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terça-feira, 17 de março de 2026

Sobrenomes de Famílias de Origem Italiana em Varginha Minas Gerais


Sobrenomes de Famílias de Origem Italiana em Varginha Minas Gerais


Alberti, Albinati, Alegro, Amorelli, Anderle, Bacci, Bacoli, Baldansi, Baldonni, Bandoni, Baratti, Barboni, Barbieri, Barolli, Baroni, Batagini, Bartelega, Batiston, Bazzanella, Bello, Bencivenni, Bellato, Belineli, Benetoli, Benetolo, Benevenuto, Bertoldo, Bertolli, Berthozi, Biaggi, Biaggini, Biancasteli, Bíscaro, Bissoni, Bizzotto, Boareto, Bornelli, Borsato, Bortolazo, Bortolosso, Bottega, Braidotti, Bregalda, Bruziguessi, Bucci, Buzeti, Cainelli, Caldonazzo, Candelato, Canella, Carli, Carlucci, Casagrande, Caselato, Cazelato, Cervo, Ciacci, Cipriani, Cocconi, Comunian, Conti, Corcetti, Corsinni, Crepaldi, Dalcin, Dalessandro,D’A lessandro, Damiani, Davanzo, Davancio, Delfraro, Del Fraro, Della Lúcia, De Lucca, Destefani, Di Lorenzo, Di Marco, Dominguetti, Elisei, Elizei, Esposito, Fabri, Fávaro, Felicioni, Felicori, Fennocci, Ferrari, Ferroni, Finoti, Fioravanti, Foresti, Fortunato, Freducci, Freschi, Gagliardi, Gallo, Gambogi, Gazzola, Geovannini, Geraldi, Geraldeli, Giacomussi, Giambelli, Giongo, Gismonti, Gobbi, Grecco, Greco, Grossi, Infantini, Jacomeli, Lello, Lentini, Maiolini, Maltese, Mambeli, Mangiapelo, Mantovani, Marquezini, Marangon, Marangão, Marcelini, Maritan, Maritam, Maselli, Mazeli, Marotta, Massotti, Mazzeu, Melliato, Menegucci, Menegueli, Miareli, Mitidieri, Módena, Monterani, Moterani, Montesso [Montessori], Montevechi, Monti, Monticelli, Mori, Mozelli, Navarra, Negretti, Neri, Nicoletti, Orsi, Ossani, Ottoni, Pacceli, Pagliuca, Palmieri, Palmutti, Panini, Paoli, Paoliello, Paruci, Parzianello, Passatuto, Pavoni, Pazzoti, Pegorini, Perazoli, Petrin, Petrim, Peloso, Perrotta, Pierrotti, Pinelli, Piva, Pizzo, Pressato, Rainato, Regina, Regispani, Rissi, Rizzo, Romanelli, Romaniello, Rosei, Rosestolato, Rossignolli, Rotundo, Sappi, Sarto, Scabarossi, Scalioni, Scatolino, Selvatti, Semionato, Simionato, Sepini, Serafim, Serenini, Sigianni, Stabelinni, Stecca, Tavolieri, Tommaso, Totti, Trolezzi, Trolese, Trombini, Vacchelli, Valenzi, Vanoni, Vanzetti, Vazi, Vazzi, Vaze, Vazze, Venturato, Venturini, Zacarelli, Zambeli, Zambotti, Zanatelli, Zaneti, Zanin, Zanini, Zanone, Zatti

