História do Vêneto e da grande emigração italiana, quando milhões deixaram a Itália entre os séculos XIX e XX em busca de uma vida melhor no Brasil e no mundo. Contato com o autor luizcpiazzetta@gmail.com
segunda-feira, 9 de março de 2026
Pederobba no Vêneto Terra de Origem de Emigrantes Italianos
segunda-feira, 2 de março de 2026
Os Pilares do Novo Mundo e a Saga de Bartolomeo Sandrigo
Os Pilares do Novo Mundo e a Saga de Bartolomeo Sandrigo
No outono de 1855, em um vilarejo esquecido chamado Spresiano, na província de Treviso, no coração do Vêneto italiano, nasceu Bartolomeo Sandrigo. O ar estava pesado com o cheiro de folhas úmidas e terra remexida, enquanto o Rio Piave murmurava ao fundo como um lamento eterno. A Itália recém-unificada era um caldeirão de promessas quebradas: impostos esmagadores do novo reino, terras concentradas nas mãos de poucos nobres, e uma fome que roía as entranhas dos camponeses como um lobo faminto. Bartolomeo, o caçula de sete irmãos, cresceu em uma cabana de pedra e palha, onde o pai, um mezzadro explorado, labutava de sol a sol por uma fração da colheita. "A terra nos dá vida, mas nos rouba a alma", murmurava o velho Sandrig, com mãos calejadas que pareciam raízes retorcidas.
A vida rural no Vêneto era um ciclo impiedoso. Aos dez anos, Bartolomeo já manejava a enxada nos campos de milho e trigo, enquanto epidemias de pelagra – a doença da miséria, causada por dietas pobres em niacina – deixavam marcas vermelhas na pele de vizinhos. Revoltas camponesas ecoavam pelas colinas, com padres como mediadores entre os famintos e os senhores ausentes. Bartolomeo viajava a pé até Treviso para vender ovos no mercado, onde ouvia sussurros de um mundo além-mar: o Brasil, uma terra de ouro verde, onde o governo prometia lotes de terra gratuitos para quem ousasse cruzar o Atlântico. Agentes de emigração, com cartazes coloridos, pintavam quadros de abundância, mas Bartolomeo, analfabeto como a maioria, confiava nas histórias orais. "Merica", chamavam-na, uma palavra que soava como salvação.
Aos 20 anos, em 1875, a tragédia selou seu destino. Uma geada tardia destruiu a colheita, e o pai morreu de exaustão, deixando a família endividada. Bartolomeo, alto e forte como um carvalho vêneto, com olhos castanhos que guardavam uma determinação feroz, decidiu partir. Ele vendeu o pouco que restava – uma vaca magra e ferramentas enferrujadas – e comprou uma passagem subsidiada pelo governo italiano, que via na emigração uma válvula para aliviar a pressão social. Com uma mala de madeira contendo sementes de uva, uma Bíblia gasta e o rosário da mãe, ele se juntou a centenas de conterrâneos no porto de Gênova. Lá, no caos de malas e lágrimas, encontrou Maria, uma jovem de um vilarejo vizinho, órfã e destemida, que viajava sozinha para encontrar parentes distantes. Seus olhares se cruzaram como faíscas em uma forja, plantando as sementes de um amor que desafiaria oceanos.
O navio La Sofia, um vapor enferrujado de casco de ferro, zarpou em novembro de 1875, carregando 388 almas do Vêneto e Trentino. Bartolomeo e Maria, confinados no porão úmido, enfrentaram semanas de tormentas atlânticas, onde ondas como montanhas ameaçavam engolir o casco. Doenças se espalhavam como fogo em palha seca: tifo e cólera ceifaram vidas, incluindo a de uma criança que Bartolomeo ajudou a enterrar no mar. Ele, com sua força, organizava turnos para distribuir rações minguadas de pão duro e água salobra, ganhando o respeito dos companheiros. "Somos como os antigos romanos", ele dizia a Maria durante as noites insone, "construindo um império em terras selvagens".
Mas o mar não era o único inimigo. Intrigas a bordo surgiram: um agente brasileiro, um homem astuto chamado Pereira, prometia terras férteis no Rio Grande do Sul, mas sussurros revelavam que muitos imigrantes acabavam em condições semi-escravas. Bartolomeo, com sua veia de líder nata, confrontou Pereira em uma discussão acalorada, defendendo uma família que havia sido enganada com promessas falsas. Maria, com sua inteligência afiada, costurava roupas rasgadas e contava histórias folclóricas vênetas para acalmar as crianças, tecendo laços que se tornariam vitais no novo mundo. Quando o navio atracou no porto de Rio Grande em janeiro de 1876, após uma escala em Vitória, o grupo estava exausto, mas vivo. O ar tropical, carregado de umidade e cheiro de mata virgem, era um contraste chocante com as neves do Vêneto.
O governo provincial do Rio Grande do Sul, ansioso por mão de obra após a abolição gradual da escravatura, distribuiu lotes na Serra Gaúcha, uma região montanhosa e selvagem. Bartolomeo e Maria, agora casados em uma cerimônia improvisada no porto, foram designados para a Colônia Conde d'Eu, que mais tarde se tornaria Garibaldi. A terra prometida era uma floresta densa, infestada de onças e índios kaingang, que viam os invasores como ameaça. Com machados e enxadas, Bartolomeo liderou a derrubada de árvores centenárias, construindo uma cabana de toras enquanto Maria plantava as sementes trazidas da Itália – uvas moscatel que se adaptariam ao solo vulcânico.
Os desafios eram implacáveis. Chuvas torrenciais transformavam trilhas em lamaçais, e a malária ceifava vidas como uma foice invisível. Bartolomeo contraiu a febre, delirando por dias, mas Maria, com ervas trazidas e conhecimentos populares, o salvou. Rivalidades surgiram: um fazendeiro local, o Barão de Arroio Grande, cobiçava as terras dos imigrantes e enviava capangas para intimidá-los. Bartolomeo, com aliados vênetos, organizou uma milícia informal, defendendo a colônia em uma emboscada noturna que deixou cicatrizes em sua alma. "Esta terra nos testa, mas nos forja", ele confidenciava a Maria, enquanto o primeiro filho, Giuseppe, nascia em 1878, simbolizando a raiz plantada no novo solo.
Economicamente, a colônia florescia devagar. Bartolomeo introduziu técnicas de terraceamento das colinas vênetas, prevenindo erosão, e fundou uma cooperativa para produzir vinho, inspirado nas vinhas de Treviso. Mas greves eclodiram em 1880, quando o governo atrasou pagamentos por estradas construídas pelos imigrantes. Bartolomeo, ecoando as revoltas camponesas de sua juventude, liderou uma marcha até Porto Alegre, enfrentando tropas que o prenderam por semanas. Maria, sozinha com a criança, gerenciava a fazenda, negociando com comerciantes portugueses e indígenas, revelando uma resiliência que rivalizava com a de heroínas antigas.
Pelos anos 1890, a colônia havia se transformado. Bartolomeo, agora um homem de meia-idade com barba grisalha, via suas vinhas produzirem o primeiro vinho premiado, exportado para o Rio de Janeiro. Ele construiu uma igreja de pedra, dedicada a São Roque, onde festas misturavam tarantelas italianas com danças gaúchas, forjando uma identidade híbrida. Mas o preço foi alto: um filho perdido para uma enchente, rivalidades que culminaram em um duelo com um antigo inimigo, e o peso da saudade do Vêneto. Maria, sua âncora, fundou uma escola rural, ensinando o talian – o dialeto vêneto abrasileirado – a gerações que cresceriam como ítalo-brasileiros.
Em 1910, aos 55 anos, Bartolomeo refletia em sua varanda, olhando os vales verdejantes que ele ajudara a domar. Seus descendentes, agora dezenas, espalhavam-se por Caxias do Sul e Bento Gonçalves, contribuindo para a industrialização nascente. Ele morreu em 1925, durante a Revolução Federalista, deixando um legado de resiliência. Maria viveu até 1935, contando histórias que inspiraram netos a retornarem à Itália em busca de raízes, fechando o círculo de uma saga que ecoava os pilares da terra: trabalho, amor e transformação.
Nota do Autor
A história Os Pilares do Novo Mundo: A Saga de Bartolomeo Sandrig foi escrita como uma homenagem à resiliência dos imigrantes italianos que, no final do século XIX, cruzaram oceanos em busca de uma vida melhor no Brasil, particularmente no Rio Grande do Sul. A narrativa combina detalhes históricos minuciosos com personagens fictícios complexos, refletindo as lutas, esperanças e transformações de uma geração que moldou a identidade ítalo-brasileira.
O texto foi concebido a partir do pedido de explorar a vida de um imigrante vêneto, Bartolomeo Sandrigo, nascido na província de Treviso, durante a grande onda migratória italiana (1870-1930). Escolhi o Vêneto como origem por sua relevância histórica: cerca de 30% dos imigrantes italianos no Brasil vieram dessa região, atraídos por promessas de terras e oportunidades após a unificação italiana, que trouxe crise econômica e desigualdade. A Colônia Conde d’Eu (atual Garibaldi) foi selecionada como cenário por sua importância no desenvolvimento da viticultura gaúcha, um legado vivo dos imigrantes.
Bartolomeo e Maria são arquétipos dos milhares de camponeses que enfrentaram condições adversas – desde travessias marítimas perigosas até a exploração no sistema de colonato e conflitos com fazendeiros locais. A narrativa incorpora eventos históricos reais, como a chegada do navio La Sofia em 1875 e as greves dos imigrantes, mas os entrelaça com dramas pessoais – amor, perda, rivalidades. Detalhes como o cultivo de uvas moscatel, o uso do dialeto talian e a construção de igrejas refletem a pesquisa sobre a cultura vêneta e sua fusão com o contexto brasileiro.
O objetivo foi criar uma história original, evitando plágio, que não apenas entretenha, mas também ilumine o impacto da imigração italiana no Brasil. A saga de Bartolomeo reflete a construção de uma identidade híbrida, onde tradições italianas se misturaram a elementos gaúchos, indígenas e africanos, formando a base de comunidades prósperas como Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Escrevi este texto para honrar essas vozes esquecidas, cujas lutas e conquistas continuam a ecoar na cultura, economia e paisagem do Brasil moderno.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
As Consequências da Unificação Italiana para os Vênetos a História, Identidade e o Êxodo para o Brasil
As Consequências da Unificação Italiana para os Vênetos: História, Identidade e o Êxodo para o Brasil
A Unificação Italiana é frequentemente apresentada como um triunfo nacional, mas a realidade vivida pelos vênetos após 1866 foi bem diferente. A anexação do Vêneto ao recém-formado Reino da Itália trouxe impactos profundos na economia, na cultura e no cotidiano da população. Esses acontecimentos foram decisivos para o início do grande êxodo que levou milhares de vênetos ao Brasil, à Argentina e a outros países das Américas.
Este artigo explica, de forma clara e histórica, como a Unificação Italiana alterou o destino do Vêneto e por que essa mudança resultou em uma migração sem precedentes.
O Fim de Uma Autonomia Histórica
Durante quase mil anos, a Sereníssima República de Veneza foi independente, com instituições próprias e forte identidade cultural. Mesmo após sua queda em 1797, o sentimento de pertencimento permanecia vivo entre os vênetos.
Com o plebiscito de 1866, também conhecido como Plebiscito Truffa — processo bastante controverso e amplamente questionado por historiadores — o Vêneto foi anexado ao Reino da Itália. A administração piemontesa, depois de um plebiscito de resultado duvidoso pois eivado de falhas graves, tomou o controle, substituindo estruturas tradicionais por um sistema centralizado, distante e muitas vezes incompreensível para a população rural.
Os vênetos perderam:
suas instituições locais,
parte de sua autonomia,
modelos de governança que existiam havia séculos,
a sensação de continuidade histórica.
A mudança foi percebida como abrupta e, em muitos casos, injusta.
A Crise Econômica Que Se Agravou Após 1866
A economia veneta já enfrentava dificuldades antes da unificação, mas a incorporação ao novo reino intensificou os problemas. O modelo administrativo e fiscal imposto pelo governo italiano era pesado e pouco adequado às realidades rurais da região.
Os agravantes pós-unificação incluíam:
Aumento de impostos sobre consumo e propriedade;
Serviço militar obrigatório, que retirava jovens trabalhadores do campo;
Concorrência desigual com regiões industrializadas;
Pouca modernização agrícola;
Endividamento crescente das famílias rurais.
Sem apoio do governo central, muitas comunidades viram a pobreza aumentar de forma irreversível.
A Imposição da Língua Italiana e o Apagamento Cultural
Outro impacto direto da unificação foi a questão linguística. O vêneto, língua histórica da região, foi substituído gradualmente pelo italiano padrão, baseado no dialeto toscano.
A partir de 1866, escolas e órgãos públicos proibiam o uso do vêneto, tratando-o como linguagem inferior ou atrasada. Crianças eram incentivadas — ou forçadas — a abandonar a língua materna. O objetivo explícito era “italianizar” a população.
Para muitos vênetos, isso representou não apenas perda de idioma, mas também de identidade, memória e pertencimento.
O Vêneto e a Desigualdade Dentro do Reino da Itália
Apesar das promessas do Risorgimento, os benefícios da unificação não chegaram igualmente a todas as regiões. O Vêneto recebeu:
poucas obras de infraestrutura,
pouca industrialização,
escasso investimento estatal,
atenção política limitada.
O sentimento de abandono cresceu. Para muitos vênetos, era claro que contribuíam com impostos elevados, mas recebiam muito pouco em troca.
O Êxodo em Massa: Quando Emigrar Era a Única Saída
Entre 1875 e 1914, o Vêneto se tornou uma das regiões que mais enviaram emigrantes ao exterior. A pobreza no campo, a falta de perspectivas e os altos impostos empurraram milhares de famílias para longe de sua terra natal.
O Brasil se destacou como destino porque oferecia:
terra disponível,
promessas de trabalho,
possibilidade de reconstruir a vida.
Essa migração transformou a sociedade brasileira e deu origem ao Talian, língua de contato criada nas colônias do sul do Brasil a partir de variedades vênetas.
Consequências Sociais e Históricas de Longo Prazo
Os impactos da unificação ainda ecoam na cultura veneta moderna:
fortalecimento da identidade regional,
preservação do vêneto como herança cultural,
movimentos autonomistas,
memória da emigração como parte da história familiar.
Para muitos descendentes, entender essas consequências é fundamental para compreender a própria origem.
Conclusão
A anexação do Vêneto ao Reino da Itália em 1866 marcou profundamente a região. Perderam-se autonomia, identidade e estabilidade econômica, enquanto aumentaram impostos, pobreza e desigualdade. O resultado foi um êxodo gigantesco que trouxe centenas de milhares de vênetos ao Brasil e outros milhões espalhados por outros países europeus e das Américas.
Compreender esse processo histórico ajuda a explicar por que o Talian nasceu aqui, por que tantas famílias migraram e por que a cultura veneta é tão forte entre os descendentes brasileiros. A história da unificação italiana não é apenas política; é uma história humana de perda, adaptação e reconstrução.
Nota do Autor
Este artigo foi escrito com base em pesquisas históricas e análises culturais sobre o impacto da Unificação Italiana na vida dos vênetos. O objetivo é oferecer aos descendentes de imigrantes italianos no Brasil um conteúdo claro, profundo e fiel aos fatos, valorizando a memória de quem atravessou o oceano em busca de um novo começo.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
domingo, 18 de janeiro de 2026
Da Fome no Vêneto aos Cafezais de Piracicaba a Saga de uma Família Italiana no Brasil (1882)
Da Fome no Vêneto aos Cafezais de Piracicaba a Saga de uma Família Italiana no Brasil (1882)
Sob o peso de um céu baixo e invernal, a planície do baixo Pó parecia conter a respiração. Ali, entre Bressane, em Castelguglielmo, e a localidade de Corà, no município de Bagnolo di Po, a vida seguia um ritmo antigo, marcado mais pela escassez do que pela esperança. Lorenzo crescera nesse mundo de campos alugados, mãos calejadas e promessas sempre adiadas. Santina, filha de uma família ainda mais numerosa, aprendera cedo que mesas grandes não significavam fartura, mas partilha silenciosa de migalhas.
Casaram-se na igreja da Natività della Beata Vergine Maria, em Bagnolo di Po, um templo antigo de paredes grossas, erguido para resistir aos séculos e às intempéries. Aquele casamento não fora apenas a união de dois jovens, mas a junção de duas histórias marcadas pela mesma pobreza resignada. Após a cerimônia, instalaram-se na casa dos pais de Lorenzo, onde cada novo dia significava mais uma boca a alimentar e menos pão a dividir.
Giuseppe nasceu primeiro, trazendo consigo uma alegria tímida, quase contida, como se até a felicidade precisasse pedir licença. Quase dois anos depois veio Francesco, e com ele a certeza de que o frágil equilíbrio daquela família de camponeses arrendatários havia se rompido. O trabalho tornara-se raro no campo vêneto, e quando surgia era mal pago. As dívidas com o proprietário da terra cresciam como uma sombra persistente, acumulando-se num ritmo impossível de ser vencido.
A Itália, recém-unificada, ainda não conseguira cumprir as promessas de dignidade feitas aos seus filhos. Do norte ao sul, o valor do trabalho caía, enquanto a fome avançava pelos casebres mal conservados. A pelagra deformava corpos e destinos, e a mortalidade infantil rondava como uma presença constante, silenciosa e cruel. Nesse cenário, a emigração deixou de ser um sonho distante para tornar-se a única saída plausível. Era comentada nos adros das igrejas, recomendada por párocos como Don Felice, discutida em sussurros nas casas humildes de Castelguglielmo e arredores.
Em 1882, Lorenzo e Santina compreenderam que permanecer significava definhar. A decisão de partir amadureceu entre noites insones e contas impagáveis, até tornar-se inevitável. A despedida foi dilacerante. Os avós choraram como quem enterra o futuro, certos de que jamais tornariam a ver os netos. O adeus carregava a gravidade de uma separação definitiva, um corte profundo na carne da família.
Partiram ainda de madrugada, sob um frio cortante e uma fina camada de neve que cobria a terra, caminhando até a estação de trem. O destino era o porto de Gênova, onde os aguardava o Adria, um grande navio de ferro e madeira que simbolizava tanto o medo quanto a esperança. Com a ajuda do pároco e os conselhos do prefeito, amigo antigo da família, Lorenzo conseguiu um lugar na embarcação dentro da cota de transporte gratuito oferecida pelo governo brasileiro, ansioso por braços que sustentassem as vastas plantações de café da província de São Paulo.
A travessia durou mais de trinta dias. Foram semanas de desconforto, doenças e saudade, em porões superlotados onde o ar rarefeito se misturava ao cheiro de sal, suor e resignação. Santina protegeu os filhos como pôde, enquanto Lorenzo se agarrava à ideia de que, do outro lado do oceano, a vida poderia enfim começar de novo.
Quando o Adria aportou em Santos, o calor úmido e o cheiro da terra tropical anunciaram um mundo radicalmente diferente. Representantes da Fazenda Santa Clara aguardavam os recém-chegados. De lá, seguiram para os arredores de Piracicaba, onde extensas fazendas de café se espalhavam até onde a vista alcançava. O trabalho era duro, extenuante, mas havia algo novo: a possibilidade concreta de sobreviver, de alimentar os filhos com regularidade, de sonhar sem culpa.
Os primeiros anos foram de adaptação e resistência. A língua estranha, o clima implacável e a disciplina rígida das fazendas testaram a força daquela família. Ainda assim, Lorenzo encontrou no labor diário uma dignidade que lhe fora negada na terra natal. Santina transformou a precariedade em lar, mantendo vivos os costumes, a fé e a memória da Itália distante.
Com o tempo, Giuseppe e Francesco cresceram entre os cafezais, carregando nos gestos a herança dos campos do Vêneto e, no olhar, a promessa de um futuro brasileiro. A história de Lorenzo e Santina, como a de tantos outros, foi feita de perdas irreparáveis e conquistas silenciosas. Não houve glória, apenas perseverança. E foi essa perseverança que lançou raízes profundas no interior paulista, dando origem a gerações que, décadas depois, ainda sentiriam no sangue o eco daquela partida sob a neve.
A emigração não lhes devolveu o que fora deixado para trás, mas concedeu algo igualmente valioso: a chance de recomeçar. E nesse recomeço, marcado pelo trabalho árduo e pela esperança teimosa, construiu-se um legado que atravessaria o tempo, unindo dois mundos pela memória e pelo esforço de quem ousou partir quando ficar já não era possível.
Nota do Autor
Esta narrativa é uma obra de ficção histórica, construída a partir de cartas, anotações e relatos fragmentários deixados por uma família de emigrantes italianos que optou por permanecer anônima. Os nomes dos personagens, assim como alguns detalhes de ambientação, foram utilizados como licenças literárias, com o objetivo de conferir maior humanidade, fluidez narrativa e identificação emocional ao leitor.
Embora os personagens sejam fictícios, os fatos históricos, o contexto social, as condições da emigração, a travessia marítima e o trabalho nas fazendas de café do interior paulista refletem fielmente experiências reais vividas por milhares de famílias italianas no final do século XIX.
Esta história não pretende substituir o documento histórico, mas dar voz literária à memória coletiva daqueles que partiram sem deixar seus nomes nos livros, mas deixaram sua marca profunda na formação do Brasil.
Se você, ao ler este texto, sentir de repente o perfume dos cafezais em flor ou o aroma do café sendo coado na cozinha pela mãe ou pela nonna numa manhã fria, então este relato cumpriu o seu propósito. Não deixe de comentar aqui no blog quais recordações essa leitura despertou em sua memória.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
sábado, 17 de janeiro de 2026
Quando el Paese Itàlia no Esistea Ancora La Vera Orìgine dei Emigranti Italiani in Brasil
Quando el Paese Itàlia no Esistea Ancora
La Vera Orìgine dei Emigranti Italian in Brasil
Pochi brasilian dissendenti de emigranti italiani i sa che, quando i primi emigranti italiani i ze rivai in Brasil, el Paese Itàlia el gavea apena nove ani de esistensa. In quel tempo, l’Itàlia no zera ancora ‘na nassion unìa. La penìnsola la zera composta da diversi Stati indipendenti, ciaschedun con el so governo, le so lègi, la so economia, la so cultura e le so lèngue. Par la magior parte dei emigranti italiani, l’idea de ‘na “Itàlia” come pàtria comune no esistea.
Solo dopo el processo de unificassion, conosùo come Risorgimento, e dopo el polèmico plebissito che el ga portà a l’anessassion del Vèneto, el ze nato ufissialmente el Regno d’Itàlia, governà da la Casa de Savoia, originària del Piemonte. Sta trasformassion stòrica la ga cambià el destin de milioni de persone e la ze stà lo scomìnsio de la grande emigrassion italiana verso le Americhe.
Prima de l’Unificassion: ‘Na Penìnsola Spacà
Prima de l’unificassion, el territòrio che incò ciamemo Itàlia el zera ‘na penìnsola fragmentà. Durante el sècolo XVIII e el scomìnsio del XIX, ghe zera diversi Stati sovrani, come el Regno de Sardegna, el Regno de Nàpoli, el Stato de la Cesa, el Ducà de Milan e la Serenìssima Repùblica de Venèssia.
Ognun de sti Stati el gavea ‘na identità distinta. Le tradission, le forme de laorar, le strutture sossiai e, sopratuto, le lèngue, i zera profondamente diverse. No esistea un sentimento nassional italian: le persone se sentiva vèneta, lombarde, sicilian o napoletan, ma no “italiane”.
El Risorgimento e la Nàssita de l’Itàlia
´Ntel sècolo XIX el ze scominsià el longo processo polìtico e militare ciamà Risorgimento, che el ga portà a la nassita del Stato italian. Dopo guere, rivolte e aleanse, el Regno d’Itàlia el ze stà proclamà, ma la so unità la ze stada completà solo ´ntel 1866, con l’anessassion del Vèneto.
