quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Navio Alice (1880): A Chegada de Famílias Italianas ao Espírito Santo


 

Navio Alice (1880): A Chegada de Famílias Italianas ao Espírito Santo


Altoè – Balliana – Bassan – Beltrame – 
Bez – Borsoi – Bortolamioli –
Campo - Canal – Canel – 
Ciprian – Colladet – Comarella – 
Costa – D’Agostin – Dall’ Orto - Dalsin – 
De Nardi - De Pin – De Prà – 
Del Puppo – Deraise – Fantin – Fent – Fiorat – Fregona – Furlan – Ghizzo – 
Largura – Lezelione – Lovisa – Marinato – Michelin – Moro – Moscon – Paier – 
Perrut – Piccin – Piccini – Pigatti – 
Rebuli – Salvador – Serafin – 
Sercatti – Sette – Simonetti – 
Soligo – Spinato – Stella – Targa – Tavara – Tossutti – Trevisol – Vadagnin - 
Vazzoler – Venturin – Zambon – Zampol – Zanon - Zuccolotto

Nota:

A chegada dos passageiros italianos ao Espírito Santo desde o Rio de Janeiro a bordo do navio Alice, em 1880, insere-se em um dos momentos mais significativos da política imigratória brasileira do século XIX. Diante da crise econômica nas regiões rurais da Itália recém-unificada, milhares de famílias buscaram no Brasil a promessa de trabalho, terra e estabilidade. O Espírito Santo destacou-se como um dos principais destinos, oferecendo lotes coloniais e incentivando a formação de núcleos agrícolas organizados.

Esses imigrantes, em sua maioria camponeses, trouxeram consigo técnicas agrícolas, valores comunitários, tradições religiosas e uma forte cultura do trabalho familiar, que moldaram profundamente a paisagem humana e econômica capixaba. A memória dos passageiros do Alice representa não apenas um registro migratório, mas um testemunho da construção histórica do Espírito Santo e da contribuição italiana para a identidade regional e nacional brasileira.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta