi Clotilde



id.

id.









Lago Francesco

Galliera Veneta

08-09-1856

di Giovanni e Cecchele Beatrice

Lucietto Paola


18-12-1891

S.Paolo

Lucietto Paola Teresa

Galliera Veneta

12-07-1863

di Antonio e Rubin Maria

Lago Francesco


id.

id.

Lago Rosa

Galliera Veneta

05-07-1886

di Francesco e Lucietto Paola



id.

id.

Lago Dalfina Antonia

Fontaniva

27-04-1888

di Francesco e Lucietto Paola



id.

id.

Lago Pasquale

Galliera Veneta

13-10-1860

di Giovanni e Cecchele Beatrice

Pivato Luigia


id.

id.

Pivato Luigia

Galliera Veneta

15-07-1858

di Giovanni e Scarpin Maria

Lago Pasquale


id.

id.

Lago Giovanna

Galliera Veneta

24-10-1883

di Pasquale e Pivato Luigia



id.

id.

Lago Angela Maria

Fontaniva

05-09-1886

di Pasquale e Pivato Luigia



id.

id.

Lago Giuseppina Antonia

Fontaniva

07-05-1888

di Pasquale e Pivato Luigia



id.

id.

Lago Giovanni

Fontaniva

29-09-1889

di Pasquale e Pivato Luigia



id.

id.

Lago Beatrice

Loria

02-04-1891

di Pasquale e Pivato Luigia



id.

id.

Cecchele Beatrice

Galliera Veneta

22-03-1830

di Matteo e Lazzarini Margherita

ved. Lago Giovanni


id.

id.









Mantovan Sebastiano

Fonte

29-03-1846

di Sante e De Poli Chiara

Vendrame Anna Maria

29-12-1875

01-12-1887

S.Paolo

Vendrame Anna Maria

Loria

28-09-1852

di Giuseppe e Alberton Giustina

Mantovan Sebastiano

29-12-1875

id.

id.

Mantovan Sante Lorenzo

Loria

10-08-1877

di Sebastiano e Vendrame Anna



id.

id.

Mantovan Giuseppe Giovanni

Loria

21-07-1882

di Sebastiano e Vendrame Anna



id.

id.

Mantovan Angelo

Loria

21-10-1886

di Sebastiano e Vendrame Anna



id.

id.









Marchetti Giovanni Maria

Ramon

27-05-1847

di Raimondo e Franzon Rosa

Muhlmann Maria


25-02-1896

S.Paolo

Muhlmann Maria

Panzendorf

23-02-1851

di Luigi

Marchetti Giovanni


id.

id.

Marchetti Maria Virginia

Loria

02-06-1876

di Gio Maria e Muhlmann Maria



id.

id.

Marchetti Rosa Amalia

Loria

31-07-1878

di Gio Maria e Muhlmann Maria

Geremia Giovanni

30-12-1895

id.

id.

Marchetti Anna

Panzendorf

07-01-1882

di Gio Maria e Muhlmann Maria



id.

id.

Geremia Giovanni Natale

S.Martino di Lupari

22-12-1863

di Fortunato e Sartori Angela

Marchetti Rosa

30-12-1895

id.

id.









Marcon Primo Pietro

Loria

07-01-1869

di Lorenzo e Beltrame Giustina



22-11-1894

Brasile









Marin Giuseppe

Bessica

06-05-1845

di Alessandro e Porcellato Angela

Favaro Maria Luigia


03-11-1887

S.Paolo

Favaro Maria Luigia

Bessica

16-02-1845

di Luigi e Nichele Valentina

Marin Giuseppe


id.

id.

Marin Angela

Loria

17-09-1868

di Giuseppe e Favaro Maria Luigia



id.

id.

Marin Alessandro

Loria

05-04-1870

di Giuseppe e Favaro Maria Luigia



id.

id.

Marin Giovanni

Loria

22-06-1875

di Giuseppe e Favaro Maria Luigia



id.

id.

Marin Virginio

Loria

01-06-1881

di Giuseppe e Favaro Maria Luigia



id.

id.

Marin Giuseppina Valentina

Loria

05-09-1882

di Giuseppe e Favaro Maria Luigia



id.

id.