Quel plebissito el resta ancora incò motivo de discussion. Studioso e stòrici i parla de manipulassion e irregolarità gravi, come el documenta con richessa de argomenti acusatòri el libro 1866 – La Grande Truffa de Ettore Beggiato. L’unificassion, lontan da portar benessere imediato, la ga coinsidi con ‘na crisi profonda.
Fame, Crisi e Emigrassion Italiana
´Ntei ani che ga seguì l’unificassion, fame, misèria, crisi agrària e disocupassion i ga colpì duramente sia el Nord che el Sud. El peso de le tasse e de le riforme i ga agravà la situassion dei contadin pì poveri. Par tanti, l’ùnica solussion la zera partir.
Cusì el ze nato el fenòmeno de la emigrassion italiana in massa verso le Amèriche. Milioni de persone i ga lassà le so tere in serca de un futuro mèio, portando con lori poche robe materiai ma ‘na forte identità culturae.
I Emigranti Italiani no Parlava Italian
I emigranti italiani in Brasile, rivai sopratuto dopo el 1875, no i parlava italian. El motivo el ze sèmplisse: l’italian no esistea come lèngua parlada dal pòpolo. Ogni region parlava el so dialeto, che spesso el zera ‘na vera lèngua, con gramàtica e lèssico propri.
El vèneto, parlà da milioni de persone ´ntel Nord-Est, el zera uno de sti idiomi. Quando el novo Stato italian el ga dovù stabilir ‘na lèngua ufissial, el ga scelto el toscan literàrio de Dante, Petrarca e Boccaccio. Sta lèngua la ze stada imposta dal alto e la no zera compresa da la magior parte dei emigranti.
El Vèneto e l’Èsodo verso el Brasile
L’anessassion del Vèneto al Regno d’Itàlia la ga pegiorà ancora de pì la crisi económica. El mondo rurae el ze entrà in colasso, e l’emigrassion la ze diventà ‘na vàlvola de sfogo par evitar tension e ribelion sossiai.
Miaia de famèie vènete i ze partì verso el Brasil, stabilendose prinssipalmente ´ntel Rio Grande do Sul, in Santa Catarina, ´ntel Espírito Santo, oltre che in San Paolo e Minas Gerais, dove tanti i ze stà mandà a laorar ´ntele fasende de cafè dopo l’abolission de la schiavitù.
La Nàssita del Talian in Brasil
La lèngua vèneta, con le so tante varianti locae, la zera la base linguìstica de la magior parte dei emigranti del Sud del Brasil. Già durante el viàio in navio, i emigranti i se rendeva conto de la dificoltà de comunicassion tra dialeti diversi. ´Ntel isolamento de le colònie del Sud del Brasile, el ze nato cusì el Talian.
El Talian el se ga formà da la mescolansa dei dialeti vèneti, con influensse de altre region e, con el passar del tempo, del portoghese. Come pì del 50% dei emigranti del Rio Grande do Sul i zera vèneta, el vèneto el ga eserssità ‘na influesa dominante.
Incò, el Talian e el vèneto parlà in Itàlia i ze largamente comprensìbili tra de lori, anca se i ga seguìo strade diverse ´ntel tempo.
El Talian Incò Vivo in Brasil
Incò el Talian in Brasil el ze ‘na lèngua viva. Pì de un milión de brasilian lo parla fluentemente, e tanti altri lo comprende. Ghe ze scole, programi de ràdio, teatro, scritori e ricercador che i laora par conservar e difonder sto património linguìstico.
Pì de cento libri i ze stadi publicà in Talian, el dissionàrio veneto riograndense7portughese del frate Alberto Stawisnki e l’opera Vita e Stòria de Nanetto Pippeta (1924) del frate Aquiles Bernardi le ze considerà el so marco literàrio. El Talian el ze incò riconossù come la seconda lèngua pì parlada del Rio Grande do Sul, dopo el portoghese.
Nota de l’Autor
Sto testo el ze stà scrito con intento stòrico e culturae. El ga come obietivo quel de spiegar le vere orìgine dei emigranti italiani in Brasile e de valorisar la diversità linguìstica e regionae de la penìnsula italiana prima de l’unificassion. El uso del talian no vol rapresentar ‘na norma ufissial, ma conservassion de ‘na memòria viva, trasmessa de generassion in generassion.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Quando o País Itália Ainda Não Existia e A Verdadeira História por Trás das Origens dos Imigrantes
Quando o País Itália Ainda Não Existia e A Verdadeira História por Trás das Origens dos Imigrantes
Poucos brasileiros descendentes de italianos sabem que, quando os primeiros imigrantes desembarcaram no Brasil, a Itália como país tinha apenas 9 anos de existência. Até 1866, a península não era uma nação unificada, mas um conjunto de Estados independentes, cada qual com governo, leis, cultura e línguas próprias. Somente a partir da unificação — e após o conturbado plebiscito que anexou o Vêneto — passou a existir oficialmente o Reino da Itália, governado pela Casa de Savoia, originária do Piemonte.
Antes da Unificação: Uma Península Fragmentada
Durante o século XVIII, o território hoje conhecido como Itália era composto por diversos Estados soberanos, entre eles:
Reino da Sardenha
Reino de Nápoles
Estado da Igreja
Ducado de Milão
Sereníssima República de Veneza
Cada um possuía identidade distinta, com tradições, economias e línguas muito diferentes entre si. Não havia um sentimento nacional italiano — ele sequer faria sentido naquele contexto.
O Risorgimento e o Nascimento da Itália
No século XIX, iniciou-se o longo processo de unificação chamado Risorgimento, celebrado na Itália em 17 de março. Após guerras e mobilizações políticas, formou-se o Reino da Itália, considerado concluído somente em 1866, quando o Vêneto foi anexado após um polêmico e manipulado plebiscito. Pesquisadores apontam irregularidades profundas, como detalha o livro “1866 – La Grande Truffa”, de E. Beggiato.
A unificação coincidiu com um momento dramático: fome, miséria, crise agrícola e desemprego devastavam tanto o Norte quanto o Sul, alimentando o início da emigração em massa para a América.
Os Imigrantes Não Falavam Italiano
Os antepassados que chegaram ao Brasil a partir de 1875 não sabiam italiano, porque:
O italiano não existia como língua nacional até a unificação.
As populações se identificavam pela província, não pela nacionalidade “italiana”.
Cada região falava seu dialeto próprio, muitos deles línguas inteiras com estrutura própria, como o vêneto.
Quando o novo Estado precisou definir um idioma, adotou-se o toscano literário, usado por Dante, Petrarca e Boccaccio. Assim, o “italiano” foi uma língua oficial imposta de cima para baixo — e desconhecida da maioria dos emigrantes.
O Vêneto, a Crise e o Êxodo para o Brasil
A anexação do Vêneto agravou ainda mais a crise econômica local, acelerando o colapso rural e a fuga de milhões de pessoas. O êxodo tornou-se uma válvula de escape para evitar uma possível guerra civil. O peso dessa transformação recaiu sobre os agricultores pobres do Norte e do Sul.
A maioria dos emigrantes era semianalfabeta, e seus dialetos — sobretudo após a queda da Sereníssima República de Veneza em 1797 — quase já não eram escritos. Mesmo assim, eram portadores da rica herança cultural de uma das mais poderosas repúblicas marítimas da história.
Milhares desses vênetos vieram para o Brasil, estabelecendo-se principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, além de São Paulo e Minas Gerais, onde foram destinados às fazendas de café após a abolição da escravidão.
O Nascimento do Talian no Brasil
A língua vêneta, com grande diversidade interna, era o idioma da maioria dos imigrantes do Sul. No convés dos navios, eles já percebiam a dificuldade de comunicação entre dialetos distintos. No isolamento das colônias gaúchas, surgiu então uma nova língua: o Talian.
Criado a partir da mistura dos dialetos vênetos e influências de outras regiões, o Talian se consolidou como uma língua própria, rica e melodiosa. Como mais de 50% dos imigrantes do RS eram vênetos, o vêneto exerceu influência dominante na formação do novo idioma.
Hoje, o Talian e o vêneto italiano são totalmente compreensíveis entre si, embora tenham evoluído de formas diferentes:
O Talian incorporou palavras e construções do português ao longo de 140 anos.
O vêneto europeu recebeu forte influência do italiano contemporâneo.
Para muitos descendentes, o Talian é a verdadeira língua mãe.
A Presença Atual do Talian no Brasil
O Talian permanece vivo:
mais de 1 milhão de brasileiros falam fluentemente,
outro tanto o compreende,
há escolas, programas de rádio e escritores dedicados ao idioma,
existem mais de 100 livros publicados em Talian, além de dicionários,
a obra clássica “Vita e Stòria de Nanetto Pippeta” (1924) é seu marco literário.
Peças de teatro também são encenadas nessa língua, que hoje é considerada a segunda língua mais falada do Rio Grande do Sul, depois do português.
Nota do autor
Este texto foi escrito com o objetivo de esclarecer um ponto essencial sobre a origem dos imigrantes italianos no Brasil: muitos deles partiram de uma península fragmentada, em um período em que a Itália ainda não existia como país unificado. Ao abordar o Risorgimento, a anexação do Vêneto, a crise econômica e o surgimento do Talian no Brasil, busco aproximar os descendentes de italianos de sua verdadeira história familiar, mostrando que seus antepassados se identificavam sobretudo com suas regiões, dialetos e comunidades locais.
Mais do que narrar dados históricos, procuro valorizar a formação cultural desses imigrantes, explicar por que eles não falavam italiano padrão e destacar como o contato entre diferentes dialetos deu origem a uma nova língua viva no Brasil. A intenção é contribuir para o entendimento das raízes vênetas e italianas, da trajetória migratória e do impacto desse processo na identidade de milhões de brasileiros. Este trabalho não pretende esgotar o tema, mas incentivar a pesquisa, a preservação do Talian e o reconhecimento da verdadeira diversidade que marca a história da imigração italiana no Brasil.
Dr. Luiz C: B. Piazzetta
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Sob os Pinheiros do Novo Mundo e a Emigração Italiana de Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli ao Brasil (1878)
Sob os Pinheiros do Novo Mundo
A Emigração Italiana de Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli ao Brasil (1878)
Quando Domenico Rampallo deixou Stroppare, na planície pobre de Albettone, não partiu apenas de uma aldeia: afastou-se de um mundo que já não o comportava. A pequena localidade vêneta, cercada por campos arrendados e casas de pedra baixa, era o cenário de uma repetição secular de fadiga e escassez. A terra, esgotada por gerações de mãos camponesas, dava cada vez menos, enquanto exigia sempre o mesmo esforço brutal.
Domenico crescera ali, como seu pai e seu avô, sob contratos injustos, colheitas incertas e a humilhação silenciosa de trabalhar o que jamais seria seu. Giuseppina Novelli, de Ponte de Barbarano, trazia história semelhante: família numerosa, mesas sempre apertadas, futuro estreito. Aprendera cedo que o destino das mulheres camponesas era resistir — primeiro na casa do pai, depois na do marido.
Casaram-se na igreja de Santa Maria Assunta, em Barbarano, algumas semanas antes da partida. Não houve tempo para a ilusão de um lar recém-formado. O matrimônio foi mais um pacto de sobrevivência do que celebração. Sob a bênção antiga da igreja, prometeram-se não apenas amor, mas resistência — algo que nem sabiam ainda o quanto lhes seria exigido.
A viagem até Gênova foi, para ambos, a primeira ruptura concreta com o mundo conhecido. A cidade portuária, ruidosa e impessoal, acolhia diariamente milhares de destinos interrompidos. O Città di Milano aguardava no cais como um gigante de ferro e vapor, pronto para engolir vidas.
No porão do navio, Domenico e Giuseppina perderam rapidamente a noção de individualidade. Homens, mulheres e crianças eram reduzidos a corpos em trânsito. O ar tornava-se irrespirável à noite; os dias, longos e indistintos. O mar, ora benigno, ora cruel, ensinava que a travessia não era metáfora — era prova.
Em Nápoles, o navio inchou ainda mais de humanidade: mais de 550 emigrantes do sul da Itália embarcaram, trazendo consigo dialetos ásperos, gestos dramáticos e uma miséria ainda mais profunda. O Città di Milano transformou-se num microcosmo da Itália falida: norte e sul unidos não por ideais, mas pela expulsão.
