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domingo, 26 de abril de 2026

A Carta de um Imigrante Italiano que Revela a Verdade Sobre a Vida no Brasil

 


A Carta de um Imigrante Italiano que Revela a Verdade Sobre a Vida no Brasil


No verão de 1888, Matteo Belloni deixara para trás a pequena aldeia de San Pietro di Valdoro, aninhada entre colinas pobres e vinhedos cansados. A terra já não respondia ao esforço dos homens, e o pão tornara-se escasso mesmo para os mais perseverantes. Como tantos outros, Matteo carregava nos olhos a promessa de um mundo novo — e nos bolsos, quase nada além de coragem.

A travessia fora longa e cruel. No porão do navio, entre corpos comprimidos e o ar rarefeito, a esperança era a única coisa que não se podia dividir. Muitos adoeceram, alguns não resistiram, e o mar, impiedoso, engoliu nomes que jamais seriam lembrados em lápides.

Quando finalmente avistaram o litoral da América do Sul, Matteo não sentiu alegria imediata, mas um estranho silêncio interior, como se o destino ainda não tivesse decidido seu rumo.

Instalado provisoriamente em Porto de Santa Aurora, uma cidade agitada e barulhenta, ele encontrou trabalho descarregando sacas de café. O trabalho era duro, o pagamento incerto, e os homens — vindos de todas as partes — carregavam histórias semelhantes, todas marcadas por perdas e expectativas.

Foi ali, à luz de uma vela fraca, que Matteo escreveu à sua família.

Contava que havia chegado com vida, o que já era, por si só, uma vitória. Descrevia o calor sufocante, tão diferente do clima de sua terra natal, e a língua estranha que parecia não querer ser compreendida. Falava das ruas de terra, do movimento incessante de carroças e da mistura de cheiros — café, suor, madeira e esperança.

Mas, por trás das descrições, havia uma inquietação que ele não conseguia esconder. O trabalho não era estável, e as promessas feitas pelos agentes de imigração começavam a se dissolver como névoa ao amanhecer. Ainda assim, ele insistia em tranquilizar os seus, como se o próprio ato de escrever pudesse transformar a realidade.

Matteo dizia que em breve partiria para o interior, onde lhe haviam garantido um pedaço de terra para cultivar. Acreditava que, longe da confusão do porto, poderia finalmente construir algo sólido — uma casa, uma lavoura, talvez até um futuro que justificasse a partida.

Os dias seguintes o levaram por caminhos de terra vermelha até a colônia de Santa Vittoria, onde o mato denso parecia desafiar cada golpe de machado. Ali, entre árvores centenárias e um silêncio quase sagrado, ele começou de novo.

Os primeiros meses foram de exaustão absoluta. A terra precisava ser domada, as sementes plantadas com fé e não com certeza. A chuva, quando vinha, era excessiva; quando faltava, era cruel. Ainda assim, Matteo persistia.

Com o tempo, construiu uma pequena casa de madeira. Nada grandioso, mas suficiente para abrigar seus sonhos. Conheceu outros imigrantes, formou laços, compartilhou dificuldades. A solidão deu lugar a uma espécie de comunidade improvisada, onde cada rosto carregava uma história semelhante à sua.

Anos depois, quando finalmente conseguiu trazer sua esposa e seu filho, Matteo já não era o mesmo homem que escrevera aquela carta. Havia em seu olhar uma mistura de cansaço e firmeza — a marca daqueles que não tiveram escolha senão seguir em frente.

A carta, guardada com cuidado, tornou-se um relicário de memória. Nela permanecia o jovem que partira cheio de dúvidas, ainda incapaz de compreender a dimensão da jornada que iniciara.

E assim, entre perdas e conquistas silenciosas, a vida de Matteo Belloni se desenrolou naquele novo mundo — não como uma história de glória, mas como um testemunho persistente de sobrevivência, coragem e esperança.


Nota do Autor

A escrita que o leitor tem diante de si não nasce apenas do exercício da imaginação, mas do encontro sensível com vozes que atravessaram o tempo. Cartas como esta — frágeis no papel, porém densas em significado — são testemunhos silenciosos de uma geração que partiu sem garantias, sustentada apenas pela esperança e pela necessidade.

Ao transformar esse documento em narrativa, não se buscou apenas recontar uma história, mas restituir humanidade à experiência migratória. Cada linha escrita por aqueles homens e mulheres carregava mais do que notícias: continha medos não confessados, saudades incontornáveis e uma coragem que raramente se nomeava. Foram vidas vividas no limite entre o desamparo e a persistência.

Os nomes e os lugares aqui apresentados foram deliberadamente modificados. Não por afastamento da verdade, mas, paradoxalmente, para preservá-la em sua essência mais profunda — aquela que não pertence a um único indivíduo, mas a milhares de destinos entrelaçados pela mesma travessia.

