História do Vêneto e da grande emigração italiana, quando milhões deixaram a Itália entre os séculos XIX e XX em busca de uma vida melhor no Brasil e no mundo. Contato com o autor luizcpiazzetta@gmail.com
segunda-feira, 30 de março de 2026
Quem Eram os Tiroleses de Língua Italiana? A Verdadeira História dos Imigrantes do Império Austro-Húngaro no Brasil
sábado, 28 de março de 2026
Entre a Esperança e o Destino
De Roverchiara às colônias do Brasil
Roverchiara, o Adeus
Na planície fértil de Verona, onde o rio Adige serpenteava preguiçoso antes de se enfurecer nas cheias, erguia-se o pequeno município de Roverchiara. Ali nascera Alessandro Bonora, filho de camponeses que durante gerações haviam lutado contra o mesmo inimigo: a terra ingrata, que no verão ressecava ao sol ardente e no inverno era tomada pelas águas violentas. O campanário da igreja marcava as horas com seu sino rouco, lembrando a todos que a vida era curta e o trabalho incessante.
As manhãs começavam com o cheiro acre do estrume espalhado nos campos e o barulho dos arados de madeira rangendo sob a força dos bois. Alessandro crescera nesse cenário, aprendendo desde cedo que os braços eram a única riqueza de um homem. O pai dizia que quem não tivesse força para a enxada não teria pão na mesa. Ele próprio conhecera os anos de fome, quando o milho apodreceu nas espigas e as famílias sobreviveram apenas com polenta rala e raízes arrancadas da beira do rio.
Na década de 1880, a Itália unificada parecia mais distante que nunca para aqueles camponeses. O novo governo aumentava impostos, cobrava o serviço militar obrigatório retirando braços fortes do campo e pouco ou nada oferecia em troca. O Vêneto, antes dominado pelos austríacos, era agora apenas uma província pouco industrializada, com falta de postos de trabalho remunerado, quase esquecida de um reino instável. Nas feiras de Verona, circulavam rumores de uma terra além-mar onde a vida recomeçava. O Brasil, diziam, abria as portas aos imigrantes, oferecendo terras férteis e liberdade. Os agentes de emigração percorriam as aldeias com panfletos coloridos e promessas sedutoras, descrevendo plantações infinitas de café e salários que pareciam sonhos.
Foi nessa atmosfera que Alessandro tomou sua decisão. Não fora um impulso, mas um acúmulo de desilusões. O campo já não alimentava a todos; a família se dividia entre parcelas de terra cada vez menores; e a juventude parecia escoar-se sem futuro. Olhava para os irmãos mais novos e sentia-se responsável por abrir um caminho, por arriscar-se em busca de algo que pudesse salvar o nome dos Bonora da miséria.
Os dias que antecederam a partida foram de despedidas dolorosas. Cada gesto, cada cheiro da aldeia se transformava em memória. O som das águas do Adige batendo contra as margens, o vento frio do inverno que varria os becos estreitos, o calor das procissões que reuniam toda a vila em torno da pequena igreja. Sabia que talvez nunca mais veria nada daquilo.
A mãe, de mãos calejadas, preparou-lhe uma sacola com pão duro, queijo curado e uma pequena estampa de Nossa Senhora. O pai, homem de poucas palavras, apenas lhe tocou o ombro, gesto que dizia mais do que qualquer bênção. Alessandro, ainda jovem, sentiu o peso da responsabilidade cair-lhe sobre as costas como um fardo inevitável. Não partia apenas por si, mas por todos os que ficavam.
Na madrugada fria de março de 1889, atravessou os quase 30Km da estrada de terra que ligava Roverchiara a Verona. O coração batia em ritmo apressado, dividido entre o medo do desconhecido e a esperança de um futuro melhor. Carregava um casaco gasto, algumas moedas costuradas na barra da calça e a convicção de que, do outro lado do oceano, haveria espaço para recomeçar.
Na estação ferroviária de Verona, encontrou outros homens como ele, vindos de aldeias vizinhas: jovens, mães com crianças pequenas, velhos que ainda acreditavam no milagre da emigração. Todos carregavam malas improvisadas, embrulhos de pano, sacolas cheias de pão e saudade. O trem de terceira classe, lento e abafado, os levou em direção a Gênova. Ali, diante do imenso porto, Alessandro viu pela primeira vez o navio que o arrancaria da Itália. Era uma montanha de ferro e madeira, cercada de gritos, mercadorias, choros e cantorias.
Enquanto embarcava, Alessandro voltou-se uma última vez para imaginar o campanário de Roverchiara tocando o sino das seis. Naquele instante, compreendeu que deixava para trás não apenas sua terra natal, mas também a própria infância. O navio soltou fumaça, o apito ecoou sobre as águas e a Itália começou a desaparecer atrás dele, reduzida a uma linha tênue no horizonte.
O destino chamava-o para longe. E, sem saber, Alessandro Bonora se lançava em uma travessia que mudaria sua vida para sempre.
Gênova e a Travessia
O porto de Gênova se apresentava como um mundo de sons e cheiros que Alessandro jamais imaginara. Barracas coloridas vendiam frutas e peixes, marinheiros gritavam ordens, cordas rangiam sob o peso das mercadorias, e barcos menores cruzavam o cais em um balé desordenado. Alessandro segurava firme sua sacola de pano, observando a multidão de homens, mulheres e crianças que, como ele, deixavam tudo para trás. Cada rosto contava uma história de fome, esperança e coragem.
Ao se aproximar do enorme navio que o levaria ao Brasil, seu coração bateu mais forte. Era uma montanha de ferro e madeira, negra como carvão, com janelas pequenas que pareciam olhos atentos ao mar. A fumaça saía da chaminé em cortinas espessas, misturando-se ao cheiro salgado da água e à madeira antiga do cais. Ele sentiu uma pontada de medo — não pela travessia, mas pelo desconhecido que o aguardava do outro lado.
Os dias que se seguiram à partida foram de adaptação e aprendizado. O navio era abarrotado; homens e mulheres dividiam o espaço como animais de curral, sem conforto, sem privacidade. Alessandro, que antes trabalhara apenas na terra, agora lutava contra enjôos provocados pelo balanço constante do mar e pelo cheiro forte de comida estragada que circulava entre os conveses inferiores. O sono era raro e interrompido pelo choro das crianças, pelas discussões e pelo ranger das madeiras sob a pressão das ondas.
Ele conheceu outros emigrantes que, como ele, carregavam histórias pesadas nas costas. Um jovem de Vicenza falava de uma irmã doente deixada para trás; uma mãe de Parma chorava pela filha pequena, embalada pela insegurança do futuro; um velho de Trento, curvado pelo tempo, parecia carregar todos os anos de Europa nas suas costas. Alessandro ouvia-os com atenção, e cada relato reforçava seu próprio sentimento: ele não estava sozinho, mas todos eram vulneráveis diante daquele oceano imenso.
As refeições eram escassas e frugais. Polenta rala, alguns pedaços de carne salgada, pão duro que se desfazia na boca. A água doce, limitada, era guardada como tesouro. Alessandro aprendeu a dividir, a observar e a respeitar o espaço do outro, pois naquele navio todos eram iguais na necessidade. Entre trabalhos simples — como carregar baldes de água e ajudar a limpar os conveses — e longos momentos de espera, o jovem refletia sobre Roverchiara: o cheiro da terra, o toque da mãe, o silêncio firme do pai. Cada memória o fortalecia, mas também lhe pesava no peito.
O mar, às vezes calmo, às vezes revolto, ensinou-lhe que o mundo era maior e mais imprevisível do que qualquer campo ou estrada de Verona. Tempestades chegavam sem aviso, e Alessandro via a fúria das ondas bater contra o casco do navio, levantando cortinas de água salgada que molhavam os passageiros. O medo se misturava à adrenalina; cada onda vencida era uma pequena vitória sobre si mesmo. A noite, entretanto, era quando a solidão se tornava mais profunda. Deitado em um pequeno leito de madeira, Alessandro olhava para o teto do convés e imaginava o céu estrelado sobre sua vila, sentindo a distância quase impossível de atravessar.
Apesar de tudo, havia momentos de esperança e união. Cantorias surgiam espontâneas nos conveses, histórias eram contadas em voz baixa e risos surgiam entre lágrimas. Alessandro percebeu que, embora cada um carregasse sua própria dor, todos compartilhavam o mesmo sonho: uma nova vida, uma oportunidade de começar de novo. Ele se sentia parte de algo maior, uma corrente de coragem que avançava pelo oceano.
Quando os primeiros sinais da costa brasileira surgiram, em forma de aves marinhas e o cheiro úmido de terra, um misto de cansaço, alívio e emoção invadiu Alessandro. Finalmente, depois de semanas de balanço, enjôos e noites sem dormir, o horizonte oferecia a promessa de novas terras. Ele não sabia o que encontraria, nem se as promessas dos agentes de imigração seriam verdadeiras. Mas sabia, com uma certeza profunda, que a viagem o transformara. Já não era apenas o jovem de Roverchiara; era um homem que havia atravessado o mundo, carregando em si a esperança e o peso da sua família.
E assim, enquanto o navio deslizava lentamente pelos últimos quilômetros até o porto de Santos, Alessandro Bonora se preparava para o segundo ato de sua vida: desembarcar em uma terra estranha e começar do zero.
Chegada ao Brasil
O navio finalmente aportou no porto de Santos, e o calor úmido do Brasil envolveu Alessandro como um manto desconhecido. O cheiro intenso do mar misturado ao suor, ao vapor das mercadorias e ao perfume de frutas tropicais fazia-lhe lembrar, com ironia, os dias frios de Roverchiara. Tudo era estranho: as vozes, a língua, os gestos e o ritmo acelerado da cidade portuária, onde marinheiros, trabalhadores e emigrantes se cruzavam em uma dança caótica de ordens e pressa.
Alessandro passou pelas formalidades da imigração, sentindo a burocracia como mais um obstáculo entre ele e a liberdade prometida. Havia filas longas, papéis a preencher, carimbos a receber — cada movimento exigia paciência e atenção. Ele soube de outros homens que recebiam ordens, ajudavam familiares e tentavam organizar remessas de dinheiro para os que ficavam na Itália. Nas cartas que esses emigrantes escreviam, lia-se a mesma angústia que sentia: o medo da doença, a distância da família e a necessidade de sobreviver em terra estranha.
As horas de espera e o calor escaldante testavam sua resistência. Alessandro sentia-se exausto, com a mente a correr entre a lembrança da mãe e do pai, a saudade da irmã e o peso da responsabilidade sobre os irmãos mais novos. Como Giuseppe, ele sabia que cada decisão tomada naquele instante poderia mudar não apenas sua vida, mas a de todos que esperavam notícias na Itália. Cada moeda, cada palavra, cada gesto de cuidado tinha valor imensurável.
Ao finalmente deixar o porto, o trem que o levaria ao interior da província de São Paulo se transformou em um novo tipo de viagem, cheia de paisagens inesperadas: rios largos, matas densas, terras férteis e, ao longe, a promessa de fazendas de café. Alessandro observava tudo com olhos atentos, tentando memorizar cada detalhe, imaginando como poderia transformar aquele mundo em seu novo lar.
Chegando à colônia destinada aos imigrantes, encontrou famílias em condições semelhantes: jovens como ele, mães com filhos pequenos, idosos carregados de saudade. A adaptação começou imediatamente. Ele trabalhou nos primeiros dias sob sol intenso, carregando pedras, limpando terrenos e preparando pequenas moradas provisórias. A vida exigia força física, resistência e inteligência emocional; não havia tempo para desânimo. A necessidade de enviar algum alívio financeiro à família na Itália transformava cada esforço em urgência, cada gota de suor em promessa cumprida.
À noite, Alessandro escrevia cartas imaginárias, assim como muitos antes já haviam feito, pensando em como transmitir notícias de saúde, segurança e esperança aos parentes. Ele tentava, mesmo à distância, confortar o coração de quem permanecia em Verona, consciente de que cada linha escrita era um elo invisível entre mundos distantes. O Brasil, embora belo e vasto, ainda era uma terra de desafios e incertezas. Mas, pela primeira vez desde que deixara Roverchiara, Alessandro sentiu que estava construindo algo próprio, um caminho que, apesar das dificuldades, poderia garantir um futuro digno para ele e para sua família.