Os trinta dias de viagem foram um lento processo de despojamento. Muitos adoeceram. Alguns morreram. Outros perderam a capacidade de imaginar o retorno. Giuseppina, frequentemente nauseada, mantinha-se firme, apoiada no silêncio concentrado de Domenico, que começava a compreender que o homem que chegaria ao Brasil já não seria o mesmo que partira do Vêneto.
O Rio de Janeiro surgiu envolto em calor, montanhas abruptas e uma vegetação que parecia crescer sem limites. Permaneceram três dias na Hospedaria de Emigrantes, um lugar de espera e vigilância, onde eram contados, examinados e redistribuídos como força de trabalho. Ali, o Brasil não era promessa nem ameaça — era incógnita.
O vapor Maranhão conduziu-os ao longo da costa. Em Santos e Paranaguá, despediram-se de companheiros que jamais tornariam a ver. Cada parada era uma fratura no grupo, um destino que se separava para sempre.
No porto de Rio Grande, encontraram o frio, o vento e barracões improvisados. A travessia ainda não havia terminado. Restava o trecho mais cruel: o interior. Até Montenegro, seguiram por rios e caminhos incertos. Dali, a pé. Homens e crianças maiores avançavam sobre trilhas lamacentas; grávidas, idosos e pequenos eram transportados em carroças puxadas por mulas, rangendo sob o peso da exaustão humana.
Quando chegaram ao lote destinado à Colônia Caxias, a realidade impôs-se sem mediações. Cinquenta hectares de floresta cerrada, dominada por pinheiros colossais, erguiam-se diante deles como uma muralha natural. Árvores que desafiavam a compreensão de quem viera de campos abertos e colinas domesticadas.
Antes de qualquer construção, a sobrevivência exigiu improviso. Encontraram abrigo no oco de um enorme embu, uma árvore tão vasta que parecia guardar dentro de si a memória da floresta. Ali viveram quase uma semana, protegidos da chuva, do vento e do medo noturno. Alimentavam-se do parco auxílio governamental e dos pinhões, abundantes e nutritivos, recolhidos no chão da mata.
A cabana de paus e barro nasceu lentamente, erguida mais por teimosia do que por técnica. Cada árvore derrubada era uma batalha vencida; cada noite superada, uma pequena fundação.
Naquele silêncio verde, Domenico compreendeu que não estava apenas abrindo clareira na floresta, mas inaugurando um futuro. Giuseppina, com mãos calejadas e olhar endurecido, transformava a precariedade em ordem possível. O Brasil não os acolheu com gentileza — mas lhes ofereceu algo que a Itália negara: a possibilidade de permanecer.
Assim começou a história dos Rampallo no Novo Mundo — não como epopeia heroica, mas como a lenta e obstinada construção da dignidade humana.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Relação de Emigrantes do Comune de Loria os Italianos que Deixaram a Terra Natal parte 3
Relação de Emigrantes do Comune de Loria: Italianos que Deixaram a Terra Natal
PARTE 3
Esta relação reúne nomes de famílias e indivíduos que deixaram a região do Vêneto, na Itália, durante o século XIX, em um dos maiores movimentos migratórios da história europeia. Este levantamento histórico contribui para a preservação da memória dos imigrantes italianos e oferece uma fonte valiosa para descendentes que buscam reconstruir sua árvore genealógica e compreender as origens de suas famílias no Brasil.
CASTIONE (frazione) | |||||||
Baron Angelo | Cassola | 28-05-1854 | di Andrea e Orso Maria | Bisinella Maria Teresa | 21-01-1878 | 06-08-1896 | S.Paolo |
Bisinella Maria Teresa | Rosà | 11-08-1854 | di Domenico e Bordignon Anna | Baron Angelo | 21-01-1878 | id. | id. |
Baron Andrea Domenico | Cassola | 24-01-1879 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Domenico Antonio | Cassola | 05-04-1881 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Antonio | Cassola | 16-07-1883 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Angela Maria | Cassola | 12-01-1886 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Agostino Bortolo | Cassola | 11-02-1889 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Domenica | Cassola | 13-05-1891 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Tessarolo Maria | Castione | 01-11-1836 | di Giacomo e Marchetti Angela | ved. Baggio Giuseppe | 05-04-1888 | S.Paolo | |
Baggio Luigi | Castione | 13-08-1867 | di Giuseppe e Tessarolo Maria | id. | id. | ||
Baggio Andrea Olivo | Castione | 01-04-1871 | di Giuseppe e Tessarolo Maria | id. | id. | ||
Bigolin Gio Batta | Galliera | 22-05-1826 | di Paolo e Domenica | Cecchin Paola | 20-11-1895 | S.Paolo | |
Cecchin Paola | Galliera | 23-03-1834 | di Luigi e Teresa | Bigolin Gio Batta | id. | id. | |
Bigolin Angelo Luigi | Galliera | 07-09-1870 | di Gio Batta e Cecchin Paola | Pegoraro Rosa | 31-12-1889 | id. | id. |
Pegoraro Rosa | Castione | 28-07-1868 | di Pietro e Baggio Giuditta | Bigolin Angelo Luigi | 31-12-1889 | id. | id. |
Bigolin Romano Gio Batta | Castione | 25-04-1890 | di Angelo e Pegoraro Rosa | id. | id. | ||
Bigolin Emilio Pietro | Castione | 13-08-1891 | di Angelo e Pegoraro Rosa | id. | id. | ||
Bigolin Olimpia | Castione | 31-07-1893 | di Angelo e Pegoraro Rosa | id. | id. | ||
Bigolin Paolo | Galliera | 08-04-1866 | di Gio Batta e Cecchin Paola | 20-10-1891 | Brasile | ||
Bigolin Giovanni | Galliera | 11-04-1872 | di Gio Batta e Cecchin Paola | 27-11-1892 | Brasile | ||
Bigolin Angela | Galliera | 16-06-1875 | di Gio Batta e Cecchin Paola | id. | id. | ||
Bigolin Domenica | Galliera | 04-06-1863 | di Gio Batta e Cecchin Paola | Pasinato Giovanni Batt. | 14-09-1895 | 20-11-1895 | S.Paolo |
Pasinato Giovanni Battista | Tombolo | 02-05-1859 | di Sante e Baggetto pasqua | Bigolin Domenica | 14-09-1895 | id. | id. |
Bizzotto Luigi | Tezze sul Brenta | 12-06-1840 | di Girolamo e | Telatin/Fabro/Nichele | 23-01-1897 | S.Paolo | |
Bizzotto Gaetano | Tezze sul Brenta | 10-12-1883 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Bizzotto Elisabetta Maria | Tezze sul Brenta | 30-05-1885 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Bizzotto Girolamo | Tezze sul Brenta | 24-12-1871 | di Luigi e Tellatin Antonia | id. | id. | ||
Bizzotto Maria Antonia | Godego | 15-01-1887 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Bizzotta Antonia Maria | Castione | 30-11-1888 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Nichele Maria Luigia | Galliera Veneta | 04-08-1851 | di Celeste e Moretto Caterina | Bizzotto Luigi | 13-05-1894 | id. | id. |
Bolzon Innocente | Godego | 16-03-1857 | di Luigi e Bernardi Marianna | Guarise Caterina | 30-12-1889 | 27-10-1895 | S.Paolo |
Guarise Caterina | Rossano Veneto | 27-07-1862 | di Valentino e Rebellato Maria | Bolzon Innocente | 30-12-1889 | id. | id. |
Bolzon Maria Luigia | Castione | 12-08-1890 | di Innocente e Guarise Caterina | id. | id. | ||
Bolzon Giuseppe | Castione | 01-06-1892 | di Innocente e Guarise Caterina | id. | id. | ||
Bizzotto Antonio | Tezze sul Brenta | 16-02-1869 | di Luigi e Tellatin Antonia | Castellan Amalia | 04-02-1891 | 05-09-1895 | S.Paolo |
Castellan Amalia Vittoria | S. Martino di Lupari | 13-08-1866 | di Sante e Liviero Maria Luigia | Bizzotto Antonio | 04-02-1891 | id. | id. |
Bizzotto Luigia Antonia | Castione | 21-10-1891 | di Antonio e Castellan Amalia | id. | id. | ||
Bizzotto Rosina Rita | Castione | 04-03-1893 | di Antonio e Castellan Amalia | id. | id. | ||
Bizzotto Maria | Castione | 29-01-1895 | di Antonio e Castellan Amalia | id. | id. | ||
Cecchin Marco | Castione | 25-04-1861 | di Sante e Visentin Maria | Spada Angela | 27-12-1884 | 06-08-1896 | S.Paolo |
Spada Angela | Riese Pio X | 14-11-1864 | di Luigi e Zarpellon Angela | Cecchin Marco | 27-12-1884 | id. | id. |
Cecchin Gio Batta | Godego | 07-04-1887 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Cecchin Regina Angela | Castione | 05-04-1889 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Cecchin Teresa | Castione | 17-07-1892 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Cecchin Bonaventura | Castione | 29-03-1894 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Conte Giovanni | Cittadella | 16-08-1833 | di Luigi e Bernardi Giovanna | Zanotto Maria | 20-11-1895 | S.Paolo | |
Zanotto Maria | Cittadella | 11-07-1841 | di Marco e Paola | Conte Giovanni | id. | id. | |
Conte Luigi | Cittadella | 22-01-1864 | di Giovanni e Zanotto Maria | Rebellato M. Maddalena | 06-12-1889 | id. | id. |
Rebellato Maria Maddalena | Rossano Veneto | 17-06-1869 | di Domenico e Poato Maria | Conte Luigi | 06-12-1889 | id. | id. |
Conte Giovanni Giuseppe | Cittadella | 13-03-1890 | di Luigi e Rebellato M.Maddalena | id. | id. | ||
Conte Giovanni Angelo | Cittadella | 05-04-1872 | di Giovanni e Zanotto Maria | id. | id. | ||
Conte Virginia Maria | Castione | 12-05-1892 | di Luigi e Rebellato M.Maddalena | id. | id. | ||
Conte Agostino | Cittadella | 03-05-1869 | di Giovanni e Zanotto Maria | Conte Carolina | 14-11-1892 | 01-03-1895 | S.Paolo |
Conte Carolina | Cittadella | 13-02-1869 | di Pietro e Lago Elisabetta | Conte Agostino | 14-11-1892 | id. | id. |
Conte Gio Batta | Castione | 25-06-1894 | di Agostino e Conte Carolina | id. | id. | ||
Citton Bernardo | Castione | 06-07-1826 | di Bonaventura e Sanvido Anna | ved.Ceccato Giustina | Feb. 1901 | Argentina | |
Citton Bonaventura | Castione | 23-10-1861 | di Bernardo e Ceccato Giustina | Guidolin Domenica | 06-12-1886 | id. | id. |
Guidolin Domenica | Godego | 23-09-1868 | di Luigi e Filippin Margherita | Citton Bonaventura | 06-12-1886 | id. | id. |
Citton Bernardo | Castione | 29-08-1887 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Margherita Giustina | Castione | 15-07-1891 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Virginia Angela | Castione | 10-08-1893 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Giuseppe | Castione | 29-02-1896 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Erminio Valentino | Castione | 12-02-1898 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Giovanni | Castione | 29-02-1864 | di Bernardo e Ceccato Giustina | 1887 | Argentina | ||
Citton Giosuè | Castione | 21-04-1867 | di Bernardo e Ceccato Giustina | 1887 | Argentina | ||
Favrin Ferdinando | Vallà | 16-08-1847 | di Luigi e Bragagnolo Paola | Campagnaro Veronica | 14-01-1874 | 10-11-1888 | S.Paolo |
Campagnaro Veronica | Cittadella | 09-12-1850 | di Vettore e Bonadio Angela | Favrin Ferdinando | 14-01-1874 | id. | id. |
Favrin Giuseppe Luigi | Rossano Veneto | 09-06-1876 | di Ferdinando e Campagnaro Veronica | id. | id. | ||
Favrin Maria Angela | Rossano Veneto | 25-03-1878 | di Ferdinando e Campagnaro Veronica | id. | id. | ||
