Lista de Alguns Sobrenomes de Imigrantes Italianos Pioneiros em Encantado RS
História do Vêneto e da grande emigração italiana, quando milhões deixaram a Itália entre os séculos XIX e XX em busca de uma vida melhor no Brasil e no mundo. Contato com o autor luizcpiazzetta@gmail.com
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Lista de Alguns Sobrenomes de Imigrantes Italianos Pioneiros em Encantado RS
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Sob os Pinheiros do Novo Mundo e a Emigração Italiana de Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli ao Brasil (1878)
Sob os Pinheiros do Novo Mundo
A Emigração Italiana de Domenico Rampallo e Giuseppina Novelli ao Brasil (1878)
Quando Domenico Rampallo deixou Stroppare, na planície pobre de Albettone, não partiu apenas de uma aldeia: afastou-se de um mundo que já não o comportava. A pequena localidade vêneta, cercada por campos arrendados e casas de pedra baixa, era o cenário de uma repetição secular de fadiga e escassez. A terra, esgotada por gerações de mãos camponesas, dava cada vez menos, enquanto exigia sempre o mesmo esforço brutal.
Domenico crescera ali, como seu pai e seu avô, sob contratos injustos, colheitas incertas e a humilhação silenciosa de trabalhar o que jamais seria seu. Giuseppina Novelli, de Ponte de Barbarano, trazia história semelhante: família numerosa, mesas sempre apertadas, futuro estreito. Aprendera cedo que o destino das mulheres camponesas era resistir — primeiro na casa do pai, depois na do marido.
Casaram-se na igreja de Santa Maria Assunta, em Barbarano, algumas semanas antes da partida. Não houve tempo para a ilusão de um lar recém-formado. O matrimônio foi mais um pacto de sobrevivência do que celebração. Sob a bênção antiga da igreja, prometeram-se não apenas amor, mas resistência — algo que nem sabiam ainda o quanto lhes seria exigido.
A viagem até Gênova foi, para ambos, a primeira ruptura concreta com o mundo conhecido. A cidade portuária, ruidosa e impessoal, acolhia diariamente milhares de destinos interrompidos. O Città di Milano aguardava no cais como um gigante de ferro e vapor, pronto para engolir vidas.
No porão do navio, Domenico e Giuseppina perderam rapidamente a noção de individualidade. Homens, mulheres e crianças eram reduzidos a corpos em trânsito. O ar tornava-se irrespirável à noite; os dias, longos e indistintos. O mar, ora benigno, ora cruel, ensinava que a travessia não era metáfora — era prova.
Em Nápoles, o navio inchou ainda mais de humanidade: mais de 550 emigrantes do sul da Itália embarcaram, trazendo consigo dialetos ásperos, gestos dramáticos e uma miséria ainda mais profunda. O Città di Milano transformou-se num microcosmo da Itália falida: norte e sul unidos não por ideais, mas pela expulsão.
Os trinta dias de viagem foram um lento processo de despojamento. Muitos adoeceram. Alguns morreram. Outros perderam a capacidade de imaginar o retorno. Giuseppina, frequentemente nauseada, mantinha-se firme, apoiada no silêncio concentrado de Domenico, que começava a compreender que o homem que chegaria ao Brasil já não seria o mesmo que partira do Vêneto.
O Rio de Janeiro surgiu envolto em calor, montanhas abruptas e uma vegetação que parecia crescer sem limites. Permaneceram três dias na Hospedaria de Emigrantes, um lugar de espera e vigilância, onde eram contados, examinados e redistribuídos como força de trabalho. Ali, o Brasil não era promessa nem ameaça — era incógnita.
O vapor Maranhão conduziu-os ao longo da costa. Em Santos e Paranaguá, despediram-se de companheiros que jamais tornariam a ver. Cada parada era uma fratura no grupo, um destino que se separava para sempre.
No porto de Rio Grande, encontraram o frio, o vento e barracões improvisados. A travessia ainda não havia terminado. Restava o trecho mais cruel: o interior. Até Montenegro, seguiram por rios e caminhos incertos. Dali, a pé. Homens e crianças maiores avançavam sobre trilhas lamacentas; grávidas, idosos e pequenos eram transportados em carroças puxadas por mulas, rangendo sob o peso da exaustão humana.
Quando chegaram ao lote destinado à Colônia Caxias, a realidade impôs-se sem mediações. Cinquenta hectares de floresta cerrada, dominada por pinheiros colossais, erguiam-se diante deles como uma muralha natural. Árvores que desafiavam a compreensão de quem viera de campos abertos e colinas domesticadas.
Antes de qualquer construção, a sobrevivência exigiu improviso. Encontraram abrigo no oco de um enorme embu, uma árvore tão vasta que parecia guardar dentro de si a memória da floresta. Ali viveram quase uma semana, protegidos da chuva, do vento e do medo noturno. Alimentavam-se do parco auxílio governamental e dos pinhões, abundantes e nutritivos, recolhidos no chão da mata.
