Mostrando postagens com marcador Quarta Colônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quarta Colônia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Do Vêneto à Quarta Colônia - A Saga dos Imigrantes Italianos no Rio Grande do Sul

 


Do Vêneto à Quarta Colônia - A Saga dos Imigrantes Italianos no Rio Grande do Sul

"Entre o silêncio da mata e a força da memória, nasceu na Quarta Colônia a prova viva de que nenhum povo se perde quando leva consigo suas raízes".


As histórias de superação dos imigrantes italianos que chegaram à Quarta Colônia constituem um dos capítulos mais significativos da formação histórica e cultural do Rio Grande do Sul. Vindos principalmente do Veneto e de outras regiões do norte da Itália, milhares de camponeses atravessaram o Atlântico em busca de terras, trabalho e oportunidades que se tornavam cada vez mais escassas em sua terra natal.
Na segunda metade do século XIX, o norte da Itália passava por profundas transformações econômicas e sociais. O crescimento da população rural, a fragmentação das propriedades agrícolas entre herdeiros, a escassez de terras disponíveis e as dificuldades enfrentadas pelos pequenos agricultores levaram inúmeras famílias a considerar a emigração como uma alternativa para garantir um futuro melhor aos seus descendentes. Ao mesmo tempo, o Império Brasileiro incentivava a colonização de áreas ainda pouco povoadas do Sul do país, atraindo agricultores europeus para desenvolver a produção agrícola e fortalecer o povoamento da região.
Foi nesse contexto que surgiu a Quarta Colônia de Imigração Italiana, criada oficialmente em 1877 e inicialmente denominada Colônia Silveira Martins, em homenagem ao estadista gaúcho Gaspar da Silveira Martins, um dos defensores da política de colonização na província. A nova colônia tornou-se o quarto grande núcleo de assentamento italiano organizado no Rio Grande do Sul, sucedendo as experiências colonizadoras que deram origem às regiões de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi.
cidade de adaptação. A maioria desses imigrantes era proveniente das províncias vênetas de Treviso, Vicenza, Padova, Belluno e Rovigo, embora também houvesse famílias oriundas do Friuli e de outras áreas do norte da Itália. Apesar das diferenças regionais, compartilhavam hábitos culturais semelhantes, a tradição agrícola familiar, a forte religiosidade católica e diversos dialetos que, com o passar do tempo, contribuiriam para a formação do talian, língua de herança preservada por muitos descendentes. Entr
Os primeiros grupos de colonos chegaram após uma longa e difícil viagem transatlântica. Depois de desembarcarem no Brasil, seguiram por vias fluviais e terrestres até alcançarem as terras destinadas ao assentamento. Encontraram uma região coberta por mata nativa, praticamente sem infraestrutura, onde tudo precisava ser construído. A abertura de estradas, a derrubada das árvores, a construção das primeiras moradias e a implantação das lavouras exigiram enorme esforço físico e grande cap
ae os grupos que chegaram à região encontravam-se também famílias oriundas do Polesine, área situada na província de Rovigo. A presença desses imigrantes deixou marcas permanentes na paisagem cultural da Quarta Colônia, sendo a mais conhecida delas o município de São João do Polêsine, cujo nome homenageia a região de origem de parte dos colonizadores. Da mesma forma, localidades como Vale Vêneto preservam até hoje a memória das terras deixadas para trás e o orgulho das raízes italianas.
r os laços de solidariedade. A superação manifestou-se não apenas na conquista material, mas também na preservação das tradições. Os descendentes dos pioneiros mantiveram costumes que atravessaram gerações, como a culinária típica, a produção artesanal de vinhos, queijos e embutidos, os encontros familiares e as celebrações religiosas. O café colonial, tão característico da região, tornou-se uma expressão viva desse legado cultural. A religiosidade ocupou papel central na vida dos colonizadores. Capitéis, grutas e
Os imigrantes não encontraram um paraíso pronto. O isolamento, as dificuldades de transporte, as doenças, a escassez de recursos e os desafios impostos pela floresta exigiram uma determinação extraordinária. Homens, mulheres e crianças trabalhavam lado a lado para garantir a sobrevivência das famílias. Enquanto os adultos abriam clareiras e cultivavam a terra, as comunidades organizavam escolas, capelas e espaços de convivência que ajudavam a preservar a identidade cultural e a fortalec
ecapelas espalharam-se pelas comunidades rurais, marcando a paisagem com símbolos de fé e devoção. Procissões, novenas e festas dos padroeiros fortaleceram o sentimento de pertencimento e ajudaram os imigrantes a enfrentar as dificuldades da nova vida. Igrejas monumentais para pequenas comunidades rurais, como a de Corpus Christi em Vale Vêneto, testemunham até hoje a importância da religião na construção da identidade regional. A organização baseada na pequena propriedade familiar permitiu que muitos colonos conquistassem relativa autonomia econômica. A policultura tornou-se característica marcante da região, possibilitando a diversificação da produção e reduzindo a dependência de uma única cultura agrícola. Com o passar das décadas, a agricultura evoluiu, incorporando novas técnicas e ampliando sua importância para a economia regional.
olonizadores. Em Nova Palma, o Museu do Padre Luiz Sponchiado constitui um dos mais importantes centros de pesquisa sobre a imigração italiana no Rio Grande do Sul. Seu vasto acervo reúne registros históricos, documentos e informações genealógicas que auxiliam milhares de descendentes na reconstrução da história de suas famílias. As festas comunitárias, o
Ao longo do século XX, a Quarta Colônia consolidou-se como uma das mais importantes regiões de herança italiana do Rio Grande do Sul. O desenvolvimento das estradas, a modernização da agricultura, a expansão das atividades comerciais e a valorização do patrimônio histórico contribuíram para fortalecer a identidade local e preservar a memória dos pioneiros. Hoje, a região conhecida como Quarta Colônia compreende municípios como Silveira Martins, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Dona Francisca, Pinhal Grande, Restinga Seca e São João do Polêsine. Seus vales, morros, rios e áreas de mata nativa formam uma paisagem singular, onde natureza e história convivem de maneira harmoniosa. Em São João do Polêsine, o Museu do Imigrante Italiano Eduardo Marcuzzo preserva objetos, fotografias e documentos que ajudam a compreender a trajetória dos
cturismo cultural, a gastronomia típica e a preservação de tradições herdadas dos antepassados continuam a celebrar uma italianidade que se adaptou ao Rio Grande do Sul sem perder suas raízes. Em muitas comunidades, o dialeto vêneto ainda ecoa nas conversas dos mais velhos, enquanto novas gerações buscam conhecer e valorizar a trajetória daqueles que cruzaram o oceano em busca de um futuro melhor.
m a honrar essa herança, mantendo acesa a memória de uma das mais extraordinárias jornadas migratórias da história brasileira.
A história da Quarta Colônia vai muito além da colonização de um território. Ela representa a capacidade humana de enfrentar adversidades, reconstruir a vida em uma terra desconhecida e preservar valores que atravessam o tempo. Do Veneto aos vales centrais do Rio Grande do Sul, permanece vivo o legado de um povo trabalhador, profundamente ligado à família, à fé e à terra. Seus descendentes continu
a

Nota do Autor Escrever sobre a Quarta Colônia, hoje, é mais do que revisitar um capítulo da imigração italiana no Rio Grande do Sul. É, antes de tudo, um exercício de memória e pertencimento diante de um mundo cada vez mais acelerado, no qual as raízes tendem a se diluir na superfície do cotidiano. A Quarta Colônia não é apenas um recorte geográfico ou um conjunto de municípios marcados pela presença de imigrantes do norte da Itália. Ela representa uma experiência histórica profunda de deslocamento, adaptação e reconstrução de vida. Ali, milhares de famílias transformaram a incerteza em trabalho, a mata em lavoura, o isolamento em comunidade e a saudade em identidade. Nos dias atuais, em que muitos descendentes buscam compreender sua origem, a história da Quarta Colônia ganha novo significado. Ela deixa de ser apenas passado e se torna uma ponte entre gerações. Arquivos, museus, relatos orais e paisagens ainda preservadas permitem reconstruir trajetórias familiares e compreender como se formou uma das regiões mais singulares da imigração italiana no Brasil. Ao escrever sobre esse tema, busco também reconhecer a importância da preservação da memória histórica. Em um tempo em que a identidade cultural pode se fragmentar facilmente, recuperar a trajetória desses imigrantes é uma forma de valorizar o esforço coletivo que ajudou a construir parte significativa do interior gaúcho. Mais do que um olhar nostálgico, este trabalho procura compreender a permanência de um legado vivo. A cultura, a religiosidade, a gastronomia e até o modo de vida herdado desses colonizadores continuam presentes no cotidiano da região, ainda que transformados pelo tempo. Assim, revisitar a história da Quarta Colônia é também olhar para o presente com mais profundidade. É reconhecer que, entre o passado e o agora, existe uma continuidade silenciosa feita de memória, trabalho e identidade. E é justamente essa continuidade que dá sentido a estas páginas.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O Longo Caminho dos Imigrantes Italianos até a Serra Gaúcha

 

O Longo Caminho dos Imigrantes Italianos até a Serra Gaúcha


Para dar seguimento ao grande projeto de trazer milhares de agricultores italianos para a província do Rio Grande do Sul, o governo imperial iniciou a construção de uma estrada na localidade de São Sebastião do Caí, para facilitar a viagem dos imigrantes e também, já pensando no escoamento dos produtos agrícolas das colônias,  mas, esta só foi entregue em 1884. Foi dado a ela o nome de Estrada Rio Branco. Os imigrantes italianos chegavam no Rio Grande do Sul através de navios que atracavam no porto da cidade de Rio Grande. A partir de Pelotas, aqueles que tinham como destino final as Colônias da Serra Gaúcha, entravam na Lagoa dos Patos e desembarcavam em Porto Alegre. Depois de um parada de alguns dias, instalados nos barracões que serviam de hospedaria, aguardavam a ordem de partida para o seu destino final. Da capital gaúcha embarcavam em pequenos barcos a vapor, para uma viagem de 12 horas, subindo o Rio Caí, até o porto dos Guimarães, ponto final navegável do rio, na cidade de São Sebastião do Caí. Aqueles imigrantes que tinham como destino final as Colônias de Conde d'Eu, atual Garibaldi, e Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves, desembarcavam um pouco antes, na cidade de Montenegro e essa viagem durava 7 horas. Os imigrantes destinados à Colônia de Caxias desembarcavam em São Sebastião do Caí. Os imigrantes embarcavam em lanchas ou em grandes barcos a vapor, conforme a altura das águas do rio. Entre as cidades de Montenegro e São Sebastião do Caí existia na época uma barragem com comportas, que regulavam a altura das águas do rio. Esta barragem com comportas foi a primeira da América do Sul e ficava no município de Pareci.

Nos primeiros anos da imigração italiana a trilha ficava no meio da mata e os imigrantes pioneiros abriam caminho com foices e facões. Existia um antigo paradouro onde descansavam para enfrentar o pior trecho, a penosa subida da Serra, que demorava três dias e três noites. Na foto acima o antigo Porto de São Sebastião do Caí anos depois em 1910, com o vapor Salvador atracado quando então ainda não havia um cais e os carroções com os pertences dos primeiros imigrantes com destino a Colônia de Caxias, precisavam subir uma forte rampa no barranco do rio. Ao fundo pode-se ver também a densa floresta, por onde as caravanas de carroças deviam passar em direção ao alto da  Serra.

Alguns anos mais tarde, quando as três Colônias da Serra Gaúcha já estavam com a lotação completa, os imigrantes italianos que chegavam eram levados para a recém criada Colônia Silveira Martins, próximo a cidade de Santa Maria, a qual ficou conhecida por Quarta Colônia, por ter sido a quarta a ser criada pelo governo brasileiro. Em Porto Alegre embarcavam em pequenos barcos a vapor, subindo pelas água do Rio Jacuí e desembarcando na cidade de Rio Pardo. Desta cidade faziam o trecho restante até a colônia, a pé ou carroças, através da localidade de Val de Buia. 

Nota do Autor

Este texto apresenta, em linguagem acessível, um resumo do percurso realizado pelos imigrantes italianos até as colônias da Serra Gaúcha, destacando os caminhos fluviais, as trilhas na mata e os esforços físicos envolvidos nessa jornada. Mais do que uma descrição de rotas, ele busca revelar a dimensão humana da imigração: o cansaço, a esperança e a determinação de famílias que deixaram a Europa em busca de terra, trabalho e dignidade no Brasil.

Ao narrar essas travessias, o objetivo é valorizar a memória dos que enfrentaram rios, serras e florestas para construir novas comunidades no Rio Grande do Sul. Trata-se de um convite à reflexão sobre como a infraestrutura, o território e a cultura se entrelaçaram na formação das colônias italianas e na história do estado. 

Dr. Luiz C. B. Piazzetta



quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Sobrenomes Italianos da Quarta Colônia a História e Herança dos Imigrantes no RS


Sobrenomes Italianos da Quarta Colônia a História e Herança dos Imigrantes no RS

Introdução

A Quarta Colônia de Imigração Italiana, localizada no coração do Rio Grande do Sul, é formada pelos atuais municípios de Silveira Martins, Ivorá, Faxinal do Soturno, Nova Palma, Dona Francisca, São João do Polesine e Vale Vêneto. A região recebeu milhares de imigrantes italianos entre o final do século XIX e início do século XX, consolidando um legado cultural, religioso e familiar preservado até hoje.
Entre os elementos mais marcantes dessa herança estão os sobrenomes das famílias pioneiras, muitos deles ainda presentes em toda a região sul do Brasil.

Lista de Sobrenomes Italianos da Quarta Colônia

A seguir, apresenta-se uma lista organizada dos principais sobrenomes de imigrantes que se estabeleceram na Quarta Colônia Italiana. Esses nomes refletem a diversidade regional da Itália — especialmente do Vêneto, Trentino, Lombardia, Friuli e Piemonte — e ajudam a reconstruir trajetórias familiares e históricas.

Agnolin, Aguirra, Aita, Albanello, Alegranzi, Alessio, Allodi, Almeida, Alves, Amadori, Andrade, Andretta, Antolini, Antonello, Antoniazzi, Anversa, Arizzi, Avosani, Azolin, Ba, Badon, Baggio, Bagnotto, Bajotto, Balcone, Baldasso, Balem, Balest, Ballin, Barbetta, Barbieri, Barbosa, Barzoni, Bassani, Bassoni, Bassoto, Batocchio, Baú, Bell, Belocchi, Beniamino, Benincá, Bertgnolli, Bertina, Bertoldo, Bertolini, Betucco, Bevilacqua, Biacchi, Bianchi, Bianchin, Bigaton, Bilibio, Biolchi, Bisello, Bisognin, Bisotto, Bitencourt, Bizzi, Bohrer, Boldrini, Bolzan, Bombassaro, Bonfada, Boranga, Borba, Bordignon, Borin, Borsatto, Bortolasso, Bortolini, Bortolotto, Bortoluzzi, Bos, Bottari, Bovolini, Bozzetto, Bragagnolo, Casagrande, Casarotto, Cassasola, Cassol, Castor, Cattani, Catto, Cavallin, Cecco, Cecchin, Cella, Ceolin, Cera, Ceratti, Ceretta, Cerezer, Cervi, Cervo, Chelotti, Chaves, Chemelo, Cherobini, Chiarello, Christo, Cielo, Cirolini, Cocconcelli, Codal, Cola, Coletto, Colvero, Comazzetto, Comin, Comoretto, Conte, Copetti, Coppetti, Corato, Corra, Corradini, Cossetin, Costa, Couto, Creazzo, Cremma, Cremonese, Da Ronc, Da Ros, Dal’Aglio, Dal Fabbro, Dal Forno, Dal Molin, Dal Pas, Dalben, Dalcin, Dalforno, Dal Fabbro, Dall’Ongaro, Dalla Corte, Dalla Paula, Dallafava, Dallalan, Dallanora, Dalle Aste, Dalmas, Dalmaso, Damolin, Dalpas, Danesi, Darold, Daronco, De Bernardi, De Pellegrin, De Toni, Della Mea, Demarchi, Demo, Demichiei, Depra, Ferreira, Ferron, Fialho, Finotti, Fin, Fillipini, Fischer, Floriani, Fogliato, Foletto, Folletto, Fracarro, Frazetto, Freo, Gabbi, Gambin, Gargato, Garlet, Garzon, Gasparetto, Gasparini, Gazapina, Gellati, Gelmo, Genero, Germann, Giacomazzi, Giacomello, Giacomini, Giordani, Giovelli, Giugo, Gobbo, Goelzer, Goi, Gollin, Gomes, Gonzatti, Gorsch, Greenhalgh, Grendene, Grigoletto, Grigollo, Grotto, Guarienti, Guerino, Guerra, Guidolin, Guliani, Hirt, Hoening, Hölzer, Hopf, Heikelmann, Innocente, Iop, Iopp, Janse, Jantelli, Jiop, Kantoski, Lago, Lanza, Lazzari, Leão, Marion, Marques, Martini, Martins, Mascarini, Massariol, Mastella, Mattoso, Mazzon, Mazzonetto, Melatto, Menapace, Meneghel, Meneghetti, Menuzzi, Milani, Minetto, Mioli, Mioso, Miotto, Missau, Missio, Mizzan, Modolon, Monfardini, Montagner, Moreschi, Moretto, Morizzo, Moro, Moscon, Mossini, Muzzolon, Naidon, Nascimento, Natal, Negrini, Nicolli, Noal, Nodari, Nogara, Noro, Novello, Odorizzi, Ongaro, Orlandi, Padilha, Padoin, Paganin, Paniz, Parro, Parzianello, Paoletto, Pascotini, Pasqualin, Pasquotto, Paula, Pauletto, Pavesi, Pavin, Peccin, Pedrollo, Pedroso, Pegoraro, Pelegrin, Pelizzaro, Pereira, Peretti, Perlin, Pesamosca, Pettuco, Piccinato, Piccinin, Picolotto, Pigato, Pillecco, Pinto, Piovesan, Pippi, Piussi, Pivetta, Pivotto, Pizzolato, Polidoro, Pontelli, Porporati, Porciúncula, Porporati, Porto, Possani, Possebon, Pozza, Pozzebon, Pozzer, Pozzobon, Pradebon, Preda, Pressotto, Previatti, Prevedello, Protti, Putton, Quatrin, Querin, Ragagnin, Raguzzoni, Ramos, Rapachi, Ravazzolo, Razzia, Reck, Rech, Redin, Rezzardin, Rezzi, Ribeiro, Riggo, Righi, Rigo, Rizzi, Rocha, Romano, Rorato, Rosa, Rossato, Rossatto, Rossi, Rossinguer, Rosso, Ruaro, Rubin, Rubert, Ruggine, Ruoso, Ruviaro, Sacchet, Sacilotto, Sala, Sagin, Salgado, Sandre, Sanfelice, Sante, Santini, Santos, Sartori, Sarzi, Savegnago, Sbicego, Scaglioni, Scalcon, Schlosser, Schuster, Schwinn, Scolari, Segabinazzi, Segatto, Seghetto, Serafin, Sertori, Sforzin, Silva, Silveira, Simeoni, Simonetti, Soccal, Soldera, Somavilla, Sonego, Souza, Soncini, Souza, Spagnollo, Spadotto, Spanavello, Sperandio, Spigolon, Sponchiado, Squarzieri, Stangherlini, Stefanello, Sterzi, Stipano, Stochero, Strabosco, Stradiotto, Strabosco, Tagliapietra, Tailoto, Teixeira, Teston, Tesselle, Thomasi, Thomazetti, Thomazi, Thomazzi, Toffolo, Tognotti, Tolfo, Tomazetti, Tommasi, Tondo, Tonel, Tonet, Tonetto, Tonin, Torri, Toson, Trentin, Trevisan, Trevisol, Trombetta, Tronco, Turchetto, Uliana, Ulrich, Urbani, Vaccaro, Valcosena, Varaschini, Vedovato, Velloso, Venchierutti, Vendrame, Vendruscolo, Venturini, Verini, Veronese, Vettor, Vicentini, Vicenzo, Vidale, Vieira, Viero, Villanova, Villani, Visentini, Vizzotto, Volcato, Webber, Whitme, Zago, Zamberlan, Zambonatto, Zampieri, Zancan, Zanchi, Zanella, Zanetti, Zanini, Zanon, Zanotto, Zarantonello, Zasso, Zavareze, Zechinatto, Zemolin, Zini, Zolin, Zorzetto, Zucchetto, Zuliani.

A Importância dos Sobrenomes para a História da Imigração

Os sobrenomes preservados na Quarta Colônia não são apenas registros familiares, mas também documentos vivos da trajetória dos imigrantes. Eles revelam origens regionais, tradições religiosas, profissões da época e conexões entre famílias que ajudaram a construir comunidades, paróquias, escolas, sociedades e lavouras.
Para descendentes de italianos, essas listas são ferramentas essenciais de pesquisa genealógica e de resgate da própria identidade cultural.

Conclusão

A preservação dos sobrenomes italianos da Quarta Colônia é uma forma de honrar a memória dos imigrantes que ajudaram a formar o Rio Grande do Sul. Cada nome carrega histórias de coragem, esperança, trabalho árduo e fé. Reunir e divulgar esses registros é um passo fundamental para fortalecer a identidade cultural das novas gerações e manter viva a herança deixada pelos pioneiros italianos.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



sábado, 24 de março de 2018

Colônia Silveira Martins a Quarta Colônia Italiana no Rio Grande do Sul









A Colônia Silveira Martins, Quarta Colônia Italiana fundada Rio Grande do Sul, originou os municípios de Silveira Martins, Ivorá, Faxinal do Soturno, Nova Palma, São João do Polesine, Dona Francisca e Pinhal Grande. Integram hoje esta região os municípios de Restinga Seca, que teve colonização portuguesa e o município de Agudo, que por sua vez foi colonizado por alemães.

A Quarta Colônia Italiana no Rio Grande do Sul foi fundada no ano de 1877 e recebeu o nome de Colônia Silveira Martins. Assentada na região central do estado, longe dos centros econômicos e dos outros três núcleos coloniais já criados, estes na Serra Gaúcha.
Os imigrantes, enviados para essa nova colônia, ficavam inicialmente abrigados em barracões, locais com pouca higiene e onde a alimentação deixava muito a desejar, até que se completasse o trabalho de demarcação dos lotes que seriam cedidos aos colonos por parte do governo imperial do Brasil.
A chegada regular de novos imigrantes, na sua grande maioria composta de vênetos, gerou a necessidade de se criarem outros lotes de terras, o que veio a dar lugar a formação de novos núcleos próximos à sede da Colônia Silveira Martins, como: Soturno, Arroio Grande, Nova Treviso e Vale Vêneto os quais com o passar do tempo originaram os atuais sete municípios da região da Quarta Colônia como, Silveira Martins, Ivorá, Faxinal do Soturno, São João do Polesine, Nova Palma, Pinhal Grande e Dona Francisca.
A religião e o isolamento das quatro colônias italianas no Rio Grande do Sul facilitaram a valorização e a preservação da cultura que foi trazida da Itália, contribuindo com o seu trabalho, com suas tradições, com a sua religiosidade, com os seus usos e costumes para a formação, composição e a cultura do povo gaúcho.
Na Quarta Colônia ainda hoje estão presentes e cultivados com orgulho toda essa bagagem cultural herdada dos pioneiros que ali chegaram. Podemos lembrar que o desenvolvimento dos municípios que compõem hoje a Quarta Colônia é uma consequência direta da grande religiosidade dos italianos e de seus descendentes, que puderam se  manter unidos, superando os obstáculos iniciais na nova terra.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

Erechim RS

terça-feira, 6 de março de 2018

As Colônias Italianas no Rio Grande do Sul

Distribuição dos Lotes em Caxias do Sul



As Colônias Italianas no Rio Grande do Sul


Após a bem sucedida experiência de colonização alemã no Rio Grande do Sul, fundada em 1824, o governo imperial brasileiro iniciou um processo semelhante com imigrantes de origem italiana. Assim, em 1875, começaram a chegar, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, as primeiras famílias de imigrantes italianos, sendo que os vênetos constituiram-se no contingente mais numeroso, atingindo no final a percentagem de 54% do total dos italianos desembarcados no Estado.
Nessa época o Rio Grande do Sul já contava com uma população de aproximadamente 400 mil habitantes e o governo provincial aproveitando a doação de terras, de acordo com a lei imperial de 1848, iniciou uma política imigratória, sendo a primeira província a fundar colônias com fundos próprios, podendo assim administrá-los por conta própria. Em 1875 iniciou a criação de quatro novos núcleos destinados ao assentamento de colonos imigrantes italianos. Assim foram fundadas as Colônias de Dona Isabel e Conde D' Eu (logo mais conhecidas como Bento Gonçalves e Garibaldi respectivamente), a Colônia Fundos de Nova Palmira (depois rebatizada de Colônia Caxias) e a Colônia Silveira Martins, também conhecida como Quarta Colônia, por ter sido o quarto núcleo de colonização italiana a ser criado no RS naquele período. Breve estas quatro colônias pioneiras deram lugar a dezenas de municípios gaúchos. Temos então:

1- Colônia Caxias deu origem a Caxias do Sul, Flôres da Cunha, Farroupilha e São Marcos

2- Colônia Dona Isabel formou Bento Gonçalves


   3- Colônia Conde D' Eu originou Garibaldi e Carlos Barbosa

  4- Colônia Silveira Martins deu origem as cidades de Silveira Martins, Vale Vêneto, Ivorá, Nova Palma, Faxinal do Soturno, São João do Polesine e Santa Maria



À partir de 1884, uma vez totalmente ocupadas esses quatro núcleos pioneiros, foram sendo criadas outras colônias do outro lado do Rio das Antas e assim surgiram:

1.        Colônia Antonio Prado, deu origem ao atual município de mesmo nome

2. Colônia Alfredo Chaves, deu origem a Veranópolis, Nova Prata, Nova Bassano e Cotiporã

3. Colônia Guaporé, origem dos municípios de Guaporé, Encantado, Muçum, Serafina Correa e Casca

4. Colônia Encantado, originou os municípios de Encantado e Nova Brescia.

Aos poucos, essas colônias foram se expandindo cada vez mais, sempre em direção do Rio Uruguai, divisa com Santa Catarina. Foram surgindo novas colonias nas atuais cidades de: Tapejara, Getúlio Vargas, Erechim, Severiano de Almeida, Sananduva, Paraí, Nova Araçá, Ciríaco, Davi Canabarro, Marau, Anta Gorda, Ilópolis, Putinga, Arvorezinha, Ipê.


Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

Erechim RS