Nota Explicativa

A presença de famílias de origem italiana em Varginha, no sul de Minas Gerais, insere-se no amplo movimento migratório que marcou o Brasil entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Impulsionados por crises econômicas, fragmentação de propriedades rurais, altos impostos e instabilidade social na Itália recém-unificada, milhares de italianos buscaram na América oportunidades de trabalho e reconstrução de vida.
Embora o estado de São Paulo tenha sido o principal destino, especialmente nas regiões cafeeiras, muitos imigrantes e seus descendentes deslocaram-se posteriormente para o sul de Minas Gerais, atraídos pela expansão agrícola, pelo comércio e pela formação de novos núcleos urbanos. Varginha, beneficiada pela ferrovia e pelo dinamismo econômico regional, tornou-se um polo de acolhimento para diversas famílias italianas que passaram a atuar no comércio, na lavoura, nas pequenas indústrias e nas atividades artesanais.
Ao longo das gerações, esses sobrenomes integraram-se à identidade local, contribuindo para a formação cultural, religiosa e econômica do município. Festas, tradições familiares, culinária, devoções religiosas e o espírito associativo deixaram marcas que ultrapassam o âmbito privado e se incorporam à memória coletiva da cidade.
Assim, a lista de sobrenomes não representa apenas registros genealógicos, mas testemunhos vivos de um processo histórico maior: o encontro entre a herança italiana e a sociedade mineira, cuja síntese ajudou a moldar a história de Varginha e de toda a região.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

sábado, 14 de março de 2026

100 Sobrenomes Italianos Mais Comuns no Brasil - Descubra se o Seu Está na Lista e a História das Famílias de Origem Italiana

 


100 Sobrenomes Italianos Mais Comuns no Brasil - Descubra se o Seu Está na Lista e a História das Famílias de Origem Italiana


A presença de sobrenomes italianos no Brasil está diretamente ligada ao grande movimento migratório que ocorreu entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Nesse período, mais de um milhão de italianos emigraram para o país, principalmente provenientes das regiões do VênetoLombardiaTrentinoFriuliEmília-Romanha e Piemonte.

Grande parte desses imigrantes estabeleceu-se inicialmente nas fazendas de café do Sudeste — especialmente em São Paulo e Espírito Santo — enquanto outros foram direcionados para colônias agrícolas organizadas no Sul do Brasil, como no Rio Grande do SulSanta Catarina e Paraná. Com o passar das gerações, seus sobrenomes tornaram-se parte integrante da identidade cultural brasileira.

Esses nomes de família possuem origens variadas. Muitos derivam de nomes próprios medievais (patronímicos), outros estão ligados a profissões tradicionais, a características físicas ou morais, ou ainda ao local de origem da família na Itália. A difusão desses sobrenomes no Brasil reflete a diversidade regional da imigração italiana e a ampla integração desses grupos na sociedade brasileira.

Hoje, milhões de brasileiros descendem desses imigrantes e carregam sobrenomes que remontam às aldeias, cidades e campos do norte da Itália. A seguir apresenta-se uma lista de cem sobrenomes italianos bastante frequentes no Brasil, muitos deles particularmente comuns nas regiões colonizadas por imigrantes italianos.


Lista dos 100 Sobrenomes Italianos Mais Comuns no Brasil

Amato, Barbieri, Basile, Basso, Bellini, Belli, Benetti, Bernardi, Berti, Bianco, Bianchi, Bortolini, Bortoluzzi, Bruno, Caputo, Carbone, Caruso, Catalano, Cattani, Colombo, Conti, Coppola, Costa, Dal Molin, De Angelis, De Luca, De Rosa, De Santis, Donati, D’Amico, Esposito, Fabbri, Farina, Ferrari, Ferrara, Ferri, Fiore, Fontana, Furlan, Gallo, Gatti, Gentile, Giordano, Grassi, Grillo, Greco, Guerra, Leone, Lombardi, Lombardo, Longo, Mancini, Mariani, Marchetti, Marino, Marini, Martino, Martinelli, Mazza, Messina, Milani, Monti, Moretti, Negri, Orlando, Pagani, Palumbo, Parisi, Pasin, Pavan, Pellegrini, Pellegrino, Piras, Pizzato, Ricci, Rinaldi, Rinaldo, Riva, Rizzo, Romano, Rossetti, Rossi, Ruggiero, Russo, Sala, Santini, Santoro, Santi, Serra, Silvestri, Testa, Tonin, Trevisan, Valentini, Villa, Vitale, Zanetti, Zanon.