A cabana de paus e barro nasceu lentamente, erguida mais por teimosia do que por técnica. Cada árvore derrubada era uma batalha vencida; cada noite superada, uma pequena fundação.
Naquele silêncio verde, Domenico compreendeu que não estava apenas abrindo clareira na floresta, mas inaugurando um futuro. Giuseppina, com mãos calejadas e olhar endurecido, transformava a precariedade em ordem possível. O Brasil não os acolheu com gentileza — mas lhes ofereceu algo que a Itália negara: a possibilidade de permanecer.
Assim começou a história dos Rampallo no Novo Mundo — não como epopeia heroica, mas como a lenta e obstinada construção da dignidade humana.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
Quarta Colônia Italiana (RS) a história viva da Colônia Silveira Martins e seus municípios descendentes
Quarta Colônia Italiana (RS) a história viva da Colônia Silveira Martins e seus municípios descendentes
A Colônia Silveira Martins — também chamada de Quarta Colônia de Imigração Italiana — foi o quarto grande núcleo oficial de colonização italiana criado no Rio Grande do Sul. Diferente das três colônias anteriores, situadas na Serra Gaúcha, esta nova área de povoamento foi estabelecida no coração do estado, em uma região ainda praticamente inexplorada pelo governo imperial.
Fundada em 1877, na localidade de Val de Buia, a colônia recebeu famílias majoritariamente vindas do Vêneto, norte da Itália. Os recém-chegados enfrentaram um início duro: eram abrigados em barracões improvisados, sem condições adequadas de higiene, com alimentação limitada e grande incidência de doenças. Permaneciam nesses abrigos até a conclusão da demarcação dos lotes rurais que seriam entregues aos colonos.
Com o aumento constante de imigrantes — quase todos pequenos agricultores vênetos — tornou-se necessário ampliar a área colonizada. Assim surgiram novos núcleos ao redor da sede da colônia, como Soturno, Arroio Grande, Nova Treviso e Vale Vêneto. Esses núcleos, ao longo dos anos, transformaram-se nos atuais municípios de Silveira Martins, Ivorá, Faxinal do Soturno, Nova Palma, São João do Polêsine, Dona Francisca e Pinhal Grande.
A região também recebeu a influência de outras etnias: Restinga Seca desenvolveu-se sob colonização predominantemente luso-brasileira, enquanto Agudo foi moldado pela imigração alemã. Mesmo assim, a marca italiana permaneceu como eixo central da identidade regional.
O isolamento geográfico, a forte religiosidade dos imigrantes e a organização comunitária típica dos italianos contribuíram para a preservação e fortalecimento de uma cultura própria. Fé, festas religiosas, tradições agrícolas, dialetos do norte da Itália e um senso profundo de solidariedade moldaram a vida desses colonos e foram transmitidos às gerações seguintes.
Hoje, a Quarta Colônia continua sendo uma região onde a herança italiana é celebrada com orgulho. A gastronomia, os costumes, as festas típicas, as igrejas centenárias, a musicalidade e a memória dos pioneiros permanecem vivos. As famílias descendentes dos primeiros colonos mantêm laços profundos com o passado, reconhecendo que o êxito da região só foi possível graças à união, ao trabalho árduo e à fé que sustentaram os imigrantes durante os primeiros anos de luta.
Conclusão
A história da Quarta Colônia Italiana é um testemunho da resiliência humana e da capacidade de transformar desafios em oportunidades. A saga iniciada pelos imigrantes que desembarcaram em Silveira Martins ultrapassa a narrativa da colonização agrícola: é a construção de uma identidade cultural duradoura, que ainda hoje permeia a paisagem, as tradições e o modo de vida da região. Em cada celebração religiosa, em cada sobrenome herdado, em cada receita preservada, encontram-se os ecos da esperança daqueles pioneiros. A Quarta Colônia permanece, assim, como um monumento vivo à coragem, à fé e à cultura dos imigrantes italianos que ajudaram a escrever capítulos fundamentais da história do Rio Grande do Sul.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Sobrenomes Italianos da Quarta Colônia a História e Herança dos Imigrantes no RS
Sobrenomes Italianos da Quarta Colônia a História e Herança dos Imigrantes no RS
Introdução
Lista de Sobrenomes Italianos da Quarta Colônia
A seguir, apresenta-se uma lista organizada dos principais sobrenomes de imigrantes que se estabeleceram na Quarta Colônia Italiana. Esses nomes refletem a diversidade regional da Itália — especialmente do Vêneto, Trentino, Lombardia, Friuli e Piemonte — e ajudam a reconstruir trajetórias familiares e históricas.