Que o leitor, ao percorrer estas páginas, não encontre apenas um relato do passado, mas um espelho possível de sua própria origem. Pois, em cada história de imigração, há sempre algo que nos precede, nos constitui e, de alguma forma, ainda nos chama.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



segunda-feira, 13 de abril de 2026

O Sofrimento dos Imigrantes Italianos no Brasil nas Fazendas de Café em 1889

 


O Sofrimento dos Imigrantes Italianos no Brasil nas Fazendas de Café em 1889


No início de 1889, quando o verão ainda pesava sobre as colinas do Vêneto, Pietro Bellunati deixou para trás a pequena fração de Anzano com a mesma pressa silenciosa de tantos outros homens que haviam partido antes dele. Não havia cerimônia, tampouco promessas grandiosas — apenas o peso da necessidade e a esperança frágil de que o outro lado do oceano oferecesse algo que a terra natal já não podia dar.

A travessia fora longa, marcada por dias indistintos e noites onde o mar parecia respirar junto aos homens, ora com fúria, ora com uma quietude enganadora. Pietro aprendera cedo que o silêncio era uma forma de resistência. Observava mais do que falava, absorvendo o desalento nos rostos ao seu redor, homens e mulheres que carregavam consigo não apenas malas, mas histórias interrompidas.

Quando finalmente chegou ao interior da província de São Paulo, em um lugar que os brasileiros chamavam de São Caetano, encontrou uma realidade que não se parecia com as cartas que haviam circulado pelas aldeias da Itália. Não havia campos prontos nem casas esperando por famílias. Havia, em vez disso, uma terra vasta, indiferente, e uma estrutura de exploração tão bem organizada quanto invisível para quem ainda não a conhecia.

Os recém-chegados eram recebidos por intermediários — homens que falavam italiano com sotaques quebrados, misturando palavras estrangeiras, prometendo caminhos e facilidades. Pietro percebeu rapidamente que essas promessas tinham um preço. Os intérpretes conduziam os imigrantes como quem conduz rebanhos, oferecendo trabalho em locais distantes, onde a mata ainda dominava e a presença humana era apenas um ensaio.

Muitos seguiam sem compreender. Outros desconfiavam, mas já era tarde demais para voltar.

Pietro foi um dos que hesitou.

Ele observou famílias sendo levadas para regiões afastadas, onde improvisavam abrigos com madeira bruta e terra batida, onde o chão servia de cama e a fome se tornava presença constante. A distância entre o que haviam imaginado e o que encontravam era medida não em quilômetros, mas em desilusões.

Os que tinham sorte encontravam trabalho sob patrões mais tolerantes, recebendo o suficiente para sobreviver. Os outros, porém, eram absorvidos por um sistema que lhes prometia sustento e lhes entregava dependência. E havia ainda aqueles que, incapazes de suportar, retornavam às cidades maiores — São Paulo, Campinas — onde as ruas se enchiam de italianos errantes, rostos marcados pela mesma pergunta sem resposta: onde haviam errado?

Pietro decidiu permanecer por um tempo, não por confiança, mas por necessidade. Trabalhava com afinco, economizando cada moeda, observando cada movimento ao seu redor. Com o passar dos meses, compreendeu que o verdadeiro risco não era apenas a pobreza, mas o isolamento. Longe de sua gente, longe de sua língua, o homem se tornava mais vulnerável do que jamais fora na Itália.

As noites eram o momento mais difícil. Não pela escuridão, mas pela memória. Ele pensava nos irmãos, nos amigos, nos campos que deixara para trás. Pensava também nas palavras que um dia escreveria — palavras que precisariam atravessar o oceano carregando não apenas notícias, mas advertências.

Quando finalmente decidiu escrever, fez isso com cuidado. Não queria apenas relatar sua situação, mas alertar aqueles que ainda estavam na Itália. Sabia que muitos estavam prontos para partir, seduzidos por histórias de prosperidade. E sabia, também, que a verdade poderia ser a única coisa capaz de detê-los — ou ao menos prepará-los.

Na carta, descreveu o que vira: os intérpretes que lucravam com a ignorância alheia, as famílias abandonadas em terras hostis, a dureza de um sistema que favorecia poucos e desgastava muitos. Não exagerou, mas tampouco suavizou.

Havia, no entanto, um fio de esperança em suas palavras. Pietro não era um homem derrotado. Ainda acreditava que, com prudência e união, era possível construir algo naquele novo mundo. Mas essa construção exigiria lucidez — e, acima de tudo, verdade.

Ao selar a carta, teve a sensação de estar fazendo mais do que escrever para um amigo. Estava lançando uma ponte entre dois mundos, tentando impedir que outros atravessassem cegamente o mesmo abismo que ele aprendera, aos poucos, a reconhecer.

E assim, enquanto o Brasil se estendia diante dele como uma promessa incerta, Pietro Bellunati tornou-se algo mais do que um imigrante: tornou-se testemunha de um tempo em que a esperança e a dureza caminhavam lado a lado, separadas apenas pela coragem de enxergar a realidade como ela era.

Nota do Autor

Este texto nasce de uma necessidade profunda de preservar a memória — não apenas como registro histórico, mas como expressão viva de uma experiência que moldou gerações. Ele foi concebido a partir de fragmentos de cartas encontradas em acervos museológicos da cidade de São Paulo, bem como de relatos transmitidos ao autor ao longo dos anos, vindos de descendentes e estudiosos da imigração italiana no Brasil.