Favrin Palma Vittoria | Godego | 29-03-1885 | di Ferdinando e Campagnaro Veronica | id. | id. | ||
Girolametto Domenico | Bessica | 15-08-1853 | di Francesco e Facchin Pasqua | Pegoraro Santa | 23-12-1883 | 25-09-1892 | S.Paolo |
Pegoraro Santa | Bessica | 30-05-1859 | di Antonio e Majotto Domenica | Girolametto Domenico | 23-12-1883 | id. | id. |
Girolametto Francesco Antonio | Rossano Veneto | 18-09-1884 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Girolametto GioBatta Antonio | Castione | 18-02-1887 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Girolametto pasqua Giuseppina | Castione | 06-07-1889 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Girolametto Maria Elisabetta | Castione | 14-05-1891 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Martini Maria Luigia | Godego | 25-11-1873 | di Giuseppe e Meneghello Elisabetta | 31-08-1895 | S.Paolo | ||
Meneghello Francesco | Godego | 30-09-1844 | di Lodovico e Petrin Maria | Berro Pierina | 18-03-1888 | S.Paolo | |
Berro Pierina | Treville | 27-09-1847 | di Giovanni e Calzavara Giovanna | Meneghello Francesco | id. | id. | |
Meneghello Riccardo | Treville | 10-06-1871 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Giovanni | Castelfranco Veneto | 24-04-1873 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Ottorino | Castelfranco Veneto | 08-02-1878 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Lodovico | Castelfranco Veneto | 13-05-1880 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Veronica | Castione | 20-01-1883 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Giuseppe Luigi | Castione | 15-03-1885 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Maria | Castione | 29-05-1887 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghetti Pietro | Rossano Veneto | 05-10-1838 | di Bortolo e Bizzotto Catterina | Marini Angela | 03-02-1869 | 12-01-1888 | S.Paolo |
Marini Angela | S.Zeno | 15-11-1844 | di Giuseppe e Linech Vittoria | Meneghetti Pietro | 03-02-1869 | id. | id. |
Meneghetti Bortolo Giuseppe | Romano | 01-09-1871 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Catterina | Romano | 01-05-1873 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Giuditta | Cassola | 04-07-1877 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Giusto | Cassola | 01-08-1881 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Luigi | Cassola | 26-04-1884 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Marin Antonio | Casoni di Mussolente | 13-06-1836 | di Pietro e Artuso Angela | Cemin Giovanna | 15-11-1896 | S.Paolo | |
Cemin Giovanna | Primiero | 05-02-1834 | di Michele e Fisotto Margherita | Marin Antonio | id. | id. | |
Marin Pietro | Liedolo di S.Zenone | 09-04-1871 | di Antonio e Cemin Giovanna | Moro Maria Luigia | 09-12-1895 | ||
Moro Maria Luigia | Castione | 15-03-1872 | di Luigi e Tessarolo Domenica | Marin Pietro | 09-12-1895 | ||
Marin Michele Arcangelo | Liedolo di S.Zenone | 01-08-1873 | di Antonio e Cemin Giovanna | ||||
Pegoraro Angelo | Godego | 03-08-1820 | di GioBatta e Barazzioli Elisabetta | Favaretto Anna | 1885 | America | |
Favaretto Anna | Godego | 27-03-1841 | di Marco e Maria | Pegoraro Angelo | id. | id. | |
Pegoraro Valentino | Castione | 21-07-1863 | di Angelo e Favaretto Anna | id. | id. | ||
Parolin Sebastiano | Rossano Veneto | 04-04-1856 | di Giuseppe e Stragliotto Angela | Moro Teresa | 07-03-1883 | 22-06-1888 | S.Paolo |
Moro Teresa | Castione | 29-04-1861 | di Pietro e Tessarolo Angela | Parolin Sebastiano | 07-03-1883 | id. | id. |
Parolin Palma | Loria | 17-06-1876 | di Sebastiano e Moro Teresa | id. | id. | ||
Parolin Maria | Castione | 16-04-1888 | di Sebastiano e Moro Teresa | id. | id. | ||
Polon Pietro | S.Vito d'Altivole | 21-07-1839 | di Antonio e Favero Antonia | Dalla Costa M. Teresa | 18-12-1891 | S.Paolo | |
Dalla Costa Maria Teresa | S.Vito d'Altivole | 16-08-1842 | di Domenico e Bonetti Anna | Polon Pietro | id. | id. | |
Polon Antonio Domenico | Lancenigo | 20-04-1870 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Luigi Giovanni | Lancenigo | 03-04-1872 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Maria Maddalena | Lancenigo | 27-05-1874 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Angelo | Lancenigo | 26-02-1876 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Romilda Antonia | Lancenigo | 21-02-1879 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Erminio Giuseppe | Lancenigo | 21-07-1881 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Luigia | Lancenigo | 03-11-1883 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Anna | Castione | 23-12-1886 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Pegoraro Valentino | Rossano Veneto | 11-08-1862 | di Valentino e Guarise Domenica | Campagnolo Paola | 18-05-1884 | 18-10-1897 | S.Paolo |
Campagnolo Paola | Rossano Veneto | 29-04-1865 | di Vito e Laudo Margherita | Pegoraro Valentino | 18-05-1884 | id. | id. |
Pegoraro Angelo | Rossano Veneto | 05-07-1886 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Maria Augusta | Rossano Veneto | 14-01-1889 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Elisabetta | Rossano Veneto | 10-01-1891 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Maria Luigia | Rossano Veneto | 15-06-1892 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Guido | Rossano Veneto | 07-08-1895 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Giovanni Battista | Rossano Veneto | 04-05-1897 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Sicuro Sante | S.Martino di Lupari | 07-09-1844 | di Antonio e Frasson Catterina | Andretta Luigia | 24-02-1870 | 30-11-1888 | Paranà |
Andretta Luigia | S.Martino di Lupari | 04-06-1848 | di Giovanni e Santi Teresa | Sicuro Sante | 24-02-1870 | id. | id. |
Sicuro Giuseppe | S.Martino di Lupari | 07-04-1873 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Emilia | S.Martino di Lupari | 04-09-1875 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Carlo | S.Martino di Lupari | 14-05-1877 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Vittorio | S.Martino di Lupari | 04-12-1878 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Camillo Domenico | S.Martino di Lupari | 29-03-1881 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Squizzato Beniamino | Castelfranco Veneto | 21-07-1847 | di Gaetano e Beltramello Lucilla | Castellan Giovanna | 06-08-1896 | S.Paolo | |
Castellan Giovanna | Bassano | 11-02-1848 | di Giacomo e Capovilla Maria | Squizzato Beniamino | id. | id. | |
Bolzon Angela | Godego | 15-10-1886 | di Luigi e Bernardi Marianna | ved. Tessarolo Giuseppe | 27-10-1895 | S.Paolo | |
Tessarolo Luigi | Castione | 29-04-1880 | di Giuseppe e Bolzon Angela | id. | id. | ||
Tristaci Andrea | Treviso | 07-03-1853 | del Pio Luogo | Baldissera Giuditta | 13-12-1881 | 1885 | America |
Baldissera Giuditta | Godego | 01-12-1858 | di Domenico e Favrin Fiorina | Tristaci Andrea | 13-12-1881 | id. | id. |
Tristaci Maria Angela | Castione | 26-10-1881 | di Andrea e Baldissera Giuditta | id. | id. | ||
Guidolin Rosa | Rosà | 05-09-1823 | di Antonio e Favrin Antonia | id. | id. | ||
Turcato Giovanni | Ramon | 22-01-1861 | di Paolo e Sartori Maddalena | Torresan Veronica | 1885 | 28-12-1895 | S.Paolo |
Torresan Veronica | Riese Pio X | 17-09-1862 | di Pietro e Martinello Antonia | Turcato Giovanni | 1885 | id. | id. |
Turcato Paolo | Godego | 10-02-1886 | di Giovanni e Torresan Veronica | id. | id. | ||
Turcato Maria Erminia | Castione | 02-06-1887 | di Giovanni e Torresan Veronica | id. | id. | ||
Sartori Maddalena | Godego | 22-02-1835 | di Domenico e Orsola | id. | id. | ||
Zanella Alessandro | Rosà | 04-06-1858 | di Gaetano e Ferronato Giovanna | Polo Angela | 30-12-1888 | Brasile | |
Polo Angela | Rosà | 28-11-1859 | di Valentino e Bregotto Giovanna | Zanella Alessandro | id. | id | |
Zanella Gaetano | Tezze sul Brenta | 03-10-1887 | di Alessandro e Polo Angela | id. | id | ||
Zanotto Antonio | Rosà | 28-04-1858 | di Antonio e Lago Giovanna | Vettorello Antonia | 07-12-1890 | 10-11-1895 | S.Paolo |
Vettorello Antonia | Cassola | 17-01-1864 | di Andrea e Tonello Giovanna | Zanotto Antonio | 07-12-1890 | id. | id. |
Zanotto Andrea | Rosà | 07-09-1891 | di Antonio e Vettorello Antonia | id. | id. | ||
Zanotto Andrea Antonio | Bassano | 15-05-1889 | di Antonio e Vettorello Antonia | id. | id. | ||
Zanotto Giuseppe | Cassola | 16-09-1893 | di Antonio e Vettorello Antonia | id. | id. | ||
LORIA | |||||||
Baggio Giovanni | Loria | 11-06-1857 | di Luigi e Marchetti Antonia | Boldrin Angela | 11-03-1888 | 03-04-1896 | S.Paolo |
Boldrin Angela | Caselle di Altivole | 20-10-1870 | di Luigi e Gazzola Maria | Baggio Giovanni | 11-03-1888 | id. | id. |
Baggio Luigi Antonio | Caselle di Altivole | 13-06-1888 | di Giovanni e Boldrin Angela | id. | id. | ||
Baggio Antonio Giuseppe | Loria | 11-03-1892 | di Giovanni e Boldrin Angela | id. | id. | ||
Baggio Italia Maria | Loria | 29-04-1895 | di Giovanni e Boldrin Angela | id. | id. | ||
Barrichello Giovanni | Villarazzo | 13-07-1850 | di Bortolo e Turcato Antonia | Berton Maddalena | 15-12-1886 | 12-08-1887 | S.Paolo |
Berton Maddalena Natalina | Spineda di Riese | 10-08-1858 | di Antonio e Minante Teresa | Barrichello Giovanni | 15-12-1886 | id. | id. |
Barrichello Giuseppe Fortunato | Loria | 19-03-1887 | di Giovanni e Berton Maddalena | id. | id. | ||
Masin Rosa | Loria | 04-08-1838 | di Bortolo e Moro Angela | ved. Barichello Alessandro | 20-12-1891 | S.Paolo | |
Barichello Giuseppe | Loria | 19-03-1863 | di Alessandro e Masin Rosa | Beltrame Maria | 29-04-1887 | id. | id. |
Beltrame Maria Pierina | Loria | 01-07-1865 | di Francesco e Beltrame Domenica | Barichello Giuseppe | 29-04-1887 | id. | id. |
Barichello Erminia Maria | Loria | 25-05-1888 | di Giuseppe e Beltrame M. Pierina | id. | id. | ||
Barichello Alesssandro Franc. | Loria | 08-06-1890 | di Giuseppe e Beltrame M. Pierina | id. | id. | ||
Beltrame Francesco | Loria | 28-04-1839 | di Bortolo e Bordignon Catterina | Beltrame Domenica | 17-02-1862 | mar.-02 | S.Paolo |
Beltrame Domenica | Loria | 10-05-1839 | di Pietro e Spigarolo Teresa | Beltrame Francesco | 17-02-1862 | id. | id. |
Beltrame Giuseppe Pietro | Loria | 18-04-1869 | di Francesco e Beltrame Domenica | Zardo Maria Luigia | 24-09-1895 | 10-11-1895 | id. |
Zardo Maria Luigia | Castello di Godego | 20-05-1874 | di Giuseppe e Civiero Gasparina | Beltrame Giuseppe | 24-09-1895 | id. | id. |
Bernardi Angelo Benvenuto | Loria | 24-04-1838 | di Giuseppe e Guarda Lucia | Favaro Regina | 01-01-1892 | S.Paolo | |
Favaro Regina | Loria | 14-04-1844 | di Gio Batta e Conte Angela | Bernardi Angelo | id. | id. | |
Bernardi Gio Batta | Loria | 26-04-1878 | di Angelo e Favaro Regina | id. | id. | ||
Bernardi Angelo Lorenzo | Loria | 10-08-1886 | di Angelo e Favaro Regina | id. | id. | ||
Simioni Catterina | Loria | 18-10-1846 | di Andrea e Barichello Giovanna | ved. Bernardi Giovanni | 03-09-1891 | S.Paolo | |
Bernardi Emma Giovanna | Loria | 05-02-1872 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Rocco Giuseppe | Loria | 04-04-1873 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Giocondo Andrea | Loria | 05-05-1875 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Andrea Domenico | Loria | 03-12-1876 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Antonio | Loria | 31-03-1879 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bergamin Beniamino Aurelio | Loria | 09-09-1872 | di Sante e Pedrini Veronica | 22-11-1894 | Brasile | ||
Boaro Innocente Giovanni | Loria | 15-08-1874 | di Antonio e Facchinello Elisabetta | 08-09-1891 | S. Paolo | ||
Galvan Maria | Rossano Veneto | 18-06-1851 | di Antonio e Beltrame Anna | ved. Bonin Valentino | 31-10-1888 | S.Paolo | |
Bonin Elisa | Loria | 17-03-1873 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Natale Luigi | Loria | 24-12-1876 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Ernesto | Loria | 26-02-1882 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Giovanni | Loria | 02-04-1884 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Valentina Angela | Loria | 21-04-1886 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Pietro | Loria | 02-07-1844 | di Matteo e Campagnolo Angela | Frigo Maria | id. | id. | |
Frigo Maria | Cassola | 1848 | di Andrea e Orsola | Bonin Pietro | id. | id. | |
Bonin Andrea Giovanni | Loria | 20-01-1871 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Antonio | Loria | 30-03-1872 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Orsola Maria | Loria | 01-11-1875 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Riccardo | Loria | 08-12-1877 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Teresa | Loria | 20-03-1880 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Francesco | Loria | 08-05-1882 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Giuditta Luigia | Loria | 02-04-1884 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Angela | Loria | 27-06-1887 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bortolozzo Teresa Maria | Loria | 07-11-1864 | di Massimiliano e Stringari Anna | 29-11-1887 | S. Paolo | ||
Bortolazzo Giuseppe | Loria | 17-05-1873 | di Massimiliano e Stringari Anna | id. | id. | ||
Breda Bortolo | Loria | 05-12-1874 | di Angelo e Rebellato Francesca | 10-11-1895 | S.Paolo | ||
Breda Giuseppe | Loria | 07-09-1867 | di Angelo e Rebellato Francesca | Cimolin Anna | 07-12-1893 | id. | id. |
Cimolin Anna | Ramon | 05-03-1871 | di Gio Maria e Torresan Maria | Breda Giuseppe | 07-12-1893 | id. | id. |
Breda Francesca Maria | Loria | 10-12-1894 | di Giuseppe e Cimolin Anna | id. | id. | ||
Bertollo Domenico | Mussolente | 27-02-1838 | di Girolamo e Tonelotto Giustina | Bordignon / Moretto | 24-11-1888 | Brasile | |
Moretto Maria Teresa | Castelcucco | 27-07-1843 | di Pietro e Zanesco Antonia | Bertollo Domenico | id. | id. | |
Bertollo Girolamo | Mussolente | 29-12-1864 | di Domenico e Bordignon Rosa | id. | id. | ||
Bertollo Valentino | Mussolente | 18-07-1872 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Rosa | Mussolente | 12-10-1873 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Antonia | Mussolente | 29-07-1875 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Luigia | Mussolente | 25-07-1877 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Giuseppe Giovanni | Mussolente | 18-03-1879 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Angela | Mussolente | 01-05-1881 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bergamin Antonio | Loria | 18-01-1841 | di Marco e Castellan Angela | ved. Fogal Angela | mar.-01 | Brasile | |
Bergamin Pietro Francesco | Loria | 29-04-1879 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Bergamin Giuseppina | Loria | 31-03-1881 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Bergamin Maria Annunziata | Loria | 29.03-1887 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Bergamin Marco | Loria | 28-10-1888 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Canesso Luigi | Godego | 20-07-1850 | di Gio Batta e Garbossa Maria | id. | id. | ||
Canesso Giacomo | Godego | 11-03-1853 | di Gio Batta e Garbossa Maria | Milani Maria | 01-05-1887 | 28-04-1896 | Brasile |
Milani Maria | Godego | 19-04-1862 | di Giovanni e Tessaro Luigia | Canesso Giacomo | 01-05-1887 | id. | id. |
Canesso Angela Filomena | Loria | 05-12-1887 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Gio Batta | Loria | 02-06-1889 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Maria Luigia | Loria | 14-03-1891 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Giuseppe Angelo | Loria | 16-03-1893 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Teresa Pierina | Loria | 27-06-1896 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
''' | |||||||
Carlesso Andrea | Loria | 30-03-1824 | di Paolo e Tessarollo Domenica | Bonaldo Teresa | 28-09-1892 | S.Paolo | |
Bonaldo Teresa | Castelfranco Veneto | 27-03-1830 | di Pietro e Spigarolo Sabina | Carlesso Andrea | 20-01-1892 | id. | |
Carlesso Pietro | Loria | 05-09-1858 | di Andrea e Bonaldo Teresa | Nadalin Angela | 07-04-1886 | 28-09-1892 | id. |
Nadalin Angela | S.Zenone | 01-11-1864 | di Luigi e Cremasco Antonia | Carlesso Pietro | 07-04-1886 | id. | id. |
Carlesso Luigi | Loria | 04-04-1860 | di Andrea e Bonaldo Teresa | Orso Bernardina | 01-11-1885 | 15-11-1885 | id. |
Orso Bernardina | Bessica | 18-11-1864 | di Giovanni e Stocco Angela | Carlesso Luigi | 01-11-1885 | id. | id. |
Carlesso Paolo Stefano | Loria | 26-12-1862 | di Andrea e Bonaldo Teresa | 20-01-1892 | id. | ||
Carlesso Giuseppe | Loria | 10-03-1867 | di Andrea e Bonaldo Teresa | id. | id. | ||
Carlesso Valentino | Loria | 28-04-1871 | di Andrea e Bonaldo Teresa | 28-09-1892 | id. | ||
Carlesso Domenica | Loria | 27-02-1875 | di Andrea e Bonaldo Teresa | 20-01-1892 | id. | ||
Carlesso Francesco | Loria | 06-02-1847 | di Francesco e Visentin Maria | Brotto Maria Luigia | 20-01-1892 | S.Paolo | |
Brotto Maria Luigia | Rosà | 02-10-1850 | di Luigi e Simioni Marianna | Carlesso Francesco | id. | id. | |
Carlesso Luigi Vincenzo | Loria | 25-03-1874 | di Francesco e Brotto Maria Luigia | id. | id. | ||
Carlesso Giuditta Angela | Loria | 16-08-1876 | di Francesco e Brotto Maria Luigia | id. | id. | ||
Carlesso Angelo Francesco | Loria | 27-06-1878 | di Francesco e Brotto Maria Luigia | id. | id. | ||
Castellan Eugenio | Loria | 20-10-1853 | di Giovanni e Simioni Angela | Maschio / Rebellato | 28-07-1893 | S.Paolo | |
Castellan Angela Maria Luigia | Loria | 30-04-1882 | di Eugenio e Maschio Lucia | id. | id. | ||
Rebellato Fiore Domenica | Loria | 25-10-1857 | di Domenico e Tessarolo Paola | Castellan Eugenio | 08-12-1888 | id. | id. |
Castellan Maria Domenica | Loria | 14-08-1892 | di Eugenio e Rebellato Fiore | id. | id. | ||
Cerantola Marco | Loria | 17-01-1854 | di Domenico e Simioni Pasqua | Canil Regina | 28-05-1882 | 07-12-1887 | Brasile |
Canil Regina | Loria | 11-04-1862 | di Giuseppe e Parolin Teresa | Cerantola Marco | 28-05-1882 | id. | id. |
Cerantola Angelo Francesco | Loria | 03-06-1884 | di Marco e Canil Regina | id. | id. | ||
Cerantola Virginia Maria | Loria | 27-03-1887 | di Marco e Canil Regina | id. | id. | ||
De Liberali Liberale | Piombino Dese | 31-03-1844 | di Luigi e Bellon Angela | Settinin Luigia | 18-01-1888 | S.Paolo | |
Settinin Luigia | Piombino Dese | 31-03-1844 | di Antonio e Busan Pasqua | De Liberali Liberale | id. | id. | |
De Liberali Giovanni | Camposampiero | 01-08-1871 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Amadeo | Camposampiero | 16-01-1875 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Pietro Emilio | Camposampiero | 27-01-1877 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Rosa Giovanna | Loria | 28-04-1885 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Plata Angelica | nata in nave | 29-01-1888 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
Facchinello Giovanni Maria | Loria | 01-05-1865 | di Antonio e Facchin Giovanna | 1887 | Argentina | ||
Facchinello Pietro | Loria | 02-01-1842 | di Domenico e Pandin Giovanna | Barichello Angela | 25-02-1896 | S.Paolo | |
Barichello Angela Catterina | Villarazzo | 13-07-1850 | di Bortolo e Turcato Antonia | Facchinello Pietro | id. | id. | |
Facchinello Antonio Sante | Loria | 15-04-1870 | di Pietro e Barichello Angela | Franzato Maria | 19-11-1891 | id. | |
Franzato Maria Annunciata | Loria | 17-09-1871 | di Antonio e Marchetti Maria | Facchinello Antonio | id. | id. | |
Facchinello Venerio Bortolo | Loria | 23-08-1891 | di Antonio e Franzato Maria | id. | id. | ||
Facchinello Rodolfo Vittorio | Loria | 26-09-1871 | di Pietro e Barichello Angela | Zen Maria Teresa | 15-04-1895 | id. | |
Zen Maria Teresa | Bessica | 09-05-1875 | di Luigi e Piotto Caterina | Facchinello Rodolfo | id. | id. | |
Facchinello Angelo Domenico | Loria | 25-01-1876 | di Pietro e Barichello Angela | 19-11-1891 | id. | ||
Facchinello Pietro Giovanni | Loria | 08-04-1890 | di Pietro e Barichello Angela | 25-02-1896 | id. | ||
Fiorin Giuseppe | Poggiana di Riese | 12-04-1850 | di Sebastiano e Marchetti Angela | Sinconi Beatrice | 05-09-1895 | S.Paolo | |
Sinconi Beatrice | Ramon | 23-10-1853 | di Domenico e Boaro Orsola | Fiorin Giuseppe | id. | id. | |
Fiorin Pietro Sebastiano | Loria | 13-02-1884 | di Giuseppe e Sinconi Beatrice | id. | id. | ||
Fogale Domenico | Mussolente | 05-06-1857 | di Gaspare e Buffon Luigia | 15-11-1885 | Brasile | ||
Meneghetti Luigia | Ramon | 15-06-1834 | di Antonio e Frattin Giulia | ved. Gazzola Giuseppe | 03-04-1896 | S.Paolo | |
Gazzola Antonio | Loria | 22-06-1870 | di Giuseppe e Meneghetti Luigia | Soligo Anna Maria | 04-02-1893 | id. | id. |
Soligo Anna Maria | Asolo | 05-06-1871 | di Florindo e Carraro Angela | Gazzola Antonio | 04-02-1893 | id. | id. |
Gazzola Rosolia Erina | Loria | 24-11-1893 | di Antonio e Soligo Anna Maria | id. | id. | ||
Gazzola Ermenegilda Irma | Loria | 28-01-1896 | di Antonio e Soligo Anna Maria | id. | id. | ||
Gazzola Giovanna Giulia | Loria | 30-03-1876 | di Giuseppe e Meneghetti Luigia | id. | id. | ||
