Mostrando postagens com marcador Pioneiros italianos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pioneiros italianos. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de maio de 2026

A Morte Longe da Pátria na Imigraçao Italiana

 


A Morte Longe da Pátria na Imigração Italiana

Havia dores que começavam no porto e nunca mais terminavam. O emigrante italiano que desembarcava no Brasil no final do século XIX aprendia cedo a conviver com perdas sucessivas. Primeiro deixava para trás a aldeia, depois a língua que o cercava desde o nascimento, depois os sinos da igreja que marcavam as horas da infância. Aos poucos, perdia também os rostos familiares, os costumes cotidianos e até a paisagem que dava sentido ao mundo. Mas nenhuma ausência era tão pesada quanto aquela que surgia diante da morte.

Porque emigrar já era, em si, uma pequena forma de morrer.

E morrer definitivamente, longe da própria terra, parecia para muitos uma segunda condenação.

Nas pequenas comunidades do Vêneto, da Lombardia, do Trentino ou do Friuli, os mortos permaneciam próximos dos vivos. Os cemitérios ficavam ao lado das igrejas antigas, cercados de ciprestes, pedras úmidas e nomes repetidos por séculos. Cada família possuía um lugar na memória coletiva da aldeia. O corpo retornava ao solo onde seus antepassados já repousavam havia gerações. A morte, embora dolorosa, ainda possuía continuidade.

No Brasil, tudo era diferente.

Os primeiros imigrantes italianos chegaram às colônias cercadas por mata fechada, barro e isolamento. Muitas vezes não havia igreja pronta, não havia padre residente, não havia cemitério organizado. Em certas regiões, os mortos precisavam ser enterrados em clareiras improvisadas, abertas às pressas no meio da floresta úmida. Cruzes de madeira eram fincadas na terra vermelha sem qualquer garantia de permanência.

Algumas sepulturas desapareciam poucos anos depois, engolidas pelo mato ou pela erosão.

Para homens e mulheres profundamente católicos, aquilo provocava um sofrimento silencioso e devastador.

A tradição funerária italiana não era apenas um ritual religioso. Era uma forma de pertencimento. Os velórios reuniam vizinhos, parentes e gerações inteiras. As procissões atravessavam ruas estreitas enquanto os sinos dobravam lentamente. Rezava-se pelas almas durante dias. As famílias retornavam aos túmulos em datas específicas, limpavam as lápides, acendiam velas e conversavam sobre os mortos como se ainda fizessem parte da mesa familiar.

No Brasil das colônias recém-fundadas, muitos desses rituais precisaram ser reinventados. 

Houve famílias que passaram a velar seus mortos dentro de casas de madeira ainda inacabadas, iluminadas apenas por lampiões. Mulheres cobriam espelhos com tecidos escuros, como faziam na Itália, tentando preservar algum elo com o passado. Homens caminhavam quilômetros em busca de um padre que pudesse oferecer a extrema-unção ou celebrar uma missa de corpo presente. Quando isso não era possível, o próprio patriarca da família conduzia as orações em dialeto vêneto, diante do caixão simples construído pelos vizinhos.

Em muitos lugares, os sinos inexistiam.

E talvez isso doesse mais do que a própria pobreza.

Porque o silêncio durante a morte parecia confirmar o abandono.

Entre os imigrantes italianos existia ainda um temor profundo: o medo de desaparecer sem memória. Não ser enterrado na terra natal significava romper uma cadeia antiga de continuidade familiar. Muitos morreram carregando a esperança impossível de um retorno à Itália. Alguns guardaram durante décadas pequenas economias para uma viagem que jamais aconteceria. Outros pediam, nos últimos dias de vida, que ao menos um punhado de terra italiana fosse colocado sobre seus túmulos — desejo quase sempre impossível nas colônias distantes do Sul do Brasil.

A nostalgia da pátria perdida tornou-se parte inseparável da experiência emigratória. Historiadores apontam que os imigrantes preservavam cantos, tradições religiosas e rituais como forma de reconstruir simbolicamente o mundo abandonado na Europa. 

E foi justamente nos cemitérios que essa tentativa de reconstrução tornou-se mais visível.

Os descendentes daqueles pioneiros ainda encontram, em muitas antigas colônias italianas, lápides escritas em talian ou em italiano antigo. Algumas trazem fotografias ovais já apagadas pelo tempo. Outras exibem símbolos religiosos vindos diretamente da cultura camponesa do norte da Itália: mãos entrelaçadas, ramos de oliveira, imagens da Madona e inscrições pedindo descanso eterno “longe da pátria, mas sob os olhos de Deus”.