Nota Historiográfica do Autor

A difusão de sobrenomes italianos no Brasil está diretamente ligada ao grande fluxo migratório proveniente da Itália entre as décadas finais do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Nesse período, o Brasil tornou-se um dos principais destinos da emigração italiana, recebendo centenas de milhares de famílias oriundas sobretudo das regiões do Vêneto, Lombardia, Trentino, Friuli, Piemonte e Emília-Romanha.
Esses imigrantes trouxeram consigo não apenas seus costumes, dialetos e tradições culturais, mas também seus sobrenomes, que muitas vezes remontavam à Idade Média. Na Itália, a consolidação dos sobrenomes hereditários ocorreu gradualmente entre os séculos XIII e XVI, quando o crescimento das cidades e a organização administrativa passaram a exigir formas mais precisas de identificação das pessoas. Assim, muitos sobrenomes surgiram a partir de nomes próprios, profissões, características físicas ou morais e lugares de origem.
Com a imigração para o Brasil, esses sobrenomes foram preservados e transmitidos ao longo das gerações, tornando-se hoje parte integrante da identidade de milhões de brasileiros descendentes de italianos. Em alguns casos ocorreram adaptações ortográficas ou simplificações na grafia, decorrentes do contato com a língua portuguesa ou de registros realizados por autoridades locais.
O estudo desses sobrenomes permite compreender não apenas as origens familiares, mas também os caminhos históricos da imigração italiana e sua profunda contribuição para a formação cultural e social do Brasil.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta


terça-feira, 10 de março de 2026

Os Imigrantes Italianos nos Cafezais do Brasil

 


Os Imigrantes Italianos nos Cafezais do Brasil


Houve um tempo em que o aroma do café se confundia com o som de novas línguas ecoando pelos vales e colinas do Sudeste brasileiro. Navios chegavam carregados de esperanças, enquanto famílias inteiras atravessavam o oceano em busca de terra, trabalho e futuro. Nos cafezais do Brasil, histórias de esforço e adaptação moldaram destinos e transformaram para sempre a paisagem humana do país.

A imigração italiana e a expansão do café no Brasil

Entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX, o Brasil recebeu um contingente expressivo de imigrantes vindos da península Itálica. Estima-se que, entre 1870 e 1920, aproximadamente 1,4 milhão de italianos tenham desembarcado no país — a maior parte deles direcionada ao estado de São Paulo, então epicentro da economia cafeeira. Esse fluxo ganhou intensidade sobretudo após a abolição da escravidão em 1888, quando os proprietários rurais passaram a buscar trabalhadores livres para sustentar a expansão das lavouras.

O avanço da cultura do café pelo interior paulista — especialmente nas áreas conhecidas como Mogiana e Paulista, impulsionadas pela fertilidade da chamada “terra roxa” — exigia mão de obra numerosa e permanente. Nesse contexto, consolidou-se o sistema de colonato, forma de contratação rural que combinava elementos de salário e parceria. Diferentemente do regime escravista, o colono italiano firmava contrato, geralmente logo após sua chegada à fazenda. Cada família ficava responsável por determinado número de pés de café, cuidando do plantio, da capina, da colheita e do beneficiamento inicial do grão.

A remuneração no colonato era composta por pagamentos proporcionais à produção, pelo direito de cultivar gêneros de subsistência entre as fileiras de café — como milho e feijão — e pelo uso de moradia fornecida pelo fazendeiro. Esse arranjo permitia alguma autonomia produtiva, mas também gerava frequentes conflitos quanto a dívidas, preços e descontos, especialmente nos primeiros anos de adaptação.

Política imigratória e o cotidiano dos recém-chegados

A política imigratória brasileira foi estimulada tanto por interesses econômicos quanto por projetos de modernização e de ocupação territorial. O governo provincial e, depois, o governo republicano subsidiaram passagens e organizaram a recepção de estrangeiros. Muitos recém-chegados passaram pela antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, atual Museu da Imigração do Estado de São Paulo, onde eram registrados e encaminhados às fazendas do interior. Relatos da época descrevem longas esperas, incertezas e condições sanitárias nem sempre adequadas, revelando as dificuldades iniciais enfrentadas por milhares de famílias.

