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terça-feira, 23 de junho de 2026

Entre os Cafezais de Minas Uma História de Imigração Italiana

 


Entre os Cafezais de Minas Uma História de Imigração Italiana

"Entre a planície vêneta e os cafezais das montanhas mineiras, Matteo Bellini descobriu que a esperança pode criar raízes em qualquer terra".

A primavera chegou cedo àquela parte do Vêneto em 1888. Os campos que cercavam Villanova di Camposampiero, na Província de Padova, começavam a recuperar os tons verdes depois dos meses frios do inverno. Os canais que cortavam a planície refletiam a luz suave do sol, enquanto os campanários das igrejas surgiam acima das árvores como pontos de referência numa paisagem que parecia imutável havia séculos. Para Matteo Bellini, porém, nada parecia permanente. Aos trinta e sete anos, ele conhecia cada estrada de terra entre Villanova e Camposampiero. Conhecia o ritmo das estações, o momento exato de preparar a terra, a época da semeadura e da colheita. Conhecia o som dos sinos que anunciavam as missas e as festas religiosas. Conhecia os rostos dos vizinhos e dos parentes que haviam compartilhado a mesma vida durante gerações. Mas também conhecia uma realidade que os visitantes raramente percebiam. As terras eram poucas. As famílias eram muitas. Os filhos cresciam mais depressa do que as oportunidades. A unificação italiana trouxera esperanças, mas não resolvera os problemas dos camponeses. Muitos continuavam trabalhando em propriedades alheias, entregando parte substancial de tudo o que produziam. Outros sobreviviam em pequenas parcelas de terra incapazes de sustentar uma família numerosa. Foi nesse contexto que o Brasil começou a surgir nas conversas. As notícias chegavam através de cartas. Algumas vinham do Espírito Santo. Outras de São Paulo. Algumas relatavam dificuldades enormes. Outras falavam de oportunidades que pareciam quase inacreditáveis. Os relatos circulavam de mão em mão, sendo lidos e relidos até que o papel começava a se desgastar. Nas noites de inverno, reunidos em cozinhas aquecidas pelo fogo, homens e mulheres discutiam aquelas histórias. Uns desconfiavam. Outros sonhavam. Matteo fazia as duas coisas. Durante meses, lutou contra a ideia de partir. A simples possibilidade de abandonar a terra onde estavam enterrados seus pais parecia uma espécie de traição. Contudo, cada colheita insuficiente tornava a decisão mais difícil de evitar. Quando finalmente resolveu emigrar, a notícia espalhou-se rapidamente por Villanova di Camposampiero. Outras famílias tomaram a mesma decisão. Vizinhos. Primos. Compadres. Pessoas que haviam compartilhado a mesma comunidade desde a infância. Partiriam juntas. Essa companhia diminuía o medo. Mas não eliminava a dor.

A despedida aconteceu numa manhã coberta por uma névoa fina que parecia envolver toda a planície vêneta. As carroças avançaram lentamente pelas estradas rumo à estação ferroviária. Atrás delas ficavam casas, campos, igrejas e lembranças que talvez jamais voltassem a ver. Ninguém sabia ao certo o que encontraria do outro lado do oceano. O trem conduziu os emigrantes até o porto de Genova. Dali embarcaram num navio repleto de italianos provenientes de diferentes regiões. Havia vênetos, lombardos, piemonteses e emilianos. Todos compartilhavam a mesma incerteza. Durante semanas, o oceano dominou suas vidas. O mar parecia não ter fim. Os dias confundiam-se uns com os outros. As crianças adoeciam. Os adultos tentavam esconder seus receios. As tempestades transformavam o navio num objeto frágil diante da força da natureza. Mesmo assim, a esperança persistia. Era a única bagagem que não podia ser perdida.

Quando a costa brasileira finalmente apareceu no horizonte, muitos passageiros correram para o convés. As montanhas, a vegetação exuberante e o calor tropical pareciam pertencer a outro planeta. Nada se assemelhava à paisagem ordenada das planícies do Vêneto. Após o desembarque e uma longa jornada rumo ao interior, Matteo chegou à Província de Minas Gerais. As montanhas mineiras impressionaram imediatamente os recém-chegados. Eram diferentes dos Alpes distantes que alguns conheciam apenas de vista. Possuíam uma beleza própria, marcada por vales profundos, rios sinuosos e extensas áreas destinadas ao cultivo do café. Foi próximo de Cachoeira que Matteo e outras famílias de Villanova encontraram seu destino. 