Os cemitérios transformaram-se em fragmentos da Itália transplantados para o Brasil.

Ali repousavam homens e mulheres que talvez nunca tenham deixado de sentir-se estrangeiros.

A morte também revelava outro drama cruel da imigração: a solidão dos velhos. Muitos pioneiros envelheceram sem rever irmãos, pais ou amigos deixados na Europa. As cartas diminuíam com os anos. Os retratos amareleciam dentro das gavetas. E quando finalmente morriam, já não existia ninguém na Itália capaz de reconhecer seus rostos.

Era como se duas mortes acontecessem ao mesmo tempo: a física e a memória.

Ainda assim, aqueles imigrantes criaram algo extraordinário.

Mesmo arrancados da própria terra, reinventaram a dignidade dos rituais funerários. Construíram capelas comunitárias, organizaram irmandades religiosas, ergueram cemitérios ao lado das novas igrejas de pedra e ensinaram aos filhos o dever de honrar os mortos. Muitas comunidades italianas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo transformaram o Dia de Finados numa das celebrações mais profundas da memória coletiva. 

As famílias limpavam os túmulos dias antes. Acendiam velas ao anoitecer. Rezavam em silêncio. E, sem perceber, repetiam gestos que haviam atravessado oceanos dentro da alma dos pioneiros.

Talvez seja essa a herança mais comovente da imigração italiana.

Os primeiros emigrantes perderam quase tudo: a língua original, a aldeia, a pobreza conhecida, os campos da infância e, muitas vezes, até a possibilidade de voltar. Mas recusaram-se a perder a memória dos seus mortos.

E enquanto houver um descendente capaz de pronunciar um sobrenome antigo diante de uma lápide esquecida no interior do Brasil, aqueles homens e mulheres continuarão regressando simbolicamente à pátria que nunca deixaram de amar.


Nota do Autor

Há algo profundamente humano no desejo de repousar junto às próprias raízes. 

Durante séculos, nas pequenas aldeias italianas espalhadas entre montanhas, vinhedos e campos estreitos, os mortos permaneciam perto dos vivos. Os sinos das igrejas anunciavam as despedidas, os cemitérios guardavam gerações inteiras da mesma família, e cada lápide parecia continuar contando a história daqueles que haviam partido. Morrer na própria terra significava permanecer pertencendo a ela.

A grande emigração italiana rompeu também essa antiga continuidade.

Milhões de homens e mulheres atravessaram o oceano acreditando que deixavam apenas a pobreza para trás. Mas, com o passar dos anos, descobriram que haviam se afastado igualmente do lugar onde imaginavam terminar seus dias. Muitos pioneiros que chegaram ao Brasil jamais voltaram a ver os campanários de suas aldeias, as estradas de pedra da infância ou os túmulos de seus pais. E quando a morte finalmente chegou, ela encontrou esses emigrantes cercados por uma terra nova, muitas vezes ainda estranha, coberta por matas e silêncios desconhecidos.

Este texto nasceu justamente dessa dor pouco comentada da imigração: o sofrimento íntimo de morrer longe da pátria.

Não se tratava apenas da distância geográfica. Tratava-se do medo do esquecimento. Do receio de desaparecer em uma terra onde ninguém pronunciaria corretamente o próprio sobrenome, onde os velhos costumes funerários precisavam ser improvisados, e onde a saudade se tornava presença permanente dentro das famílias.

Ainda assim, os imigrantes italianos revelaram uma extraordinária capacidade de reconstrução emocional. Mesmo arrancados de suas origens, recriaram rituais, ergueram capelas, organizaram procissões, conservaram rezas antigas e ensinaram aos filhos o dever de honrar os mortos. Em muitas colônias brasileiras, os cemitérios transformaram-se em pequenas extensões simbólicas da Itália perdida — lugares onde memória, fé e pertencimento sobreviveram ao tempo.

Ao escrever estas páginas, procurei recordar não apenas aqueles que vieram viver no Brasil, mas também aqueles que aqui permaneceram para sempre, sob uma terra diferente daquela onde nasceram. Homens e mulheres simples que talvez nunca tenham deixado de sonhar com o retorno impossível à aldeia distante, mas que acabaram construindo, com sofrimento e coragem, uma nova pátria para seus descendentes.