As cartas, escritas por homens simples, carregam em si uma verdade silenciosa, muitas vezes esquecida pelo tempo. Nelas não há adornos literários, mas sim a urgência de quem precisava comunicar à distância a realidade vivida — por vezes dura, por vezes desalentadora, quase sempre distante das promessas que motivaram a partida. São vozes que atravessaram o oceano não apenas em busca de trabalho, mas também na tentativa de manter vivo um vínculo com a terra natal.

A presente narrativa não pretende reproduzir fielmente uma única história, mas sim reconstruir, com base nesses testemunhos, a trajetória possível de tantos outros que viveram circunstâncias semelhantes. Nomes, lugares e detalhes foram transformados com o objetivo de preservar a essência dos acontecimentos, respeitando ao mesmo tempo a individualidade de cada relato original.

Aos descendentes italianos, este texto é mais do que uma história — é um convite à memória. Um chamado para olhar para trás com respeito e compreensão, reconhecendo nos sacrifícios daqueles que partiram não apenas dor, mas também coragem. Cada dificuldade enfrentada, cada escolha feita sob incerteza, contribuiu para a construção de caminhos que hoje permitem novas possibilidades às gerações que vieram depois.

Se estas palavras alcançarem algum significado, que seja este: lembrar não é apenas um exercício do passado, mas um ato de identidade. E compreender a jornada daqueles que cruzaram o oceano é, de certa forma, compreender a si mesmo.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta








domingo, 5 de abril de 2026

A Luta e a Esperança dos Imigrantes Italianos no Brasil


A Luta e a Esperança dos Imigrantes 

Italianos no Brasil 


O ar da primavera trazia consigo o perfume das flores que desabrochavam nos campos de Treviso, onde os irmãos Giuseppe e Oliva Bianconi viviam. Embora os dias ensolarados oferecessem um breve alívio da realidade dura, seus pensamentos estavam sempre voltados para a sobrevivência. A carta que haviam escrito ao pai, Riccardo Bianconi, ainda aguardava resposta, e cada dia de silêncio aumentava a ansiedade.
Riccardo, que emigrara para o Brasil anos antes, era um homem resiliente. Estabelecera-se como empregado assalariado em uma colônia italiana nos arredores de Campinas, onde cultivava café e sonhava em trazer a família. As condições eram árduas, mas Riccardo mantinha a esperança viva, enviando notícias e orientações sempre que possível. "Se virem, tragam sementes de óleo e utensílios de família", escreveu certa vez, numa tentativa de preparar o terreno para o reencontro.
Giuseppe lia e relia a carta do pai, seus olhos azuis se fixando em cada palavra. "Se vierem, tragam também coragem e fé, pois essas terras demandam mais do que trabalho; exigem alma", dizia outro trecho. Oliva, sua irmã mais nova, compartilhava do mesmo anseio, mas também carregava o medo do desconhecido. "Será que conseguiremos enfrentar uma viagem tão longa?", perguntava ela, enquanto ajudava Giuseppe a preparar a pequena bagagem.
A decisão foi tomada numa manhã fria, após meses de economias e negociações. Giuseppe e Oliva venderam os últimos pertences de valor, incluindo um antigo relógio de bolso que pertencera ao avô. Com o dinheiro arrecadado, compraram duas passagens de terceira classe para o navio que os levaria ao Brasil. A despedida da vila foi silenciosa, marcada por abraços apertados e lágrimas contidas.
A jornada até o porto de Gênova foi longa e extenuante. A bordo de uma carroça, foram até a estação ferroviária e de lá, com o trem, até o porto de Genova. Passaram por aldeias e montanhas, enfrentando o cansaço e uma noite gelada. Quando finalmente avistaram o porto, um misto de alívio e pavor tomou conta de seus corações. O navio, imponente e desgastado pelo tempo, parecia tanto um portal para o futuro quanto uma prisão flutuante.
A bordo, os irmãos foram acomodados no porão, junto a dezenas de outros emigrantes. O espaço era claustrofóbico, e o ar pesado dificultava a respiração. A comida era escassa e insípida, e as noites eram perturbadas pelo som de choros, tosses e orações. Oliva mantinha um diário onde registrava cada dia de sofrimento e esperança. "Hoje vimos o mar calmo, mas meu coração é um turbilhão", escreveu certa vez.
Na segunda semana de viagem, uma tempestade assolou o navio. As ondas violentas lançavam a embarcação de um lado para o outro, e Giuseppe segurava Oliva com força, tentando protegê-la do pior. Quando a calmaria finalmente chegou, muitos passageiros estavam doentes e desnutridos. Um padre que viajava com eles organizou orações coletivas, tentando renovar a fé dos presentes.
Após semanas no mar, o navio finalmente atracou no porto de Santos. A visão da nova terra era ao mesmo tempo bela e intimidadora. Os irmãos foram encaminhados para a colônia onde Riccardo os aguardava. O reencontro foi emocionante, com abraços apertados e lágrimas de alívio. "Vocês chegaram", disse Riccardo, sua voz embargada. "Agora começaremos de novo, juntos."
Giuseppe e Oliva logo se adaptaram à rotina da colônia, trabalhando arduamente na lavoura e aprendendo a lidar com os desafios de um clima e cultura diferentes. As noites eram dedicadas a histórias sobre a Itália e planos para o futuro. Apesar das dificuldades, havia um sentimento de união que os mantinha firmes.
Com o tempo, os irmãos deixaram a colonia e se estabeceram em uma cidade vizinha onde cada um a seu modo prosperou, tornando-se referência na comunidade local. Giuseppe, com seu espírito empreendedor, criou um pequeno comércio de ferramentas agrícolas, enquanto Oliva dedicou-se a ensinar crianças da colônia, plantando as sementes do conhecimento para as gerações futuras. A carta original de Riccardo, que os motivara a partir, foi emoldurada e colocada na sala principal da casa, como um lembrete constante de sua jornada e resiliência.
A história dos Bianconi tornou-se um exemplo de coragem e determinação, inspirando outros a seguir em frente, mesmo quando o futuro parecia incerto. E, assim, a família encontrou não apenas um novo lar, mas também um propósito, provando que a esperança, quando cultivada com amor e trabalho, pode florescer mesmo nos solos mais áridos.