Ao todo, mais de trinta pessoas da mesma comunidade passaram a viver relativamente próximas umas das outras. A presença daqueles rostos familiares representava um consolo precioso num mundo desconhecido. O fazendeiro que os contratou possuía extensas áreas de cultivo. O café dominava a paisagem. Milhares de pés alinhavam-se pelas encostas, formando um mar verde que se estendia até onde a vista alcançava. O contrato previa alimentação, criação de aves para as famílias e pagamento pelo plantio de novas mudas. Também oferecia pequenas parcelas destinadas ao cultivo de milho, feijão e outros produtos necessários à subsistência dos colonos. À primeira vista, parecia uma oportunidade extraordinária. Mas a prosperidade exigia sacrifícios. O trabalho começava antes do nascer do sol. As covas para as mudas precisavam obedecer a medidas rigorosas. A limpeza dos terrenos consumia energia constante. O calor era muito mais intenso do que qualquer verão conhecido em Villanova di Camposampiero. Ao final de cada jornada, Matteo sentia os músculos arderem de exaustão. Ainda assim, havia uma diferença fundamental em relação à vida deixada para trás. Pela primeira vez, conseguia enxergar alguma possibilidade de ascensão. As pequenas áreas destinadas aos colonos permitiam plantar para a própria família. O milho crescia bem. O feijão adaptava-se facilmente. O arroz tornou-se presença constante na alimentação. Aos poucos conseguiram comprar lotes de terras nas cidades que estavam se formando rapidamente não muito longe da fazenda.

As cartas enviadas para a Itália transformaram-se numa ligação vital com o passado. Matteo escrevia sempre que podia. Perguntava pelos irmãos, pelos sobrinhos, pelos vizinhos e pelas colheitas. Queria notícias das ruas de Villanova, dos campanários, das procissões e das pessoas que haviam permanecido na aldeia. Os anos passaram. Os cafezais cresceram. Novas famílias italianas chegaram. As comunidades consolidaram-se. As crianças tornaram-se adultas. E pouco a pouco os emigrantes perceberam que estavam construindo algo que seria maior do que eles próprios.

Numa tarde tranquila, muitos anos depois, Matteo observou os cafezais iluminados pelo sol poente. O vento percorria as plantações produzindo um movimento suave, semelhante às ondas do mar que atravessara décadas antes. Naquele instante recordou Villanova di Camposampiero, os canais da planície vêneta, os sinos da igreja e a manhã em que deixara sua terra natal. A saudade continuava existindo. Mas já não era uma ferida. Transformara-se numa ponte entre dois mundos. E compreendeu que a verdadeira herança dos emigrantes não eram apenas as terras cultivadas ou as colheitas obtidas. Era a coragem de recomeçar quando tudo parecia incerto. Foi essa coragem que transformou uma pequena comunidade da Província de Padova numa parte permanente da história de Minas Gerais.


Nota do Autor

As grandes histórias da imigração raramente foram escritas pelos homens que as viveram. A maioria permaneceu guardada em folhas de papel dobradas pelo tempo, em fotografias desbotadas, em documentos esquecidos no fundo de gavetas e, sobretudo, na memória das famílias que atravessaram gerações sem permitir que suas origens fossem completamente apagadas.

A narrativa que o leitor acaba de conhecer nasceu justamente desse universo de lembranças preservadas. Sua inspiração encontra-se em antigas cartas trocadas entre emigrantes italianos estabelecidos em Minas Gerais e seus parentes que permaneceram na Itália. Esses documentos, hoje preservados em um museu dedicado à imigração italiana em Minas Gerais, revelam muito mais do que simples notícias familiares. Revelam saudades, esperanças, medos, dificuldades, conquistas e a extraordinária coragem daqueles que decidiram reconstruir a própria vida em uma terra desconhecida.

Embora os fatos históricos que serviram de base para esta obra sejam autênticos, os personagens aqui apresentados são inteiramente fictícios. Matteo Bellini, sua família e os demais protagonistas foram criados pelo autor para representar simbolicamente milhares de homens e mulheres que partiram de aldeias italianas semelhantes a Villanova di Camposampiero e encontraram nos cafezais mineiros um destino que jamais poderiam ter imaginado ao deixar sua terra natal.

A escolha de utilizar personagens fictícios permite que a narrativa alcance uma verdade que, muitas vezes, os documentos não conseguem registrar por completo: a verdade dos sentimentos. As cartas preservam datas, lugares e acontecimentos. A literatura procura preencher os silêncios entre essas linhas, imaginando os pensamentos que acompanharam as despedidas, a ansiedade das travessias oceânicas, o peso da saudade e a esperança que sustentou tantas famílias diante das incertezas do futuro.

Escrever sobre a imigração italiana é também uma forma de homenagear uma geração que raramente se considerava protagonista da própria história. Eram agricultores, artesãos, trabalhadores humildes e pais de família. Não partiram em busca de aventura. Partiram porque acreditavam que seus filhos mereciam oportunidades que já não conseguiam encontrar na Europa. Cruzaram oceanos, enfrentaram doenças, aprenderam novos idiomas, adaptaram-se a novos costumes e ajudaram a construir comunidades inteiras em regiões que ainda estavam em processo de formação.