Marin Luigi Angelo

Loria

02-03-1885

di Giuseppe e Favaro Maria Luigia



id.

id.









Marostica Nicolò

S.Zenone

20-10-1835

di Antonio e Demin Andrianna

Stradiotto Giovanna


01-12-1887

S.Paolo

Stradiotto Giovanna

Spineda di Riese

15-08-1835

di Girolamo e Corrente Orsola

Marostica Nicolò


id.

id.

Marostica Marco Antonio

Spineda di Riese

01-07-1862

di Nicolò e Stradiotto Giovanna



id.

id.

Marostica Girolamo

Loria

23-05-1871

di Nicolò e Stradiotto Giovanna



id.

id.









Masaro Domenico

Riese Pio X

06-03-1833

di Valentino e Pandin Antonia

Stradiotto Angela

11-02-1858

30-01-1888

S.Paolo

Stradiotto Angela

Riese Pio X

30-10-1837

di Andrea e Favaro Maria

Masaro Domenico

11-02-1858

id.

id.

Masaro Antonio Andrea

Riese Pio X

16-08-1876

di Domenico e Stradiotto Angela



id.

id.









Michielin Martino

Asolo

11-07-1846

di Giuseppe e Martellato Vittoria

Torresan / Giacobbo


18-10-1897

S.Paolo

Michielin Giuseppe Antonio

Asolo

12-07-1874

di Martino e Torresan Giovanna

Romanello Virginia

27-09-1895

id.

id.

Michielin Maria Vittoria

Asolo

04-11-1876

di Martino e Torresan Giovanna



id.

id.

Michielin Biagio Angelo

Loria

28-01-1884

di Martino e Torresan Giovanna



id.

id.

Giacobbo Paola

Casoni di Mussolente

28-05-1864

di Giovanni e Baruffa Angela

Michielin Martino

22-03-1889

id.

id.

Michielin Vittoria Angela

Loria

21-10-1893

di Martino e Giacobbo Paola



id.

id.

Michielin Basilio Giovanni

Loria

22-07-1895

di Martino e Giacobbo Paola



id.

id.

Romanello Virginia Maria

Loria

10-05-1874

di Paolo e Marostica Maria

Michielin Giuseppe

27-09-1895

id.

id.









Maschio Giuseppe

Loria

21-09-1826

di Giovanni e Stradiotto Lucia

ved. Sgambaro Luigia


20-08-1892

S.Paolo

Maschio Angelo Caterino

S.Martino di Lupari

22-07-1851

di Giuseppe e Sgambaro Luigia

Marin Rosa

20-12-1875

id.

id.

Marin Rosa

Cassola

13-12-1854

di Marco e Cremasco Domenica

Maschio Angelo

20-12-1875

id.

id.

Maschio Giuseppe Giovanni

Loria

16-09-1876

di Angelo e Marin Rosa



id.

id.

Maschio Luigia

Godego

10-09-1890

di Angelo e Marin Rosa



id.

id.









Marchetti Rosa

Bessica

10-04-1842

di Antonio e Nussio Caterina

ved. Olivo Sebastiano


15-11-1885

Brasile

Olivo Antonio

Bessica

16-05-1864

di Sebastiano e Marchetti Rosa



29-11-1884

id.









Pegoraro Francesco

Poggiana di Riese

20-04-1841

di Angelo e Bizzetto Maria

Marcolin Felicita


27-11-1895

S.Paolo

Marcolin Felicita

Loria

16-04-1843

di Giuseppe e Sbrissa Antonia

Pegoraro Francesco


id.

id.

Pegoraro Maria

Loria

20-07-1868

di Francesco e Marcolin Felicita





Pegoraro Giuseppa Adele

Loria

03-05-1884

di Francesco e Marcolin Felicita













Petrini Giovanni Battista

Loria

04-06-1837

di Pietro e Dalla Rizza Chiara

Alberton Matilde


01-12-1887

S.Paolo

Alberton Matilde

Ramon

29-01-1844

di Agostino e Trinca Maria

Petrini Gio Batta


id.

id.