Talvez seja por isso que tantas famílias ítalo-brasileiras ainda sintam emoção ao visitar os antigos cemitérios das colônias. Porque ali repousam não apenas os mortos, mas também a memória silenciosa de um povo inteiro que aprendeu a transformar saudade em permanência.

E enquanto houver alguém disposto a lembrar seus nomes, aqueles pioneiros jamais estarão verdadeiramente longe de casa.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta



sábado, 16 de maio de 2026

Soto el Fredo Ciel dei Monti Gaùssi

 


Soto el Fredo Ciel dei Monti Gaùssi

La saga de Giacomo Parotto ´nte la Colònia Conde D’Eu


Zera el 1882, con su le coline sassorose de San Gervasio Bresciano, un comune de Brescia, Lombardia, la febre de l’emigrassion la se spaiava come un fogo che nissun riussiva a fermar. No ghe zera bisogno de carteli in piassa, né de aviso in ciesa. Bastava scoltar le ciàcoe basse drento i cantoni o sui campi par capir che na nova mania la zera vegnù su le famèie: l’Amèrica.

Fin no tanto tempo indrio, i òmeni del paese i se movea solo par stagion, ndando a laorar su i risai del Piemonte o su le fàbriche de maton del Véneto, e po i tornava con qualchi sbranca de monede par comprarse ´na vaca o sistemar el teto. Ma quel inverno, qualchidun de novo el zera vegnù. El nome “Brasile” el spuntava drento le ciàcoe come ‘na promessa e ´na sfida. Pochi savea ´ndove che zera — qualchedun pensava a ‘na isola drento el mar, altri che zera ancora roba de Portogalo —, ma tuti disea che là le tere le zera grasse, calde, che in pochi mesi se guadagnava quelo che in Itàlia ghe voleva ani interi.

La vita in Itàlia no zera gnanca bona par dar un fià de speransa. El Regno, unì da poco, el zera ancora vassilava, ciapà drento un sistema storto e un Stato che no zera bon a tegner sù la gente de campagna. ´Nte el nord, là ndove che viveva Giacomo Parotto, i bei paesagi de vigne e campi de grano i nascondea ´na realtà amara: la misèria e la mancansa de laoro i se spaiava come ‘na mala pianta.

I coloni paroni, come Giacomo, i zera restà schiavi de dèbiti che no se podea mai pagar. Par seminar bisognava ciapar prèstiti con usure da far paura; par restituir bisognava dar via mesa racolta, e quando la racolta la se sfasea — come che zera sucesso da ani —, el dèbito el cressea ancora de pì. El pan de ogni zorno el zera scarso, e la polenta, prima glòria e sustento de la campagna, la rivava in tola in panari sempre pì pòveri.

De avanso, gnente. Le parole dei polìtici zera vento. Altri paesi de Europa i ´ndava avanti con le fàbriche e le strade nove, l’Itàlia restava piantà ´nte un sistema vècio, manegià dai latifondisti e da ‘na burocrasia che ingiassava tuto. Par la gente de le vile, la vita la zera un passassoto scuro: laorar fin a consumarse, pagar dèbiti che mai no calava, vardar i fiòi cresser magri e sensa speransa.

´Nte sto sofoco, la parola “Mèrica” la s’iluminava come ´na fiameta. No zera importante saver ben che cosa ghe zera drento a quel osseano — bastava saver che là, forse, ghe zera ‘na porta fora da la misèria. Par Giacomo, l’idea la ze nassù pian pian, come un pensier proibì… ma con i mesi che passava e i dèbiti cresseva, el pensier el diventava sempre pì grosso, fin che no el zera stà pì da tegnerli zo.

Giacomo Parotto, lora con trentadue ani, no zera un omo de fàvole. Laorador nato, con le man dure da laorar e da inverni lunghi, el gavea orgòio de la tera lassà dal so pare. Ma tre ani de fila la racolta de grano la zera ´ndà a monte. Le seche gavea brusà le vigne. E, par finir, le tasse le zera montà ancora. Con tre fiòi pìcolini e la mòier, Caterina, zà malandà de salute, Giacomo lu el ga capì che emigrar la zera forse l’ùnica salvassion.

No la zè stà un lampo. La resolussion come go dito prima, la ze vegnù pian pian, vardando i visin sparir da un zorno a l’altro, vendendo tuto quel che gavea par pagar el viaio. In fondo, no zera la speransa che movea quela fiumana de gente, ma l’imitassion: nissun voleva restar drìo a vardar i altri che se tirava su. E le lètare che rivava da oltre mar le zera pien de conti gonfià: tera larga, racolte grasse, oro par tera.