Muitos jamais retornaram à Itália. Outros passaram o restante da vida divididos entre duas pátrias: aquela onde nasceram e aquela onde criaram seus filhos. Entre uma e outra permaneceram as cartas, verdadeiras pontes de papel lançadas sobre o Atlântico, carregando notícias, afetos e lembranças.

Se esta história conseguir despertar no leitor uma recordação de família, uma fotografia antiga, uma carta esquecida ou a curiosidade de investigar a trajetória dos próprios antepassados, então ela terá alcançado seu propósito mais importante.

Porque, no fim das contas, a imigração não é apenas uma sucessão de datas e estatísticas. É a soma de milhares de vidas comuns que realizaram feitos extraordinários. E cada carta preservada pelo tempo continua sendo uma pequena voz do passado lembrando-nos de quem fomos, de onde viemos e do quanto custou construir o mundo que herdamos hoje.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta





sexta-feira, 4 de julho de 2025

Giovanni Bianco: Un Viao par el Novo Mondo


Giovanni Bianco 

Un Viao par el Novo Mondo


Giovanni Bianco, un òmo robusto e de sguardo determinà, originàrio del pìcolo comun de Castelverde, Cremona, ´ntela region de Lombardia, gavea trent’oto ani quando, ´ntel 1897, decise de traversar l’Atlàntico par sercar na vita nova. Al suo fianco, la mòie Benedetta Lazzari, na dona de forsa serena, con ´na delicatesa che contrastava con ´na determinassion implacà quando le circostanse la ghelo imponeva, e i sinque fiòi, con età dai do ai ùndase ani, ognuno portando con sé na pìcola parte de speransa e paura del scognossesto. La decision no’l ze sta fàssil, ma la fame e la mancansa de prospetive in Itàlia li gà costreti a lassar quel poco che i gavea: na casa modesta de piere con finestre de legno vècio e ’na pìcola tera árida che fa fatiga a dar quel tanto che bastava par magnar.

Insieme a Giovanni, gà imbarcà anca el so fradel Pietro e la so famèia. Pietro, de temperamento pì impetuoso, portava un entusiasmo quasi zovanile che mascherava el peso de le preoccupassion. La so dona, Rosa, portava ´ntei òci stracà la stessa mèscola de resignassion e determinassion de Benedetta, mentre i tre fiòi pì vèci del par aiuta i pì piceni a sta visin durante la confusion del imbarco.

El porto fermentava de vosi de dialeti diversi, mescolà con el rumor dei bastimenti e con i urli dei marinài. In ària, el odor salà del mar se mescolava con el odor de òio brusà e de pesse fresco. Fra le masse che ndava de corsa, ghe zera visi segnà da la incertessa e da la speransa, stòrie simili ma uniche, de famèie intere che sercava de scampare dala misèria. Giovanni tegneva streta la man de Benedetta, che, ancuo tentando de no farse vardar, sentiva le làgreme calàrse sul viso al pensar a quel che lassava indrio: la cesa del paese ndove i s’era sposà, i visin che, anca se poareti come lori, i zera come ´na famèia, e i pochi momenti de gioia che la vita in Lombardia ancora ghe gavea donà.
Ma l'imagine de quel che i li aspetava in Brasile – tere vaste, promesse de laoro, la possibilità de un futuro par i fiòi – la zera pì forte che la malinconia. Giovanni i tegneva lo sguardo fisso sul gran vapor che se avisinava al porto, con le sue imponenti camini che libarava fumo nero contro el cielo color de sènare. Quela vision simbolegiava tanto la paura quanto la speransa. Lui sapeva che no ghe se gavea garansie, ma sapeva anca che quela la zera l'ùnica ocasion de riscriver la stòria de la so famèia.

El navio, batisà Santa Lucia,el zera un vècio cargo adato par passegieri, con le sue struture che scrichiolava soto el peso de le stòrie che lo acompagnava. El scafo, segnà da rùsene e ripari mal fati, el zera un ricordo che el destin de chi che ghe stava drento zera tanto precàrio quanto el bastimento che li portava. El ponte inferiore, ndove i stava confinà, el zera un labirinto claustrofòbico de leti de legno streti, disposti in file sofocanti, con spasio solo par l'essensiale: corpi strachi e el bagaio de la speransa.

L'ària li drento la zera spessa, impregnà dal odor de sal mescolà con quelo agridolse de corpi mal lavà, de sibo guasto e del timore inevitàbile de la traversia. Le lusi fioche de le lampade a òlio getava ombre inquietanti su le pareti ùmide, mentre el scrichiolar constante de le tàvole e el rumore de l'aqua che sbateva contro el scafo creava una sinfonia opressiva che pareva derider le preghiere silensiose mormorà per molti.