Nota do autor

A história de Giuseppe e Oliva Bianconi nasceu da vontade de homenagear a resiliência e a coragem de milhares de famílias italianas que, em busca de um futuro melhor, cruzaram o oceano rumo ao desconhecido. No final do século XIX e início do XX, esses imigrantes enfrentaram desafios inimagináveis: despedidas dolorosas, viagens extenuantes e a adaptação a um país com uma cultura, clima e língua tão diferentes de sua terra natal.
Mais do que narrar uma saga familiar, este livro é uma celebração da esperança. É um tributo à força daqueles que, mesmo diante das adversidades, plantaram sementes em terras estrangeiras e, com trabalho árduo e fé, colheram frutos de um novo lar. Giuseppe e Oliva são personagens fictícios, mas suas histórias refletem realidades vividas por muitos imigrantes, cujos nomes talvez nunca sejam registrados na história, mas cujas contribuições moldaram nosso presente.
Escrevê-lo foi um exercício de empatia e gratidão. Durante o processo, ouvi relatos de descendentes de imigrantes, li cartas preservadas por famílias e mergulhei em registros históricos. Cada detalhe da narrativa foi cuidadosamente construído para transmitir o sentimento daqueles que viveram essa experiência única — uma mistura de medo, saudade e esperança inabalável.
Que este livro não seja apenas uma leitura, mas uma jornada. Que as lutas e vitórias de Giuseppe e Oliva inspirem você a refletir sobre o poder dos sonhos e a força do amor familiar. E, acima de tudo, que nos lembremos de que, independentemente de nossas origens, todos somos, em algum momento, imigrantes em busca de algo maior.

Com gratidão,
Dr. Piazzetta

segunda-feira, 23 de março de 2026

Lista de Sobrenomes de Imigrantes Italianos em Ouro Fino MG


Lista de Sobrenomes de Imigrantes Italianos em Ouro Fino MG


Alberti Baggio Bailloni Ballestra Banchieri Bandoria Barci Battisteli Bazzani Bechelli Beghini Beligni Bellini Benni Bernardelli Bernardi Bertelli Bertinatto Bianchi Bolognani Bombacchi Bonini Bressan Bruggin Buonamici Buralli Burza Butti Buttilagaro Cadan Calarezzi Canella Caniello Capacci Caprara Cardani Carpentieri Carrozza Casasanta Castelli Cavallari Cavatoni Cecon Cetolo Chiessa Chincchio Cividatti Clementoni Coldibelli Colombo Coltri Condi Consentino Crestani Cyrillo D'acol Dainezze Dallò Daolio Davini Dellatorre Dellorenzo Del Nero De Luca Doria Farinacci Fatori Favaro Favilla Felice Felippi Ferraresi Ferrari Francelli Franchi Frangelli Furlan Gambaro Gangi Garbi Genovezzi Geraldi Germiniani Gerotto Giacometti Giandozzo Gissoni Golla Gottardi Grassi Guarini Guarizzi Gubiotto Guidi Jannuzzi Larai Lemmi Lomonaco Lucchini Mainardi Mangagnoto Mantovani Marcaccini Marchezelli Marcilio Margini Marinelli Martinelli Massari Massaro Meazzini Medau Megalle Melega Merlo Michelloto Migliori Migliorini Milani Miotto Momesso Montagnolli Morganti Moroli Moroni Mucci Nardini Nardon Natale Navi Negri Nicaretto Oliva Onoratti Pagano Pagliarini Paolo Pardini Parma Patricio Patronieri Paulini Pellicano Penacchi Persinotto Petrarolli Petri Piovesan Polato Poltronieri Pucci Puttini Quaglia Rastelli Riciotti Rigotto Roma Roni Rivelli Rossi Sacchetti Sainatto Salla Semião Serigiotto Sirolli Tadini Tardelli Tardini Tassotti Tecchi Teobardini Togni Tomazzeli Tomazzini Tomazzolli Tonini Torriani Trezza Troisi Tumioto Veronezzi Vicentini Zelante Zerbinatti Zia Zorattini Zucon


Nota

Esta lista reúne sobrenomes de imigrantes italianos relacionados à cidade de Ouro Fino, Minas Gerais, identificados em registros históricos, documentos de época e fontes genealógicas disponíveis. O levantamento não pretende abranger todos os sobrenomes existentes, mas oferecer um panorama das famílias italianas que contribuíram para a formação social, econômica e cultural do município. A lista poderá ser ampliada à medida que novas pesquisas forem realizadas e que descendentes ou pesquisadores compartilharem novas informações.