Agnolin, Aguirra, Aita, Albanello, Alegranzi, Alessio, Allodi, Almeida, Alves, Amadori, Andrade, Andretta, Antolini, Antonello, Antoniazzi, Anversa, Arizzi, Avosani, Azolin, Ba, Badon, Baggio, Bagnotto, Bajotto, Balcone, Baldasso, Balem, Balest, Ballin, Barbetta, Barbieri, Barbosa, Barzoni, Bassani, Bassoni, Bassoto, Batocchio, Baú, Bell, Belocchi, Beniamino, Benincá, Bertgnolli, Bertina, Bertoldo, Bertolini, Betucco, Bevilacqua, Biacchi, Bianchi, Bianchin, Bigaton, Bilibio, Biolchi, Bisello, Bisognin, Bisotto, Bitencourt, Bizzi, Bohrer, Boldrini, Bolzan, Bombassaro, Bonfada, Boranga, Borba, Bordignon, Borin, Borsatto, Bortolasso, Bortolini, Bortolotto, Bortoluzzi, Bos, Bottari, Bovolini, Bozzetto, Bragagnolo, Casagrande, Casarotto, Cassasola, Cassol, Castor, Cattani, Catto, Cavallin, Cecco, Cecchin, Cella, Ceolin, Cera, Ceratti, Ceretta, Cerezer, Cervi, Cervo, Chelotti, Chaves, Chemelo, Cherobini, Chiarello, Christo, Cielo, Cirolini, Cocconcelli, Codal, Cola, Coletto, Colvero, Comazzetto, Comin, Comoretto, Conte, Copetti, Coppetti, Corato, Corra, Corradini, Cossetin, Costa, Couto, Creazzo, Cremma, Cremonese, Da Ronc, Da Ros, Dal’Aglio, Dal Fabbro, Dal Forno, Dal Molin, Dal Pas, Dalben, Dalcin, Dalforno, Dal Fabbro, Dall’Ongaro, Dalla Corte, Dalla Paula, Dallafava, Dallalan, Dallanora, Dalle Aste, Dalmas, Dalmaso, Damolin, Dalpas, Danesi, Darold, Daronco, De Bernardi, De Pellegrin, De Toni, Della Mea, Demarchi, Demo, Demichiei, Depra, Ferreira, Ferron, Fialho, Finotti, Fin, Fillipini, Fischer, Floriani, Fogliato, Foletto, Folletto, Fracarro, Frazetto, Freo, Gabbi, Gambin, Gargato, Garlet, Garzon, Gasparetto, Gasparini, Gazapina, Gellati, Gelmo, Genero, Germann, Giacomazzi, Giacomello, Giacomini, Giordani, Giovelli, Giugo, Gobbo, Goelzer, Goi, Gollin, Gomes, Gonzatti, Gorsch, Greenhalgh, Grendene, Grigoletto, Grigollo, Grotto, Guarienti, Guerino, Guerra, Guidolin, Guliani, Hirt, Hoening, Hölzer, Hopf, Heikelmann, Innocente, Iop, Iopp, Janse, Jantelli, Jiop, Kantoski, Lago, Lanza, Lazzari, Leão, Marion, Marques, Martini, Martins, Mascarini, Massariol, Mastella, Mattoso, Mazzon, Mazzonetto, Melatto, Menapace, Meneghel, Meneghetti, Menuzzi, Milani, Minetto, Mioli, Mioso, Miotto, Missau, Missio, Mizzan, Modolon, Monfardini, Montagner, Moreschi, Moretto, Morizzo, Moro, Moscon, Mossini, Muzzolon, Naidon, Nascimento, Natal, Negrini, Nicolli, Noal, Nodari, Nogara, Noro, Novello, Odorizzi, Ongaro, Orlandi, Padilha, Padoin, Paganin, Paniz, Parro, Parzianello, Paoletto, Pascotini, Pasqualin, Pasquotto, Paula, Pauletto, Pavesi, Pavin, Peccin, Pedrollo, Pedroso, Pegoraro, Pelegrin, Pelizzaro, Pereira, Peretti, Perlin, Pesamosca, Pettuco, Piccinato, Piccinin, Picolotto, Pigato, Pillecco, Pinto, Piovesan, Pippi, Piussi, Pivetta, Pivotto, Pizzolato, Polidoro, Pontelli, Porporati, Porciúncula, Porporati, Porto, Possani, Possebon, Pozza, Pozzebon, Pozzer, Pozzobon, Pradebon, Preda, Pressotto, Previatti, Prevedello, Protti, Putton, Quatrin, Querin, Ragagnin, Raguzzoni, Ramos, Rapachi, Ravazzolo, Razzia, Reck, Rech, Redin, Rezzardin, Rezzi, Ribeiro, Riggo, Righi, Rigo, Rizzi, Rocha, Romano, Rorato, Rosa, Rossato, Rossatto, Rossi, Rossinguer, Rosso, Ruaro, Rubin, Rubert, Ruggine, Ruoso, Ruviaro, Sacchet, Sacilotto, Sala, Sagin, Salgado, Sandre, Sanfelice, Sante, Santini, Santos, Sartori, Sarzi, Savegnago, Sbicego, Scaglioni, Scalcon, Schlosser, Schuster, Schwinn, Scolari, Segabinazzi, Segatto, Seghetto, Serafin, Sertori, Sforzin, Silva, Silveira, Simeoni, Simonetti, Soccal, Soldera, Somavilla, Sonego, Souza, Soncini, Souza, Spagnollo, Spadotto, Spanavello, Sperandio, Spigolon, Sponchiado, Squarzieri, Stangherlini, Stefanello, Sterzi, Stipano, Stochero, Strabosco, Stradiotto, Strabosco, Tagliapietra, Tailoto, Teixeira, Teston, Tesselle, Thomasi, Thomazetti, Thomazi, Thomazzi, Toffolo, Tognotti, Tolfo, Tomazetti, Tommasi, Tondo, Tonel, Tonet, Tonetto, Tonin, Torri, Toson, Trentin, Trevisan, Trevisol, Trombetta, Tronco, Turchetto, Uliana, Ulrich, Urbani, Vaccaro, Valcosena, Varaschini, Vedovato, Velloso, Venchierutti, Vendrame, Vendruscolo, Venturini, Verini, Veronese, Vettor, Vicentini, Vicenzo, Vidale, Vieira, Viero, Villanova, Villani, Visentini, Vizzotto, Volcato, Webber, Whitme, Zago, Zamberlan, Zambonatto, Zampieri, Zancan, Zanchi, Zanella, Zanetti, Zanini, Zanon, Zanotto, Zarantonello, Zasso, Zavareze, Zechinatto, Zemolin, Zini, Zolin, Zorzetto, Zucchetto, Zuliani.
A Importância dos Sobrenomes para a História da Imigração
Conclusão
A preservação dos sobrenomes italianos da Quarta Colônia é uma forma de honrar a memória dos imigrantes que ajudaram a formar o Rio Grande do Sul. Cada nome carrega histórias de coragem, esperança, trabalho árduo e fé. Reunir e divulgar esses registros é um passo fundamental para fortalecer a identidade cultural das novas gerações e manter viva a herança deixada pelos pioneiros italianos.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
A Jornada dos Imigrantes Italianos no Rio Grande do Sul
A Jornada dos Imigrantes Italianos no Rio Grande do Sul
Desafios e Resiliência
Após desembarcarem no Porto do Rio de Janeiro, os imigrantes italianos sadios eram encaminhados para a Hospedaria da Ilha das Flores. Este espaço servia como ponto de triagem para avaliar as condições de saúde dos recém-chegados. Quando não havia registro de epidemias a bordo durante a travessia do Atlântico, os imigrantes eram liberados em poucos dias. No entanto, se houvesse qualquer indício de doença contagiosa, a quarentena se estendia, sendo um processo rigoroso e controlado pelas autoridades sanitárias da época.
Após a liberação, os imigrantes iniciavam outra etapa da jornada, embarcando em navios menores, movidos a vapor, que seguiam pela costa até o sul do Brasil. Para os que tinham como destino o Rio Grande do Sul, o trajeto incluía escalas no Porto de Paranaguá, Rio Grande, Pelotas e, atravessando a extensa Lagoa dos Patos, até Porto Alegre.
Chegando à capital gaúcha, a viagem se tornava ainda mais desafiadora. Dependendo do destino final, embarcavam novamente em pequenos embarcações fluviais. Esses barcos, de pouco calado e também movidos a vapor, navegavam pelos rios Caí ou Jacuí, levando os colonos às diversas colônias italianas estabelecidas no estado.
Para os imigrantes destinados à Colônia Caxias, o percurso pelo rio Caí levava aproximadamente 12 horas até o Porto Guimarães, posteriormente chamado de São Sebastião do Caí. Já os imigrantes que tinham como destino as colônias de Dona Isabel (atual Bento Gonçalves) e Conde D’Eu (atual Garibaldi), desviavam em Montenegro, desembarcando após cerca de sete horas de viagem.
Aqueles que seguiam para a Colônia Silveira Martins enfrentavam um trajeto pelo rio Jacuí até a cidade de Rio Pardo. Dali, o percurso tornava-se ainda mais árduo: a subida da serra exigia jornadas a pé ou em carroções puxados por juntas de bois, cortando caminho pela mata virgem.