A vida nas propriedades rurais era marcada por jornadas extensas e por trabalho pesado, que incluía a derrubada de matas, a formação de novos cafezais e a manutenção constante das lavouras. Apesar das promessas de prosperidade, muitos imigrantes encontraram realidade mais dura do que a imaginada na Europa. Ainda assim, ao longo do tempo, parte dessas famílias conseguiu economizar recursos, adquirir pequenos lotes de terra ou migrar para atividades urbanas, participando também do nascente processo de industrialização paulista nas primeiras décadas do século XX.

Minas Gerais e Espírito Santo na história do café e da imigração

Embora São Paulo tenha concentrado o maior número de imigrantes e se tornado símbolo dessa relação entre café e imigração, outras regiões cafeeiras também incorporaram trabalhadores italianos. Em Minas Gerais, especialmente na Zona da Mata e no Sul do estado, o café já era uma atividade consolidada desde o século XIX, e a presença italiana contribuiu para a transição gradual do trabalho escravizado para diferentes formas de trabalho livre, incluindo parceria e colonato. A dinâmica mineira foi marcada por maior diversidade de arranjos agrários, combinando grandes propriedades com unidades familiares de produção.

No Espírito Santo, a experiência assumiu características próprias. A imigração italiana esteve fortemente associada à formação de núcleos coloniais e pequenas propriedades agrícolas, nas quais o trabalho familiar desempenhou papel central. Nessas áreas, o café tornou-se base econômica duradoura, contribuindo para a ocupação do interior e para a consolidação da agricultura capixaba — realidade que permanece visível ainda hoje na forte identidade cafeeira do estado.

Essas diferenças regionais revelam que a imigração italiana não foi um fenômeno homogêneo. Em algumas áreas predominou o grande latifúndio exportador; em outras, a pequena produção familiar criou comunidades estáveis e profundamente enraizadas na terra. Em comum, havia o trabalho intenso, a adaptação a novas condições climáticas e sociais e o esforço constante para transformar a promessa de uma vida melhor em realidade concreta.

Nota do Autor

Este texto apresenta um panorama histórico da chegada e da atuação dos imigrantes italianos nas regiões cafeeiras do Brasil entre o final do século XIX e o início do século XX. Nesse período, marcado pela expansão da cultura do café e pelas profundas transformações sociais após a Abolição da Escravidão no Brasil, milhares de famílias vindas da Itália passaram a integrar o sistema agrícola brasileiro, sobretudo nas fazendas do interior de São Paulo.

A narrativa explica como esses imigrantes foram incorporados ao sistema de colonato, forma de trabalho que combinava remuneração e cultivo de subsistência, além de destacar as dificuldades iniciais enfrentadas pelos recém-chegados — desde a passagem pela antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás até o cotidiano nas lavouras. O texto também evidencia que a presença italiana não se limitou a São Paulo, alcançando outras regiões cafeeiras importantes, como Minas Gerais e Espírito Santo.

Mais do que um relato econômico, o conteúdo busca contextualizar historicamente o papel desses trabalhadores na formação social, agrícola e cultural do Brasil, destacando o esforço de adaptação, trabalho e construção de novas comunidades em terras distantes.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