Girardi Amadio | Loria | 08-10-1846 | di Luigi e Sbrissa Paola | Piotto Angela | 22-11-1874 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Piotto Angela | Romano d'Ezzelino | 03-03-1852 | di Matteo e Gardin Lucia | Girardi Amadio | 22-11-1874 | id. | id. |
Girardi Ida Romana Pia | Loria | 18-04-1876 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Pia Filomena | Loria | 04-05-1880 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Luigi Tito | Loria | 24-04-1882 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Paola Lucia | Loria | 03-04-1884 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Marina Maria | Loria | 10-04-1886 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Angelo | Loria | 07-05-1824 | di Amadio e Bulla Lucia | Golin Lucia | 01-12-1887 | S.Paolo | |
Golin Lucia | Loria | 05-04-1826 | di Giuseppe e Angela | Girardi Angelo | id. | id. | |
Girardi Luigi | Loria | 14-09-1852 | di Angelo e Golin Lucia | Alberton Giuditta | 08-04-1877 | id. | id. |
Alberton Giuditta | Ramon | 14-01-1856 | di Giovanni e Favaro Angela | Girardi Luigi | 08-04-1877 | id. | id. |
Girardi Giovanni Giuseppe | Loria | 27-04-1880 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Amabile Maria | Loria | 26-03-1882 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Centuriata Angela | Loria | 21-06-1884 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Angelo Virginio | Loria | 27-05-1887 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Giovanni | Loria | 13-10-1860 | di Angelo e Golin Lucia | Porcellato Maria Madd. | 09-11-1887 | id. | id. |
Porcellato Maria Maddalena | Loria | 19-01-1866 | di Angelo e Nussio Angela | Girardi Giovanni | id. | id. | |
Girardi Girolamo | Fonte | 03-06-1848 | di Gio Batta e Facchin Pasqua | Bertapelle Catterina | 12-05-1878 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Bertapelle Catterina | Casoni di Mussolente | 23-06-1860 | di Angelo e Bosa Teresa | Girardi Girolamo | 12-05-1878 | id. | id. |
Girardi Giuseppe | Loria | 19-08-1879 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Angelo Giovanni | Loria | 27-04-1881 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Lucia Angela | Loria | 07-03-1884 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Giovanni | Genova | 22-11-1887 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Maria Luigia | Loria | 04-03-1862 | di Gio Batta e Baccin Domenica | Breda / Casagrande | 01-07-1897 | id. | |
Breda Teresa Francesca | Loria | 04-10-1888 | di Domenico e Girardi Maria Luigia | id. | id. | ||
Casagrande Pietro | Tarzo | 07-06-1885 | di Antonio e Casagrande Dorotea | Girardi Maria Luigia | 10-03-1894 | id. | id. |
Casagrande Antonio Giovanni | Loria | 30-12-1894 | di Pietro e Girardi Maria Luigia | id. | id. | ||
Guarda Antonio Giovanni | Loria | 06-06-1861 | di Andrea e Favrin Elisabetta | 01-12-1887 | S.Paolo | ||
Guarda Luigi Giuseppe | Loria | 07-04-1863 | di Andrea e Favrin Elisabetta | Bragagnolo Gioconda | 30-10-1887 | id | id |
Bragagnolo Gioconda | Altivole | 13-06-1868 | di Innocente e Compostella Luigia | Guarda Luigia | 30-10-1887 | id | id |
Guarda Giuseppe Angela | Loria | 18-03-1867 | di Andrea e Favrin Elisabetta | id | id | ||
Guarda Regina Angela | Loria | 27-05-1870 | di Andrea e Favrin Elisabetta | id | id | ||
Guarda Ferdinando | Loria | 25-04-1845 | di Angelo e Bernardi Angela | Vendrame Maria Luigia | 22-05-1879 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Vendrame Maria Luigia | Loria | 15-09-1855 | di Benedetto e Pinarello Angela | Guarda Ferdinando | 22-05-1879 | id. | id. |
Guarda Leandro Angelo | Loria | 07-11-1881 | di Ferdinando e Vendrame M.Luigia | id. | id. | ||
Guarda Angela Giuseppina | Loria | 09-04-1885 | di Ferdinando e Vendrame M.Luigia | id. | id. | ||
Guarda Giuditta Margherita | Loria | 22-02-1887 | di Ferdinando e Vendrame M.Luigia | id. | id. | ||
Guglielmin Anna | Asolo | 18-05-1827 | di Pietro e Dal Bello Chiara | ved. Gazzolo Agostino | 07-12-1887 | Brasile | |
Gazzola Prosdocimo | S.Vito di Altivole | 13-07-1849 | di Agostino e Guglielmin Anna | Bonaldo / Canil | id. | id. | |
Canil Solangia Maria | Loria | 27-01-1860 | di Giuseppe e Parolin Teresa | Gazzola Prosdocimo | 31-10-1887 | id. | id. |
Guidolin Luigi | Godego | 02-07-1858 | di Pietro e Bonin Giuditta | Bernardi Clotilde | 18-10-1897 | S.Paolo | |
Bernardi Clotilde | Loria | 05-08-1867 | di Antonio e Actis Carolina | Guidolin Luigi | id. | id. | |
Guidolin Pietro Massimiliano | Spineda di Riese | 18-07-1888 | di Luigi e Bernardi Clotilde | id. | id. | ||
Guidolin Giocondo | Ramon | 06-05-1870 | di Pietro e Bonin Giuditta | id. | id. | ||
Guidolin Angelo Antonio | Loria | 18-03-1893 | di Luigi e Bernardi Clotilde | id. | id. | ||
Guidolin Giuseppe Antonio | Loria | 20-06-1894 | di Luigi e Bernardi Clotilde | id. | id. | ||
Lago Francesco | Galliera Veneta | 08-09-1856 | di Giovanni e Cecchele Beatrice | Lucietto Paola | 18-12-1891 | S.Paolo | |
Lucietto Paola Teresa | Galliera Veneta | 12-07-1863 | di Antonio e Rubin Maria | Lago Francesco | id. | id. | |
Lago Rosa | Galliera Veneta | 05-07-1886 | di Francesco e Lucietto Paola | id. | id. | ||
Lago Dalfina Antonia | Fontaniva | 27-04-1888 | di Francesco e Lucietto Paola | id. | id. | ||
Lago Pasquale | Galliera Veneta | 13-10-1860 | di Giovanni e Cecchele Beatrice | Pivato Luigia | id. | id. | |
Pivato Luigia | Galliera Veneta | 15-07-1858 | di Giovanni e Scarpin Maria | Lago Pasquale | id. | id. | |
Lago Giovanna | Galliera Veneta | 24-10-1883 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Angela Maria | Fontaniva | 05-09-1886 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Giuseppina Antonia | Fontaniva | 07-05-1888 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Giovanni | Fontaniva | 29-09-1889 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Beatrice | Loria | 02-04-1891 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Cecchele Beatrice | Galliera Veneta | 22-03-1830 | di Matteo e Lazzarini Margherita | ved. Lago Giovanni | id. | id. | |
Mantovan Sebastiano | Fonte | 29-03-1846 | di Sante e De Poli Chiara | Vendrame Anna Maria | 29-12-1875 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Vendrame Anna Maria | Loria | 28-09-1852 | di Giuseppe e Alberton Giustina | Mantovan Sebastiano | 29-12-1875 | id. | id. |
Mantovan Sante Lorenzo | Loria | 10-08-1877 | di Sebastiano e Vendrame Anna | id. | id. | ||
Mantovan Giuseppe Giovanni | Loria | 21-07-1882 | di Sebastiano e Vendrame Anna | id. | id. | ||
Mantovan Angelo | Loria | 21-10-1886 | di Sebastiano e Vendrame Anna | id. | id. | ||
Marchetti Giovanni Maria | Ramon | 27-05-1847 | di Raimondo e Franzon Rosa | Muhlmann Maria | 25-02-1896 | S.Paolo | |
Muhlmann Maria | Panzendorf | 23-02-1851 | di Luigi | Marchetti Giovanni | id. | id. | |
Marchetti Maria Virginia | Loria | 02-06-1876 | di Gio Maria e Muhlmann Maria | id. | id. | ||
Marchetti Rosa Amalia | Loria | 31-07-1878 | di Gio Maria e Muhlmann Maria | Geremia Giovanni | 30-12-1895 | id. | id. |
Marchetti Anna | Panzendorf | 07-01-1882 | di Gio Maria e Muhlmann Maria | id. | id. | ||
Geremia Giovanni Natale | S.Martino di Lupari | 22-12-1863 | di Fortunato e Sartori Angela | Marchetti Rosa | 30-12-1895 | id. | id. |
Marcon Primo Pietro | Loria | 07-01-1869 | di Lorenzo e Beltrame Giustina | 22-11-1894 | Brasile | ||
Marin Giuseppe | Bessica | 06-05-1845 | di Alessandro e Porcellato Angela | Favaro Maria Luigia | 03-11-1887 | S.Paolo | |
Favaro Maria Luigia | Bessica | 16-02-1845 | di Luigi e Nichele Valentina | Marin Giuseppe | id. | id. | |
Marin Angela | Loria | 17-09-1868 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Alessandro | Loria | 05-04-1870 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Giovanni | Loria | 22-06-1875 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Virginio | Loria | 01-06-1881 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Giuseppina Valentina | Loria | 05-09-1882 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Luigi Angelo | Loria | 02-03-1885 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marostica Nicolò | S.Zenone | 20-10-1835 | di Antonio e Demin Andrianna | Stradiotto Giovanna | 01-12-1887 | S.Paolo | |
Stradiotto Giovanna | Spineda di Riese | 15-08-1835 | di Girolamo e Corrente Orsola | Marostica Nicolò | id. | id. | |
Marostica Marco Antonio | Spineda di Riese | 01-07-1862 | di Nicolò e Stradiotto Giovanna | id. | id. | ||
Marostica Girolamo | Loria | 23-05-1871 | di Nicolò e Stradiotto Giovanna | id. | id. | ||
Masaro Domenico | Riese Pio X | 06-03-1833 | di Valentino e Pandin Antonia | Stradiotto Angela | 11-02-1858 | 30-01-1888 | S.Paolo |
Stradiotto Angela | Riese Pio X | 30-10-1837 | di Andrea e Favaro Maria | Masaro Domenico | 11-02-1858 | id. | id. |
Masaro Antonio Andrea | Riese Pio X | 16-08-1876 | di Domenico e Stradiotto Angela | id. | id. | ||
Michielin Martino | Asolo | 11-07-1846 | di Giuseppe e Martellato Vittoria | Torresan / Giacobbo | 18-10-1897 | S.Paolo | |
Michielin Giuseppe Antonio | Asolo | 12-07-1874 | di Martino e Torresan Giovanna | Romanello Virginia | 27-09-1895 | id. | id. |
Michielin Maria Vittoria | Asolo | 04-11-1876 | di Martino e Torresan Giovanna | id. | id. | ||
Michielin Biagio Angelo | Loria | 28-01-1884 | di Martino e Torresan Giovanna | id. | id. | ||
Giacobbo Paola | Casoni di Mussolente | 28-05-1864 | di Giovanni e Baruffa Angela | Michielin Martino | 22-03-1889 | id. | id. |
Michielin Vittoria Angela | Loria | 21-10-1893 | di Martino e Giacobbo Paola | id. | id. | ||
Michielin Basilio Giovanni | Loria | 22-07-1895 | di Martino e Giacobbo Paola | id. | id. | ||
Romanello Virginia Maria | Loria | 10-05-1874 | di Paolo e Marostica Maria | Michielin Giuseppe | 27-09-1895 | id. | id. |
Maschio Giuseppe | Loria | 21-09-1826 | di Giovanni e Stradiotto Lucia | ved. Sgambaro Luigia | 20-08-1892 | S.Paolo | |
Maschio Angelo Caterino | S.Martino di Lupari | 22-07-1851 | di Giuseppe e Sgambaro Luigia | Marin Rosa | 20-12-1875 | id. | id. |
Marin Rosa | Cassola | 13-12-1854 | di Marco e Cremasco Domenica | Maschio Angelo | 20-12-1875 | id. | id. |
Maschio Giuseppe Giovanni | Loria | 16-09-1876 | di Angelo e Marin Rosa | id. | id. | ||
Maschio Luigia | Godego | 10-09-1890 | di Angelo e Marin Rosa | id. | id. | ||
Marchetti Rosa | Bessica | 10-04-1842 | di Antonio e Nussio Caterina | ved. Olivo Sebastiano | 15-11-1885 | Brasile | |
Olivo Antonio | Bessica | 16-05-1864 | di Sebastiano e Marchetti Rosa | 29-11-1884 | id. | ||
Pegoraro Francesco | Poggiana di Riese | 20-04-1841 | di Angelo e Bizzetto Maria | Marcolin Felicita | 27-11-1895 | S.Paolo | |