´Na sera de otobre, con la legna che scotava sul fogon, Giacomo l’ha dito a la mòier che la resolussion la zera fata: Brasil. Caterina no la ga dito gnente sùbito. Lei savea che discuter no servia. In paese se disea che chi che scartava la “ciamà de l’Amèrica” el zera condenà a morir ´nte la stessa misèria de sempre. E Caterina la gavea pì paura par i so fiòi che par lei.

Radise ´ntei Monti

I ani i ga passà, e Giacomo el ga imparà a tegner la mata a bada. Con i visin, el taia picade, el fa sercade, el spartisse semense. In pochi ani, un vignal el se spande sora la costa dolse drìo la casa, come che volesse strensarla drento un abràssio. Le prime piantine, rami presiosi strensà in strasse ùmide e portà via de la lontan Itàlia, i zera resistì al viaio longo. Giacomo, co le man pasienti, i gavea inestà su le vide brave che ghe cressea là, selvàdeghe, ben prima che rivasse i coloni. El risultà el ze stà sorprendente: le vite le ga ciapà la forsa de le piantte selvàdeghe e el gusto fin de l’uva de la so tera nativa. Ogni ramo novo el zera come un legame invisìbile tra el passà e el presente, e el profumo dolse dei primi fior de primavera el segnava che quela costa no zera pì solo tera — zera memòria viva, piantà ´nte’l Brasil. ´Nte l’autun, l’odor de l’ua madura el empinia l’ària, e Giacomo el soniava de far vin come quel che so pare el fasea in Lombardia.

La comunità la cresseva con la rivada de novi emigranti. Italiani de region diverse i mescolava dialeti, maniere e tipi di magnar. Ghe zera feste, messe e, qualche volta, bale su confini.


El Prèssio e la Promessa

Dopo trè desseni, Giacomo Parotto lu el zera un omo stimà in tuta la region. I so fiòi i gavea za tera e famèie pròprie. El vignal, adesso grande e produtivo, el fasea un vin bianco de rara qualità, que el zera apresà e vendù fin anca in altre colónie. Caterina, anca se segnà dal tempo e dal laoro duro, la tegnea ancora quel sguardo fermo e deciso che lei gavea la sera che lori i zera partì da l’Itàlia, come se el coraio de quela partensa la batesse ancora drento el so spìrito.

La sera, sentà apresso al fogon, Giacomo el lassava la mente scorrere tra i ani de fadiga e sacrifìssio. L’Amèrica, lontan dal paradiso che i ghe gavea promesso, la se zera si mostrà dura e spietà. Ma là, tra sudor, pasiensa e speransa ostinada, la zera nassù na vitòria silensiosa sora la misèria — ‘na richessa che gnente oro la podea misurar, incisa par sempre drento el cuor de chi gavea avù el coraio de sóniar.

Nota del Autor

Sto brano el fa parte de un libro de fission, con personagi e nomi inventà, ma la stòria la se inspira a na lètera vera, tegnù in un archìvio pùblico. El protagonista, come tanti de la so època, el zera nato in ‘na tera segnà da la povertà, dai limiti de la vita contadina e da la mancanza de ocasion che prometea solo fadiga e dolore. Sto contesto, insieme co la coraio e la speransa, el ghe dà la spinta de lassar l’Itàlia e sercar un futuro mèio oltre mar. Scrivendo sta òpera, mi go volù no solo contar la so stòria, ma anca onorar tuti quei pionieri che, con fadiga dura e determinassion, i ga trasformà la vècia Colònia Conde d’Eu ´nte la sità viva de Garibaldi. Incòi, le so memòrie le vive ´nte i spumanti che la region la produse e ´nte la forsa silensiosa de chi, contro ogni dificultà, la ga costruì un futuro che parea impossìbile. 

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Pioneiros Italianos da Colônia Azambuja em Santa Catarina

 


Pioneiros Italianos da Colônia Azambuja em Santa Catarina


A Colônia Azambuja, localizada no sul de Santa Catarina, teve início em 28 de abril de 1877, data que marca a chegada dos primeiros imigrantes italianos à região. Esse momento representa um dos capítulos importantes da grande corrente da Imigração Italiana no Brasil, quando milhares de famílias deixaram suas terras na Itália em busca de novas oportunidades na América.