Petrini Pietro

Loria

19-09-1870

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Agostino Angelo

Loria

11-05-1872

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Carlo Alberto

Loria

03-01-1874

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Carla Augusta

Loria

09-06-1876

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Filomena Ida

Loria

08-11-1878

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Eufrasia Agnese

Loria

13-03-1881

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Giuseppe Valentino

Loria

14-02-1883

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Ernesto Francesco

Loria

03-07-1885

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.

Petrini Luigi Antonio

Loria

17-06-1887

di Gio.Batta e Alberton Matilde



id.

id.









Petrini Sebastiano

Spineda di Riese

17-02-1821

di Domenico e Venezian Maria

ved. Supelsa Lucia


29-04-1887

S.Paolo

Petrini Erminio

Spineda di Riese

29-03-1858

di Sebastiano e Supelsa Lucia



id.

id.









Piotto Antonio

Romano d'Ezzelino

31-10-1853

di Gio Batta e Bordignon Santa

Dal Bello Angela

07-01-1884

31-08-1895

S.Paolo

Piotto Celeste

Loria

02-05-1868

di Gio Batta e Bordignon Santa

Pandin Maria Luigia


id.

id.

Dal Bello Angela

S.Vito d'Altivole

05-03-1861

di Angelo e Baldin Maria

Piotto Antonio

07-01-1884

id.

id.

Piotto Amabile Maria

Loria

28-05-1885

di Antonio e Dal Bello Angela



id.

id.

Piotto Radegonda Giuliana

Loria

17-02-1891

di Antonio e Dal Bello Angela



id.

id.

Pandin Maria Luigia

Loria

24-04-1869

di Bortolo e Lazzari Caterina

Piotto Celeste


id.

id.









Piva Giacomo

Loria

27-10-1853

di Francesco e Peranzon Maria

Girardi Emilia

22-05-1879

01-12-1887

S.Paolo

Girardi Emilia Luigia

Loria

28-01-1858

di Angelo e Golin Lucia

Piva Giacomo

22-05-1879

id.

id.

Piva Lucia Maria

Loria

07-04-1881

di Giacomo e Girardi Emilia



id.

id.

Piva Giovanni Olivo

Loria

17-03-1883

di Giacomo e Girardi Emilia



id.

id.

Piva Filomena

Loria

08-04-1885

di Giacomo e Girardi Emilia



id.

id.

Piva Giuseppe

Loria

20-06-1848

di Francesco e Peranzon Maria

Pegoraro Angela

22-07-1877

id.

id.

Pegoraro Angela Bartolomea

Loria

23-08-1852

di Gio Batta e Martini Celeste

Piva Giuseppe

22-07-1877

id.

id.

Piva Pietro Leone

Loria

04-03-1878

di Giuseppe e Pegoraro Angela



id.

id.

Piva Saturnino Giuseppe

Loria

27-03-1884

di Giuseppe e Pegoraro Angela



id.

id.

Piva Celestina Maria

Loria

27-12-1885

di Giuseppe e Pegoraro Angela



id.

id.









Rebbelato Antonio

Castion

11-11-1828

di Antonio e Baggio Domenica

ved. Marcolin Domenica


19-11-1887

Brasile

Rebbelato Giovanni Battista

Cassola

24-11-1862

si Antonio e Marcolin Domenica

Guglielmin Giovanna

30-12-1883

id.

id.

Guglielmin Giovanna Candida

Bessica

08-04-1866

di Angelo e Moletta Carolina

Rebbelato Gio.Batta

30-12-1883

id.

id.

Rebbellato Maria Domenica

Loria

22-04-1886

di Gio.Batta e Guglielmin Giovanna



id.

id.

Rebbellato Antonio Angelo

Loria

05-09-1887

di Gio.Batta e Guglielmin Giovanna



id.

id.









Rebbelato Fioravante

Godego

05-11-1849

di Domenico e Tessarolo Paola

Dalla Santa Giovanna

20-12-1879

30-01-1888

S.Paolo

Dalla Santa Giovanna Maria

Borso del Grappa

03-10-1858

di Giacomo e Ferraro Bernardina

Rebbelato Fioravante

20-12-1879

id.

id.