segunda-feira, 9 de março de 2026

Pederobba no Vêneto Terra de Origem de Emigrantes Italianos


Pederobba no Vêneto Terra de Origem de Emigrantes Italianos

O território de Pederobba possui uma história antiga, muito anterior à criação do município moderno. Documentos medievais já mencionam a presença de uma comunidade organizada na região: em 1152 o papa Eugênio III confirmou ao bispo de Treviso diversas igrejas do território, entre elas a antiga pieve local, testemunhando a existência de um núcleo populacional já estabelecido. Durante séculos esta área integrou os domínios da República de Veneza, da qual fez parte aproximadamente entre 1337 e 1797, período em que a região se inseriu na estrutura econômica e administrativa do Estado veneziano.
Foi nesse longo período que algumas obras importantes marcaram o território, entre elas o canal conhecido como Brentella di Pederobba, construído em 1436 para conduzir as águas do rio Piave às terras agrícolas da região. A obra permitiu a irrigação de campos e o funcionamento de pequenos moinhos, favorecendo a agricultura local. Grande parte das terras do território esteve também vinculada à antiga família nobre dos Família Onigo, que exerceu influência econômica e social sobre a região durante séculos.
O município de Pederobba, tal como é conhecido hoje, foi instituído apenas muito mais tarde, em 1810, por decreto de Napoleão Bonaparte, durante a reorganização administrativa promovida pelo Reino de Itália napoleônico. Naquele período o território passou a integrar o chamado Departamento do Tagliamento, cuja capital era Treviso. Geograficamente, Pederobba situa-se em uma zona de transição entre a fértil planície atravessada pelo rio Piave e uma região de colinas mais elevadas que conduzem às montanhas que circundam o maciço do Monte Grappa. O município encontra-se justamente na zona limítrofe entre as atuais províncias de Treviso e Belluno.
Após a queda da República de Veneza em 1797, a região passou por sucessivas mudanças políticas até ser definitivamente incorporada ao domínio do Império Austríaco após o Congresso de Viena, em 1815. Durante os longos anos de dominação austríaca, Pederobba e todo o Vêneto permaneceram sob a autoridade da casa dos Habsburgos. Os jovens em idade militar eram obrigados a servir no exército imperial por cerca de nove anos, sendo enviados para diversas partes do vasto império. Esse serviço militar colocava esses jovens em contato com outras realidades e com regiões economicamente mais desenvolvidas do que aquelas em que haviam crescido. Não eram raros os casos de soldados que, após o término do serviço, escolhiam permanecer em outras terras do império, onde muitas vezes constituíam família.
Como os demais municípios vizinhos, Pederobba viveu até o último quartel do século XIX de uma economia modesta baseada principalmente na pequena agricultura e em algumas atividades artesanais. Os pequenos agricultores e artesãos, para complementar os escassos rendimentos obtidos da terra, recorriam frequentemente à migração temporária para outras regiões em busca de trabalho. Desde tempos antigos era comum entre os habitantes mais pobres a prática de “fare la stagione”, uma forma de migração sazonal que levava homens a partir durante determinadas épocas do ano para trabalhar em outras regiões da Europa central.
Muitos desses trabalhadores atravessavam as fronteiras rumo às terras do próprio Império Austríaco, que então compreendia vastos territórios que hoje correspondem à Hungria, partes da Romênia e da Polônia. Terminada a estação de trabalho, retornavam às suas casas trazendo algum dinheiro economizado. Ficaram célebres as histórias dos chamados “badilanti” e “carriolanti”, trabalhadores itinerantes que percorriam longas distâncias munidos apenas de um carrinho de mão, alguns instrumentos de trabalho e poucos mantimentos — geralmente alguns quilos de farinha de milho para preparar a polenta e, às vezes, uma pequena forma de queijo. Assim atravessavam montanhas e fronteiras em busca de trabalho, muitas vezes caminhando por semanas.
Por volta de 1880 teve início um novo fenômeno migratório, desta vez de caráter definitivo. Muitos habitantes do Vêneto começaram a deixar suas aldeias rumo aos países vizinhos mais ricos da própria Europa, mas sobretudo em direção ao chamado Novo Mundo. Destinos como Estados Unidos, Brasil, Argentina e Uruguai passaram a atrair milhares de famílias. Entre esses destinos, aquele que mais se destacou para os vênetos nesse final de século foi o Brasil, para onde a grande corrente migratória se iniciou a partir de 1875.
Diferentemente das antigas migrações sazonais, agora não partiam apenas homens sozinhos carregando um carrinho de mão ou uma grande caixa de madeira nas costas, cheia de mercadorias ou estampas. Partiam famílias inteiras, abandonando definitivamente suas casas e suas aldeias em busca de uma vida melhor no tão sonhado Brasil, visto por muitos como a mítica terra da “cucagna”, onde se imaginavam existir terras abundantes e grandes plantações de café. Para muitos desses emigrantes começava então uma jornada rumo a terras distantes, das quais raramente retornariam.
Mais tarde, já ao longo do século XX, a emigração dos chamados pederobbesi continuaria a se expandir para novos destinos. Além da América, muitos habitantes de Pederobba dirigiram-se também para outras regiões do mundo, incluindo territórios da África e, de modo especial, a distante Austrália, onde novas comunidades de emigrantes vênetos acabariam por se estabelecer.

Nota do Autor

Este texto apresenta um panorama histórico do município de Pederobba, no Vêneto, destacando o contexto geográfico, político e social que marcou a vida de seus habitantes ao longo dos séculos. A narrativa recorda as antigas origens da comunidade, o período em que a região integrou a República de Veneza e, posteriormente, o domínio do Império Austríaco após as transformações políticas do início do século XIX.
Também procura explicar as condições de vida da população local, baseada durante muito tempo na pequena agricultura, no artesanato e na migração sazonal de trabalhadores que percorriam diferentes regiões da Europa em busca de sustento.
No final do século XIX, esse movimento migratório transformou-se em uma emigração definitiva, levando muitas famílias a deixar o Vêneto rumo ao Novo Mundo. Entre os principais destinos estavam o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos. Ao recordar essa trajetória, o texto contribui para compreender as origens de muitos descendentes de imigrantes italianos e a história das comunidades que nasceram a partir dessas migrações.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta






sexta-feira, 6 de março de 2026

Sobrenomes Italianos em Estrela d´Oeste SP


Sobrenomes Italianos em 

Estrela d´Oeste SP 


A

  • Agosta

  • Amendolla

  • Angelucci

  • Arceli

B

  • Balsan

  • Barbizane

  • Bardella

  • Barucci

  • Bassoli

  • Bego

  • Benacci

  • Beraldo

  • Bergamini

  • Bessa

  • Befito

  • Bianch

  • Biseli

  • Bissoli

  • Bombonato

  • Bordin

  • Borghi

  • Bragatto

  • Bragara

  • Bratarroto

  • Brandoli

  • Briana

  • Brugnari

  • Brunca

  • Buzinaro

  • Buzzo

C

  • Cacarelli

  • Camillo

  • Campanhollo

  • Campi

  • Canato

  • Caparroz

  • Capeletti

  • Carrareto

  • Cassimiro

  • Cassola

  • Castanharo (Castagnaro)

  • Catozzi

  • Cesari

  • Chiovetto

  • Coleta

  • Cotrin

  • Crociani

D

  • Dal Santo

  • Dani

  • Davanso

  • Davanzo

  • Denardi

  • Deran

  • Donda

E

  • Escandelae (Scandola)

F

  • Favaro

  • Feltrin

  • Fellin

  • Ferassa

  • Fioravante

  • Forte

G

  • Galbiatti

  • Gaviolli

  • Geromel

  • Giacomim

  • Giacometti

  • Giantomazzi

  • Girardi

  • Giroto

  • Gobbo

  • Guezini

  • Guirelli

J

Jacometi (ou Giacometti)