El viaio, che el ze durà trentasei zorni interminàbili, el ze sta segnata da tempeste violente e malatie. L'ossean, che al'inìssio pareva solo vasto e belo, se rivelò un aversàrio crudel. Durante le tempeste, i passegieri i se rampegava ai leti o a l'uno con l'altro, mentre l'aqua invadea el ponte inferiore e el Santa Lucia gemeva come una bèstia ferita. I fiòi i pianseva sensa fermarse, le vosi loro mescolandose con el rumore assordante del mar in fùria.

Giovanni, però, se mantenea fermo, la sua postura imponente la contrastava con el disperar intorno. Lui sapeva che el so ruolo el zera pì che de padre; el zera de guardian de la fiama de speransa che ancora brusava drento la so famèia. Le noti pì dure, quando el navio pareva che volesse cader soto la forsa del ossean, lui radunava i fiòi intorno a sé. Seduti sul pavimento fredo e instàbile, Giovanni li incorasiava a cantar cansoni de la so tera, melodie antiche che parlava de racolti abondanti e feste de paese.

Le voce dei fiòi, pur tìmide al'inìssio, presto riempiva lo spasio streto con ´na forsa inaspetà. Altri passegieri i scominsiava a unirsi, le vose loro diventando ´na resistensa coletiva contro l'aversità. Par un momento breve, l'odore fètido e la paura i diventava dimenticà, sostituì da un dolse ricordo dei zorni pì semplissi.

Benedetta, anche straca, vardava Giovanni con ´na mèscola de amirassion e gratitudine. Lui no solo che manteneva la famèia unida, ma riussiva, in qualche modo, a trasformar l'aflission in speransa, come se ogni nota cantà ghe zera ´na promessa che zorni miliori li stava aspetando oltre quel mar implacàbile.

Quando finalmente lori i ga vardà le luse del porto de Rio de Janeiro, el cuore de Giovanni se strinse in un misto de solievo e inssertessa. El brilo de le luse le balava su la superfìssie de l'aqua scura, come stele che se ga rivà zo par guidar i viagiatori verso el so destin. Benedetta strinseva la mano de Giovanni, e lui sentì el toco come un promemòria che i gavea ancora uno de l'altro, anche dopo tuto quel che i gh'avea passà. Intorno, i altri passegieri i pianseva, i sorideva o mormorava preghiere fervorose, alcuni in zenochio sul ponte del Santa Lucia, ringraziando Dio par aver sopravissuto a la traversia.

La visione la zera de un mondo novo che vibrava. El porto parea che pulsava de vita: strade iluminà da lampion, bastimenti che atraversava la baia in tute le diression e ´na cacofonia de suoni che mescolava el laoro contìnuo del porto con el frastuono de lìngoe foreste. Par i fiòi de Giovanni, el zera come un spetàcolo afassinante; i òci brilava de curiosità davanti a quel panorama. Ma par i adulto, l'emossion la zera temperà da la consapevolessa de le insertesse che el futuro i portava.
Dopo che i ga sbarcà, Giovanni e la so famiglia i ze sta conduti a la Hospedaria de Imigrantes de l'Isola de le Fiori, un gran edifìssio con le pareti consumà che ghe metea drento sentinai de neo arivà. Là, i coridoi i echiava el rumor de passi fretolosi e vose strache. Nonostante la strachessa del viaio, no ghe zera spàsio par un riposo completo. I dormitori i zera coletivi, le leti messe in file interminàbili, e i gabineti i se divideva, causando lunghe file e poco conforto. El cibo zera abondante, ma diferente da quelo a cui i zera abituà. Tra i piati servi, la farina de manioca la zera 'n mistero par i recém-arivà; molti, come Giovanni e Benedetta, inissialmente i l'avea confuso con el formàio gratà, metendola insieme al fasòi neri par la prima olta. La sorpresa ´ntel provà la mèscola la zera evidente – un sapore inaspetà che provocava sguardi incrossià e risate ìmide tra le famèie. Nonostante le novità culinàrie, i piati i reseva i imigranti, che pian pianinho i scominciava a se abituar ai sapori del Brasil.

El stabilimento zera neto e ordenà, con i dormitori messi in lunghe file e le àree comuni sempre supervisionà. I dipendenti, nonostante i zera sovracarichi, i mostravano bona volontà par acoliere i recém-arivà, guidandoli con pasienza ogni olta che i ghe podesse. Nonostante la nostalgia de casa, l'ambiente de la Hospedaria de Imigrantes de l'Isola delle Fiori el zera un raro momento de stabilità par queli che avevano afrontà 'na lunga traversia pien de incertese.