Marcolin Felicita | Loria | 16-04-1843 | di Giuseppe e Sbrissa Antonia | Pegoraro Francesco | id. | id. | |
Pegoraro Maria | Loria | 20-07-1868 | di Francesco e Marcolin Felicita | ||||
Pegoraro Giuseppa Adele | Loria | 03-05-1884 | di Francesco e Marcolin Felicita | ||||
Petrini Giovanni Battista | Loria | 04-06-1837 | di Pietro e Dalla Rizza Chiara | Alberton Matilde | 01-12-1887 | S.Paolo | |
Alberton Matilde | Ramon | 29-01-1844 | di Agostino e Trinca Maria | Petrini Gio Batta | id. | id. | |
Petrini Pietro | Loria | 19-09-1870 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Agostino Angelo | Loria | 11-05-1872 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Carlo Alberto | Loria | 03-01-1874 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Carla Augusta | Loria | 09-06-1876 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Filomena Ida | Loria | 08-11-1878 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Eufrasia Agnese | Loria | 13-03-1881 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Giuseppe Valentino | Loria | 14-02-1883 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Ernesto Francesco | Loria | 03-07-1885 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Luigi Antonio | Loria | 17-06-1887 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Sebastiano | Spineda di Riese | 17-02-1821 | di Domenico e Venezian Maria | ved. Supelsa Lucia | 29-04-1887 | S.Paolo | |
Petrini Erminio | Spineda di Riese | 29-03-1858 | di Sebastiano e Supelsa Lucia | id. | id. | ||
Piotto Antonio | Romano d'Ezzelino | 31-10-1853 | di Gio Batta e Bordignon Santa | Dal Bello Angela | 07-01-1884 | 31-08-1895 | S.Paolo |
Piotto Celeste | Loria | 02-05-1868 | di Gio Batta e Bordignon Santa | Pandin Maria Luigia | id. | id. | |
Dal Bello Angela | S.Vito d'Altivole | 05-03-1861 | di Angelo e Baldin Maria | Piotto Antonio | 07-01-1884 | id. | id. |
Piotto Amabile Maria | Loria | 28-05-1885 | di Antonio e Dal Bello Angela | id. | id. | ||
Piotto Radegonda Giuliana | Loria | 17-02-1891 | di Antonio e Dal Bello Angela | id. | id. | ||
Pandin Maria Luigia | Loria | 24-04-1869 | di Bortolo e Lazzari Caterina | Piotto Celeste | id. | id. | |
Piva Giacomo | Loria | 27-10-1853 | di Francesco e Peranzon Maria | Girardi Emilia | 22-05-1879 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Girardi Emilia Luigia | Loria | 28-01-1858 | di Angelo e Golin Lucia | Piva Giacomo | 22-05-1879 | id. | id. |
Piva Lucia Maria | Loria | 07-04-1881 | di Giacomo e Girardi Emilia | id. | id. | ||
Piva Giovanni Olivo | Loria | 17-03-1883 | di Giacomo e Girardi Emilia | id. | id. | ||
Piva Filomena | Loria | 08-04-1885 | di Giacomo e Girardi Emilia | id. | id. | ||
Piva Giuseppe | Loria | 20-06-1848 | di Francesco e Peranzon Maria | Pegoraro Angela | 22-07-1877 | id. | id. |
Pegoraro Angela Bartolomea | Loria | 23-08-1852 | di Gio Batta e Martini Celeste | Piva Giuseppe | 22-07-1877 | id. | id. |
Piva Pietro Leone | Loria | 04-03-1878 | di Giuseppe e Pegoraro Angela | id. | id. | ||
Piva Saturnino Giuseppe | Loria | 27-03-1884 | di Giuseppe e Pegoraro Angela | id. | id. | ||
Piva Celestina Maria | Loria | 27-12-1885 | di Giuseppe e Pegoraro Angela | id. | id. | ||
Rebbelato Antonio | Castion | 11-11-1828 | di Antonio e Baggio Domenica | ved. Marcolin Domenica | 19-11-1887 | Brasile | |
Rebbelato Giovanni Battista | Cassola | 24-11-1862 | si Antonio e Marcolin Domenica | Guglielmin Giovanna | 30-12-1883 | id. | id. |
Guglielmin Giovanna Candida | Bessica | 08-04-1866 | di Angelo e Moletta Carolina | Rebbelato Gio.Batta | 30-12-1883 | id. | id. |
Rebbellato Maria Domenica | Loria | 22-04-1886 | di Gio.Batta e Guglielmin Giovanna | id. | id. | ||
Rebbellato Antonio Angelo | Loria | 05-09-1887 | di Gio.Batta e Guglielmin Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Fioravante | Godego | 05-11-1849 | di Domenico e Tessarolo Paola | Dalla Santa Giovanna | 20-12-1879 | 30-01-1888 | S.Paolo |
Dalla Santa Giovanna Maria | Borso del Grappa | 03-10-1858 | di Giacomo e Ferraro Bernardina | Rebbelato Fioravante | 20-12-1879 | id. | id. |
Rebbellato Virginia | Loria | 28-08-1880 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Martino Erminio | Loria | 12-11-1882 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Giacomo Augusto | Loria | 29-03-1884 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Luigi Domenico | Loria | 13-10-1885 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbellato Regina Paola | Loria | 14-02-1887 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbellato Eugenio | Loria | 30-04-1853 | di Domenico e Tessarolo Paola | 15-11-1885 | id. | ||
Rebbellato Antonio | Cassola | 26-04-1862 | di Domenico e Tessarolo Paola | 24-10-1891 | id. | ||
Rossi Antonio | Loria | 12-08-1840 | di Giuseppe e Pandin Catterina | Meneghetti Antonia | 27-10-1895 | S.Paolo | |
Meneghetti Antonia | Ramon | 08-04-1847 | di Antonio e Frattin Giulia | Rossi Antonio | id. | id. | |
Rossi Celeste Antonio | Loria | 20-05-1871 | di Antonio e Meneghetti Antonia | Fogal Virginia Anna | 21-10-1895 | id. | id. |
Fogal Virginia Anna | Loria | 12-07-1874 | di Giovanni e Corrente Angela | Rossi Celeste | 21-10-1895 | id. | id. |
Rossi Luigi Giuseppe | Loria | 16-09-1873 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Giulio Pietro | Loria | 22-01-1882 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Giuseppa Caterina | Loria | 10-06-1885 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Elvira Maria | Loria | 20-07-1887 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Giuseppe | Loria | 01-06-1891 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Romanello Paolo | Loria | 19-05-1850 | di Pietro e Favrin Giovanna | Marostica Maria Luigia | 07-02-1896 | S.Paolo | |
Marostica Maria Luigia | Casoni di Mussolente | 25-12-1852 | di Luigi e Battistella Antonia | Romanello Paolo | id. | id. | |
Romanello Pietro Antonio | Loria | 02-05-1876 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | id. | id. | ||
Romanello Erminia Giovanna | Fanzolo di Vedelago | 27-04-1882 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | id. | id. | ||
Romanello Carolina | Fanzolo di Vedelago | 06-07-1887 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | id. | id. | ||
Romanello Antonia Angela | Loria | 27-08-1872 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | ved.Cavaliere Domenico | id. | id. | |
Favrin Giovanna | Loria | 06-05-1826 | di Paolo e Santi Caterina | ved. Romanello Pietro | id. | id. | |
Sbrissa Angela | Loria | 23-03-1859 | di Domenico e Visentin Maria | 10-11-1895 | S.Paolo | ||
Zara Maria | Loria | 24-03-1838 | di Gio Batta e Bisinello Teresa | ved. Sbrissa Francesco | 22-12-1888 | Brasile | |
Sbrissa Attilio | Loria | 26-08-1865 | di Francesco e Zara Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Cesare | Loria | 01-05-1867 | di Francesco e Zara Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Fiorina | Loria | 14-06-1869 | di Francesco e Zara Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Carlo | Loria | 14-06-1869 | di Francesco e Zara Maria | 28-02-1893 | id. | ||
Simionato Bortolo | Loria | 08-01-1864 | di Gio Pietro e Beltrame Antonia | Cremasco Angela | 09-12-1891 | 05-09-1895 | S.Paolo |
Cremasco Angela | Loria | 02-05-1863 | di Eugenio e Olivo Maria | Simionato Bortolo | 09-12-1891 | id. | id. |
Simionato Maria Antonia | Loria | 31-08-1892 | di Bortolo e Cremasco Angela | id. | id. | ||
Simionato Giovanni Mario | Loria | 26-05-1894 | di Bortolo e Cremasco Angela | id. | id. | ||
Sbrissa Giuseppe | Loria | 14-09-1848 | di Davidde e Cesan Attanasia | Bortolazzo Maria Teresa | 20-12-1874 | 29-11-1887 | S.Paolo |
Bortolazzo Maria Teresa | Loria | 26-01-1853 | di Massimiliano e Parolin Antonia | Sbrissa Giuseppe | 20-12-1874 | id. | id. |
Sbrissa Caterina Antonia | Loria | 18-08-1875 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Leone Pio | Loria | 18-07-1881 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Teresa Antonia | Loria | 20-03-1884 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Sbrissa luigi | Loria | 16-05-1886 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Tonin Luigi | Loria | 14-03-1871 | di Antonio e Comarin Maria | 19-10-1891 | Brasile | ||
Toniolo Giovanni Domenico | Loria | 26-04-1868 | di Abramo e Bertapelle Domenica | 19-10-1891 | Brasile | ||
Vendrame Benedetto | Loria | 05-07-1828 | di Antonio e Bottando Angela | ved. Pinarello Angela | 18-02-1892 | S.Paolo | |
Vendrame Maria | Loria | 08-09-1869 | di Benedetto e Pinarello Angela | id. | id. | ||
Vendrame Virginia Angela | Loria | 25-09-1873 | di Benedetto e Pinarello Angela | id. | id. | ||
Vendrame Ester Giuseppa | Loria | 04-09-1864 | di Benedetto e Pinarello Angela | 01-12-1887 | id. | ||
Vendrame Francesco | Loria | 20-03-1842 | di Giuseppe e Berton Giustina | Faccin Matilde | 29-12-1878 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Faccin Matilde | Maser | 17-04-1854 | di Domenico e Canil Angela | Vendrame Francesco | 29-12-1878 | id. | id. |
Vendrame Angela Giustina | Loria | 02-03-1881 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Vendrame Filomena Maria | Loria | 02-04-1883 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Vendrame Genoveffa Maria | Loria | 25-06-1885 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Vendrame Giuseppe | Genova | 13-11-1887 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Berton Giustina | Poggiana di Riese | 27-08-1816 | di Giovanni e Domenica | ved. Vendrame Giuseppe | id. | id. | |
Vendrame Pietro Paolo | Loria | 23-05-1858 | di Giuseppe e Berton Giustina | id. | id. | ||
Zandonà Bortolo | Loria | 16-05-1818 | di Domenico e Gastaldin Maria | ved. Facchin Regina | 20-12-1891 | S.Paolo | |
Zandonà Domenico | Loria | 07-08-1852 | di Bortolo e Facchin Regina | Bonato Matilde | 25-04-1875 | id. | id. |
Bonato Matilde | Loria | 16-04-1853 | di Luigi e Baccini Angela | Zandonà Domenico | 25-04-1875 | id. | id. |
Zandonà Giovanni Luigi | Loria | 28-08-1875 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Regina Angela | Loria | 09-02-1877 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Fortunato Bartolomeo | Loria | 12-09-1878 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Maria Teresa | Loria | 10-03-1883 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Giuseppe Luigi | Loria | 20-03-1886 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Santa Amabile | Loria | 17-04-1889 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Giacomo | Loria | 15-04-1810 | di Domenico e Gastaldin Maria | id. | id. |