L

  • Lodetti

  • Longhi

  • Longo

  • Lorenço

  • Lozano

  • Lucchetti

M

  • Maestrello

  • Malagolini

  • Magnoli

  • Mandarini

  • Mantovani

  • Marangoni

  • Marcassi

  • Marin

  • Massocatto

  • Matanoechi

  • Melin

  • Mello

  • Merloto

  • Miotto

  • Molina

  • Moro

N

  • Nespoli

O

  • Osti

P

  • Padovez

  • Pansani

  • Parminondes

  • Passeti

  • Pavarini

  • Pedrassi

  • Pelarin

  • Pelissari

  • Petrucci

  • Pezzoti

  • Piasali

  • Piccin

  • Pieretti

  • Pietrobão

  • Pietrobom

  • Pinotti

  • Pissolito

  • Ponzani

  • Prato

  • Pucarelli

  • Pueri

  • Pupim

  • Pupo

R

  • Rachieli

  • Ravagnani

  • Restti

  • Rice

  • Riguetto

  • Rissi

  • Rosante

  • Rosateli

  • Rossi

  • Rufato

S

  • Sacchi

  • Sagionetti

  • Santichio

  • Sarti

  • Satin

  • Scatena

  • Scarpa

  • Scorsi

  • Secches

  • Senzi

  • Sequini

  • Setimo

  • Solico

  • Sovine

  • Sozini

  • Spinelli

  • Sprita

  • Stocco

  • Suzini

T

  • Taghoari

  • Tamarossi

  • Tardochi

  • Thomé

  • Tomazini

  • Torelli

  • Torquato

  • Tresso

  • Trombeta

V

  • Vani

  • Vechietine

  • Vialle

  • Vissoto

Z

  • Zagatti

  • Zago

  • Zani

  • Zanusso

  • Zivieri


    Resumo explicativo 

    Esta lista reúne os sobrenomes italianos registrados em Estrela d’Oeste, município da região de Votuporanga, no interior do estado de São Paulo. Seu objetivo é preservar a memória das famílias descendentes de imigrantes italianos que ajudaram a formar a identidade cultural, social e econômica da cidade. Ao organizar esses nomes, o trabalho valoriza as raízes históricas locais e oferece uma referência para pesquisadores, descendentes e interessados em genealogia e imigração.

    Dr. Luiz C. B. Piazzetta



terça-feira, 3 de março de 2026

Sobrenomes Italianos em Américo de Campos SP

 


Sobrenomes Italianos em 

Américo de Campos SP


A

Assufe
Assufi

B

Bacani
Baione
Baracioli
Barbieri
Barbizan
Barone
Baroni
Barrelli
Basso
Belila
Belondi
Bergamo
Berteli
Biagge
Biozzotto
Bombonato (Bombonato)
Bonfatti
Bozza
Bracchini
Branchini
Brianti
Bucci
Bussolin

C

Carnevali
Casagrande
Castelete
Casteleti
Castelette
Cavassani
Cavelani
Cavichio
Cecato (Cecatto)
César
Cestario
Clementino
Cuculo
Cubo

D

Delessi
Deccosse
Dela Torre
Della Coleta
De Vechi
Dinardi
Doccusse
Docusse
Donato
Dongue
Doreto
Drianti

F

Ferracini
Finodo
Fiori
Floratta
Florêncio
Formagi
Frigeri
Fucci
Furlaneto

G

Galvani
Gato
Gatto
Giovani
Giovanini
Geraldi
Guelfi

J

Juliani (Giuliani)
Juliano (Giuliano)

M

Malavazi
Marin
Mariote
Marioto
Martioli
Marzochi
Melhen
Merenguelli
Mergi
Montanari
Moreto
Moretto
Moro
Mortari

N

Negri

P

Penna
Perassoli
Piacenti
Pianta
Picolto
Pierini
Pigioni
Pina
Pistolati
Pofoleti
Prissi

Q

Quatroqui (Quattrocchi)
Querubim

R

Raglio
Ramella
Riberti
Ricci
Rolo
Rosa
Ruza
Ruzza

S

Salviani
Scapim
Scarpellini
Scriboni
Seccatto
Segati
Silvan
Spadacio
Soller
Stachissini
Srajac
Saura

V

Valle
Varonezzi
Viollin

Z

Zaias
Zovico
Zamonel
Zucheto
Zuqueto