E, entre o cansaço e a ansiedade, ele percebeu que a verdadeira travessia não havia sido apenas pelo mar, mas pela coragem de enfrentar o desconhecido, de se reinventar e de carregar nas costas o peso da esperança de toda uma família.
A Colônia e o Trabalho
O primeiro contato com a colônia foi marcado por uma sensação de isolamento. A mata fechada, densa e úmida, parecia engolir os recém-chegados, como se quisesse provar-lhes que a vida ali não seria um presente fácil, mas um combate diário. Alessandro desceu do trem que o trouxera da porto e sentiu o chão irregular, coberto de raízes e pedras. Não havia mais os campos ordenados de Roverchiara, nem os sinos da igreja marcando as horas. Naquele silêncio profundo da mata, apenas o canto dos pássaros e o eco distante dos machados lembravam que homens lutavam para abrir espaço em meio à vastidão verde.
As primeiras semanas foram de trabalho incessante. A cada manhã, Alessandro se juntava aos outros colonos para derrubar árvores gigantescas, cortar troncos pesados e carregar toras que pareciam não ter fim. O suor escorria-lhe pelo rosto e a camisa se encharcava rapidamente sob o calor sufocante do Brasil. As mãos, acostumadas à enxada leve e ao arado puxado por bois, agora se enchiam de calos e cortes. Cada músculo reclamava em dor, mas ele continuava, movido por uma força que vinha não só da juventude, mas da responsabilidade que carregava em nome de sua família distante.
As moradias improvisadas eram pequenas cabanas de madeira, cobertas com folhas de palmeira ou telhas mal alinhadas. Dentro, o chão de terra batida servia de cama para os que ainda não tinham conseguido improvisar móveis. Alessandro dividia o espaço com outros jovens, cada um trazendo no olhar a mesma mistura de medo e esperança. À noite, os corpos exaustos repousavam em silêncio, interrompido apenas pelo choro de crianças ou pela tosse seca de algum velho debilitado pela viagem.
A carta do emigrante Giacomo Masuetto circulava de mão em mão entre os colonos, como um testemunho vivo do que todos enfrentavam. Alessandro a ouviu lida em voz alta certa noite, sob a luz bruxuleante de uma lamparina. As palavras de dor e de súplica encontraram eco em seu coração: falava-se de enfermidades contraídas logo após a migração, da visão enfraquecida, das pernas castigadas, das dificuldades em sustentar a família. Mas também havia ali uma mensagem de fé, de confiança nos filhos e irmãos que deveriam unir forças para sobreviver. Alessandro fechou os olhos e viu o rosto do próprio pai, que poderia muito bem ter escrito aquelas linhas. Sentiu-se chamado, mais uma vez, à responsabilidade de não fraquejar.
O trabalho no forno da colônia foi outra experiência marcante. Alessandro ajudava a queimar toras e a reparar fornalhas, sentindo o calor intenso que o consumia de dentro para fora. As roupas se encharcavam de suor, o corpo clamava por descanso, mas a mente repetia que cada dia de esforço era um passo em direção a uma vida mais digna. Muitos adoeciam — febres tropicais, feridas infeccionadas, fraqueza causada pela alimentação pobre —, e o jovem compreendeu que a sobrevivência não dependia apenas da força do braço, mas também da solidariedade entre os companheiros.
As refeições eram modestas, lembrando-lhe os tempos de fome na Itália. Feijão grosso, arroz empapado, farinha de mandioca, às vezes um pedaço de carne seca. Mesmo assim, Alessandro agradecia em silêncio, pois sabia que em Roverchiara muitos ainda passavam fome, sem sequer uma promessa de futuro. No coração, crescia-lhe a convicção de que cada gota de suor deveria transformar-se em carta, em notícia enviada para longe, garantindo aos que ficaram que o sacrifício não era em vão.
Com o tempo, o mato derrubado começou a dar lugar a pequenos roçados. Os colonos plantaram milho, feijão e mandioca, abrindo clareiras onde antes apenas a floresta dominava. Alessandro olhava para aquele solo vermelho, úmido e fértil, e se perguntava se realmente seria capaz de criar raízes ali, tão distante do campanário de Roverchiara. A saudade ainda pesava, mas a vida não lhe dava escolha: era preciso resistir, trabalhar, acreditar.
Foi nesse período que Alessandro descobriu um novo tipo de fé. Não a fé do sino da igreja, mas a fé silenciosa, nascida da luta diária, da mão estendida de um vizinho, da coragem de recomeçar a cada manhã. O Brasil não lhe entregara as promessas fáceis dos panfletos, mas lhe mostrava que, apesar da dor, havia espaço para construir algo duradouro.
E assim, entre o machado e a enxada, entre cartas lidas à luz da lamparina e a lembrança de um pai distante, Alessandro Bonora se transformava. Já não era apenas o jovem que partira de Roverchiara em busca de esperança. Era agora colono, trabalhador e testemunha viva de que a migração não era uma viagem, mas uma batalha cotidiana, onde cada dia vencido era um triunfo silencioso sobre a adversidade.
Nota do Autor
Dr. Piazzetta
terça-feira, 24 de março de 2026
A Chegada dos Imigrantes Italianos ao Brasil o Encanto, as Dificuldades e os Conflitos Iniciais
A Chegada dos Imigrantes Italianos ao Brasil o Encanto, as Dificuldades e os Conflitos Iniciais
Os navios que transportavam famílias italianas rumo à América do Sul não seguiam exatamente os mesmos itinerários, sobretudo nos momentos finais da travessia. As rotas variavam conforme a companhia marítima, as condições do mar e os portos autorizados a receber imigrantes. Por isso, as experiências de chegada ao Brasil foram diversas, algumas marcadas por surpresa positiva, outras por frustração e cansaço.
Ao avistarem o litoral brasileiro, muitos viajantes sentiram-se dominados por uma intensa emoção. A paisagem tropical, as montanhas próximas ao mar e o perfil das cidades litorâneas produziam a sensação de terem alcançado um mundo completamente diferente daquele deixado na Europa. A imagem das baías amplas, das ilhas verdes e do relevo recortado ficava gravada para sempre na memória de quem passou semanas olhando apenas o oceano.
Entretanto, o desembarque raramente correspondia ao sonho idealizado. Em vários casos, os imigrantes eram conduzidos para ilhas próximas aos grandes portos, onde passavam por inspeções sanitárias e triagens burocráticas. Essas áreas, muitas vezes improvisadas, eram marcadas por instalações simples, pouco acolhedoras, com atrasos na distribuição de alimentos e longas esperas em condições precárias. Muitos tiveram de dormir ao relento na primeira noite em solo americano, exaustos e ainda mareados da viagem.
A recepção variava de região para região. Em algumas situações, autoridades locais demonstravam atenção aos recém-chegados, conscientes da importância da imigração para o povoamento e para a economia agrícola. Em outras, predominavam a desorganização e o tratamento frio, reforçando o sentimento de vulnerabilidade de pessoas que não dominavam o idioma e desconheciam completamente a realidade que iriam enfrentar.
Além disso, não eram raros os episódios de manipulação envolvendo a destinação dos colonos. Alguns grupos que desejavam seguir para regiões de clima mais ameno, como o sul do Brasil, eram direcionados para áreas cafeeiras do interior paulista, onde havia forte demanda de mão de obra. Informações incompletas, promessas exageradas e pressão de intermediários levavam famílias a aceitar contratos e destinos diferentes daqueles que haviam inicialmente planejado. Quando percebiam o engano, o sentimento predominante era de indignação, embora muitos acabassem se adaptando mais tarde às novas circunstâncias.
Esse conjunto de emoções — euforia pela chegada, surpresa diante da nova terra, cansaço acumulado e revolta com situações de injustiça — marcou profundamente os primeiros contatos dos imigrantes italianos com o Brasil. Foi a partir desse choque inicial que se iniciou a verdadeira jornada: a de construir casas, abrir roças, reencontrar dignidade no trabalho e transformar incerteza em futuro para as gerações seguintes.
Nota explicativa
Este texto aborda, de forma histórica e documental, as experiências vividas pelos imigrantes italianos ao chegarem ao Brasil no século XIX. Descreve as rotas marítimas, as condições de desembarque, a recepção nos portos e os conflitos relacionados à destinação das famílias para diferentes regiões do país. Todas as informações aqui tratadas baseiam-se em fatos históricos amplamente reconhecidos sobre a imigração italiana e têm caráter exclusivamente informativo e cultural.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
segunda-feira, 2 de março de 2026
Os Pilares do Novo Mundo e a Saga de Bartolomeo Sandrigo
Os Pilares do Novo Mundo e a Saga de Bartolomeo Sandrigo
No outono de 1855, em um vilarejo esquecido chamado Spresiano, na província de Treviso, no coração do Vêneto italiano, nasceu Bartolomeo Sandrigo. O ar estava pesado com o cheiro de folhas úmidas e terra remexida, enquanto o Rio Piave murmurava ao fundo como um lamento eterno. A Itália recém-unificada era um caldeirão de promessas quebradas: impostos esmagadores do novo reino, terras concentradas nas mãos de poucos nobres, e uma fome que roía as entranhas dos camponeses como um lobo faminto. Bartolomeo, o caçula de sete irmãos, cresceu em uma cabana de pedra e palha, onde o pai, um mezzadro explorado, labutava de sol a sol por uma fração da colheita. "A terra nos dá vida, mas nos rouba a alma", murmurava o velho Sandrig, com mãos calejadas que pareciam raízes retorcidas.
A vida rural no Vêneto era um ciclo impiedoso. Aos dez anos, Bartolomeo já manejava a enxada nos campos de milho e trigo, enquanto epidemias de pelagra – a doença da miséria, causada por dietas pobres em niacina – deixavam marcas vermelhas na pele de vizinhos. Revoltas camponesas ecoavam pelas colinas, com padres como mediadores entre os famintos e os senhores ausentes. Bartolomeo viajava a pé até Treviso para vender ovos no mercado, onde ouvia sussurros de um mundo além-mar: o Brasil, uma terra de ouro verde, onde o governo prometia lotes de terra gratuitos para quem ousasse cruzar o Atlântico. Agentes de emigração, com cartazes coloridos, pintavam quadros de abundância, mas Bartolomeo, analfabeto como a maioria, confiava nas histórias orais. "Merica", chamavam-na, uma palavra que soava como salvação.
Aos 20 anos, em 1875, a tragédia selou seu destino. Uma geada tardia destruiu a colheita, e o pai morreu de exaustão, deixando a família endividada. Bartolomeo, alto e forte como um carvalho vêneto, com olhos castanhos que guardavam uma determinação feroz, decidiu partir. Ele vendeu o pouco que restava – uma vaca magra e ferramentas enferrujadas – e comprou uma passagem subsidiada pelo governo italiano, que via na emigração uma válvula para aliviar a pressão social. Com uma mala de madeira contendo sementes de uva, uma Bíblia gasta e o rosário da mãe, ele se juntou a centenas de conterrâneos no porto de Gênova. Lá, no caos de malas e lágrimas, encontrou Maria, uma jovem de um vilarejo vizinho, órfã e destemida, que viajava sozinha para encontrar parentes distantes. Seus olhares se cruzaram como faíscas em uma forja, plantando as sementes de um amor que desafiaria oceanos.
O navio La Sofia, um vapor enferrujado de casco de ferro, zarpou em novembro de 1875, carregando 388 almas do Vêneto e Trentino. Bartolomeo e Maria, confinados no porão úmido, enfrentaram semanas de tormentas atlânticas, onde ondas como montanhas ameaçavam engolir o casco. Doenças se espalhavam como fogo em palha seca: tifo e cólera ceifaram vidas, incluindo a de uma criança que Bartolomeo ajudou a enterrar no mar. Ele, com sua força, organizava turnos para distribuir rações minguadas de pão duro e água salobra, ganhando o respeito dos companheiros. "Somos como os antigos romanos", ele dizia a Maria durante as noites insone, "construindo um império em terras selvagens".
Mas o mar não era o único inimigo. Intrigas a bordo surgiram: um agente brasileiro, um homem astuto chamado Pereira, prometia terras férteis no Rio Grande do Sul, mas sussurros revelavam que muitos imigrantes acabavam em condições semi-escravas. Bartolomeo, com sua veia de líder nata, confrontou Pereira em uma discussão acalorada, defendendo uma família que havia sido enganada com promessas falsas. Maria, com sua inteligência afiada, costurava roupas rasgadas e contava histórias folclóricas vênetas para acalmar as crianças, tecendo laços que se tornariam vitais no novo mundo. Quando o navio atracou no porto de Rio Grande em janeiro de 1876, após uma escala em Vitória, o grupo estava exausto, mas vivo. O ar tropical, carregado de umidade e cheiro de mata virgem, era um contraste chocante com as neves do Vêneto.