domingo, 22 de fevereiro de 2026

Lista de Alguns Sobrenomes de Imigrantes Italianos na Hospedaria Horta Barbosa em Juiz de Fora MG

 


Lista de Alguns Sobrenomes de

 Imigrantes Italianos que passaram pela 

Hospedaria Horta Barbosa 

Juiz de Fora MG


Aggio

  • Aldighieri

  • Alti

  • Andreini

  • Anghietti

  • Arcangeli

  • Arvenghi

  • Baldazzi

  • Baldi

  • Baldiserotto

  • Balleon

  • Baratella

  • Barbi

  • Barbini

  • Bazzeggio

  • Bellato

  • Belletto

  • Berardi

  • Bergamini

  • Bernardi

  • Bertinazzi

  • Boarati

  • Boeri

  • Boldrin

  • Bonfigioli

  • Borile

  • Boscariol

  • Braga

  • Buontempi

  • Burato

  • Busasca

  • Carpanese

  • Casagrande

  • Casarin

  • Cassina

  • Cassis

  • Cavalli

  • Cesario

  • Cesati

  • Chilese

  • Cogo

  • Cortese

  • Curiani

  • Ermi

  • De Rosso

  • Dedin

  • Dian

  • Doro

  • Drudi

  • Duse

  • Facca

  • Faccio

  • Faggionato

  • Felippe

  • Ferri

  • Filippini

  • Fiviani

  • Gamba

  • Gambati

  • Gatto

  • Grava

  • Guerra

  • Locatelli

  • Lusti

  • Maccadanza

  • Maffialetti

  • Maggiolo

  • Malotto

  • Maltoni

  • Mamponin

  • Mancini

  • Mantovan

  • Marzano

  • Marzin

  • Masega

  • Mattioli

  • Mazzuccato

  • Melisen

  • Mesilon

  • Michieletti

  • Migani

  • Meloni

  • Milani

  • Monfardini

  • Moscardo

  • Muzzioli

  • Nati

  • Nicolini

  • Noris

  • Ottaviani

  • Paltrinieri

  • Pandin

  • Pareschi

  • Parosi

  • Pasin

  • Patuzzo

  • Pavan

  • Pezzetini

  • Piccioni

  • Piccolo

  • Pironi

  • Pistore

  • Pozzolo

  • Presti

  • Ricci

  • Rincini

  • Riz

  • Ruffato

  • Sabadin

  • Sadocca

  • Salvatico

  • Salviato

  • Santinelli

  • Savoretti

  • Signorelli

  • Sotterina

  • Suman

  • Tambo

  • Tangheri

  • Terzi

  • Testa

  • Tinti

  • Tisiot

  • Tittonei

  • Tonello

  • Topa

  • Tramarin

  • Trapolli

  • Travellin

  • Vacchi

  • Vandi

  • Vani

  • Vezzole

  • Villa

  • Vio

  • Zambon

  • Zardetto

  • Zordan


    Nota explicativa do tema

    Este levantamento reúne os sobrenomes de alguns imigrantes italianos que passaram pela Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora, Minas Gerais, importante ponto de acolhimento de recém-chegados ao Brasil. A lista auxilia descendentes na busca de raízes familiares, contribui para estudos genealógicos e preserva a memória da imigração italiana no país. Além de nomes, ela revela trajetórias, identidades e a formação histórica da região.

    Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta


  • sábado, 14 de fevereiro de 2026

    Relação dos Imigrantes Italianos que Partiram de Gênova para Paranaguá PR em 12 de Fevereiro de 1878

     


    Vapor Colombo

    Relação dos Imigrantes Italianos que Partiram de Gênova para Paranaguá PR em 12 de Fevereiro de 1878


     