Ao chegarem às colônias, os imigrantes eram recebidos em barracões coletivos, estruturas rústicas onde permaneciam até a distribuição dos lotes de terra. O governo brasileiro fornecia ferramentas básicas, como enxadas, foices, machados e sementes, além de uma ajuda financeira inicial. Porém, o que aguardava essas famílias era uma extensa área de mata fechada, que precisava ser desmatada para o cultivo e construção de habitações.
Os primeiros dias na nova terra eram marcados pelo corte das árvores e limpeza do terreno com fogo, um trabalho que demandava grande esforço físico. Tendo as cinzas da floresta queimada como uma manta, os colonos semeavam os primeiros grãos, dependendo da natureza para sua sobrevivência imediata. A alimentação era composta por alimentos básicos fornecidos pelo governo, complementada por produtos encontrados na floresta, como pinhões, frutas e alguma caça.
A construção de estradas e caminhos era essencial para a integração das colônias. Em regime de mutirão, os colonos trabalhavam para abrir as linhas e travessões, recebendo pagamento do governo em forma de abatimento nos custos das terras. Essas estradas não apenas conectavam as comunidades, mas também simbolizavam o espírito de cooperação entre as famílias italianas.
Apesar das dificuldades, o trabalho árduo e a solidariedade permitiram que os imigrantes transformassem as colônias em comunidades prósperas. Cada casa erguida, cada campo cultivado e cada caminho aberto era um testemunho da força e resiliência dos pioneiros que ajudaram a moldar a identidade cultural do Rio Grande do Sul.
A saga dos imigrantes italianos no Rio Grande do Sul transcende os registros históricos e ecoa como uma ode à tenacidade humana. Cada etapa de sua jornada, desde a incerteza do embarque até os desafios cotidianos nas terras inóspitas do sul do Brasil, revela um legado de coragem, união e esperança. Essas famílias, munidas de sonhos e ferramentas rudimentares, reconstruíram vidas sob condições que testariam os limites da perseverança.
Ao desbravarem florestas densas, erguerem comunidades e moldarem a terra com suas próprias mãos, os imigrantes não apenas buscaram sobrevivência, mas criaram raízes profundas que enriqueceram a cultura, a economia e os valores do estado. A resiliência que demonstraram em cada semente plantada, em cada estrada aberta e em cada lar construído reflete uma força coletiva que ultrapassou barreiras de idioma, clima e isolamento.
Hoje, ao percorrermos os caminhos e as paisagens moldadas por essas mãos laboriosas, encontramos o testemunho de sua contribuição indelével. As tradições, as festas e as histórias contadas em dialetos que ecoam das colinas do Rio Grande do Sul são fragmentos vivos de uma herança que celebra a capacidade humana de transformar adversidade em oportunidade.
A jornada dos imigrantes italianos é, assim, mais do que um relato de superação; é um símbolo de que, mesmo nas condições mais adversas, o espírito humano pode florescer. É uma lembrança de que, com determinação e solidariedade, os sonhos que cruzaram o oceano podem fincar suas bases em terras distantes e perpetuar suas histórias nas gerações futuras.
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
Imigrantes italianos em Ijuí: uma lista de alguns sobrenomes
Allegranzzi
Antonini
Baldissera
Barriquello
Callai
Casarin
Ceratti
Chitolina
Costa
Beber
Dal Molin
Dalla Rosa
Gobbo
Lucca
Lucchese
Manhabosco
Strapazon
Copetti
Tissot
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
Cronologia da Fundação das Colônias Italianas no Rio Grande do Sul
· Conde d’Eu – Garibaldi – 1874· Dona Isabel – Bento Gonçalves 1875· Caxias do Sul – 1875· Silveira Martins 1877· Carlos Barbosa – 1877· Nova Vicenza – Farroupilha – 1877· Nova Trento – Flores da Cunha – 1878· São Marcos – 1883· Veranópolis – 1884· Antônio Prado – 1885· Encantado – 1888· Guaporé – 1898· Nova Prata – 1900· Nova Bassano – 1924· Serafina Correia - 1930
sexta-feira, 6 de janeiro de 2023
Sobrenomes de Imigrantes Italianos Pioneiros na Quarta Colônia do RS
sábado, 6 de março de 2021
Lista de Passageiros Italianos Navio Colombo Fevereiro de 1878
BARBIERO:
Giuseppe – 79 anos – viúvo
Bortolo – 52 anos – casado
Maria – 52 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
BASCAN:
Valentino – 32 anos – casado
Maria – 26 anos – casado
Amedo – 6 anos – solteiro
Sante – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
BISOGNIN:
Francesco – 46 anos – casado
Brígida – 27 anos – casado
Isidoro – 9 anos – solteiro
Alessandro – 6 anos – solteiro
Santa – 3 anos – solteiro
Rosa – 8 meses – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
BIZZOTO:
Francesco – 41 anos – casado
Angela – 35 anos – casado
Antonio – 13 anos – solteiro
Matteo – 11 anos – solteiro
Giovanni – 9 anos – solteiro
Orsola – 7 anos – solteiro
Regina – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
BOLZON:
Pietro – 28 anos – solteiro – nome riscado na lista. Há uma observação ilegível.
Luigi – 26 anos – casado
Rosa – 23 anos – casado
Giacomo – 22 anos – solteiro
Adora – 5 meses – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
BRAGAGNOLO:
Pietro – 51 anos – casado
Angela – 54 anos – casado
Ciriaco – 15 anos – solteiro
Matteo – 12 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
BROCCARDO:
Francesco – 32 anos – casado
Elena – 30 anos – casado
Silvio – 4 anos – solteiro
Aliuto – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
CARLESSO:
Bernardo – 49 anos – casado
Angela – 46 anos – casado
Giovanni – 15 anos – solteiro
Francesco – 11 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
CARLOTTO:
Antonio – 62 anos – casado
Maria – 54 anos – casado
Domenico – 23 anos – casado
Rosa – 21 anos – casado
Andrea – 18 anos – solteiro
Antonio – 8 meses – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
CECCHIN:
Francesco – 52 anos – casado
Veronica – 47 anos – casado
Celeste – 29 anos – solteiro
Maria – 26 anos – solteiro
Gio Batta – 18 anos – solteiro
Vittorio – 14 anos – solteiro
Maria – 12 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
CECEON:
Gaetano – 34 anos – casado
Cecilia – 34 anos – casado
Maria – 11 anos – solteeiro
Angelo – 8 anos – solteiro
Margherita – 1 ano – solteiro – faleceu
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
CESDERNARO:
Francesco – 38 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Sanova
Destino: Itajahy
CHEMELO:
Antonio – 30 anos – casado
Domenica – 30 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
COSTA:
Isidoro – 31 anos – casado
Caterina – 30 anos – casado
Angela – 4 anos – solteiro
Domenico – 3 anos – solteiro
Rosa – 7 meses – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
CREAZZO:
Lucia – 70 anos – viúvo
Luigi – 40 anos – casado
Angela – 33 anos – casado
Elena – 25 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
DALLA COSTA:
Domenico – 46 anos – casado
Maria – 40 anos – casado
Eva – 14 anos – solteiro
Maria – 12 anos – solteiro
Costanza – 10 anos – solteiro
Speranza – 8 anos – solteiro
Guglielmo – 6 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
DALLAPOZZA:
Maria – 69 anos – viúvo
Antonio – 40 anos – casado
Rosa – 35 anos – casado
Giuditta – 9 anos – solteiro
Massimiliano – 6 anos – solteiro
Maria – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
DAL SANTO:
Bortolo – 37 anos – casado
Filomena – 32 anos – casado
Maria – 10 anos – solteiro
Natale – 4 anos – solteiro
Rosa – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
FACCIN:
Benedetto – 48 anos – casado
Pasqua – 44 anos – casado
Rodolfo – 15 anos – solteiro
Romano – 12 anos – solteiro
Guglielma – 8 anos – solteiro
Agostino – 5 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
FERMIAN:
Caterina – 70 anos – casado
Giuseppe – 33 anos – casado
Carolina – 38 anos – solteiro
Maria – 20 anos – solteiro
Luigia – 19 anos – solteiro
Luigi – 18 anos – solteiro
Alessandro – 16 anos – solteiro
Gaetano – 14 anos – solteiro
Rosa – 11 anos – solteiro
Giuseppe – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Verona
Destino: Itajahy
FERRARI:
Giuseppe – 23 anos – casado
Regina – 21 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Cremona
Destino: Itajahy
O nome está riscado na lista.
FILIPPIN:
Giovanni – 22 anos – casado
Antonia – 21 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
FINALTI:
Michele – 62 anos – viúvo
Angelo – 27 anos – casado
Giovanna – 25 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
FOGLIATO:
Francesco – 35 anos – casado
Maria – 33 anos – casado
Giacomo – 7 anos – solteiro
Cecília – 4 anos – solteiro
Francesco – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
FORNER:
Maria – 64 anos – casado
Giacomo – 41 anos – casado
Antonia 0 39 anos – casado
Antonio – 14 anos – solteiro
Maria – 10 anos – solteiro
Guglielmo – 2 anos – solteiro
Giordano – 7 meses – solteiro – faleceu
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
FUGANTI:
Felice – 49 anos – casado
Bartolomeo – 38 anos – casado
Lucia – 18 anos – solteiro
Virginia – 17 anos – solteiro
Rosa – 16 anos – solteiro
Cesare – 10 anos – solteiro
Pietro – 9 anos – solteiro
Caterina – 7 anos – solteiro
Romedio – 5 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
GAZZOLA:
Agostino – 35 anos – casado
Lucia – 30 anos – casado
Fortunato – 32 anos – solteiro
Alessandro – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
GAZZOLA:
Antonio – 65 anos – viúvo
Pietro – 30 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
GHENO:
Giovanna – 59 anos – viúvo – possui filho no Brasil
Antonia – 24 anos – solteiro – o nome está riscado
Maria Angela – 13 anos – solteiro
Bartolomeo – 9 anos – solteiro
Ernesta – 1 ano – solteiro – o nome está riscado
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
GIARETTA:
Angelo – 50 anos – casado
Pasqua – 50 anos – casado
Michele – 29 anos – casado
Maria – 29 anos – casado
Antonio – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
GRIGOLETTO:
Giuseppe – 33 anos – casado
Maria – 33 anos – casado
Maria – 7 anos – solteiro
Rosa – 4 anos – solteiro
Giovanni – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
GOBBO:
Mario – 49 anos – casado
Maria – 35 anos – casado
Amalia – 10 anos – solteiro
Massimiliano – 8 anos – solteiro
Giuseppe – 6 anos – solteiro
Petrolina – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
GUERRA:
Giovanni – 53 anos – viúvo
Francesco – 39 anos – casado
Orsola – 37 anos – casado
Gio Batta – 14 anos – solteiro
Genovieffa – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
GUERRA:
Antonio – 44 anos – casado
Maria – 40 anos – casado
Francesca – 16 anos – solteiro
Gio Batta – 13 anos – solteiro
Maria – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
GUIDOLIN:
Angelo – 59 anos – casado
Angela – 57 anos – casado
Luigi – 19 anos – solteiro
Giuseppe – 16 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
LORENZON:
Francesco – 40 anos – casado
Giovanna – 37 anos – casado
Maria – 8 anos – solteiro
Giovannina – 4 anos – solteiro
Pietro – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
LORENZON:
Giovanni – 39 anos – casado
Caterina – 37 anos – casado
Francesco – 9 anos – solteiro
Pia – 6 anos – solteiro
Paola – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
LORENZONI:
Caterina – 60 anos – viúvo
Antonio – 24 anos – casado
Maria – 41 anos – casado
Giulio – 14 anos – solteiro
Andrea – 8 anos – solteiro
Gaetano – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
LOVATO:
Isidoro – 50 anos – casado
Cristina – 46 anos – casado
Giuseppe – 13 anos – solteiro
Gio Batta – 7 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
MASCHIO:
Gio Maria – 27 anos – casado
Angela – 22 anos – casado
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
MELATTO:
Michele – 27 anos – casado
Domenica – 25 anos – casado
Clorinda – 7 anos – solteiro
Paola – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
MENEGAZ:
Abramo – 55 anos – casado
Pasqua – 43 anos – casado
Domenico – 14 anos – solteiro
Pietro – 8 anos – solteiro
Maria – 5 anos – solteiro
Anna – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
MENEGHETTI:
Valentino – 33 anos – casado
Caterina – 30 anos – casado
Giuseppina – 1 ano – solteiro – faleceu
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
MILANI:
Antonio – 40 anos – casado
Rosa – 34 anos – casado
Maria – 16 anos – solteiro
Valentino – 9 anos – solteiro
Caterina – 4 anos – solteiro
Giovanni – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Não consta
MORO:
Bortolo – 44 anos – casado
Luigia – 44 anos – casado
Maria – 16 anos – solteiro
Pietro – 14 anos – solteiro
Domenica – 12 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
NODARI:
Sebastiano – 41 anos – casado
Angelo – 40 anos – casado
Luigia – 10 anos – solteiro
Lucia – 9 anos – solteiro
Domenico – 7 anos – solteiro
Romano – 5 anos – solteiro
Maria – 4 anos – solteiro – faleceu
Emilio – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
NOGARA:
Angelo – 49 anos – casado
Teresa – 39 anos – casado
Lucia – 15 anos – solteiro
Alessandro – 11 anos – solteiro
Gio Batta – 9 anos – solteiro
Maria – 6 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
NOGARA:
Giuseppe – 39 anos – casado
Domenica – 30 anos – casado
Teresa – 10 anos – solteiro
Elisabetta – 7 anos – solteiro