Pochi zorni dopo, un ufissial vestito con un uniforme meso consumà el chiamò Giovanni par informarlo del pròssimo destin de la famèia. "Minas Gerais," el ga deto, entregandoli un peseto de carta con istrussion vague. No ghe zera tempo par domande; un treno i stava aspetando. El viaio in treno el ze sta sia un'aventura che 'n test de passiensa. I putèi i se divertiva con el movimento rìtmico del treno e le paesagi che se svolgeva davanti ai so òci, ma Giovanni e Benedetta, seduti in silénsio, i assorbia ogni detàlio con la preocupassion de chi sercava de dessifrar che le tere promissore ghe nascondeva. Quando finalmente i ze scesi, i è sta ricevù da 'na grande carossa che i ga portà par le strade de tera batuta fin a la "Fazenda São Bartolomeu", ´ntel munissìpio de Leopoldina. A prima vision, la fasenda zera impressionante: vasti campi de cafè che ondolava come un mare verde fin dove la vision poteva arivar. Le case semplissi de legno le se ragrupava su 'na colina, ofrendo ´na vision privilegià de l'imensità atorno. Ma soto la belessa del cenàrio, ghe zera ´n'ària de laoro duro e sacrifìssio.

El coronel Augusto de Moura, paron de la proprietà, i aspetava ´ntel cortile prinsipae, un uomo incorpà, con 'n bafo grosso e 'n sguardo penetrante. Le so paroe le zera cortesi, ma impersonal, come se i stesse parlando con ingranagi e no con persone. El ga spiegà rapidamente le condissiin de laoro, mentre i so supervisori i portava i imigranti a le so sistemassion: barache semplice, con le pareti sotili e el pavimento de tera batuta.
Giovanni el guardò Benedetta e, par un breve momento, el ga vardà la sombra de la duda passar sul so volto. Lù el savea che quel che i ghe stava aspetando sarìa sta 'n teste de resistensa, no solo fìsica, ma anca emosionae. "Faremo de sto posto 'na casa," ghe disse a vose bassa, mentre i fiòi i coreva intorno, ancora inocenti del peso de la realtà. Lei assentì, e, in fondo ai so òci stanchi, ghe zera la stessa determinassion che sosteniva Giovanni. Cussì, soto el cielo de Minas Gerais, la famèia Bianco ga scominsià a scriver el primo capìtolo de la so nova vita.

Là, el regime de laoro no zera tanto diverso da quel che Giovanni avea sentì de la schiavitù recentemente anulà. Adulti e fiòi i laorava da l’alba fino al tramonto, coltivando cafè e cana da zuchero. In càmbio, i ricevea rassion miseràbili: farina de manioca e picoe porssion de fasòi. Benedetta, con un misto de astusia e resiliensa, la ga scominsià a piantar pìcole ortàlie di nascosto, sercando de garantir el mìnimo de nutrission par i fiòi.

Dopo do ani, non soportando pì l’esplorassion e i castigo frequenti, Giovanni el ga pensà de romper el contrato. La fuga la zera rischiosa. ´Ntel silenzio de 'na matina, prima di nasser el sole, con i so pochi beni limità a un sacco de juta, la famèia la ze nda via a piè, portando zorni par rivar a Piraúba, un distreto visin. Là, loro i ga trovà 'na pìcola comunità de italiani e, par la prima olta, i ga scominsià a sentir el calore de la solidarietà. Par do ani, Giovanni laorò come mesadro, riussendo a acumular un po' de soldi.

´Ntel 1901, un’altra oportunità ghe comparve. Lori i ze sta contratà da la "Fazenda Santa Clara", ´na proprietà del coronel Silvério da Rocha Ferreira, che, nonostante mantenesse i stessi modeli de laoro duro, ofriva condission legermente miliori. Giovanni, con la sua abilità come marangon, el ga scominsiò a costruire ferramenta par la fasenda e, gradualmente, lu guadagnò rispeto e fidùssia.

Quando la fasenda la ze sta comprà dal governo de Minas Gerais e trasformà ´ntela Colónia Santa Maria, la famèia Bianco i ga ressevesto un pìcolo lote de tera. La conquista, celebrà con làgreme e vin improvisà, segnava o scomìnsio de una nova era par la famèia. Giovanni e Benedetta i ga lavorà instancabilmente par trasformar la tera in un peseto fèrtile. Coltivò maìs, cafè e i ga slevà galine, lentamente rasiungendo l’autosuficiensa.

I fiòi, ormai cressiuti, i ga scomincià a formar le pròprie famèie, sposandosi con dissendenti de altri imigrati italiani. I Bianco i se ga sparpaglià in vàrie sità del stato: Ubá, Rio Casca, Muriaé e anche Belo Horizonte. Ogni nova generassion portava la marca de resiliensa e union, lassào de Giovanni e Benedetta.

´Ntel 1939, Giovanni e Benedetta i ga morì con pochi zorni de diferensa, come se uno no potesse viver sensa l'altro. Lori i ga sepelì fianco a fianco, soto un grande àlbero ntela Colónia Santa Maria, el posto che simbolesiava el fruto de le so lote. Su la tomba, i so dissendenti incise ´na semplice iscrision in italiano: “Lavoro e amore ci hanno portato fino a qui”.