    NOME
    IDADE
    LUGAR DE
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    TUALDO Gio.Batta
    TUALDO Luigia
    TUALDO Maria
    TUALDO Emanuele
    TUALDO Giuseppe
    TUALDO Tarquino
    TUALDO Silvio
    45
    42
    14
    10
    7
    5
    3
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Itália
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Católico
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    ROARO Giovanne
    ROARO Regina
    ROARO Giulio
    ROARO Antonio
    38
    36
    6
    3
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    FOGLIATO Francesco
    FOGLIATO Maria
    FOGLIATO Giacomo
    FOGLIATO Cecilia
    FOGLIATO Francesco
    35
    33
    7
    4
    2
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    TREVISAN Giuseppe
    TERVISAN Francesca
    TREVISAN Giovanna
    TREVISAN Lucia
    TREVISAN Angela
    TREVISAN Francesco
    TREVISAN Francesco
    TREVISAN Domenico
    TREVISAN Caterina
    38
    36
    15
    10
    9
    7
    6
    4
    1
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    PIROTTO Francesco
    PIROTTO Elisabetta
    PIROTTO Giustina
    PIROTTO Francesco
    PIROTTO Costanza
    PIROTTO Maria
    PIROTTO Pietro
    35
    30
    10
    9
    6
    3
    1
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    CHEMELO Antonio
    CHEMELO Domenica
    30
    30
    "
    "
    "
    "
    "
    BAGIN Giovanni
    BAGIN Filomena
    BAGIN Maria
    BAGIN Maddalena
    BAGIN Giovanni
    42
    10
    15
    11
    4
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    GUERRA Antonio
    GUERRA Maria
    GUERRA Francesca
    GUERRA Gio.Batta
    GUERRA Maria
    44
    40
    16
    13
    3
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    BARBIERO Giuseppe
    BARBIERO Bortolo
    BARBIERO Maria
    79
    52
    52
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    POTTOLLON(?) Antonio
    POTTOLLON Caterina
    POTTOLLON Giovanni
    32
    30
    4
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    NODARI Sebastianno
    NODARI Angela
    NODARI Luigia
    NODARI Lucia
    NODARI Domenico
    NODARI Romano
    NODARI Maria
    NODARI Emilio
    41
    40
    10
    9
    7
    5
    4
    2
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Itália
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Católico
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    LORENZONI Caterina
    LORENZONI Antonio
    LORENZONI Maria
    LORENZONI Giulio
    LORENZONI Andrea
    LORENZONI Gaetano
    60
    24
    41(?)
    14
    8
    1
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    MASCHIO Gio Maria(?)
    MARCHIO Angela
    27
    22
    "
    "
    "
    "
    "
    DALLA COSTA Domenico
    DALLA COSTA Maria
    DALLA COSTA Eva
    DALLA COSTA Maria
    DALLA COSTA Costanza
    DALLA COSTA Speranza
    DALLA COSTA Guglielmo
    46
    40
    14
    12
    10
    8
    6
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    FINALTI Michele
    FINALTI Angelo
    FINALTI Giovanna
    62
    27
    25
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    FORNER Giacomo
    FORNER Maria
    FORNER Antonia
    FORNER Antonio
    FORNER Maria
    FORNER Guglielmo
    FORNER Giordano
    41
    -
    39
    14
    10
    2
    0.7
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    GAZZOLA Agostino
    GAZZOLA Lucia
    GAZZOLA Fortunato
    GAZZOLA Alessandro
    35
    30
    32
    3
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    MENEGHETTI Valentino
    MENEGHETTI Caterina
    MENEGHETTI Giuseppina
    33
    30
    1
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    BIZZOTTO Francesco 
    BIZZOTTO Angela
    BIZZOTTO Antonio
    BIZZOTTO Matteo
    BIZZOTTO Giovanni
    BIZZOTTO Orsola
    BIZZOTTO Regina
    41
    35
    13
    11
    9
    7
    3
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    BASCAN Valentino
    BASCAN Maria
    BASCAN Amedeo
    BASCAN Sante
    32
    26
    6
    3
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    CECCON Gaetano
    CECCON Cecilia
    CECCON Maria
    CECCON Angelo
    CECCON Margheritta
    34
    34
    11
    8
    1
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    Itália
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    Católico
    "
    "
    "
    "
    DALLAPOZZA Maria
    DALLAPOZZA Antonio
    DALLAPOZZA Rosa
    DALLAPOZZA Giuditta
    DALLAPOZZA Massimiliano
    DALLAPOZZA Maria
    60
    40
    35
    9
    6
    3
    "
    "
    "
    "
    GHENO Giovanna
    GHENO Maria Angela
    GHENO Bartolomeu
    Constam dois nome riscados 
    59
    13
    9
    -
    "
    "
    "
    "
    PAOLETTO Bortolo
    PAOLETTO Maria
    PAOLETTO Giuseppe
    PAOLETTO Anna
    PAOLETTO Carlo
    57
    37
    8
    5
    0.8
    "
    "
    "
    "
    RIGHI Giovanni
    RIGHI Teresa
    RIGHI Giovanni
    RIGHI Francesco
    RIGHI Emilia
    28
    25
    6
    3
    0.5
    "
    "
    "
    "
    BRAGAGNOLO Pietro
    BRAGAGNOLO Angela
    BRAGAGNOLO Ciriaco
    BRAGAGNOLOMatteio
    51
    54
    15
    12
    "
    "
    "
    "
    MENEGAZ Abramo
    MENEGAZ Pasqua
    MENEGAZ Domenico
    MENEGAZ Pietro
    MENEGAZ Maria
    MENEGAZ Anna
    55
    43
    14
    8
    5
    3
    "
    "
    "
    "
    CARLESSO Bernardo
    CARLESSO Angela
    CARLESSO Giovanni
    CARLESSO Francesco
    49
    46
    15
    11
    "
    "
    "
    "
    TOTONE(?) Andrea
    TOTONE Pasqua
    TOTONE Sebastiano
    TOTONE Lucia
    TOTONE Maria
    37
    28
    7
    4
    2
    "
    "
    "
    "
    GRIGOLETTO Giuseppe
    GRIGOLETTO Maria
    GRIGOLETTO Maria
    GRIGOLETTO Rosa
    GRIGOLETTO Giovanni
    33
    33
    7
    4
    1
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    TRITOLATI Vincenzo
    TRITOLATI Angela
    TRITOLATI Gaetano
    TRITOLATI Giovani
    TRITOLATI Anacleto
    32
    27
    6
    4
    1
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    Italia
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    Catolico
     "
    "
    "
    "
    MORO Bortolo
    MORO Luigia
    MORO Maria
    MORO Pietro
    MORO Domenica
    44
    44
    16
    14
    12
    "
    "
    "
    "
    BOLZON Pietro
    BOLZON Luigi
    BOLZON Rosa
    BOLZON Giacomo
    BOLZON Adora
    -
    26
    23
    22
    0.5
    "
    "
    "
    "
    STRADIOTTO Antonio
    STRADIOTTO Antonia
    STRADIOTTO Valentino
    STRADIOTTO  Cristina
    31
    33
    6
    3
    TREVISO
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    MILANI Antonio
    MILANI Rosa
    MILANI Maria
    MILANI Valentino
    MILANI Caterina
    MILANI Giovanni
    40
    34
    16
    9
    4
    1
    "
    "
    "
    "
    FILIPPIN Giovanni
    FILIPPIN Antonia
    22
    21
    "
    "
    "
    "
    GUIDOLIN Angelo
    GUIDOLIN Angela
    GUIDOLIN Luigi
    GUIDOLIN Giuseppe
    59
    57
    19
    16
    "
    "
    "
    "
    PASINATO Amedeo
    PASINATO Patrizio
    PASINATO Luigia
    PASINATO Pietro
    PASINATO Giuseppe
    PASINATO Angelo
    PASINATO Matteo
    PASINATO Angelo
    PASINATO Gio (?)
    70
    46
    40
    18
    13
    11
    7
    4
    0.18
    "
    "
    "
    "
    PIEROBOM Antonio
    PIEROBOM Teresa
    PIEROBOM Marco
    33
    27
    26
    "
    "
    "
    "
    CECCHIN Francesco
    CECCHIN Veronica
    CECCHIN Celeste
    CECCHIN Maria
    CECCHIN Gio.Batta
    CECCHIN Vittorio
    CECCHIN Maria
    52
    47
    29
    26
    18
    14
    12
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE 
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    SOUZA Celeste
    SOUZA Domenica
    SOUZA Angelo
    SOUZA Maria
    SOUZA Amedeo
    SOUZA Giovanni
    SOUZA Giuseppe
    SOUZA Angela
    37
    37
    14
    12
    10
    7
    4
    2
    TREVISO
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Italia
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    Catolico
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    GAZZOLA Antonio
    GAZZOLA Pietro
    65
    30
    "
    "
    "
    "
    TONIOLO Eugenio
    TONIOLO Maria
    TONIOLO Maria
    30
    27
    2
    "
    "
    "
    "
    STANGHERLIU(?) Sante
    STANGHERLIU Maria
    STANGHERLIU Cesare
    STANGHERLIU Eugenio
    STANGHERLIU Pasquale
    STANGHERLIU Regina
    STANGHERLIU Teresa
    63
    53
    27
    23
    16
    13
    11
    "
    "
    "
    "
    FUGANTI(?) Felice
    FUGANTI Bortolomea
    FUGANTI Lucia
    FUGANTI Virginia
    FUGANTI Rosa
    FUGANTI Cesare
    FUGANTI Pietro
    FUGANTI Caterina
    FUGANTI Romedio
    49
    38
    18
    17
    16
    10
    9
    7
    5
    TRENTO
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    TOMAS Gio.Batta
    TOMAS Margherita
    TOMAS Corona
    TOMAS Margherita
    TOMAS Giacomo
    36
    28
    10
    8
    2
    "
    "
    "
    "
    TONIETTI Fortunata
    TONIETTI Maria
    TONIETTI Barbera
    TONIETTI Pietro
    TONIETTI Giorgio
    TONIETTI Giovanni
    42
    15
    11
    8
    3
    1
    "
    "
    "
    "
    PERMIAN Caterina
    PERMIAN Giuseppe
    PERMIAN Carolina
    PERMIAN Maria
    PERMIAN Luigia
    PERMIAN Luigi
    PERMIAN Alessandro
    PERMIAN Gaetano
    PERMIAN Rosa
    PERMIAN Giuseppe
    70
    33
    38
    20
    19
    18
    16
    14
    11
    2
    VERONA
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    VIERO Giovanni
    VIERO Caterina
    VIERO Andrea
    VIERO Giovanna
    VIERO Antonio
    VIERO Santo
    43
    40
    9
    6
    3
    1
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    "
    Italia
    "
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    "
    Catolico
    "
    "
    "
    "
    "
    TOLFO Eurosia
    TOLFO Giovanni
    TOLFO Margherita
    TOLFO Pietro
    TOLFO Drusilla
    TOLFO Fioravante
    61
    28
    26
    5
    4
    2
    "
    "
    "
    "
    RINCO Margherita
    RINCO Luigi
    RINCO Isotta
    RINCO Gio.Batta
    RINCO Giuseppe
    70
    35
    36
    11
    2
    "
    "
    "
    "
    RECCHIA Luigi
    RECCHIA Maria
    RECCHIA Antonio
    RECCHIA Massimiliano
    RECCHIA Benvenuto
    32
    25
    4
    3
    1
    "
    "
    "
    "
    FACCIN Benedetto
    FACCIN Pasqua
    FACCIN Rodolfo
    FACCIN Romano
    FACCIN Guglielma
    FACCHIN Agostino
    48
    44
    15
    22
    8
    5
    "
    "
    "
    "
    MELATTO Michele
    MELATTO Domenica
    MELATTO Clorinda
    MELATTO Paola
    27
    25
    7
    2
    "
    "
    "
    "
    DAL SANTO Bortolo
    DAL SANTO Filomena
    DAL SANTO Maria
    DAL SANTO Natale
    DAL SANTO Rosa
    37
    32
    10
    4
    3
    "
    "
    "
    "
    NOGARA Angelo
    NOGARA Teresa
    NOGARA Lucia
    NOGARA Alessandro
    NOGARA Gio.Batta
    NOGARA Maria
    49
    39
    15
    11
    9
    6
    "
    "
    "
    "
    BROCCARDO Francesco
    BROCCARDO Elena
    BROCCARDO Silvio
    BROCCARDO Aliuto
    32
    30
    4
    2
    "
    "
    "
    "
    RUGGINE Antonio
    RUGGINE Maria
    RUGGINE Attilio
    37
    31
    3
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    NOGARA Giuseppe
    NOGARADomenica
    NOGARA Teresa
    NOGARA Elisabetta
    NOGARA Rosa
    39
    30
    10
    7
    3
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    Itália
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    Católico
    "
    "
    "
    "
    LOVATO Isidoro
    LOVATO Cristina
    LOVATO Giseppe
    LOVATO Gio.Batta
    50
    46
    13
    7
    "
    "
    "
    "
    GOBBO Mario
    GOBBO Maria
    GOBBO Amalia
    GOBBO Massimiliano
    GOBBO Giuseppe
    GOBBO Petronilla
    49
    35
    10
    8
    6
    2
    "
    "
    "
    "
    COSTA Isidoro
    COSTA Caterina
    COSTA Angela
    COSTA Domenico
    COSTA Rosa
    31
    30
    4
    3
    0.7
    "
    "
    "
    "
    CARLOTTO Antonio
    CARLOTTO Maria
    CARLOTTO Domenico
    CARLOTTO Rosa
    CARLOTTO Andrea
    CARLOTTO Antonio
    62
    54
    23
    21
    18
    0.8
    "
    "
    "
    "
    PELIZZARO Giovanni
    PELIZZARO Giuditta
    PELIZZARORiccardo
    PELIZZARO Rosa
    35
    35
    4
    2
    "
    "
    "
    "
    BISOGNIN Francesco
    BISOGNIN Brigida
    BISOGNIN Isidoro
    BISOGNIN Alessandro
    BISOGNIN Santa
    BISOGNIN Rosa
    46
    27
    9
    6
    3
    0.8
    "
    "
    "
    "
    CREAZZO Luicia
    CREAZZO Luigi
    CREAZZO Angela
    CREAZZO Elena
    70
    40
    33
    25
    "
    "
    "
    "
    GIARETTA Angelo
    GIARETTA Pasqua
    GIARETTA Michele
    GIARETTA Maria
    GIARETTA Antonio
    50
    50
    29
    29
    "
    "
    "
    "
    LORENZON Giovanni
    LORENZON Caterina
    LORENZON Francesco
    LORENZON Pia
    LORENZON Paola
    39
    37
    9
    6
    2
    "
    "
    "
    "
    NOME
    IDADE
    LOCAL DE 
    NASCIMENTO
    NAÇÃO
    PROFISSÃO
    RELIGIÃO
    GUERRA Giovanni
    GUERRA Francesco
    GUERRA Orsola
    GUERRA Gio.Batta
    GUERRA Genovieffa
    53
    39
    37
    14
    2
    VICENZA
    "
    "
    "
    "
    Italia
    "
    "
    "
    "
    Agricultor
    "
    "
    "
    "
    Católico
    "
    "
    "
    "
    LORENZON Francesco
    LORENZON Giovanna
    LORENZON Maria
    LORENZON Giovannina
    LORENZON Giovanni
    LORENZON Pietro
    40
    37
    8
    6
    4
    2
    "
    "
    "
    "