Rebbellato Virginia

Loria

28-08-1880

di Fioravante e Dalla Santa Giovanna



id.

id.

Rebbelato Martino Erminio

Loria

12-11-1882

di Fioravante e Dalla Santa Giovanna



id.

id.

Rebbelato Giacomo Augusto

Loria

29-03-1884

di Fioravante e Dalla Santa Giovanna



id.

id.

Rebbelato Luigi Domenico

Loria

13-10-1885

di Fioravante e Dalla Santa Giovanna



id.

id.

Rebbellato Regina Paola

Loria

14-02-1887

di Fioravante e Dalla Santa Giovanna



id.

id.

Rebbellato Eugenio

Loria

30-04-1853

di Domenico e Tessarolo Paola



15-11-1885

id.

Rebbellato Antonio

Cassola

26-04-1862

di Domenico e Tessarolo Paola



24-10-1891

id.









Rossi Antonio

Loria

12-08-1840

di Giuseppe e Pandin Catterina

Meneghetti Antonia


27-10-1895

S.Paolo

Meneghetti Antonia

Ramon

08-04-1847

di Antonio e Frattin Giulia

Rossi Antonio


id.

id.

Rossi Celeste Antonio

Loria

20-05-1871

di Antonio e Meneghetti Antonia

Fogal Virginia Anna

21-10-1895

id.

id.

Fogal Virginia Anna

Loria

12-07-1874

di Giovanni e Corrente Angela

Rossi Celeste

21-10-1895

id.

id.

Rossi Luigi Giuseppe

Loria

16-09-1873

di Antonio e Meneghetti Antonia



id.

id.

Rossi Giulio Pietro

Loria

22-01-1882

di Antonio e Meneghetti Antonia



id.

id.

Rossi Giuseppa Caterina

Loria

10-06-1885

di Antonio e Meneghetti Antonia



id.

id.

Rossi Elvira Maria

Loria

20-07-1887

di Antonio e Meneghetti Antonia



id.

id.

Rossi Giuseppe

Loria

01-06-1891

di Antonio e Meneghetti Antonia



id.

id.









Romanello Paolo

Loria

19-05-1850

di Pietro e Favrin Giovanna

Marostica Maria Luigia


07-02-1896

S.Paolo

Marostica Maria Luigia

Casoni di Mussolente

25-12-1852

di Luigi e Battistella Antonia

Romanello Paolo


id.

id.

Romanello Pietro Antonio

Loria

02-05-1876

di Paolo e Marostica Maria Luigia



id.

id.

Romanello Erminia Giovanna

Fanzolo di Vedelago

27-04-1882

di Paolo e Marostica Maria Luigia



id.

id.

Romanello Carolina

Fanzolo di Vedelago

06-07-1887

di Paolo e Marostica Maria Luigia



id.

id.

Romanello Antonia Angela

Loria

27-08-1872

di Paolo e Marostica Maria Luigia

ved.Cavaliere Domenico


id.

id.

Favrin Giovanna

Loria

06-05-1826

di Paolo e Santi Caterina

ved. Romanello Pietro


id.

id.









Sbrissa Angela

Loria

23-03-1859

di Domenico e Visentin Maria



10-11-1895

S.Paolo









Zara Maria

Loria

24-03-1838

di Gio Batta e Bisinello Teresa

ved. Sbrissa Francesco


22-12-1888

Brasile

Sbrissa Attilio

Loria

26-08-1865

di Francesco e Zara Maria



id.

id.

Sbrissa Cesare

Loria

01-05-1867

di Francesco e Zara Maria



id.

id.

Sbrissa Fiorina

Loria

14-06-1869

di Francesco e Zara Maria



id.

id.

Sbrissa Carlo

Loria

14-06-1869

di Francesco e Zara Maria



28-02-1893

id.









Simionato Bortolo

Loria

08-01-1864

di Gio Pietro e Beltrame Antonia

Cremasco Angela

09-12-1891

05-09-1895

S.Paolo

Cremasco Angela

Loria

02-05-1863

di Eugenio e Olivo Maria

Simionato Bortolo

09-12-1891

id.

id.