La storia dei Bianco la ga scominsià a èsser racontà da generassion, no solo come un tributo ai antenati, ma come un ricordo che la coraiosa e la determinassion pò trasformar anche i momenti pì oscuri in un futuro brilante.


Nota del Autor


Par scriver "A Stòria de Giovanni Bianco in Brasil", mi go fato ´na imersion ´ntele profondità de le narasion de coraio e superamento che definisse la traetòria de tanti imigranti italiani che i ga traversà l'Atlántico in serca de speransa. Sto libro, anca se fitìsio e fruto de la creatività del autor, el ze un omaio no solo a Giovanni Bianco e la so famèia, ma a tuti i òmeni e done che lori i ze lassà la so tera natale, portando con loro solo la forsa de i so sòni e la determinassion de costruir un futuro mèio. La stòria e i personagi i ze fruto de fantasia, ma basà su fati reai che riguardano l'imigrassion italiana, in particolare quela che ga portà tanti italiani, tra cui anche la famiglia Bianco, a Minas Gerais, ndove el sudore e la perseveransa i ze diventà la base de ´na nova vita. Giovanni e Benedetta i rapresenta un arquètipo universae: quelo de persone comuni che i afronta adversità straordinàrie. Le so scelte difìssili, la so resiliensa davanti a l'esplorasion, e la capassità de mantégner viva la speransa ´ntei momenti pì scuri i ze un riflesso de lo spìrito umano ´ntela so forma pì pura. La ze ´na stòria de lota, ma anca de amore — par el laoro, par la famèia e par la vita. Spero che sta narativa possa inspirar i letori a valorisar le radisi che ga formà el Brasil moderno, un paese costruì da la diversità e da la perseveransa de pòpoli che vegnesti da tute le parti del mondo, come i taliani che i ga trovà ´na nova casa in Minas Gerais. Che le pàgine de sto libro no solo conte 'na stòria, ma sirva anca come un tributo a la memòria de chi ga vignesto prima, mostrando che el ze possìbile trovar forsa ´nte l'adversità e belesa ´ntei gesti pì semplici.

Con gratitudine e rispetto,

Dr. Luiz C. B. Piazzetta

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Imigrantes Italianos em Poços de Caldas MG

A espera do embarque no porto de Gênova

 


Imigrantes Italianos em Poços de Caldas MG



A

ACCIARI - AGOSTINI - AIELLO - ALLARA - ALESSANDRI - ALVISI - AMADIO - AMBROGI - ANDRACOLI - ANDREA - ANNONI - ANTONELLI - ARCHANGELI - ARCIPRETI - ARNISE - ARRUGA - ARTIOLI - AUDIZIO - AVANZI - AVERSA

B

BACCO - BALBIA - BALESTRI - BALLERINI - BARBON - BARTOLI - BARBIERI - BASILIO - BATTA - BECCARO - BELELLI - BELIATO - BELLOGGI - BELTRAME - BENETTI - BENOZZATI - BERARDA - BERLINARI - BERNARDO - BERTOZZI - BENI - BERNIA - BIANCHI - BIANCHETTI - BIANUCCI - BIDONI - BILIANO - BLASCHI - BOGGIO - BONADERO - BONELLI - BONINI - BONVICINO - BORATTO - BORELLI - BORINATO - BRAGHETTA - BRAZ - BRESAULO - BRESSANE - BROCCARDO - BRUNACCI - BRUNELLI - BRUNETTI - BUDA - BUSCIA

C

CAGNANI - CALDERARO - CAMILLO - CAMPANA - CANALI - CANIATO - CAPITANI - CAPONI - CAPPELLI - CAPPELLO - CARBONE - CARDILLO - CARDIRALI - CARLETTI - CARUSO - CASADEI - CASALI - CASCELLA - CASELLA - CASTELLANI - CAVAZZONI - CAVINI - CECCHINI - CECI - CENTOLA - CHERCHIAI - CERPOLONI - CERRI - CESTARO - CHEBERLE - CHIADO - CHINATE - CINQUINI - CIANCAGLINO - CINELLI - CLEMENTE - COBATTO - COMISSI - CONCI - CONTIERO - CORAINI - CORONA - CORRADI - COSENTINO - CUNICO - CURCIO - CURIA

D-E

DALLA ROSA - DALMO - DAL POGGETTO - D'AMBROSIO - D'ANGELO - DANZA - DARIOLI - DELFINO - DELLA SANTINA - DEL SARTO - DEL VECCHIO - DE LIBERADOR - DE LUCA - DENUBILO - DE PAROLIS - DEPIAGGIO - D'ESTE - DE STEFANI - DE STEFANO - DE SIMONE - DIANDA - DIGRO - DI LORENZO - DINUCCI - DISCORIO - DIOTISALVI - DONADIO - DONZELLI - DRIUSSI - DUPANDA - DURANTE - EMANUELLI - EMILIANO - ERRICO