    Nota

    Cada nome que aparece nesta relação não é apenas uma entrada num arquivo antigo. É um coração que bateu mais forte ao avistar o mar pela última vez na costa de Gênova. É uma mala pobre, cheia de silêncios, despedidas e esperanças. Ao organizar e publicar esta lista de imigrantes italianos que partiram rumo a Paranaguá em fevereiro de 1878, sinto que não estou apenas lidando com dados, mas com vidas suspensas entre dois mundos.

    Foram homens e mulheres que deixaram para trás aldeias, vinhas, montanhas e sepulturas de antepassados para enfrentar o desconhecido. Não sabiam o que os esperava do outro lado do oceano. Sabiam apenas que a fome, a miséria e a falta de futuro já não lhes davam escolha. O Brasil era mais do que um destino: era uma promessa.

    Escrever sobre eles é, para mim, um ato de respeito. É devolver dignidade a quem a história muitas vezes reduziu a números. É lembrar que a identidade brasileira foi construída por mãos calejadas, por vozes com sotaque, por corações que aprenderam a amar uma terra que não era sua — até que se tornou.

    Se este texto tocar alguém que reconheça um sobrenome, uma origem, uma história de família, então ele cumpriu seu papel. Porque a memória não é passado morto. É raiz viva. E sem raiz, nenhuma árvore permanece em pé.