O governo provincial do Rio Grande do Sul, ansioso por mão de obra após a abolição gradual da escravatura, distribuiu lotes na Serra Gaúcha, uma região montanhosa e selvagem. Bartolomeo e Maria, agora casados em uma cerimônia improvisada no porto, foram designados para a Colônia Conde d'Eu, que mais tarde se tornaria Garibaldi. A terra prometida era uma floresta densa, infestada de onças e índios kaingang, que viam os invasores como ameaça. Com machados e enxadas, Bartolomeo liderou a derrubada de árvores centenárias, construindo uma cabana de toras enquanto Maria plantava as sementes trazidas da Itália – uvas moscatel que se adaptariam ao solo vulcânico.
Os desafios eram implacáveis. Chuvas torrenciais transformavam trilhas em lamaçais, e a malária ceifava vidas como uma foice invisível. Bartolomeo contraiu a febre, delirando por dias, mas Maria, com ervas trazidas e conhecimentos populares, o salvou. Rivalidades surgiram: um fazendeiro local, o Barão de Arroio Grande, cobiçava as terras dos imigrantes e enviava capangas para intimidá-los. Bartolomeo, com aliados vênetos, organizou uma milícia informal, defendendo a colônia em uma emboscada noturna que deixou cicatrizes em sua alma. "Esta terra nos testa, mas nos forja", ele confidenciava a Maria, enquanto o primeiro filho, Giuseppe, nascia em 1878, simbolizando a raiz plantada no novo solo.
Economicamente, a colônia florescia devagar. Bartolomeo introduziu técnicas de terraceamento das colinas vênetas, prevenindo erosão, e fundou uma cooperativa para produzir vinho, inspirado nas vinhas de Treviso. Mas greves eclodiram em 1880, quando o governo atrasou pagamentos por estradas construídas pelos imigrantes. Bartolomeo, ecoando as revoltas camponesas de sua juventude, liderou uma marcha até Porto Alegre, enfrentando tropas que o prenderam por semanas. Maria, sozinha com a criança, gerenciava a fazenda, negociando com comerciantes portugueses e indígenas, revelando uma resiliência que rivalizava com a de heroínas antigas.
Pelos anos 1890, a colônia havia se transformado. Bartolomeo, agora um homem de meia-idade com barba grisalha, via suas vinhas produzirem o primeiro vinho premiado, exportado para o Rio de Janeiro. Ele construiu uma igreja de pedra, dedicada a São Roque, onde festas misturavam tarantelas italianas com danças gaúchas, forjando uma identidade híbrida. Mas o preço foi alto: um filho perdido para uma enchente, rivalidades que culminaram em um duelo com um antigo inimigo, e o peso da saudade do Vêneto. Maria, sua âncora, fundou uma escola rural, ensinando o talian – o dialeto vêneto abrasileirado – a gerações que cresceriam como ítalo-brasileiros.
Em 1910, aos 55 anos, Bartolomeo refletia em sua varanda, olhando os vales verdejantes que ele ajudara a domar. Seus descendentes, agora dezenas, espalhavam-se por Caxias do Sul e Bento Gonçalves, contribuindo para a industrialização nascente. Ele morreu em 1925, durante a Revolução Federalista, deixando um legado de resiliência. Maria viveu até 1935, contando histórias que inspiraram netos a retornarem à Itália em busca de raízes, fechando o círculo de uma saga que ecoava os pilares da terra: trabalho, amor e transformação.
Nota do Autor
A história Os Pilares do Novo Mundo: A Saga de Bartolomeo Sandrig foi escrita como uma homenagem à resiliência dos imigrantes italianos que, no final do século XIX, cruzaram oceanos em busca de uma vida melhor no Brasil, particularmente no Rio Grande do Sul. A narrativa combina detalhes históricos minuciosos com personagens fictícios complexos, refletindo as lutas, esperanças e transformações de uma geração que moldou a identidade ítalo-brasileira.
O texto foi concebido a partir do pedido de explorar a vida de um imigrante vêneto, Bartolomeo Sandrigo, nascido na província de Treviso, durante a grande onda migratória italiana (1870-1930). Escolhi o Vêneto como origem por sua relevância histórica: cerca de 30% dos imigrantes italianos no Brasil vieram dessa região, atraídos por promessas de terras e oportunidades após a unificação italiana, que trouxe crise econômica e desigualdade. A Colônia Conde d’Eu (atual Garibaldi) foi selecionada como cenário por sua importância no desenvolvimento da viticultura gaúcha, um legado vivo dos imigrantes.
Bartolomeo e Maria são arquétipos dos milhares de camponeses que enfrentaram condições adversas – desde travessias marítimas perigosas até a exploração no sistema de colonato e conflitos com fazendeiros locais. A narrativa incorpora eventos históricos reais, como a chegada do navio La Sofia em 1875 e as greves dos imigrantes, mas os entrelaça com dramas pessoais – amor, perda, rivalidades. Detalhes como o cultivo de uvas moscatel, o uso do dialeto talian e a construção de igrejas refletem a pesquisa sobre a cultura vêneta e sua fusão com o contexto brasileiro.
O objetivo foi criar uma história original, evitando plágio, que não apenas entretenha, mas também ilumine o impacto da imigração italiana no Brasil. A saga de Bartolomeo reflete a construção de uma identidade híbrida, onde tradições italianas se misturaram a elementos gaúchos, indígenas e africanos, formando a base de comunidades prósperas como Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Escrevi este texto para honrar essas vozes esquecidas, cujas lutas e conquistas continuam a ecoar na cultura, economia e paisagem do Brasil moderno.
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
O Longo Caminho dos Imigrantes Italianos até a Serra Gaúcha
O Longo Caminho dos Imigrantes Italianos até a Serra Gaúcha
Para dar seguimento ao grande projeto de trazer milhares de agricultores italianos para a província do Rio Grande do Sul, o governo imperial iniciou a construção de uma estrada na localidade de São Sebastião do Caí, para facilitar a viagem dos imigrantes e também, já pensando no escoamento dos produtos agrícolas das colônias, mas, esta só foi entregue em 1884. Foi dado a ela o nome de Estrada Rio Branco. Os imigrantes italianos chegavam no Rio Grande do Sul através de navios que atracavam no porto da cidade de Rio Grande. A partir de Pelotas, aqueles que tinham como destino final as Colônias da Serra Gaúcha, entravam na Lagoa dos Patos e desembarcavam em Porto Alegre. Depois de um parada de alguns dias, instalados nos barracões que serviam de hospedaria, aguardavam a ordem de partida para o seu destino final. Da capital gaúcha embarcavam em pequenos barcos a vapor, para uma viagem de 12 horas, subindo o Rio Caí, até o porto dos Guimarães, ponto final navegável do rio, na cidade de São Sebastião do Caí. Aqueles imigrantes que tinham como destino final as Colônias de Conde d'Eu, atual Garibaldi, e Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves, desembarcavam um pouco antes, na cidade de Montenegro e essa viagem durava 7 horas. Os imigrantes destinados à Colônia de Caxias desembarcavam em São Sebastião do Caí. Os imigrantes embarcavam em lanchas ou em grandes barcos a vapor, conforme a altura das águas do rio. Entre as cidades de Montenegro e São Sebastião do Caí existia na época uma barragem com comportas, que regulavam a altura das águas do rio. Esta barragem com comportas foi a primeira da América do Sul e ficava no município de Pareci.
Nos primeiros anos da imigração italiana a trilha ficava no meio da mata e os imigrantes pioneiros abriam caminho com foices e facões. Existia um antigo paradouro onde descansavam para enfrentar o pior trecho, a penosa subida da Serra, que demorava três dias e três noites. Na foto acima o antigo Porto de São Sebastião do Caí anos depois em 1910, com o vapor Salvador atracado quando então ainda não havia um cais e os carroções com os pertences dos primeiros imigrantes com destino a Colônia de Caxias, precisavam subir uma forte rampa no barranco do rio. Ao fundo pode-se ver também a densa floresta, por onde as caravanas de carroças deviam passar em direção ao alto da Serra.
Alguns anos mais tarde, quando as três Colônias da Serra Gaúcha já estavam com a lotação completa, os imigrantes italianos que chegavam eram levados para a recém criada Colônia Silveira Martins, próximo a cidade de Santa Maria, a qual ficou conhecida por Quarta Colônia, por ter sido a quarta a ser criada pelo governo brasileiro. Em Porto Alegre embarcavam em pequenos barcos a vapor, subindo pelas água do Rio Jacuí e desembarcando na cidade de Rio Pardo. Desta cidade faziam o trecho restante até a colônia, a pé ou carroças, através da localidade de Val de Buia.
Nota do Autor
Este texto apresenta, em linguagem acessível, um resumo do percurso realizado pelos imigrantes italianos até as colônias da Serra Gaúcha, destacando os caminhos fluviais, as trilhas na mata e os esforços físicos envolvidos nessa jornada. Mais do que uma descrição de rotas, ele busca revelar a dimensão humana da imigração: o cansaço, a esperança e a determinação de famílias que deixaram a Europa em busca de terra, trabalho e dignidade no Brasil.
Ao narrar essas travessias, o objetivo é valorizar a memória dos que enfrentaram rios, serras e florestas para construir novas comunidades no Rio Grande do Sul. Trata-se de um convite à reflexão sobre como a infraestrutura, o território e a cultura se entrelaçaram na formação das colônias italianas e na história do estado.
Dr. Luiz C. B. Piazzetta
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Os Camponeses Italianos e o Brasil do Café no Século XIX
Os Camponeses Italianos e o Brasil do Café no Século XIX
O Império Brasileiro, já nos últimos trinta anos do século XIX, despontava como um grande país: vasto em território, com baixa densidade demográfica e ainda pouco desenvolvido. Sua economia era baseada quase exclusivamente na agricultura, especialmente na produção de café.
Até então, a força de trabalho era formada quase inteiramente por escravizados africanos trazidos à força para o Brasil. Com a explosão do preço internacional do café, surgiram extensas lavouras nas províncias de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o que aumentou enormemente a demanda por mão de obra.
A Lei do Ventre Livre e o Fim da Escravidão
Nesse período, cresciam dentro do Império as vozes contrárias à escravidão. Em 1871, foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que determinava que os filhos das mulheres escravizadas seriam considerados livres.
Essa lei marcou o início do fim da escravidão no Brasil, que seria definitivamente abolida em 13 de maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea.
A Imigração Italiana para as Lavouras de Café
Diante da necessidade de substituir a mão de obra escrava, os camponeses italianos tornaram-se uma das principais opções do governo imperial. Vindos sobretudo do Vêneto, da Lombardia e do sul da Itália, chegaram à província de São Paulo nos últimos anos do século XIX.
Eles eram recrutados por companhias especializadas e vinham com a viagem paga pelos fazendeiros. Os contratos assinados ainda na Itália determinavam que, com suas famílias, seriam responsáveis pelo plantio, limpeza e colheita de um número fixo de pés de café, geralmente por no mínimo dois anos, período em que não podiam abandonar legalmente a fazenda.
Dificuldades, Desilusões e o Decreto Prinetti
Apesar de, por serem brancos e católicos, receberem tratamento um pouco melhor do que os ex-escravizados, a realidade era dura. As moradias eram precárias — muitas vezes antigas senzalas — e o trabalho era exaustivo.
Essa situação levou o governo italiano a editar, em 1902, o Decreto Prinetti, suspendendo temporariamente a emigração para o Brasil, especialmente para as grandes fazendas paulistas de café.
Do Café às Cidades: O Espírito Empreendedor Italiano
Após cumprirem os contratos e quitarem suas dívidas, muitos imigrantes deixaram as fazendas e se estabeleceram nas cidades em rápido crescimento no interior paulista.
Ali, passaram a trabalhar em fábricas ou abriram pequenos negócios. Depois da jornada nas indústrias, ainda trabalhavam em casa em diversos ofícios para aumentar a renda familiar. Esse esforço foi o grande segredo do sucesso dos imigrantes italianos.