Rosa – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
PAOLETTO:
Bortolo – 57 anos – casado
Maria – 37 anos – casado
Giuseppe – 8 anos – solteiro
Anna – 5 anos – solteiro
Carlo – 8 meses – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
PASINATO:
Amedeo – 70 anos – viúvo
Patrizio – 46 anos – casado
Luigia – 40 anos – casado
Pietro – 18 anos – solteiro
Giuseppe – 13 anos – solteiro
Angelo – 11 anos – solteiro
Matteo – 7 anos – solteiro
Angelo – 4 anos – solteiro
Giocondo – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
PELIZZARO:
Giovanni – 35 anos – casado
Giuditta – 35 anos – casado
Riccardo – 4 anos – solteiro
Rosa – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
PETTENON:
Antonio – 32 anos – casado
Caterina – 30 anos – casado
Giovanni – 4 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
PIEROBON:
Antonio – 33 anos – casado
Teresa – 27 anos – casado
Marco – 26 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
PIROTTO:
Francesco – 35 anos – casado
Elisabettaa – 30 anos – casado
Giustina – 10 anos – solteiro
Francesco – 9 anos – solteiro
Costanza – 6 anos – solteiro
Maria – 3 anos – solteiro
Pietro – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Não consta
RECCHIA:
Luigi – 32 anos – casado
Maria – 25 anos – casado
Antonio – 4 anos – solteiro
Massimiliano – 3 anos – solteiro
Benvenuto – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
RIGHI:
Giovanni – 28 anos – casado
Teresa – 25 anos – casado
Giovanni – 6 anos – solteiro
Francesco – 3 anos – solteiro
Emilia – 6 meses – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
RINEO:
Margherita – 70 anos – viúvo
Luigi – 35 anos – casado
Isotta – 36 anos – casado
Gio Batta – 11 anos – solteiro
Giuseppe – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
ROARO:
Giovanni – 38 anos – casado
Regina – 36 anos – casado
Giulio – 6 anos – solteiro
Antonio – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
RUGGINE:
Antonio – 37 anos – casado
Maria – 31 anos – casado
Attilio – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Rio Grande do Sul
SAGIN:
Giovanni – 42 anos – casado
Filomena – 40 anos – casado
Maria – 15 anos – solteiro
Maddalena – 11 anos – solteiro
Giovanni – 4 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
SONZA:
Celeste – 37 anos – casado
Domenica – 37 anos – casado
Angelo – 14 anos – solteiro
Maria – 12 anos – solteiro
Amedeo – 10 anos – solteiro
Giovanni – 7 anos – solteiro
Giuseppe – 4 anos – solteiro
Angela – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
STANGHERLIN:
Santo – 63 anos – casado
Maria – 53 anos – casado
Cesare – 27 anos – solteiro
Eugenio – 23 anos – solteiro
Pasquale – 16 anos – solteiro
Regina – 13 anos – solteiro
Teresa – 11 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
STRADIOTTO:
Antonio – 31 anos – casado
Antonia – 33 anos – casado
Valentino – 6 anos – solteiro
Cristina – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Não consta
TOLFO:
Eurosia – 61 anos – viúvo
Giovanni – 28 anos – casado
Margherita – 26 anos – casado
Pietro – 5 anos – solteiro
Drusilla – 4 anos – solteiro
Fioravante – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
TOMAS:
Gio Batta – 36 anos – casado
Margherita – 28 anos – casado
Corona – 10 anos – solteiro
Margherita – 8 anos – solteiro
Giacomo – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Trento
Destino: Itajahy
TONIETTI:
Fortunata – 42 anos – viúvo
Maria – 15 anos – solteiro
Barbara – 11 anos – solteiro
Pietro – 8 anos – solteiro
Giorgio – 3 anos – solteiro
Giovanni – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
TONIOLO:
Eugenio – 30 anos – casado
Maria – 27 anos – casado
Maria – 2 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Treviso
Destino: Itajahy
TOTENE:
Andrea – 37 anos – casado
Pasqua – 28 anos – casado
Sebastiano – 7 anos – solteiro
Lucia – 4 anos – solteiro
Maria – 2 anos – solteiro – faleceu
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
TREVISAN:
Giuseppe – 38 anos – casado
Francesca – 36 anos – casado
Giovanna – 15 anos – solteiro
Lucia – 10 anos – solteiro
Angela – 9 anos – solteiro
Francesco – 7 anos – solteiro
Francesco – 6 anos – solteiro
Domenico – 4 anos – solteiro
Caterina – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
TRITOLATI:
Vincenzo – 32 anos – casado
Angela – 27 anos – casado
Gaetano – 6 anos – solteiro
Giovanni – 4 anos – solteiro
Anacleto – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
TUALDO:
Gio Batta – 45 anos – casado
Luigia – 42 anos – casado
Maria – 14 anos – solteiro
Emanuele – 10 anos – solteiro
Giuseppe – 7 anos – solteiro
Tarquinho – 5 anos – solteiro
Silvio – 3 anos – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
VIERO:
Giovanni – 43 anos – casado
Caterina – 40 anos – casado
Andrea – 9 anos – solteiro
Giovanna – 6 anos – solteiro
Antonio – 3 anos – solteiro
Santo – 1 ano – solteiro
Profissão: Agricultor
Origem: Vicenza
Destino: Itajahy
sábado, 19 de setembro de 2020
Breve Relato da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul

