Simionato Maria Antonia

Loria

31-08-1892

di Bortolo e Cremasco Angela



id.

id.

Simionato Giovanni Mario

Loria

26-05-1894

di Bortolo e Cremasco Angela



id.

id.









Sbrissa Giuseppe

Loria

14-09-1848

di Davidde e Cesan Attanasia

Bortolazzo Maria Teresa

20-12-1874

29-11-1887

S.Paolo

Bortolazzo Maria Teresa

Loria

26-01-1853

di Massimiliano e Parolin Antonia

Sbrissa Giuseppe

20-12-1874

id.

id.

Sbrissa Caterina Antonia

Loria

18-08-1875

di Giuseppe e Bortolazzo Maria



id.

id.

Sbrissa Leone Pio

Loria

18-07-1881

di Giuseppe e Bortolazzo Maria



id.

id.

Sbrissa Teresa Antonia

Loria

20-03-1884

di Giuseppe e Bortolazzo Maria



id.

id.

Sbrissa luigi

Loria

16-05-1886

di Giuseppe e Bortolazzo Maria



id.

id.









Tonin Luigi

Loria

14-03-1871

di Antonio e Comarin Maria



19-10-1891

Brasile









Toniolo Giovanni Domenico

Loria

26-04-1868

di Abramo e Bertapelle Domenica



19-10-1891

Brasile









Vendrame Benedetto

Loria

05-07-1828

di Antonio e Bottando Angela

ved. Pinarello Angela


18-02-1892

S.Paolo

Vendrame Maria

Loria

08-09-1869

di Benedetto e Pinarello Angela



id.

id.

Vendrame Virginia Angela

Loria

25-09-1873

di Benedetto e Pinarello Angela



id.

id.

Vendrame Ester Giuseppa

Loria

04-09-1864

di Benedetto e Pinarello Angela



01-12-1887

id.









Vendrame Francesco

Loria

20-03-1842

di Giuseppe e Berton Giustina

Faccin Matilde

29-12-1878

01-12-1887

S.Paolo

Faccin Matilde

Maser

17-04-1854

di Domenico e Canil Angela

Vendrame Francesco

29-12-1878

id.

id.

Vendrame Angela Giustina

Loria

02-03-1881

di Francesco e Faccin Matilde



id.

id.

Vendrame Filomena Maria

Loria

02-04-1883

di Francesco e Faccin Matilde



id.

id.

Vendrame Genoveffa Maria

Loria

25-06-1885

di Francesco e Faccin Matilde



id.

id.

Vendrame Giuseppe

Genova

13-11-1887

di Francesco e Faccin Matilde



id.

id.

Berton Giustina

Poggiana di Riese

27-08-1816

di Giovanni e Domenica

ved. Vendrame Giuseppe


id.

id.

Vendrame Pietro Paolo

Loria

23-05-1858

di Giuseppe e Berton Giustina



id.

id.









Zandonà Bortolo

Loria

16-05-1818

di Domenico e Gastaldin Maria

ved. Facchin Regina


20-12-1891

S.Paolo

Zandonà Domenico

Loria

07-08-1852

di Bortolo e Facchin Regina

Bonato Matilde

25-04-1875

id.

id.

Bonato Matilde

Loria

16-04-1853

di Luigi e Baccini Angela

Zandonà Domenico

25-04-1875

id.

id.

Zandonà Giovanni Luigi

Loria

28-08-1875

di Domenico e Bonato Matilde



id.

id.

Zandonà Regina Angela

Loria

09-02-1877

di Domenico e Bonato Matilde



id.

id.

Zandonà Fortunato Bartolomeo

Loria

12-09-1878

di Domenico e Bonato Matilde



id.

id.

Zandonà Maria Teresa

Loria

10-03-1883

di Domenico e Bonato Matilde



id.

id.

Zandonà Giuseppe Luigi

Loria

20-03-1886

di Domenico e Bonato Matilde



id.

id.

Zandonà Santa Amabile

Loria

17-04-1889

di Domenico e Bonato Matilde



id.

id.

Zandonà Giacomo

Loria

15-04-1810

di Domenico e Gastaldin Maria



id.

id.