Assim surgiram pequenas fábricas e casas comerciais que, com o tempo, tornaram-se verdadeiras potências econômicas. O progresso do interior paulista deve-se em grande parte a esses pioneiros empreendedores.
Língua, Cultura e Bairros Italianos em São Paulo
Uma característica marcante era que os italianos não tinham, naquele momento, uma identidade nacional unificada. Falavam diferentes dialetos e tinham costumes variados.
Com o convívio, o idioma italiano difundiu-se rapidamente como língua comum. Falar italiano passou a ser visto como sinal de distinção social, enquanto muitos dialetos e costumes regionais foram sendo abandonados.
Tanto no interior paulista quanto na capital, surgiram bairros inteiros formados quase exclusivamente por italianos e seus descendentes. Exemplos clássicos são o Brás e o Bixiga, em São Paulo.
Nota do Autor
A imigração italiana para o Brasil no auge da cultura cafeeira representa um dos episódios mais significativos da nossa história sociocultural. À primeira vista um movimento motivado por necessidades econômicas e de mão de obra, revelou-se um fenômeno complexo, marcado pela resiliência, criatividade e capacidade de adaptação dos imigrantes. Além de terem substituído de forma decisiva a mão de obra escrava em um período de profundas transformações econômicas, esses camponeses e suas famílias tunaram — com trabalho e cultura — as bases de regiões inteiras do país. Eles não apenas plantaram café, mas semearam comunidades, tradições e um vigoroso legado que se perpetua até hoje.
Dr. Luiz C. B. Piazzetta
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Lista de Alguns Sobrenomes de Imigrantes Italianos Pioneiros em Encantado RS
Lista de Alguns Sobrenomes de Imigrantes Italianos Pioneiros em Encantado RS
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Relação de Emigrantes do Comune de Loria os Italianos que Deixaram a Terra Natal parte 3
Relação de Emigrantes do Comune de Loria: Italianos que Deixaram a Terra Natal
PARTE 3
Esta relação reúne nomes de famílias e indivíduos que deixaram a região do Vêneto, na Itália, durante o século XIX, em um dos maiores movimentos migratórios da história europeia. Este levantamento histórico contribui para a preservação da memória dos imigrantes italianos e oferece uma fonte valiosa para descendentes que buscam reconstruir sua árvore genealógica e compreender as origens de suas famílias no Brasil.
CASTIONE (frazione) | |||||||
Baron Angelo | Cassola | 28-05-1854 | di Andrea e Orso Maria | Bisinella Maria Teresa | 21-01-1878 | 06-08-1896 | S.Paolo |
Bisinella Maria Teresa | Rosà | 11-08-1854 | di Domenico e Bordignon Anna | Baron Angelo | 21-01-1878 | id. | id. |
Baron Andrea Domenico | Cassola | 24-01-1879 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Domenico Antonio | Cassola | 05-04-1881 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Antonio | Cassola | 16-07-1883 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Angela Maria | Cassola | 12-01-1886 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Agostino Bortolo | Cassola | 11-02-1889 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Baron Domenica | Cassola | 13-05-1891 | di Angelo e Bisinella Maria Teresa | id. | id. | ||
Tessarolo Maria | Castione | 01-11-1836 | di Giacomo e Marchetti Angela | ved. Baggio Giuseppe | 05-04-1888 | S.Paolo | |
Baggio Luigi | Castione | 13-08-1867 | di Giuseppe e Tessarolo Maria | id. | id. | ||
Baggio Andrea Olivo | Castione | 01-04-1871 | di Giuseppe e Tessarolo Maria | id. | id. | ||
Bigolin Gio Batta | Galliera | 22-05-1826 | di Paolo e Domenica | Cecchin Paola | 20-11-1895 | S.Paolo | |
Cecchin Paola | Galliera | 23-03-1834 | di Luigi e Teresa | Bigolin Gio Batta | id. | id. | |
Bigolin Angelo Luigi | Galliera | 07-09-1870 | di Gio Batta e Cecchin Paola | Pegoraro Rosa | 31-12-1889 | id. | id. |
Pegoraro Rosa | Castione | 28-07-1868 | di Pietro e Baggio Giuditta | Bigolin Angelo Luigi | 31-12-1889 | id. | id. |
Bigolin Romano Gio Batta | Castione | 25-04-1890 | di Angelo e Pegoraro Rosa | id. | id. | ||
Bigolin Emilio Pietro | Castione | 13-08-1891 | di Angelo e Pegoraro Rosa | id. | id. | ||
Bigolin Olimpia | Castione | 31-07-1893 | di Angelo e Pegoraro Rosa | id. | id. | ||
Bigolin Paolo | Galliera | 08-04-1866 | di Gio Batta e Cecchin Paola | 20-10-1891 | Brasile | ||
Bigolin Giovanni | Galliera | 11-04-1872 | di Gio Batta e Cecchin Paola | 27-11-1892 | Brasile | ||
Bigolin Angela | Galliera | 16-06-1875 | di Gio Batta e Cecchin Paola | id. | id. | ||
Bigolin Domenica | Galliera | 04-06-1863 | di Gio Batta e Cecchin Paola | Pasinato Giovanni Batt. | 14-09-1895 | 20-11-1895 | S.Paolo |
Pasinato Giovanni Battista | Tombolo | 02-05-1859 | di Sante e Baggetto pasqua | Bigolin Domenica | 14-09-1895 | id. | id. |
Bizzotto Luigi | Tezze sul Brenta | 12-06-1840 | di Girolamo e | Telatin/Fabro/Nichele | 23-01-1897 | S.Paolo | |
Bizzotto Gaetano | Tezze sul Brenta | 10-12-1883 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Bizzotto Elisabetta Maria | Tezze sul Brenta | 30-05-1885 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Bizzotto Girolamo | Tezze sul Brenta | 24-12-1871 | di Luigi e Tellatin Antonia | id. | id. | ||
Bizzotto Maria Antonia | Godego | 15-01-1887 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Bizzotta Antonia Maria | Castione | 30-11-1888 | di Luigi e Fabro Margherita | id. | id. | ||
Nichele Maria Luigia | Galliera Veneta | 04-08-1851 | di Celeste e Moretto Caterina | Bizzotto Luigi | 13-05-1894 | id. | id. |
Bolzon Innocente | Godego | 16-03-1857 | di Luigi e Bernardi Marianna | Guarise Caterina | 30-12-1889 | 27-10-1895 | S.Paolo |
Guarise Caterina | Rossano Veneto | 27-07-1862 | di Valentino e Rebellato Maria | Bolzon Innocente | 30-12-1889 | id. | id. |
Bolzon Maria Luigia | Castione | 12-08-1890 | di Innocente e Guarise Caterina | id. | id. | ||
Bolzon Giuseppe | Castione | 01-06-1892 | di Innocente e Guarise Caterina | id. | id. | ||
Bizzotto Antonio | Tezze sul Brenta | 16-02-1869 | di Luigi e Tellatin Antonia | Castellan Amalia | 04-02-1891 | 05-09-1895 | S.Paolo |
Castellan Amalia Vittoria | S. Martino di Lupari | 13-08-1866 | di Sante e Liviero Maria Luigia | Bizzotto Antonio | 04-02-1891 | id. | id. |
Bizzotto Luigia Antonia | Castione | 21-10-1891 | di Antonio e Castellan Amalia | id. | id. | ||
Bizzotto Rosina Rita | Castione | 04-03-1893 | di Antonio e Castellan Amalia | id. | id. | ||
Bizzotto Maria | Castione | 29-01-1895 | di Antonio e Castellan Amalia | id. | id. | ||
Cecchin Marco | Castione | 25-04-1861 | di Sante e Visentin Maria | Spada Angela | 27-12-1884 | 06-08-1896 | S.Paolo |
Spada Angela | Riese Pio X | 14-11-1864 | di Luigi e Zarpellon Angela | Cecchin Marco | 27-12-1884 | id. | id. |
Cecchin Gio Batta | Godego | 07-04-1887 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Cecchin Regina Angela | Castione | 05-04-1889 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Cecchin Teresa | Castione | 17-07-1892 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Cecchin Bonaventura | Castione | 29-03-1894 | di Marco e Spada Angela | id. | id. | ||
Conte Giovanni | Cittadella | 16-08-1833 | di Luigi e Bernardi Giovanna | Zanotto Maria | 20-11-1895 | S.Paolo | |
Zanotto Maria | Cittadella | 11-07-1841 | di Marco e Paola | Conte Giovanni | id. | id. | |
Conte Luigi | Cittadella | 22-01-1864 | di Giovanni e Zanotto Maria | Rebellato M. Maddalena | 06-12-1889 | id. | id. |
Rebellato Maria Maddalena | Rossano Veneto | 17-06-1869 | di Domenico e Poato Maria | Conte Luigi | 06-12-1889 | id. | id. |
Conte Giovanni Giuseppe | Cittadella | 13-03-1890 | di Luigi e Rebellato M.Maddalena | id. | id. | ||
Conte Giovanni Angelo | Cittadella | 05-04-1872 | di Giovanni e Zanotto Maria | id. | id. | ||
Conte Virginia Maria | Castione | 12-05-1892 | di Luigi e Rebellato M.Maddalena | id. | id. | ||
Conte Agostino | Cittadella | 03-05-1869 | di Giovanni e Zanotto Maria | Conte Carolina | 14-11-1892 | 01-03-1895 | S.Paolo |
Conte Carolina | Cittadella | 13-02-1869 | di Pietro e Lago Elisabetta | Conte Agostino | 14-11-1892 | id. | id. |
Conte Gio Batta | Castione | 25-06-1894 | di Agostino e Conte Carolina | id. | id. | ||
Citton Bernardo | Castione | 06-07-1826 | di Bonaventura e Sanvido Anna | ved.Ceccato Giustina | Feb. 1901 | Argentina | |
Citton Bonaventura | Castione | 23-10-1861 | di Bernardo e Ceccato Giustina | Guidolin Domenica | 06-12-1886 | id. | id. |
Guidolin Domenica | Godego | 23-09-1868 | di Luigi e Filippin Margherita | Citton Bonaventura | 06-12-1886 | id. | id. |
Citton Bernardo | Castione | 29-08-1887 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Margherita Giustina | Castione | 15-07-1891 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Virginia Angela | Castione | 10-08-1893 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Giuseppe | Castione | 29-02-1896 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Erminio Valentino | Castione | 12-02-1898 | di Bonaventura e Guidolin Domenica | id. | id. | ||
Citton Giovanni | Castione | 29-02-1864 | di Bernardo e Ceccato Giustina | 1887 | Argentina | ||
Citton Giosuè | Castione | 21-04-1867 | di Bernardo e Ceccato Giustina | 1887 | Argentina | ||
Favrin Ferdinando | Vallà | 16-08-1847 | di Luigi e Bragagnolo Paola | Campagnaro Veronica | 14-01-1874 | 10-11-1888 | S.Paolo |
Campagnaro Veronica | Cittadella | 09-12-1850 | di Vettore e Bonadio Angela | Favrin Ferdinando | 14-01-1874 | id. | id. |
Favrin Giuseppe Luigi | Rossano Veneto | 09-06-1876 | di Ferdinando e Campagnaro Veronica | id. | id. | ||
Favrin Maria Angela | Rossano Veneto | 25-03-1878 | di Ferdinando e Campagnaro Veronica | id. | id. | ||
Favrin Palma Vittoria | Godego | 29-03-1885 | di Ferdinando e Campagnaro Veronica | id. | id. | ||
Girolametto Domenico | Bessica | 15-08-1853 | di Francesco e Facchin Pasqua | Pegoraro Santa | 23-12-1883 | 25-09-1892 | S.Paolo |
Pegoraro Santa | Bessica | 30-05-1859 | di Antonio e Majotto Domenica | Girolametto Domenico | 23-12-1883 | id. | id. |
Girolametto Francesco Antonio | Rossano Veneto | 18-09-1884 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Girolametto GioBatta Antonio | Castione | 18-02-1887 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Girolametto pasqua Giuseppina | Castione | 06-07-1889 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Girolametto Maria Elisabetta | Castione | 14-05-1891 | di Domenico e Pegoraro Santa | id. | id. | ||
Martini Maria Luigia | Godego | 25-11-1873 | di Giuseppe e Meneghello Elisabetta | 31-08-1895 | S.Paolo | ||
Meneghello Francesco | Godego | 30-09-1844 | di Lodovico e Petrin Maria | Berro Pierina | 18-03-1888 | S.Paolo | |
Berro Pierina | Treville | 27-09-1847 | di Giovanni e Calzavara Giovanna | Meneghello Francesco | id. | id. | |
Meneghello Riccardo | Treville | 10-06-1871 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Giovanni | Castelfranco Veneto | 24-04-1873 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Ottorino | Castelfranco Veneto | 08-02-1878 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Lodovico | Castelfranco Veneto | 13-05-1880 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Veronica | Castione | 20-01-1883 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Giuseppe Luigi | Castione | 15-03-1885 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghello Maria | Castione | 29-05-1887 | di Francesco e Berro Pierina | id. | id. | ||
Meneghetti Pietro | Rossano Veneto | 05-10-1838 | di Bortolo e Bizzotto Catterina | Marini Angela | 03-02-1869 | 12-01-1888 | S.Paolo |
Marini Angela | S.Zeno | 15-11-1844 | di Giuseppe e Linech Vittoria | Meneghetti Pietro | 03-02-1869 | id. | id. |
Meneghetti Bortolo Giuseppe | Romano | 01-09-1871 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Catterina | Romano | 01-05-1873 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Giuditta | Cassola | 04-07-1877 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Giusto | Cassola | 01-08-1881 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Meneghetti Luigi | Cassola | 26-04-1884 | di Pietro e Marini Angela | id. | id. | ||
Marin Antonio | Casoni di Mussolente | 13-06-1836 | di Pietro e Artuso Angela | Cemin Giovanna | 15-11-1896 | S.Paolo | |
Cemin Giovanna | Primiero | 05-02-1834 | di Michele e Fisotto Margherita | Marin Antonio | id. | id. | |
Marin Pietro | Liedolo di S.Zenone | 09-04-1871 | di Antonio e Cemin Giovanna | Moro Maria Luigia | 09-12-1895 | ||
Moro Maria Luigia | Castione | 15-03-1872 | di Luigi e Tessarolo Domenica | Marin Pietro | 09-12-1895 | ||
Marin Michele Arcangelo | Liedolo di S.Zenone | 01-08-1873 | di Antonio e Cemin Giovanna | ||||
Pegoraro Angelo | Godego | 03-08-1820 | di GioBatta e Barazzioli Elisabetta | Favaretto Anna | 1885 | America | |
Favaretto Anna | Godego | 27-03-1841 | di Marco e Maria | Pegoraro Angelo | id. | id. | |
Pegoraro Valentino | Castione | 21-07-1863 | di Angelo e Favaretto Anna | id. | id. | ||
Parolin Sebastiano | Rossano Veneto | 04-04-1856 | di Giuseppe e Stragliotto Angela | Moro Teresa | 07-03-1883 | 22-06-1888 | S.Paolo |
Moro Teresa | Castione | 29-04-1861 | di Pietro e Tessarolo Angela | Parolin Sebastiano | 07-03-1883 | id. | id. |
Parolin Palma | Loria | 17-06-1876 | di Sebastiano e Moro Teresa | id. | id. | ||
Parolin Maria | Castione | 16-04-1888 | di Sebastiano e Moro Teresa | id. | id. | ||
Polon Pietro | S.Vito d'Altivole | 21-07-1839 | di Antonio e Favero Antonia | Dalla Costa M. Teresa | 18-12-1891 | S.Paolo | |
Dalla Costa Maria Teresa | S.Vito d'Altivole | 16-08-1842 | di Domenico e Bonetti Anna | Polon Pietro | id. | id. | |
Polon Antonio Domenico | Lancenigo | 20-04-1870 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Luigi Giovanni | Lancenigo | 03-04-1872 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Maria Maddalena | Lancenigo | 27-05-1874 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Angelo | Lancenigo | 26-02-1876 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Romilda Antonia | Lancenigo | 21-02-1879 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Erminio Giuseppe | Lancenigo | 21-07-1881 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Luigia | Lancenigo | 03-11-1883 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Polon Anna | Castione | 23-12-1886 | di Pietro e Dalla Costa M. Teresa | id. | id. | ||
Pegoraro Valentino | Rossano Veneto | 11-08-1862 | di Valentino e Guarise Domenica | Campagnolo Paola | 18-05-1884 | 18-10-1897 | S.Paolo |
Campagnolo Paola | Rossano Veneto | 29-04-1865 | di Vito e Laudo Margherita | Pegoraro Valentino | 18-05-1884 | id. | id. |
Pegoraro Angelo | Rossano Veneto | 05-07-1886 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Maria Augusta | Rossano Veneto | 14-01-1889 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Elisabetta | Rossano Veneto | 10-01-1891 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Maria Luigia | Rossano Veneto | 15-06-1892 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Guido | Rossano Veneto | 07-08-1895 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Pegoraro Giovanni Battista | Rossano Veneto | 04-05-1897 | di Valentino e Campagnolo Paola | id. | id. | ||
Sicuro Sante | S.Martino di Lupari | 07-09-1844 | di Antonio e Frasson Catterina | Andretta Luigia | 24-02-1870 | 30-11-1888 | Paranà |
Andretta Luigia | S.Martino di Lupari | 04-06-1848 | di Giovanni e Santi Teresa | Sicuro Sante | 24-02-1870 | id. | id. |
Sicuro Giuseppe | S.Martino di Lupari | 07-04-1873 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Emilia | S.Martino di Lupari | 04-09-1875 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Carlo | S.Martino di Lupari | 14-05-1877 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Vittorio | S.Martino di Lupari | 04-12-1878 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Sicuro Camillo Domenico | S.Martino di Lupari | 29-03-1881 | di Sante e Andretta Luigia | id. | id. | ||
Squizzato Beniamino | Castelfranco Veneto | 21-07-1847 | di Gaetano e Beltramello Lucilla | Castellan Giovanna | 06-08-1896 | S.Paolo | |
Castellan Giovanna | Bassano | 11-02-1848 | di Giacomo e Capovilla Maria | Squizzato Beniamino | id. | id. | |
Bolzon Angela | Godego | 15-10-1886 | di Luigi e Bernardi Marianna | ved. Tessarolo Giuseppe | 27-10-1895 | S.Paolo | |
Tessarolo Luigi | Castione | 29-04-1880 | di Giuseppe e Bolzon Angela | id. | id. | ||
Tristaci Andrea | Treviso | 07-03-1853 | del Pio Luogo | Baldissera Giuditta | 13-12-1881 | 1885 | America |
Baldissera Giuditta | Godego | 01-12-1858 | di Domenico e Favrin Fiorina | Tristaci Andrea | 13-12-1881 | id. | id. |
Tristaci Maria Angela | Castione | 26-10-1881 | di Andrea e Baldissera Giuditta | id. | id. | ||
Guidolin Rosa | Rosà | 05-09-1823 | di Antonio e Favrin Antonia | id. | id. | ||
Turcato Giovanni | Ramon | 22-01-1861 | di Paolo e Sartori Maddalena | Torresan Veronica | 1885 | 28-12-1895 | S.Paolo |
Torresan Veronica | Riese Pio X | 17-09-1862 | di Pietro e Martinello Antonia | Turcato Giovanni | 1885 | id. | id. |
Turcato Paolo | Godego | 10-02-1886 | di Giovanni e Torresan Veronica | id. | id. | ||
Turcato Maria Erminia | Castione | 02-06-1887 | di Giovanni e Torresan Veronica | id. | id. | ||
Sartori Maddalena | Godego | 22-02-1835 | di Domenico e Orsola | id. | id. | ||
Zanella Alessandro | Rosà | 04-06-1858 | di Gaetano e Ferronato Giovanna | Polo Angela | 30-12-1888 | Brasile | |
Polo Angela | Rosà | 28-11-1859 | di Valentino e Bregotto Giovanna | Zanella Alessandro | id. | id | |
Zanella Gaetano | Tezze sul Brenta | 03-10-1887 | di Alessandro e Polo Angela | id. | id | ||
Zanotto Antonio | Rosà | 28-04-1858 | di Antonio e Lago Giovanna | Vettorello Antonia | 07-12-1890 | 10-11-1895 | S.Paolo |
Vettorello Antonia | Cassola | 17-01-1864 | di Andrea e Tonello Giovanna | Zanotto Antonio | 07-12-1890 | id. | id. |
Zanotto Andrea | Rosà | 07-09-1891 | di Antonio e Vettorello Antonia | id. | id. | ||
Zanotto Andrea Antonio | Bassano | 15-05-1889 | di Antonio e Vettorello Antonia | id. | id. | ||
Zanotto Giuseppe | Cassola | 16-09-1893 | di Antonio e Vettorello Antonia | id. | id. | ||
LORIA | |||||||
Baggio Giovanni | Loria | 11-06-1857 | di Luigi e Marchetti Antonia | Boldrin Angela | 11-03-1888 | 03-04-1896 | S.Paolo |
Boldrin Angela | Caselle di Altivole | 20-10-1870 | di Luigi e Gazzola Maria | Baggio Giovanni | 11-03-1888 | id. | id. |
Baggio Luigi Antonio | Caselle di Altivole | 13-06-1888 | di Giovanni e Boldrin Angela | id. | id. | ||
Baggio Antonio Giuseppe | Loria | 11-03-1892 | di Giovanni e Boldrin Angela | id. | id. | ||
Baggio Italia Maria | Loria | 29-04-1895 | di Giovanni e Boldrin Angela | id. | id. | ||
Barrichello Giovanni | Villarazzo | 13-07-1850 | di Bortolo e Turcato Antonia | Berton Maddalena | 15-12-1886 | 12-08-1887 | S.Paolo |
Berton Maddalena Natalina | Spineda di Riese | 10-08-1858 | di Antonio e Minante Teresa | Barrichello Giovanni | 15-12-1886 | id. | id. |
Barrichello Giuseppe Fortunato | Loria | 19-03-1887 | di Giovanni e Berton Maddalena | id. | id. | ||
Masin Rosa | Loria | 04-08-1838 | di Bortolo e Moro Angela | ved. Barichello Alessandro | 20-12-1891 | S.Paolo | |
Barichello Giuseppe | Loria | 19-03-1863 | di Alessandro e Masin Rosa | Beltrame Maria | 29-04-1887 | id. | id. |
Beltrame Maria Pierina | Loria | 01-07-1865 | di Francesco e Beltrame Domenica | Barichello Giuseppe | 29-04-1887 | id. | id. |
Barichello Erminia Maria | Loria | 25-05-1888 | di Giuseppe e Beltrame M. Pierina | id. | id. | ||
Barichello Alesssandro Franc. | Loria | 08-06-1890 | di Giuseppe e Beltrame M. Pierina | id. | id. | ||
Beltrame Francesco | Loria | 28-04-1839 | di Bortolo e Bordignon Catterina | Beltrame Domenica | 17-02-1862 | mar.-02 | S.Paolo |
Beltrame Domenica | Loria | 10-05-1839 | di Pietro e Spigarolo Teresa | Beltrame Francesco | 17-02-1862 | id. | id. |
Beltrame Giuseppe Pietro | Loria | 18-04-1869 | di Francesco e Beltrame Domenica | Zardo Maria Luigia | 24-09-1895 | 10-11-1895 | id. |
Zardo Maria Luigia | Castello di Godego | 20-05-1874 | di Giuseppe e Civiero Gasparina | Beltrame Giuseppe | 24-09-1895 | id. | id. |
Bernardi Angelo Benvenuto | Loria | 24-04-1838 | di Giuseppe e Guarda Lucia | Favaro Regina | 01-01-1892 | S.Paolo | |
Favaro Regina | Loria | 14-04-1844 | di Gio Batta e Conte Angela | Bernardi Angelo | id. | id. | |
Bernardi Gio Batta | Loria | 26-04-1878 | di Angelo e Favaro Regina | id. | id. | ||
Bernardi Angelo Lorenzo | Loria | 10-08-1886 | di Angelo e Favaro Regina | id. | id. | ||
Simioni Catterina | Loria | 18-10-1846 | di Andrea e Barichello Giovanna | ved. Bernardi Giovanni | 03-09-1891 | S.Paolo | |
Bernardi Emma Giovanna | Loria | 05-02-1872 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Rocco Giuseppe | Loria | 04-04-1873 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Giocondo Andrea | Loria | 05-05-1875 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Andrea Domenico | Loria | 03-12-1876 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bernardi Antonio | Loria | 31-03-1879 | di Giovanni e Simioni Catterina | id. | id. | ||
Bergamin Beniamino Aurelio | Loria | 09-09-1872 | di Sante e Pedrini Veronica | 22-11-1894 | Brasile | ||
Boaro Innocente Giovanni | Loria | 15-08-1874 | di Antonio e Facchinello Elisabetta | 08-09-1891 | S. Paolo | ||
Galvan Maria | Rossano Veneto | 18-06-1851 | di Antonio e Beltrame Anna | ved. Bonin Valentino | 31-10-1888 | S.Paolo | |
Bonin Elisa | Loria | 17-03-1873 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Natale Luigi | Loria | 24-12-1876 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Ernesto | Loria | 26-02-1882 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Giovanni | Loria | 02-04-1884 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Valentina Angela | Loria | 21-04-1886 | di Valentino e Galvan Maria | id. | id. | ||
Bonin Pietro | Loria | 02-07-1844 | di Matteo e Campagnolo Angela | Frigo Maria | id. | id. | |
Frigo Maria | Cassola | 1848 | di Andrea e Orsola | Bonin Pietro | id. | id. | |
Bonin Andrea Giovanni | Loria | 20-01-1871 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Antonio | Loria | 30-03-1872 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Orsola Maria | Loria | 01-11-1875 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Riccardo | Loria | 08-12-1877 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Teresa | Loria | 20-03-1880 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Francesco | Loria | 08-05-1882 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Giuditta Luigia | Loria | 02-04-1884 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bonin Angela | Loria | 27-06-1887 | di Pietro e Frigo Maria | id. | id. | ||
Bortolozzo Teresa Maria | Loria | 07-11-1864 | di Massimiliano e Stringari Anna | 29-11-1887 | S. Paolo | ||
Bortolazzo Giuseppe | Loria | 17-05-1873 | di Massimiliano e Stringari Anna | id. | id. | ||
Breda Bortolo | Loria | 05-12-1874 | di Angelo e Rebellato Francesca | 10-11-1895 | S.Paolo | ||
Breda Giuseppe | Loria | 07-09-1867 | di Angelo e Rebellato Francesca | Cimolin Anna | 07-12-1893 | id. | id. |
Cimolin Anna | Ramon | 05-03-1871 | di Gio Maria e Torresan Maria | Breda Giuseppe | 07-12-1893 | id. | id. |
Breda Francesca Maria | Loria | 10-12-1894 | di Giuseppe e Cimolin Anna | id. | id. | ||
Bertollo Domenico | Mussolente | 27-02-1838 | di Girolamo e Tonelotto Giustina | Bordignon / Moretto | 24-11-1888 | Brasile | |
Moretto Maria Teresa | Castelcucco | 27-07-1843 | di Pietro e Zanesco Antonia | Bertollo Domenico | id. | id. | |
Bertollo Girolamo | Mussolente | 29-12-1864 | di Domenico e Bordignon Rosa | id. | id. | ||
Bertollo Valentino | Mussolente | 18-07-1872 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Rosa | Mussolente | 12-10-1873 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Antonia | Mussolente | 29-07-1875 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Luigia | Mussolente | 25-07-1877 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Giuseppe Giovanni | Mussolente | 18-03-1879 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bertollo Angela | Mussolente | 01-05-1881 | di Domenico e Moretto M. Teresa | id. | id. | ||
Bergamin Antonio | Loria | 18-01-1841 | di Marco e Castellan Angela | ved. Fogal Angela | mar.-01 | Brasile | |
Bergamin Pietro Francesco | Loria | 29-04-1879 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Bergamin Giuseppina | Loria | 31-03-1881 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Bergamin Maria Annunziata | Loria | 29.03-1887 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Bergamin Marco | Loria | 28-10-1888 | di Antonio e Fogal Angela | id. | id. | ||
Canesso Luigi | Godego | 20-07-1850 | di Gio Batta e Garbossa Maria | id. | id. | ||
Canesso Giacomo | Godego | 11-03-1853 | di Gio Batta e Garbossa Maria | Milani Maria | 01-05-1887 | 28-04-1896 | Brasile |
Milani Maria | Godego | 19-04-1862 | di Giovanni e Tessaro Luigia | Canesso Giacomo | 01-05-1887 | id. | id. |
Canesso Angela Filomena | Loria | 05-12-1887 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Gio Batta | Loria | 02-06-1889 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Maria Luigia | Loria | 14-03-1891 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Giuseppe Angelo | Loria | 16-03-1893 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
Canesso Teresa Pierina | Loria | 27-06-1896 | di Giacomo e Milani Maria | id. | id. | ||
''' | |||||||
Carlesso Andrea | Loria | 30-03-1824 | di Paolo e Tessarollo Domenica | Bonaldo Teresa | 28-09-1892 | S.Paolo | |
Bonaldo Teresa | Castelfranco Veneto | 27-03-1830 | di Pietro e Spigarolo Sabina | Carlesso Andrea | 20-01-1892 | id. | |
Carlesso Pietro | Loria | 05-09-1858 | di Andrea e Bonaldo Teresa | Nadalin Angela | 07-04-1886 | 28-09-1892 | id. |
Nadalin Angela | S.Zenone | 01-11-1864 | di Luigi e Cremasco Antonia | Carlesso Pietro | 07-04-1886 | id. | id. |
Carlesso Luigi | Loria | 04-04-1860 | di Andrea e Bonaldo Teresa | Orso Bernardina | 01-11-1885 | 15-11-1885 | id. |
Orso Bernardina | Bessica | 18-11-1864 | di Giovanni e Stocco Angela | Carlesso Luigi | 01-11-1885 | id. | id. |
Carlesso Paolo Stefano | Loria | 26-12-1862 | di Andrea e Bonaldo Teresa | 20-01-1892 | id. | ||
Carlesso Giuseppe | Loria | 10-03-1867 | di Andrea e Bonaldo Teresa | id. | id. | ||
Carlesso Valentino | Loria | 28-04-1871 | di Andrea e Bonaldo Teresa | 28-09-1892 | id. | ||
Carlesso Domenica | Loria | 27-02-1875 | di Andrea e Bonaldo Teresa | 20-01-1892 | id. | ||
Carlesso Francesco | Loria | 06-02-1847 | di Francesco e Visentin Maria | Brotto Maria Luigia | 20-01-1892 | S.Paolo | |
Brotto Maria Luigia | Rosà | 02-10-1850 | di Luigi e Simioni Marianna | Carlesso Francesco | id. | id. | |
Carlesso Luigi Vincenzo | Loria | 25-03-1874 | di Francesco e Brotto Maria Luigia | id. | id. | ||
Carlesso Giuditta Angela | Loria | 16-08-1876 | di Francesco e Brotto Maria Luigia | id. | id. | ||
Carlesso Angelo Francesco | Loria | 27-06-1878 | di Francesco e Brotto Maria Luigia | id. | id. | ||
Castellan Eugenio | Loria | 20-10-1853 | di Giovanni e Simioni Angela | Maschio / Rebellato | 28-07-1893 | S.Paolo | |
Castellan Angela Maria Luigia | Loria | 30-04-1882 | di Eugenio e Maschio Lucia | id. | id. | ||
Rebellato Fiore Domenica | Loria | 25-10-1857 | di Domenico e Tessarolo Paola | Castellan Eugenio | 08-12-1888 | id. | id. |
Castellan Maria Domenica | Loria | 14-08-1892 | di Eugenio e Rebellato Fiore | id. | id. | ||
Cerantola Marco | Loria | 17-01-1854 | di Domenico e Simioni Pasqua | Canil Regina | 28-05-1882 | 07-12-1887 | Brasile |
Canil Regina | Loria | 11-04-1862 | di Giuseppe e Parolin Teresa | Cerantola Marco | 28-05-1882 | id. | id. |
Cerantola Angelo Francesco | Loria | 03-06-1884 | di Marco e Canil Regina | id. | id. | ||
Cerantola Virginia Maria | Loria | 27-03-1887 | di Marco e Canil Regina | id. | id. | ||
De Liberali Liberale | Piombino Dese | 31-03-1844 | di Luigi e Bellon Angela | Settinin Luigia | 18-01-1888 | S.Paolo | |
Settinin Luigia | Piombino Dese | 31-03-1844 | di Antonio e Busan Pasqua | De Liberali Liberale | id. | id. | |
De Liberali Giovanni | Camposampiero | 01-08-1871 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Amadeo | Camposampiero | 16-01-1875 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Pietro Emilio | Camposampiero | 27-01-1877 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Rosa Giovanna | Loria | 28-04-1885 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
De Liberali Plata Angelica | nata in nave | 29-01-1888 | di Liberale e Settinin Luigia | id. | id. | ||
Facchinello Giovanni Maria | Loria | 01-05-1865 | di Antonio e Facchin Giovanna | 1887 | Argentina | ||
Facchinello Pietro | Loria | 02-01-1842 | di Domenico e Pandin Giovanna | Barichello Angela | 25-02-1896 | S.Paolo | |
Barichello Angela Catterina | Villarazzo | 13-07-1850 | di Bortolo e Turcato Antonia | Facchinello Pietro | id. | id. | |
Facchinello Antonio Sante | Loria | 15-04-1870 | di Pietro e Barichello Angela | Franzato Maria | 19-11-1891 | id. | |
Franzato Maria Annunciata | Loria | 17-09-1871 | di Antonio e Marchetti Maria | Facchinello Antonio | id. | id. | |
Facchinello Venerio Bortolo | Loria | 23-08-1891 | di Antonio e Franzato Maria | id. | id. | ||
Facchinello Rodolfo Vittorio | Loria | 26-09-1871 | di Pietro e Barichello Angela | Zen Maria Teresa | 15-04-1895 | id. | |
Zen Maria Teresa | Bessica | 09-05-1875 | di Luigi e Piotto Caterina | Facchinello Rodolfo | id. | id. | |
Facchinello Angelo Domenico | Loria | 25-01-1876 | di Pietro e Barichello Angela | 19-11-1891 | id. | ||
Facchinello Pietro Giovanni | Loria | 08-04-1890 | di Pietro e Barichello Angela | 25-02-1896 | id. | ||
Fiorin Giuseppe | Poggiana di Riese | 12-04-1850 | di Sebastiano e Marchetti Angela | Sinconi Beatrice | 05-09-1895 | S.Paolo | |
Sinconi Beatrice | Ramon | 23-10-1853 | di Domenico e Boaro Orsola | Fiorin Giuseppe | id. | id. | |
Fiorin Pietro Sebastiano | Loria | 13-02-1884 | di Giuseppe e Sinconi Beatrice | id. | id. | ||
Fogale Domenico | Mussolente | 05-06-1857 | di Gaspare e Buffon Luigia | 15-11-1885 | Brasile | ||
Meneghetti Luigia | Ramon | 15-06-1834 | di Antonio e Frattin Giulia | ved. Gazzola Giuseppe | 03-04-1896 | S.Paolo | |
Gazzola Antonio | Loria | 22-06-1870 | di Giuseppe e Meneghetti Luigia | Soligo Anna Maria | 04-02-1893 | id. | id. |
Soligo Anna Maria | Asolo | 05-06-1871 | di Florindo e Carraro Angela | Gazzola Antonio | 04-02-1893 | id. | id. |
Gazzola Rosolia Erina | Loria | 24-11-1893 | di Antonio e Soligo Anna Maria | id. | id. | ||
Gazzola Ermenegilda Irma | Loria | 28-01-1896 | di Antonio e Soligo Anna Maria | id. | id. | ||
Gazzola Giovanna Giulia | Loria | 30-03-1876 | di Giuseppe e Meneghetti Luigia | id. | id. | ||
Girardi Amadio | Loria | 08-10-1846 | di Luigi e Sbrissa Paola | Piotto Angela | 22-11-1874 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Piotto Angela | Romano d'Ezzelino | 03-03-1852 | di Matteo e Gardin Lucia | Girardi Amadio | 22-11-1874 | id. | id. |
Girardi Ida Romana Pia | Loria | 18-04-1876 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Pia Filomena | Loria | 04-05-1880 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Luigi Tito | Loria | 24-04-1882 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Paola Lucia | Loria | 03-04-1884 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Marina Maria | Loria | 10-04-1886 | di Amadio e Piotto Angela | id. | id. | ||
Girardi Angelo | Loria | 07-05-1824 | di Amadio e Bulla Lucia | Golin Lucia | 01-12-1887 | S.Paolo | |
Golin Lucia | Loria | 05-04-1826 | di Giuseppe e Angela | Girardi Angelo | id. | id. | |
Girardi Luigi | Loria | 14-09-1852 | di Angelo e Golin Lucia | Alberton Giuditta | 08-04-1877 | id. | id. |
Alberton Giuditta | Ramon | 14-01-1856 | di Giovanni e Favaro Angela | Girardi Luigi | 08-04-1877 | id. | id. |
Girardi Giovanni Giuseppe | Loria | 27-04-1880 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Amabile Maria | Loria | 26-03-1882 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Centuriata Angela | Loria | 21-06-1884 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Angelo Virginio | Loria | 27-05-1887 | di Luigi e Alberton Giuditta | id. | id. | ||
Girardi Giovanni | Loria | 13-10-1860 | di Angelo e Golin Lucia | Porcellato Maria Madd. | 09-11-1887 | id. | id. |
Porcellato Maria Maddalena | Loria | 19-01-1866 | di Angelo e Nussio Angela | Girardi Giovanni | id. | id. | |
Girardi Girolamo | Fonte | 03-06-1848 | di Gio Batta e Facchin Pasqua | Bertapelle Catterina | 12-05-1878 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Bertapelle Catterina | Casoni di Mussolente | 23-06-1860 | di Angelo e Bosa Teresa | Girardi Girolamo | 12-05-1878 | id. | id. |
Girardi Giuseppe | Loria | 19-08-1879 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Angelo Giovanni | Loria | 27-04-1881 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Lucia Angela | Loria | 07-03-1884 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Giovanni | Genova | 22-11-1887 | di Girolamo e Bertapelle Catterina | id. | id. | ||
Girardi Maria Luigia | Loria | 04-03-1862 | di Gio Batta e Baccin Domenica | Breda / Casagrande | 01-07-1897 | id. | |
Breda Teresa Francesca | Loria | 04-10-1888 | di Domenico e Girardi Maria Luigia | id. | id. | ||
Casagrande Pietro | Tarzo | 07-06-1885 | di Antonio e Casagrande Dorotea | Girardi Maria Luigia | 10-03-1894 | id. | id. |
Casagrande Antonio Giovanni | Loria | 30-12-1894 | di Pietro e Girardi Maria Luigia | id. | id. | ||
Guarda Antonio Giovanni | Loria | 06-06-1861 | di Andrea e Favrin Elisabetta | 01-12-1887 | S.Paolo | ||
Guarda Luigi Giuseppe | Loria | 07-04-1863 | di Andrea e Favrin Elisabetta | Bragagnolo Gioconda | 30-10-1887 | id | id |
Bragagnolo Gioconda | Altivole | 13-06-1868 | di Innocente e Compostella Luigia | Guarda Luigia | 30-10-1887 | id | id |
Guarda Giuseppe Angela | Loria | 18-03-1867 | di Andrea e Favrin Elisabetta | id | id | ||
Guarda Regina Angela | Loria | 27-05-1870 | di Andrea e Favrin Elisabetta | id | id | ||
Guarda Ferdinando | Loria | 25-04-1845 | di Angelo e Bernardi Angela | Vendrame Maria Luigia | 22-05-1879 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Vendrame Maria Luigia | Loria | 15-09-1855 | di Benedetto e Pinarello Angela | Guarda Ferdinando | 22-05-1879 | id. | id. |
Guarda Leandro Angelo | Loria | 07-11-1881 | di Ferdinando e Vendrame M.Luigia | id. | id. | ||
Guarda Angela Giuseppina | Loria | 09-04-1885 | di Ferdinando e Vendrame M.Luigia | id. | id. | ||
Guarda Giuditta Margherita | Loria | 22-02-1887 | di Ferdinando e Vendrame M.Luigia | id. | id. | ||
Guglielmin Anna | Asolo | 18-05-1827 | di Pietro e Dal Bello Chiara | ved. Gazzolo Agostino | 07-12-1887 | Brasile | |
Gazzola Prosdocimo | S.Vito di Altivole | 13-07-1849 | di Agostino e Guglielmin Anna | Bonaldo / Canil | id. | id. | |
Canil Solangia Maria | Loria | 27-01-1860 | di Giuseppe e Parolin Teresa | Gazzola Prosdocimo | 31-10-1887 | id. | id. |
Guidolin Luigi | Godego | 02-07-1858 | di Pietro e Bonin Giuditta | Bernardi Clotilde | 18-10-1897 | S.Paolo | |
Bernardi Clotilde | Loria | 05-08-1867 | di Antonio e Actis Carolina | Guidolin Luigi | id. | id. | |
Guidolin Pietro Massimiliano | Spineda di Riese | 18-07-1888 | di Luigi e Bernardi Clotilde | id. | id. | ||
Guidolin Giocondo | Ramon | 06-05-1870 | di Pietro e Bonin Giuditta | id. | id. | ||
Guidolin Angelo Antonio | Loria | 18-03-1893 | di Luigi e Bernardi Clotilde | id. | id. | ||
Guidolin Giuseppe Antonio | Loria | 20-06-1894 | di Luigi e Bernardi Clotilde | id. | id. | ||
Lago Francesco | Galliera Veneta | 08-09-1856 | di Giovanni e Cecchele Beatrice | Lucietto Paola | 18-12-1891 | S.Paolo | |
Lucietto Paola Teresa | Galliera Veneta | 12-07-1863 | di Antonio e Rubin Maria | Lago Francesco | id. | id. | |
Lago Rosa | Galliera Veneta | 05-07-1886 | di Francesco e Lucietto Paola | id. | id. | ||
Lago Dalfina Antonia | Fontaniva | 27-04-1888 | di Francesco e Lucietto Paola | id. | id. | ||
Lago Pasquale | Galliera Veneta | 13-10-1860 | di Giovanni e Cecchele Beatrice | Pivato Luigia | id. | id. | |
Pivato Luigia | Galliera Veneta | 15-07-1858 | di Giovanni e Scarpin Maria | Lago Pasquale | id. | id. | |
Lago Giovanna | Galliera Veneta | 24-10-1883 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Angela Maria | Fontaniva | 05-09-1886 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Giuseppina Antonia | Fontaniva | 07-05-1888 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Giovanni | Fontaniva | 29-09-1889 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Lago Beatrice | Loria | 02-04-1891 | di Pasquale e Pivato Luigia | id. | id. | ||
Cecchele Beatrice | Galliera Veneta | 22-03-1830 | di Matteo e Lazzarini Margherita | ved. Lago Giovanni | id. | id. | |
Mantovan Sebastiano | Fonte | 29-03-1846 | di Sante e De Poli Chiara | Vendrame Anna Maria | 29-12-1875 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Vendrame Anna Maria | Loria | 28-09-1852 | di Giuseppe e Alberton Giustina | Mantovan Sebastiano | 29-12-1875 | id. | id. |
Mantovan Sante Lorenzo | Loria | 10-08-1877 | di Sebastiano e Vendrame Anna | id. | id. | ||
Mantovan Giuseppe Giovanni | Loria | 21-07-1882 | di Sebastiano e Vendrame Anna | id. | id. | ||
Mantovan Angelo | Loria | 21-10-1886 | di Sebastiano e Vendrame Anna | id. | id. | ||
Marchetti Giovanni Maria | Ramon | 27-05-1847 | di Raimondo e Franzon Rosa | Muhlmann Maria | 25-02-1896 | S.Paolo | |
Muhlmann Maria | Panzendorf | 23-02-1851 | di Luigi | Marchetti Giovanni | id. | id. | |
Marchetti Maria Virginia | Loria | 02-06-1876 | di Gio Maria e Muhlmann Maria | id. | id. | ||
Marchetti Rosa Amalia | Loria | 31-07-1878 | di Gio Maria e Muhlmann Maria | Geremia Giovanni | 30-12-1895 | id. | id. |
Marchetti Anna | Panzendorf | 07-01-1882 | di Gio Maria e Muhlmann Maria | id. | id. | ||
Geremia Giovanni Natale | S.Martino di Lupari | 22-12-1863 | di Fortunato e Sartori Angela | Marchetti Rosa | 30-12-1895 | id. | id. |
Marcon Primo Pietro | Loria | 07-01-1869 | di Lorenzo e Beltrame Giustina | 22-11-1894 | Brasile | ||
Marin Giuseppe | Bessica | 06-05-1845 | di Alessandro e Porcellato Angela | Favaro Maria Luigia | 03-11-1887 | S.Paolo | |
Favaro Maria Luigia | Bessica | 16-02-1845 | di Luigi e Nichele Valentina | Marin Giuseppe | id. | id. | |
Marin Angela | Loria | 17-09-1868 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Alessandro | Loria | 05-04-1870 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Giovanni | Loria | 22-06-1875 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Virginio | Loria | 01-06-1881 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Giuseppina Valentina | Loria | 05-09-1882 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marin Luigi Angelo | Loria | 02-03-1885 | di Giuseppe e Favaro Maria Luigia | id. | id. | ||
Marostica Nicolò | S.Zenone | 20-10-1835 | di Antonio e Demin Andrianna | Stradiotto Giovanna | 01-12-1887 | S.Paolo | |
Stradiotto Giovanna | Spineda di Riese | 15-08-1835 | di Girolamo e Corrente Orsola | Marostica Nicolò | id. | id. | |
Marostica Marco Antonio | Spineda di Riese | 01-07-1862 | di Nicolò e Stradiotto Giovanna | id. | id. | ||
Marostica Girolamo | Loria | 23-05-1871 | di Nicolò e Stradiotto Giovanna | id. | id. | ||
Masaro Domenico | Riese Pio X | 06-03-1833 | di Valentino e Pandin Antonia | Stradiotto Angela | 11-02-1858 | 30-01-1888 | S.Paolo |
Stradiotto Angela | Riese Pio X | 30-10-1837 | di Andrea e Favaro Maria | Masaro Domenico | 11-02-1858 | id. | id. |
Masaro Antonio Andrea | Riese Pio X | 16-08-1876 | di Domenico e Stradiotto Angela | id. | id. | ||
Michielin Martino | Asolo | 11-07-1846 | di Giuseppe e Martellato Vittoria | Torresan / Giacobbo | 18-10-1897 | S.Paolo | |
Michielin Giuseppe Antonio | Asolo | 12-07-1874 | di Martino e Torresan Giovanna | Romanello Virginia | 27-09-1895 | id. | id. |
Michielin Maria Vittoria | Asolo | 04-11-1876 | di Martino e Torresan Giovanna | id. | id. | ||
Michielin Biagio Angelo | Loria | 28-01-1884 | di Martino e Torresan Giovanna | id. | id. | ||
Giacobbo Paola | Casoni di Mussolente | 28-05-1864 | di Giovanni e Baruffa Angela | Michielin Martino | 22-03-1889 | id. | id. |
Michielin Vittoria Angela | Loria | 21-10-1893 | di Martino e Giacobbo Paola | id. | id. | ||
Michielin Basilio Giovanni | Loria | 22-07-1895 | di Martino e Giacobbo Paola | id. | id. | ||
Romanello Virginia Maria | Loria | 10-05-1874 | di Paolo e Marostica Maria | Michielin Giuseppe | 27-09-1895 | id. | id. |
Maschio Giuseppe | Loria | 21-09-1826 | di Giovanni e Stradiotto Lucia | ved. Sgambaro Luigia | 20-08-1892 | S.Paolo | |
Maschio Angelo Caterino | S.Martino di Lupari | 22-07-1851 | di Giuseppe e Sgambaro Luigia | Marin Rosa | 20-12-1875 | id. | id. |
Marin Rosa | Cassola | 13-12-1854 | di Marco e Cremasco Domenica | Maschio Angelo | 20-12-1875 | id. | id. |
Maschio Giuseppe Giovanni | Loria | 16-09-1876 | di Angelo e Marin Rosa | id. | id. | ||
Maschio Luigia | Godego | 10-09-1890 | di Angelo e Marin Rosa | id. | id. | ||
Marchetti Rosa | Bessica | 10-04-1842 | di Antonio e Nussio Caterina | ved. Olivo Sebastiano | 15-11-1885 | Brasile | |
Olivo Antonio | Bessica | 16-05-1864 | di Sebastiano e Marchetti Rosa | 29-11-1884 | id. | ||
Pegoraro Francesco | Poggiana di Riese | 20-04-1841 | di Angelo e Bizzetto Maria | Marcolin Felicita | 27-11-1895 | S.Paolo | |
Marcolin Felicita | Loria | 16-04-1843 | di Giuseppe e Sbrissa Antonia | Pegoraro Francesco | id. | id. | |
Pegoraro Maria | Loria | 20-07-1868 | di Francesco e Marcolin Felicita | ||||
Pegoraro Giuseppa Adele | Loria | 03-05-1884 | di Francesco e Marcolin Felicita | ||||
Petrini Giovanni Battista | Loria | 04-06-1837 | di Pietro e Dalla Rizza Chiara | Alberton Matilde | 01-12-1887 | S.Paolo | |
Alberton Matilde | Ramon | 29-01-1844 | di Agostino e Trinca Maria | Petrini Gio Batta | id. | id. | |
Petrini Pietro | Loria | 19-09-1870 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Agostino Angelo | Loria | 11-05-1872 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Carlo Alberto | Loria | 03-01-1874 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Carla Augusta | Loria | 09-06-1876 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Filomena Ida | Loria | 08-11-1878 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Eufrasia Agnese | Loria | 13-03-1881 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Giuseppe Valentino | Loria | 14-02-1883 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Ernesto Francesco | Loria | 03-07-1885 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Luigi Antonio | Loria | 17-06-1887 | di Gio.Batta e Alberton Matilde | id. | id. | ||
Petrini Sebastiano | Spineda di Riese | 17-02-1821 | di Domenico e Venezian Maria | ved. Supelsa Lucia | 29-04-1887 | S.Paolo | |
Petrini Erminio | Spineda di Riese | 29-03-1858 | di Sebastiano e Supelsa Lucia | id. | id. | ||
Piotto Antonio | Romano d'Ezzelino | 31-10-1853 | di Gio Batta e Bordignon Santa | Dal Bello Angela | 07-01-1884 | 31-08-1895 | S.Paolo |
Piotto Celeste | Loria | 02-05-1868 | di Gio Batta e Bordignon Santa | Pandin Maria Luigia | id. | id. | |
Dal Bello Angela | S.Vito d'Altivole | 05-03-1861 | di Angelo e Baldin Maria | Piotto Antonio | 07-01-1884 | id. | id. |
Piotto Amabile Maria | Loria | 28-05-1885 | di Antonio e Dal Bello Angela | id. | id. | ||
Piotto Radegonda Giuliana | Loria | 17-02-1891 | di Antonio e Dal Bello Angela | id. | id. | ||
Pandin Maria Luigia | Loria | 24-04-1869 | di Bortolo e Lazzari Caterina | Piotto Celeste | id. | id. | |
Piva Giacomo | Loria | 27-10-1853 | di Francesco e Peranzon Maria | Girardi Emilia | 22-05-1879 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Girardi Emilia Luigia | Loria | 28-01-1858 | di Angelo e Golin Lucia | Piva Giacomo | 22-05-1879 | id. | id. |
Piva Lucia Maria | Loria | 07-04-1881 | di Giacomo e Girardi Emilia | id. | id. | ||
Piva Giovanni Olivo | Loria | 17-03-1883 | di Giacomo e Girardi Emilia | id. | id. | ||
Piva Filomena | Loria | 08-04-1885 | di Giacomo e Girardi Emilia | id. | id. | ||
Piva Giuseppe | Loria | 20-06-1848 | di Francesco e Peranzon Maria | Pegoraro Angela | 22-07-1877 | id. | id. |
Pegoraro Angela Bartolomea | Loria | 23-08-1852 | di Gio Batta e Martini Celeste | Piva Giuseppe | 22-07-1877 | id. | id. |
Piva Pietro Leone | Loria | 04-03-1878 | di Giuseppe e Pegoraro Angela | id. | id. | ||
Piva Saturnino Giuseppe | Loria | 27-03-1884 | di Giuseppe e Pegoraro Angela | id. | id. | ||
Piva Celestina Maria | Loria | 27-12-1885 | di Giuseppe e Pegoraro Angela | id. | id. | ||
Rebbelato Antonio | Castion | 11-11-1828 | di Antonio e Baggio Domenica | ved. Marcolin Domenica | 19-11-1887 | Brasile | |
Rebbelato Giovanni Battista | Cassola | 24-11-1862 | si Antonio e Marcolin Domenica | Guglielmin Giovanna | 30-12-1883 | id. | id. |
Guglielmin Giovanna Candida | Bessica | 08-04-1866 | di Angelo e Moletta Carolina | Rebbelato Gio.Batta | 30-12-1883 | id. | id. |
Rebbellato Maria Domenica | Loria | 22-04-1886 | di Gio.Batta e Guglielmin Giovanna | id. | id. | ||
Rebbellato Antonio Angelo | Loria | 05-09-1887 | di Gio.Batta e Guglielmin Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Fioravante | Godego | 05-11-1849 | di Domenico e Tessarolo Paola | Dalla Santa Giovanna | 20-12-1879 | 30-01-1888 | S.Paolo |
Dalla Santa Giovanna Maria | Borso del Grappa | 03-10-1858 | di Giacomo e Ferraro Bernardina | Rebbelato Fioravante | 20-12-1879 | id. | id. |
Rebbellato Virginia | Loria | 28-08-1880 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Martino Erminio | Loria | 12-11-1882 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Giacomo Augusto | Loria | 29-03-1884 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbelato Luigi Domenico | Loria | 13-10-1885 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbellato Regina Paola | Loria | 14-02-1887 | di Fioravante e Dalla Santa Giovanna | id. | id. | ||
Rebbellato Eugenio | Loria | 30-04-1853 | di Domenico e Tessarolo Paola | 15-11-1885 | id. | ||
Rebbellato Antonio | Cassola | 26-04-1862 | di Domenico e Tessarolo Paola | 24-10-1891 | id. | ||
Rossi Antonio | Loria | 12-08-1840 | di Giuseppe e Pandin Catterina | Meneghetti Antonia | 27-10-1895 | S.Paolo | |
Meneghetti Antonia | Ramon | 08-04-1847 | di Antonio e Frattin Giulia | Rossi Antonio | id. | id. | |
Rossi Celeste Antonio | Loria | 20-05-1871 | di Antonio e Meneghetti Antonia | Fogal Virginia Anna | 21-10-1895 | id. | id. |
Fogal Virginia Anna | Loria | 12-07-1874 | di Giovanni e Corrente Angela | Rossi Celeste | 21-10-1895 | id. | id. |
Rossi Luigi Giuseppe | Loria | 16-09-1873 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Giulio Pietro | Loria | 22-01-1882 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Giuseppa Caterina | Loria | 10-06-1885 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Elvira Maria | Loria | 20-07-1887 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Rossi Giuseppe | Loria | 01-06-1891 | di Antonio e Meneghetti Antonia | id. | id. | ||
Romanello Paolo | Loria | 19-05-1850 | di Pietro e Favrin Giovanna | Marostica Maria Luigia | 07-02-1896 | S.Paolo | |
Marostica Maria Luigia | Casoni di Mussolente | 25-12-1852 | di Luigi e Battistella Antonia | Romanello Paolo | id. | id. | |
Romanello Pietro Antonio | Loria | 02-05-1876 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | id. | id. | ||
Romanello Erminia Giovanna | Fanzolo di Vedelago | 27-04-1882 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | id. | id. | ||
Romanello Carolina | Fanzolo di Vedelago | 06-07-1887 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | id. | id. | ||
Romanello Antonia Angela | Loria | 27-08-1872 | di Paolo e Marostica Maria Luigia | ved.Cavaliere Domenico | id. | id. | |
Favrin Giovanna | Loria | 06-05-1826 | di Paolo e Santi Caterina | ved. Romanello Pietro | id. | id. | |
Sbrissa Angela | Loria | 23-03-1859 | di Domenico e Visentin Maria | 10-11-1895 | S.Paolo | ||
Zara Maria | Loria | 24-03-1838 | di Gio Batta e Bisinello Teresa | ved. Sbrissa Francesco | 22-12-1888 | Brasile | |
Sbrissa Attilio | Loria | 26-08-1865 | di Francesco e Zara Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Cesare | Loria | 01-05-1867 | di Francesco e Zara Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Fiorina | Loria | 14-06-1869 | di Francesco e Zara Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Carlo | Loria | 14-06-1869 | di Francesco e Zara Maria | 28-02-1893 | id. | ||
Simionato Bortolo | Loria | 08-01-1864 | di Gio Pietro e Beltrame Antonia | Cremasco Angela | 09-12-1891 | 05-09-1895 | S.Paolo |
Cremasco Angela | Loria | 02-05-1863 | di Eugenio e Olivo Maria | Simionato Bortolo | 09-12-1891 | id. | id. |
Simionato Maria Antonia | Loria | 31-08-1892 | di Bortolo e Cremasco Angela | id. | id. | ||
Simionato Giovanni Mario | Loria | 26-05-1894 | di Bortolo e Cremasco Angela | id. | id. | ||
Sbrissa Giuseppe | Loria | 14-09-1848 | di Davidde e Cesan Attanasia | Bortolazzo Maria Teresa | 20-12-1874 | 29-11-1887 | S.Paolo |
Bortolazzo Maria Teresa | Loria | 26-01-1853 | di Massimiliano e Parolin Antonia | Sbrissa Giuseppe | 20-12-1874 | id. | id. |
Sbrissa Caterina Antonia | Loria | 18-08-1875 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Leone Pio | Loria | 18-07-1881 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Sbrissa Teresa Antonia | Loria | 20-03-1884 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Sbrissa luigi | Loria | 16-05-1886 | di Giuseppe e Bortolazzo Maria | id. | id. | ||
Tonin Luigi | Loria | 14-03-1871 | di Antonio e Comarin Maria | 19-10-1891 | Brasile | ||
Toniolo Giovanni Domenico | Loria | 26-04-1868 | di Abramo e Bertapelle Domenica | 19-10-1891 | Brasile | ||
Vendrame Benedetto | Loria | 05-07-1828 | di Antonio e Bottando Angela | ved. Pinarello Angela | 18-02-1892 | S.Paolo | |
Vendrame Maria | Loria | 08-09-1869 | di Benedetto e Pinarello Angela | id. | id. | ||
Vendrame Virginia Angela | Loria | 25-09-1873 | di Benedetto e Pinarello Angela | id. | id. | ||
Vendrame Ester Giuseppa | Loria | 04-09-1864 | di Benedetto e Pinarello Angela | 01-12-1887 | id. | ||
Vendrame Francesco | Loria | 20-03-1842 | di Giuseppe e Berton Giustina | Faccin Matilde | 29-12-1878 | 01-12-1887 | S.Paolo |
Faccin Matilde | Maser | 17-04-1854 | di Domenico e Canil Angela | Vendrame Francesco | 29-12-1878 | id. | id. |
Vendrame Angela Giustina | Loria | 02-03-1881 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Vendrame Filomena Maria | Loria | 02-04-1883 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Vendrame Genoveffa Maria | Loria | 25-06-1885 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Vendrame Giuseppe | Genova | 13-11-1887 | di Francesco e Faccin Matilde | id. | id. | ||
Berton Giustina | Poggiana di Riese | 27-08-1816 | di Giovanni e Domenica | ved. Vendrame Giuseppe | id. | id. | |
Vendrame Pietro Paolo | Loria | 23-05-1858 | di Giuseppe e Berton Giustina | id. | id. | ||
Zandonà Bortolo | Loria | 16-05-1818 | di Domenico e Gastaldin Maria | ved. Facchin Regina | 20-12-1891 | S.Paolo | |
Zandonà Domenico | Loria | 07-08-1852 | di Bortolo e Facchin Regina | Bonato Matilde | 25-04-1875 | id. | id. |
Bonato Matilde | Loria | 16-04-1853 | di Luigi e Baccini Angela | Zandonà Domenico | 25-04-1875 | id. | id. |
Zandonà Giovanni Luigi | Loria | 28-08-1875 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Regina Angela | Loria | 09-02-1877 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Fortunato Bartolomeo | Loria | 12-09-1878 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Maria Teresa | Loria | 10-03-1883 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Giuseppe Luigi | Loria | 20-03-1886 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Santa Amabile | Loria | 17-04-1889 | di Domenico e Bonato Matilde | id. | id. | ||
Zandonà Giacomo | Loria | 15-04-1810 | di Domenico e Gastaldin Maria | id. | id. |