F

FABRI - FAGNANI - FALCHETTA - FANTOZZI - FAZZI - FAZZI - FAZZINI - FELIZIA - FERRARA - FERRARI - FERRARIS - FERRO - FERRON - FILARDO - FINELLI - FINOTTI - FLAMINIO - FORNI - FORTUNATO - FRANCO - FRANZINI - FREDIANO - FRESATI - FRISON 
FRUSATO - FURCHI

G-H-I

GAGLIA - GALEAZZI - GALISE - GAMBINI - GARAVELLO - GARIBALDI - GASPARI - GASPARINI - GATTI - GERINI - GESUALDI - GHILARDI - GHIRLANDA - GIACOMETTI - GIANELLI - GIANMARINI - GIANNI - GIANOTTI - GIBIN - GIGLIOTI - GILBERTO - GIORGETTI - GIORGI - GIROLAMI - GIUNTOLI - GIUSTI - GOFFI - GOMIRATO - GONZO - GORRASI - GRANDINETTI - GRAZIA - GRAZIA - GHETTI - GUAZZELLI - GUELFI - GUERRA - GUGLIELMUCCI - GUGLIOTTI - INFANTE - INCROCCI - IPPOLITO

J-K-L

JACONO - JUDICE - LA MOTTA - LATRONIO - LAURIA - LEGNARO - LIO - LONGO - LORENZINI - LORO - LOVATO - LUCIANO - LUNARDI - LUPETTI

M

MALFI - MANCINI - MANDARINI - MANFREDINI - MANONE - MANNINI - MANNINI - MANTOVANI - MARAN - MARAMPELLI - MARCACCINI - MARCANTE - MARCELLI - MARÉ - MARETTI - MARETTI- MARINI - MARINO - MARTINELLI - MARTINI - MASSARI - MATANÓ - MATTAVELLI - MAZZA - MAZZA - MAZZOTTI - MELZO - MENCARINI - MENGALI - MERLO - METIDIERI - MEROLA - MICHELOTTI - MIGLIORANZI - MILANI - MILARA - MINISCALCO - MIRCOLONGO - MODESTI - MOLLO - MONGE - MONGUZZIA - MONTANELLI - MONTE - MONTEVECCHIO - MORO - MUSSOLINI -

N

NALDONI - NANNI - NASTRI - NASTRINI - NEOFITI - NESPATI - NICODEMO - NIGRA - NUCCI - NUZZA

O-P

OCCHIENA OLIO ORLANDI ORLANDI ORLANDI ORSI OSTI 
PAGIN PALADINI PALLAGANO PALLINI PANARI PANDOLFO PANDOLFO - PANSINI 
PAPIANI - PARDINI - PARINI - PARISON - PASCHERO - PASCOLI - PASCULLI - PASQUINI - PASTORE - PASTORI - PATTERONI - PAVAN - PAVESI - PELICCIARI - PELLEGRINELLI - PELLICI - PEPPE - PERILLO - PERRI - PERTINI - PETERLE - PETRECCA - PICCININI - PICCOLO - PIERACCI - PIERANTONIO - PIERINI - PIEVE - PIGON - PINOLA - PIOVESAN - PIRONATO - PISTAGI - PISTORESI - PIZZINI - PIZZOL - POGGETTO - POMARICO - PONTEPRIMO POPPI POSSENTI PREZIA - PROSPERO PUCCETTI 
PUIG VISCONTI PUGLIA

R

RALANGI - RANGA RANAURO RASPANTE RATTA REBEQUE REBOSTI RICCIONI RIDOLFI RIGHETTO RIGUCCI RISOLA RIZZIERI RIZZO ROCHETTO ROCCO ROSA ROSI ROSINA ROTONDARI ROTUNNO RUGANI RUSSI RUZA

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sábado, 3 de outubro de 2020

A Imigração Italiana em Minas Gerais



Minas Gerais também foi um dos estados brasileiros que recebeu imigrantes italianos, ficando em número somente atrás de São Paulo e Rio Grande do Sul. Segundo os dados disponíveis sabemos que cerca de 60.000 italianos chegaram neste estado durante os anos da grande imigração nos 25 anos finais do século XIX e os primeiros do século XX, antes da primeira guerra mundial. 

As causas dessa imigração também é semelhante aquela de São Paulo, com a libertação dos escravos em 1888, os colonos italianos foram trazidos para substituir essa mão de obra nas lavouras de café. Diferente de São Paulo foi o estado de Minas Gerais que se encarregou de organizar a vinda dos imigrantes e os obrigava, e também aos fazendeiros, a pagarem a passagem de navio. A imigração subvencionada em Minas teve início em 1867 e só durou até 1879.A imigração para Minas Gerais não foi tão grande como para outros estados brasileiros. O problema da mão de obra no século XIX, que afetou outras províncias, não foi tão grave em Minas. Isto porque contava com a maior população escrava do Brasil e, com a decadência da mineração, essa mão de obra foi desviada para a agricultura, principalmente para as lavouras de café da Zona da Mata.


Foram raros os fazendeiros mineiros que imitaram o exemplo de São Paulo e atraíram trabalhadores livres estrangeiros para as suas propriedades. Enquanto São Paulo investia na introdução de imigrantes, em Minas predominou o escravo, com grande concentração nas áreas cafeeiras. Na época da Abolição da Escravatura, quando as fazendas de café de São Paulo já estavam cheias de imigrantes, em Minas ainda se apostava no trabalho escravo e o uso dessa mão de obra continuou por alguns anos, mesmo após a abolição. Havia um desinteresse tanto do governo mineiro como dos proprietários de terra na atração de imigrantes. Segundo essas mesmas pesquisas realizadas em áreas cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais, mostram que os ex-escravos não abandonaram as fazendas após a abolição e não foram completamente substituídos pelos imigrantes europeus. Muitas vezes continuavam trabalhando nas mesmas fazendas ou se deslocavam para outras. Como exemplo nas fazendas de café de São Carlos interior de São Paulo, apesar do nítido predomínio de trabalhadores italianos, ainda continuavam com número expressivo de trabalhadores brasileiros, incluindo negros e mulatos. Também os estudos constataram que os trabalhadores nacionais, em especial os negros e mulatos, após a abolição, sofreram preconceito por parte dos fazendeiros, que muitas vezes preferiam contratar imigrantes europeus do que os trabalhadores nacionais.



No final do século XIX, em 1898, uma grave crise financeira se abateu sobre o estado que se viu obrigado a suspender a imigração subsidiada. Foi somente após 1894 que o estado firmou os contratos para trazer imigrantes. No ano de 1895 chegaram em Minas Gerais 6.422 imigrantes italianos e no ano seguinte este número saltou para 18.999, decrescendo para 17.303 em 1897. A partir de então o número caiu drasticamente para 2.111 em 1898 e somente 41 imigrantes em 1901. 

Os imigrantes aportavam no Rio de Janeiro e após uma passagem pela Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores, embarcavam em trens que os transportavam até Petrópolis e desta cidade seguiam até Juiz de Fora, por estrada de rodagem, a chamada Estrada União e Indústria, a primeira rodovia macadamizada da América Latina, inaugurada em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II. Em Juiz de Fora existiam grandes plantações de café e não ficava muito distante do Rio de Janeiro.




Ao chegarem em Juiz de Fora ficavam abrigados na Hospedaria Horta Barbosa, a maior do estado, que funcionava como a primeira acolhida aos imigrantes em solo mineiro. Esta hospedaria tinha a capacidade para abrigar seiscentas pessoas, mas, na verdade no período de quarentena, chegava a hospedar um número quatro vezes maior de imigrantes. Segundo os relatos da época, nesses períodos de grande movimento, surgiram relatos de falta de higiene, promiscuidade no local. Nesse local ficavam aguardando a chegada dos fazendeiros que ali faziam a seleção para trabalhar em suas propriedades. 

Os imigrantes italianos que chegaram em Minas Gerais provinham de diversas cidades de quatorze regiões da Itália, tanto do norte, centro e sul da península. Estes são dados obtidos no município mineiro de Leopoldina. Os estudos mostram a grande diversidade das origens dos imigrantes italianos em Minas Gerais embora, como na maior parte do Brasil, o Vêneto despontou como a região com maior presença.

Diferentemente dos outros estados brasileiros que receberam imigrantes italianos, Minas foi o único a receber um número significativo de imigrantes da Sardenha, que por sinal não se fixaram no Brasil, retornando para Itália após um período de dois anos. 

As colônias agrícolas formadas por italianos não tiveram grande relevância no contexto imigratório de Minas Gerais, ao contrário do que ocorreu nos estados do sul do país. Em 1900, em todo o estado de Minas Gerais as colônias abrigavam apenas 2.882 pessoas. Os núcleos coloniais eram áreas agrícolas nas quais os imigrantes viviam como pequenos proprietários. Esses núcleos apenas prosperaram nas regiões onde não havia plantações de café, como nos estados do Sul e mesmo no estado do Espírito Santo. Nas regiões cafeeiras, como São Paulo e Minas, as terras disponíveis à colonização eram marginais e escassas e o fluxo migratório era preferencialmente destinado às plantações de café.


Imigração Italiana para o Brasil de 1876 a 1920
Região de OrigemNúmero de ImigrantesRegião de OrigemNúmero de Imigrantes
Veneto365.710Sicília44.390
Campania166.080Piemonte40.336
Calabria113.155Puglia34.833
Lombardia105.973Marche25.074
Abruzzo e Molise93.020Lazio15.982
Toscana81.056Umbria11.818
Emlia Romagna59.877Liguria9.328
Basilicata52.888Sardenha6.113
Total : 1.243.633
 




Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Erechim RS