Nos primeiros tempos, a maioria dessas famílias estabeleceu-se nas proximidades do núcleo central da colônia, onde começaram a organizar a vida comunitária em meio a um território ainda pouco ocupado. Eram agricultores vindos principalmente do norte da Itália, acostumados ao trabalho da terra e determinados a reconstruir suas vidas em um ambiente desconhecido. Ali, enfrentaram os desafios típicos do início da colonização: a derrubada da mata, a abertura de caminhos, a construção das primeiras casas e o preparo das lavouras que garantiriam a subsistência das famílias.

Com o passar dos anos e a chegada de novas levas de imigrantes italianos, o povoamento da colônia se expandiu gradualmente. As terras ao redor da sede começaram a ser ocupadas, formando novos núcleos rurais e ampliando o território habitado pelos colonos. Assim, pouco a pouco, a Colônia Azambuja transformou-se em um importante centro da presença italiana em Santa Catarina, marcado pelo trabalho agrícola, pela organização familiar e pela preservação de tradições culturais e religiosas trazidas da Itália.

Esse processo de ocupação e desenvolvimento não apenas consolidou a comunidade local, mas também contribuiu para a formação histórica e cultural de toda a região, deixando um legado que ainda hoje pode ser percebido na identidade das populações descendentes dos primeiros pioneiros italianos.

Sobrenomes dos Pioneiros:

ACCORDI  

ARALDI 

AROZIO 

BAESSO  

BAGGIO

BALZANELLI

BARDINI

BARRONI 

BARZAN

BATILANA

BATTAINI

BENATI

BENATTI

BERLANDA

BERTI

BETTIOL

BOLOGNINO

BOM

BONETTI 

BONO

BORTOLUZZI

BRAMBILA

BRESSAN

BROCCA

BROGNOLLI

BROLESE

BRULERA

BURATO

BURIGO

BUSANI

BUSINARO

BUZZINARI

CAGNOLA

CALDANA

CANAVESI

CANEVER

CARADINI

CARBONI 

CARDINALLI

CARGNIN 

CARRARA

CARTELLI

CASAGRANDE

CASSAGE

CASTAGNETI

CASTAGNINI

CASTELLETTI

CATANEO 

CAVAZZONI

CEMIN

CENIN 

CERTARO

CERZELO

CHIRICO

CIPRIANI

COMELLI

CORRADINI

COSTA

DALLA PEGARRARA 

DAMIAN

DAMIAN PREVI

DANDOLINI

DE BONA PORTON

DEMO

FERRARI

FILIPPI

FOLCHINI

FORMIGONI

FORNASA

FRAGNAN

FRANCHI

FRASI  

FRECCIA

FREGNAN

FREITAS

FRETTA

FURGHERI

FURGHESTI

FURLAN

FURLANETTO

GALVANI

GARBELOTTI

GENOVEZ

GHIRALDO

GHISI

GIRARDI

GRANDI

GRASSI

LIBERATO

LODIGIANI

LONGO

LOTTI

LUMMI

LUPI PORRINI

MACALOZZI

MAGGIONI

MAGRI

MANARIN

MANFREDI

MANFREDINI

MARCON

MARGARITTI

MARGOTTI

MARGOTTO

MARTINELLI

MARZA

MASIERO

MINATO

MINOTTO

MODOLON

MOLON

MORETTO

MORSELLI

MORTARI

MOSERLE

MUDOLON

NALBONI

NANDI

NEGRI

NICOLADELLI

NOLA

ORLALDI

ORLANDI

PADOVANI

PARISI

PASETTO

PASSAORI

PAZZETO 

PEGORARA

PELICERA

PELIZZER

PERDONÁ

PERON

PESCADOR

PESCARINI

PIGARELLI

POPINI 

PREVE

QUAREZEMIM

ROMAGNA

ROSSETTI

ROSSO

SABAINI 

SANDRINI

SAVI

SAVI MONDO

SCARDUELLI

SCREMIN

SIGNORETTI

SILVESTRI

SPILERE

STORI

TALAMINI

TANCHELLA

TARTARI

TASSI 

TONNI

TRALDI

TRAMONTIN

TUNOSE 

TUROSSI

VANNELLI 

VICENTINI

VIGARANI

VITORASSI

ZABOT

ZAMNINI

ZAMPARETTI

ZANATTA

ZANELLA

ZANI

ZANINI

ZAPPELLINI


Assim foram distribuídos:


AZAMBUJA  (SEDE)


AROZIO 

BATTAINI

BERTI

BONO

BROLESE

BUSANI

BUSINARO

CAGNOLA

CANAVESI

CASSAGE

CASTAGNETI

CASTELLETTI

CAVAZZONI

CORRADINI

COSTA

DEMO

FILIPPI

FORMIGONI

FRAGNAN

FRANCHI

FRASI  

FRECCIA

FREITAS

FURGHERI

GARBELOTTI

GHIRALDO

LODIGIANI

LUMMI

MAGGIONI

MAGRI

MANFREDI

MARCON

MARGARITTI

MARGOTTO

POPINI 

QUAREZEMIM

MARZA

MORETTO

MOSERLE

MUDOLON

PADOVANI

PASETTO

PEGORARA

PELICERA

PELIZZER

PESCARINI

SABAINI 

SIGNORETTI

STORI

TANCHELLA

TARTARI

TASSI

TONNI

TUROSSI

VANNELLI 

VISENTINI

ZANI

ZANINI


RIO PEDRAS GRANDES 


BARRONI 

BERTI

BRAMBILA

BROCCA

CALDANA

CANEVER

CARBONI

FOLCHINI

FORNASA

FREGNAN

FURGHESTI

GIRARDI

MANFREDINI

MODOLON

NOLA

PARISI

ORLANDI

PASSAORI

PESCARINI

SCARDUELLI

TRALDI

TANCHELLA

TASSI 

VIGARANI

ZABOT


CANELA GRANDE


ACCORDI  

BENATTI

BOLOGNINO

BROGNOLLI

CERZELO

FRETTA

LUPI PORRINI

MACALOZZI

MORTARI

ROSSETTI

SILVESTRI

ZAMNINI


RIO CINTRA


ARALDI 

BALZANELLI

BARDINI

BERLANDA

BRULERA

BURATO

CARADINI

CARRARA

CARTELLI

CIPRIANI

GRASSI

MANARIN

MARGOTTI

MINATO

MOLON

NANDI

TUNOSE 


SÃO JOÃO


BAGGIO 

BENATTI

BRESSAN

CALDANA

CASTAGNINI

DALLA PEGARRARA 

FOLCHINI

MORSELLI

PERDONÁ

SCREMIN

VICENTINI

ZANELLA


SANTO ANTÔNIO


BARDINI 

BARZAN

BATILANA

BERTTI

BAGGIO

BENATI

CARBONI

CARDINALLI

CASAGRANDE

CEMIN

DAMIAN

DE BONA PORTON

FORNAZA

MASIERO

NOLLA

PARISE

PREVE

ROMAGNA

ROSSO

SAVI

SPILERE

TALAMINI

VITORASSI

ZAMPARETTI

ZANATTA


ARMAZÉM


BAESSO  

BONETTI 

CARBONI 

CARGNIN 

CATANEO 

COMELLI

DANDOLINI

FURLAN

FURLANETTO

GHISI

LIBERATO

LOTTI

MINOTTO

NEGRI

NICOLADELLI

ORLALDI

PERON

PIGARELLI

SANDRINI

ZAMNINI

ZANELLA

ZAPPELLINI


RANCHO DOS BUGRES


BETTIOL

BOM

BORTOLUZZI

BURIGO

CENIN 

DAMIAN PREVI

GALVANI

GENOVEZ

GRANDI

LONGO

NALBONI

PESCADOR

ROMAGNA

SAVI MONDO

TRAMONTIN


RIACHO DO NORTE


BORTOLUZZI

BUZZINARI

CERTARO

CHIRICO

FERRARI

FRETTA

MARTINELLI

PAZZETO 


Nota do Autor

Este texto apresenta uma relação dos primeiros imigrantes italianos que participaram da formação da Colônia Azambuja, em Santa Catarina. A lista reúne os nomes daqueles pioneiros que chegaram à região no período inicial da colonização, contribuindo diretamente para o surgimento da comunidade e para o desenvolvimento das primeiras atividades agrícolas e sociais da colônia.

Mais do que simples registros, esses nomes representam famílias que atravessaram o oceano em busca de novas oportunidades e que enfrentaram as dificuldades próprias da adaptação a uma terra ainda em processo de ocupação. Ao estabelecerem suas casas e lavouras, esses imigrantes lançaram as bases da vida comunitária que, com o passar dos anos, daria origem a novas localidades e ao crescimento da região.

Assim, o objetivo desta lista é preservar a memória desses pioneiros, valorizando a presença italiana na história de Santa Catarina e reconhecendo o papel fundamental dessas famílias na construção das primeiras comunidades da Colônia Azambuja. 

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta